Saúde na Câmara

por admin publicado 19/03/2020 14h25, última modificação 25/03/2020 14h46

Relatório final do inquérito sorológico aponta que 10% da população já teve contato com o coronavírus

por Damião Rodrigues publicado 13/01/2021 10h17, última modificação 13/01/2021 10h17

13.01.2021 às 10h30

O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), recebeu o relatório final da Continuar Cuidando, pesquisa que visa conhecer o cenário epidemiológico da Covid-19 na Paraíba. O inquérito apontou que 10% da população já teve contato com o novo coronavírus.  A estimativa vem dos testes realizados nas pessoas entrevistadas, nas quais foi identificado o anticorpo IgG. Ao todo, 130 municípios participaram da investigação que aconteceu entre 3 de novembro e 22 de dezembro de 2020. 

O relatório final traz, além de outros dados, as estimativas das prevalências e dos números de pessoas, referentes aos resultados do teste rápido (IGM e IGG). Essas informações estão separadas por grupos de variáveis, que são: Socioeconômicas (sexo, idade, renda, macrorregião de saúde, trabalho, escolaridade, renda); Hábitos de Higiene/Proteção (se saiu de casa, uso de máscara, uso de álcool); e Comorbidades (diabetes, hipertensão, doença no coração, obesidade, outra doença crônica).

De acordo com a investigação, a 1ª Macrorregião de Saúde, sem João Pessoa, tem a maior ocorrência de casos de Covid-19, com 15,2%. Enquanto a Grande João Pessoa aparece com 13,3%, seguida da 3ª Macro, com 7,1% e da 2ª Macro, com 4,7%.  Para as estimativas segundo a variável sexo, a pesquisa aponta que 8,7% da população de homens e 11,2% da população de mulheres apresentam IgG positivo. 

Sobre a condição de trabalho, o inquérito mostra a semelhança da prevalência do anticorpo IgG entre os grupos de pessoas com trabalho regular ou com horário fixo, com 9,4%, e de pessoas fora do mercado de trabalho, que não trabalham e não procuram ativamente por trabalho, com 9,7%. Já a variável renda aponta que não há muita diferença entre os extremos sociais, pois a estimativa é que 8,8% da população com renda igual ou inferior a 1000 reais e 8,5% da população com renda acima de 5000 reais já tiveram contato com o vírus. 

De acordo com o secretário executivo da Saúde, Daniel Beltrammi, esse dado mostra que a classe média ficou muito mais tempo exposta ao vírus do que as classes menos favorecidas. “Houve um hiato entre março e maio marcado pela classe média predominando nas infecções, enquanto a periferização do vírus avançava. Então ela ficou mais exposta à carga de doença mesmo. Mas mesmo assim, quando analisamos a faixa de renda até mil reais, a velocidade de periferização e contágio foi tão maior que ela praticamente recuperou a mesma carga de doença com maior velocidade”, pontua. 

Sobre a variável idade, o inquérito aponta que a maior prevalência do vírus é entre o grupo de pessoas com faixa etária entre zero e 11 anos, que aparece com 16,40%. O relatório também apresenta que a presença do anticorpo IgG positivo em menores de cinco anos é de 14,2%. A segunda maior prevalência de casos está na faixa etária entre 50 e 59 anos, com 10,7%, seguida do grupo de pessoas de 60 anos ou mais, com 9,8%. Para o secretário executivo, a dependência da mãe, ou de um adulto, criou uma porta aberta para o vírus. “À medida que a criança vai crescendo, ganhando mais autonomia, se tornando mais independente e se cuidando mais, ela fica menos exposta. Aqui fica o questionamento do que poderia ter acontecido com essa prevalência se as creches, escolas e instituições de ensino no geral não tivessem suas atividades presenciais suspensas. A gente teria construído algo em torno de 30% de prevalência média”, reflete. 

O inquérito aponta que 14% da população que nunca usou máscara possui resultado positivo para o anticorpo IgG. Esse dado muda para 10% entre as pessoas que sempre usaram. Para Daniel Beltrammi, o uso da máscara se mostrou protetor. “A Paraíba termina como o primeiro estado que fez um inquérito de soroprevalência com 10% da população acometida, algo entre 400 mil pessoas foram alcançadas pelo vírus e pra chegar a esse número, o vírus já ceifou 3.800 vidas. Se caminharmos nesse ritmo, para atingirmos os 60% restantes para os 70% da imunidade de rebanho, serão muitas outras vidas perdidas. Portanto, pedimos aos paraibanos que continuem usando máscara, lavando as mãos e mantendo o distanciamento entre as pessoas”, completa.

A pesquisa Continuar Cuidando foi uma iniciativa do Governo do Estado da Paraíba, em parceria com o Observatório de Síndromes Respiratórias da Universidade Federal da Paraíba.

 

Fonte: Secom/PB

 

Novo Normal: Primeira avaliação de 2021 aponta redução de municípios nas bandeiras vermelha e laranja

por Damião Rodrigues publicado 12/01/2021 09h24, última modificação 12/01/2021 09h24

12.01.2021 às 9h39

A Secretaria de Estado da Saúde publicou, na tarde deste sábado (9), a 16ª avaliação do Plano Novo Normal Paraíba, com a análise situacional e evolutiva da Pandemia da Covid-19 no Estado da Paraíba e recomendações necessárias para contenção da recrudescência da pandemia em todo Estado. 

A primeira avaliação de 2021 passa a vigorar nos 223 municípios do Estado a partir desta segunda-feira (11) e aponta a ausência de municípios em bandeira vermelha (mobilidade impedida),  redução expressiva da participação da bandeira laranja (mobilidade restrita) de 38% para 9% dos municípios paraibanos, crescimento da bandeira amarela (mobilidade reduzida) de 56% para 87% dos municípios paraibanos, e discreto crescimento dos municípios em bandeira verde (mobilidade livre) de 3% para 4% dos municípios paraibanos. 

Na 16ª avaliação, 21 municípios paraibanos encontram-se em bandeira laranja, esboçando uma importante redução de 29% em relação à 15ª avaliação. A avaliação apresenta 193 municípios da Paraíba na bandeira amarela, um crescimento de 31% em relação à avaliação anterior. Constatam-se transições de algumas bandeiras para a bandeira amarela, sendo dois municípios da bandeira verde para a bandeira amarela. São também dois os municípios que tiveram transição da bandeira amarela para a bandeira laranja. Nesta avaliação não houve transições da bandeira laranja para a bandeira vermelha. Foram seis os municípios que transitaram da bandeira vermelha para a bandeira laranja. Também foram registradas seis transições da bandeira amarela para a bandeira verde, que teve sua participação acrescida para 4% dos municípios paraibanos. Por sua vez, 54 municípios paraibanos transitaram da bandeira laranja para a bandeira amarela. Apenas um município transitou da bandeira laranja para a bandeira verde. 

A literatura científica internacional aponta que os reflexos da adoção de comportamentos de alto risco, como o abandono do uso de máscaras e a ocorrência de  atividades com grandes aglomerações, majoritariamente entre a população das faixas etárias de 19 a 59 anos, afetam os indicadores utilizados pelo Plano Novo Normal no prazo de uma semana, o que permite correlacionar a piora ou a melhora do comportamento social, quanto à adoção de medidas protetivas, com a deterioração ou melhora do contexto epidemiológico e das capacidades do sistema de saúde, na forma de maiores ou menores ocupações dos leitos hospitalares para os cuidados à Covid-19 na Paraíba. 

O secretário executivo de Gestão de Redes de Saúde, o médico sanitarista Daniel Beltrammi, credita parte do sucesso desta avaliação às medidas adotadas pelo Governo do Estado da Paraíba, ratificadas pelos Ministérios Públicos e Poder Judiciário, entre os dias 24/12/2020 e 01/01/2021, que foram capazes de mitigar parte considerável dos efeitos negativos cumulativos das grandes aglomerações que se dariam em função das festividades de final de ano. Ele afirma que "os efeitos positivos destas medidas já podem ser observados na consistente melhoria das condições da pandemia de Covid-19 na Paraíba traduzidas na 16ª avaliação do Plano Novo Normal". O secretário também reforça que "os esforços para que se contenham as evoluções da situação pandêmica para pior devem ser mantidos e dependem da decisão de cada uma das pessoas em seguir protegendo suas vidas por meio dos métodos e comportamentos reconhecidamente efetivos para conter a disseminação do novo coronavírus". 

Taxa de Transmissibilidade (Rt) - O documento também traz a análise dos números efetivos de reprodução viral para covid-19 (rt) no estado da Paraíba. Os dados são do Observatório de Síndromes Respiratórias da Universidade Federal da Paraíba (https://obsrpb.shinyapps.io/rt_estim/ ) e aponta que a Paraíba apresentou, em 08/01/2021, comportamento da média móvel dos últimos 14 dias de Rt 0,9421; e Rt diário de 1,08, o que pode representar tendência de transmissibilidade ativa do novo coronavírus no Estado.

João Pessoa apresentou, em 08/01/2021, comportamento da média móvel dos últimos 14 dias de Rt acima de 1,0 (1,1558). Apresenta também Rt diário de 1,03 demonstrando intensa atividade de transmissibilidade viral na última quinzena e certa resiliência para retorno da taxa de transmissibilidade a uma situação de decréscimo estável em João Pessoa.

Campina Grande apresentou, em 08/01/2021, comportamento da média móvel dos últimos 14 dias de Rt acima de 1,0 (1,0595), o que representa transmissibilidade ativa e persistente do novo coronavírus. Exige atenção o fato de o Rt da mesma data estar acima da média móvel dos últimos 14 dias (1,0378), podendo variar até 1,1268; demonstrando uma tendência de aumento consistente da transmissibilidade do vírus no município em análise.

Cajazeiras apresentou comportamento da média móvel dos últimos 14 dias de Rt acima de 1,0 (1,092), o que representa transmissibilidade ativa do novo coronavírus no município. O Rt em 08/01/2021 está em 0,7877 com limite superior da variação em 0,9049, demonstrando uma situação de disseminação sustentada do vírus na última quinzena.

Saber como se proteger do contágio pelo novo coronavírus é fundamental e por isso a Secretaria Estadual de Saúde reforça a recomendação de que as equipes de saúde sigam orientando as famílias para que estas permaneçam em seus domicílios mantendo convívio apenas com seu núcleo familiar básico, ou seja, com as pessoas que coabitam. O secretário afirma que "melhoras da situação da Covid-19 na Paraíba dependerão muito da ainda maior adesão de todas as paraibanas e paraibanos às três medidas que mais protegem a saúde e da vida das pessoas: usar máscaras, lavar as mãos e manter o distanciamento social, decisões e gestos que precisarão estar cada vez mais presentes em nossos cotidianos", finaliza Beltrammi.

 

Fonte: Secom/PB

 

Saúde divulga dados epidemiológicos da Covid-19 no Brasil

por Damião Rodrigues publicado 08/01/2021 09h44, última modificação 08/01/2021 09h44

08.01.2021 às 10h02

O novo Boletim Epidemiológico sobre a Covid-19, publicado nesta quinta-feira (7/1), apresentou estabilização no número de casos da doença entre os dias 27/12 e 02/01 (Semana Epidemiológica 53) em comparação com a semana anterior. Já os óbitos aumentaram 11% nesse período. O documento mostra que o cenário epidemiológico da Covid-19 é heterogêneo entre as diferentes regiões do país.

Entre os dias 27/12 e 02/01, o número de novos casos da doença foi de 98.963 no Sudeste, 51.170 no Nordeste, 59.749 no Sul, 21.573 no Centro-Oeste e 19.144 no Norte. Quando aos óbitos, foram registrados 2.328 no Sudeste, 734 no Nordeste, 362 no Centro-Oeste, 1.114 no Sul e 392 no Norte.

A publicação mostra também a redução, estabilização e incremento de novos casos e óbitos no Brasil. Com relação ao registro de novos casos da Covid-19, houve redução em 8 estados, aumento em 11 e no Distrito Federal e estabilização em 7 estados. Já em relação ao registro de novos óbitos, foi observada uma redução em 8 estados, aumento em 13 e no Distrito Federal e estabilização em 5.

Os estados do Espírito Santo, Mato Grosso, Sergipe, Piauí, Paraíba, São Paulo, Goiás, Distrito Federal, Amazonas, Acre, Ceará e Amapá registraram aumento no número de casos, durante a SE 53. Apresentou redução dos casos os estados do Rio Grande do Norte, Roraima, Paraná, Tocantins, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Bahia. A estabilização dos casos ocorreu no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Maranhão, Rondônia, Alagoas e Pernambuco.

Em relação aos óbitos novos registrados entre os dias 27/12 e 02/01, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram os maiores números. Já os estados de Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Acre, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná. A estabilização foi observada em Alagoas, Bahia Amapá, Maranhão e Espírito Santo. Por fim, o aumento foi constatado em Sergipe, Pará, Distrito Federal, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo, Ceará, Tocantins, Rio de Janeiro, Amazonas, Rondônia e Roraima.

GESTANTES

Desde o início da pandemia no país até o dia 2 de janeiro, foram notificados 4.880 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19 em gestantes e 252 óbitos. Em relação aos casos de SRAG por Covid-19 em gestantes, a faixa etária mais acometida foi a de 20 a 29 anos de idade com 2.009 (41,2%) casos, seguida da faixa etária de 30 a 39 anos, com 1.962 (40,2%) casos. Em relação às gestantes que evoluíram para óbito por SRAG por Covid-19, a faixa etária de 30 a 39 anos foi a mais acometida, com 116 (46,0%) óbitos, seguida pela faixa etária de 20 a 29 anos, com 82 (32,5%) óbitos.

VIGILÂNCIA LABORATORIAL

O diagnóstico laboratorial se destacou como uma das ferramentas para confirmar os casos e, principalmente, para orientar estratégias de atenção à saúde, isolamento e biossegurança para profissionais de saúde. Até 2 de janeiro, foram realizados 27,3 milhões de testes para a Covid-19, sendo 8,4 milhões de RT-PCR na rede pública e mais 5,7 milhões na rede privada, além dos 13,6 milhões de testes rápidos.

A média diária de exames de biologia molecular realizados passou de 1.148 em março para 58.876 em dezembro. Apenas em dezembro, foram realizados 1,7 milhão de testes RT-PCR. O Ministério da Saúde se mantém à disposição dos estados e municípios para dar suporte às ações de monitoramento, diagnóstico, tratamento e acompanhamentos dos casos, além de incentivar as ações de prevenção e assistência precoce nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Desde o início da pandemia, a pasta vem garantindo a disponibilidade de testes RT-PCR para todo o país, permitindo que o usuário do SUS possa procurar o serviço de saúde e realizar o teste, quando prescrito pelo profissional de saúde.

Luara Nunes

Fonte: Ministério da Saúde

Atualização Covid-19 | 06/01/2021

por Damião Rodrigues publicado 07/01/2021 10h16, última modificação 07/01/2021 10h16

07.01.2021 às 10h29

Paraíba confirma 1.101 novos casos de Covid-19 em 24h

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, nesta quarta (06), 1.101 casos da Covid- 19. Entre os confirmados hoje, 66 (6%) são casos de pacientes hospitalizados e 1.035 (94%) são leves. Agora, a Paraíba totaliza 169.646 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios. Até o momento, 541.482 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados. 

Também foram confirmados 15 novos óbitos desde a última atualização, sendo 04 deles nas últimas 24h. Os óbitos ocorreram entre os dias 27 de novembro de 2020 e 05 de janeiro de 2021, sendo três em hospitais privados, um em residência e os demais em hospitais públicos. Com isso, o Estado totaliza 3.755 mortes. O boletim registra ainda um total de 128.558 pacientes recuperados da doença. 

Concentração de casos 

Cinco municípios concentram 508 novos casos, o que corresponde a 46,13% dos casos registrados nesta quarta. São eles: João Pessoa, com 266 novos casos, totalizando 42.963; Campina Grande, com 79 novos casos, totalizando 15.640; Sousa, com 76 novos casos, totalizando 3.731; Patos, com 47 novos casos, totalizando 7.295; Pombal, com 40 novos casos, totalizando 1.638. 

* Dados oficiais preliminares (fonte: e-sus VE, Sivep Gripe e SIM) extraídos às 10h do dia 06/01/2021, sujeitos a alteração por parte dos municípios. 

Óbitos 

Até esta quarta, 192 cidades paraibanas registraram óbitos por Covid-19. Os 15 óbitos confirmados neste boletim ocorreram entre residentes dos municípios de Bayeux, Cabedelo, Campina Grande, Cacimba de Dentro, Mãe d´Água, Lagoa de Dentro, Sossêgo, São José da Lagoa Tapada, Congo, João Pessoa, Esperança e Patos. As vítimas são dez homens e cinco mulheres, com idades entre 27 e 92 anos. Cardiopatia foi a comorbidade mais frequente, um deles não apresentava comorbidade e uma delas era puérpera. 

Ocupação de leitos Covid-19 

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 50%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 51%. Em Campina Grande estão ocupados 60% dos leitos de UTI adulto e no sertão 60% dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro estadual de regulação hospitalar, 20 pacientes foram internados nas ultimas 24h. 

Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

 

Fonte: Secom/PB

Nota Conjunta dos Ministérios das Relações Exteriores e da Saúde sobre importação de vacinas da Índia

por Damião Rodrigues publicado 06/01/2021 10h44, última modificação 06/01/2021 10h44

06.01.2021 às 10h59

O Governo brasileiro, por meio dos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, esclarece que não há qualquer tipo de proibição oficial do Governo da Índia para exportação de doses de vacina contra o novo coronavírus produzidas por farmacêuticas indianas. 

As negociações entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Serum da Índia para a importação pelo Brasil de quantitativo inicial de doses de imunizantes contra a Covid-19 encontram-se em estágio avançado, com provável data de entrega em meados de janeiro. 

O Secretário-Executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, reuniu-se ontem, 4 de janeiro, com o Embaixador da Índia em Brasília para tratar do tema. A Embaixada do Brasil em Nova Delhi, por sua vez, está em contato permanente com autoridades indianas para reforçar a importância do início da vacinação no Brasil. 

Em nota conjunta, publicada hoje, 5 de janeiro, o Instituto Serum da Índia e a Bharat Biotech comunicaram a sua firme intenção de garantir acesso mundial a suas vacinas contra Covid-19. O CEO do Instituto Serum esclareceu, ainda, publicamente, que a exportação de vacinas produzidas na Índia é permitida para todos os países.

 

Fonte: Ministério da Saúde 

The American Journal of Medicine defende tratamento preventivo para COVID

por Damião Rodrigues publicado 05/01/2021 10h03, última modificação 05/01/2021 10h03

05.01.2021 às 10h18

O renomado The American Journal of Medicine, jornal oficial da Alliance for Academic Internal Medicine, traz em sua primeira edição de 2021 um estudo que comprova a eficácia do tratamento precoce na evolução da Covid-19.

A publicação afirma que, através da medicina preventiva e tratamento precoce, é possível evitar o agravamento do quadro clínico dos pacientes e diminuir a quantidade de internações em hospitais, assim como a evolução dos pacientes para UTI. O artigo desta sexta feira,(01) reforça a importância do tratamento precoce, defendida pelo Governo Federal, como uma recomendação no combate ao coronavírus.

A instrução publicada em forma de artigo científico cita o sucesso em combinar antivirais e vitaminas, citando inclusive, o zinco, a azitromicina e a hidroxicloroquina, amplamente utilizadas no protocolo do Governo Federal no enfrentamento à pandemia. 

O Brasil é líder mundial em relação ao número de pacientes recuperados da Covid-19 e esse fator é resultado das ações do Ministério da Saúde em resposta à pandemia. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, enfatiza a importância do tratamento precoce aos primeiros sintomas de Covid-19, como medida para aumentar as chances de recuperação e diminuir a ocorrência de casos mais graves da doença. “Fica cada vez mais claro que o manejo do paciente precisa ficar escrito nas orientações do Ministério da Saúde, que ele deve imediatamente procurar o médico para o diagnóstico clínico por meio de exames laboratoriais”, pontuou Pazuello.

O ministro defende que o paciente precisa de acompanhamento médico durante todo o tratamento para que seja possível identificar o período correto para realização de cada tipo de teste e para cada procedimento, considerando o estado clínico.

A política de atuação no tratamento precoce tem sido reforçada pelo ministro. “Entendemos que nós não deveríamos deixar as pessoas em casa aguardando uma falta de ar, por exemplo. Se fizéssemos isso, nós estaríamos aumentando o risco de morte em percentuais que não tem comparação”, afirma.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, destaca que essa atitude visa salvar vidas. “Essa conduta precoce pode evitar complicações da doença e garante o acompanhamento médico oportuno que o paciente necessita para que não precise de leitos de UTI. O Sistema Único de Saúde faz acompanhamento de todos os casos de Covid-19, seja eles leves, moderados ou graves”, pontua.

Por meio do E-SUS Notifica, o Ministério da Saúde acompanha os casos leves da doença. O sistema foi desenvolvido em 2020 para captar a notificação imediata de casos leves de Síndrome Gripal (SG) suspeitos de Covid-19. O objetivo é garantir agilidade no processo de notificação e, se necessário, começar o tratamento precoce. As Unidades Básicas de Saúde (UBS), que fazem o primeiro atendimento ao cidadão, estão preparadas para assistir os pacientes.

Além disso, a orientação é a de continuar com as medidas não farmacológicas para conter a transmissão do vírus. “É preciso reforçar a necessidade do uso de máscaras, de manter etiqueta respiratória e a higienização das mãos. Além disso, no aparecimento de qualquer sintoma, a orientação do Ministério da Saúde é procurar um posto de saúde para que o médico possa avaliar e fazer um diagnóstico precoce”, destaca o secretário Arnaldo Medeiros.

O diagnóstico e o tratamento precoces estão entre as principais medidas para reduzir casos graves e óbitos. O Ministério da Saúde vem realizando ações para ampliar o diagnóstico da Covid-19, com protocolos para diagnóstico clínico, radiológico, além da ampliação da capacidade laboratorial. O diagnóstico precoce favorece a adoção de medidas de isolamento de casos e o monitoramento de contatos, o que contribui com a redução de novas infecções.

A procura pelas unidades de saúde deve acontecer assim que surgirem os sintomas, mesmo que sejam leves. As evidências médicas demonstraram que a demora pela busca de atendimento pode agravar os casos e dificultar a reversão do estado clínico do paciente.

“É fundamental que a população saiba que nós só vamos ganhar essa guerra quando todos procurarem atendimento médico logo após os primeiros sintomas. A informação aliada ao tratamento precoce, tem salvado muitas vidas”, afirma o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Pazuello reafirma compromisso do Brasil no enfrentamento à Covid-19: “A curva do Brasil é alongada, pois é um país com dimensões continentais, diferenças regionais e populacionais. Por isso, tivemos impactos em momentos diferentes dependendo de cada região. O que fez e faz diferença para nós foi o tratamento precoce. A mudança de protocolo de cuidado aos pacientes com Covid-19”, enfatizou.

O compromisso da pasta é adequar o atendimento às evidências médicas e científicas para evitar mortes e salvar vidas.


Fonte: Ministério da Saúde



Atualização Covid-19 | 29/12/2020

por Damião Rodrigues publicado 30/12/2020 14h35, última modificação 30/12/2020 14h35

30.12.2020 às 14h52

A Paraíba confirma 423 novos casos de Covid-19 e 12 óbitos nesta terça-feira.

Casos Confirmados: 164.416

Casos Descartados: 216.989

Óbitos confirmados: 3.647

Casos recuperados: 125.377

 

Nesta terça, 29 de dezembro, a Paraíba registrou 423 novos casos de Covid-19 e 12 óbitos confirmados desde a última atualização, 06 deles ocorridos nas últimas 24h. Até o momento, 164.416 pessoas já contraíram a doença, 125.377 já se recuperaram e 3.647, infelizmente, faleceram. Até o momento, 528.467 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados. 

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 51%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 54%. Em Campina Grande estão ocupados 53% dos leitos de UTI adulto e no sertão 68% dos leitos de UTI para adultos.

 

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos. A diferença de casos de ontem para hoje é de 423, nos quais 10 municípios concentram 329 novos casos, o que corresponde a 77,77% dos casos registrados nesta terça. São eles: 

João Pessoa, com 201 novos casos, totalizando 41.452; Patos, com 27 novos casos, totalizando 7.026; Barra de Santa Rosa, com 26 novos casos, totalizando 267; Campina Grande, com 20 novos casos, totalizando 15.290; Taperoá, com 13 novos casos, totalizando 241; Lagoa Seca, com 10 novos casos, totalizando 869; Cabedelo, com 08 novos casos, totalizando 4.049; Cajazeiras, com 08 novos casos, totalizando 3.428; Queimadas, com 08 novos casos, totalizando 1.671; Remígio, com 08 novos casos, totalizando 498. 

 

* Dados oficiais preliminares (fonte: e-sus VE, Sivep Gripe e SIM) extraídos às 10h do dia 29/12, sujeitos a alteração por parte dos municípios.

 

Até hoje, 192 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 12 óbitos registrados nesta terça ocorreram entre 12 e 29 de dezembro, sendo 08 deles nas últimas 48h. Os pacientes tinham idade entre 32 e 98 anos. Doença neurológica foi a comorbidade mais frequente.

Mulher, 98 anos, residente em Conde. Cardiopata, portadora de doença respiratória e ex-tabagista. Início dos sintomas em 21/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 29/12/2020. 

Mulher, 44 anos, residente em Santa Rita. Portadora de doença respuratória. Início dos sintomas em 20/11/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 29/12/2020. 

Mulher, 92 anos, residente em Campina Grande. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 18/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 28/12/2020. 

Homem, 55 anos, residente em Campina Grande. Sem comorbidade. Início dos sintomas 21/11/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 28/12/2020.

Homem, 45 anos, residente em João Pessoa. Hipertenso e cardiopata. Início dos sintomas em 05/12/2020. Foi a óbito em Hospital público 28/12/2020. 

Mulher, 86 anos, residente em Sousa. Portadora de doença neurológica e doença respiratória. Início dos sintomas 20/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 28/12/2020. 

Mulher, 82 anos, residente em Campina Grande. Portadora de doença hematológica. Início dos sintomas 20/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 27/12/2020. 

Mulher, 84 anos, residente em Queimadas. Cardiopata. Início dos sintomas 20/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 27/12/2020. 

Homem, 32 anos, residente em Mogeiro. Portador de doença neurológica. Início dos sintomas 05/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 26/12/2020.

Mulher, 82 anos, residente em João Pessoa. Portadora de doença neurológica. Início dos sintomas 13/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 25/12/2020. 

Mulher, 93 anos, residente em João Pessoa. Portadora de doença neurológica e hipertensão. Início dos sintomas em 11/12/2020. Foi a óbito em sua residência no dia 17/12/2020. 

Homem, 74 anos, residente em Cacimbas. Hipertenso. Início dos sintomas em 26/11/2020. Foi a óbito em hospital privado no dia 12/12/2020. 

 

Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus


Fonte: Secom/PB

Brasil registra 6.568.898 milhões de pessoas recuperadas

por Damião Rodrigues publicado 29/12/2020 09h57, última modificação 29/12/2020 09h57

29.12.2020 às 10h12

O Brasil já registra 6.568.898 milhões de pessoas curadas da Covid-19. No mundo, estima-se que pelo menos 29 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas no Brasil é superior à quantidade de casos ativos (744.365) que são os pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa a grande maioria do total de casos acumulados (87,5%). As informações foram atualizadas às 17h desta segunda-feira (28/12) e enviadas pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde.

 

A doença está presente em 99,9% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.873) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 4.916 municípios tiveram registros (88,3%), sendo que 762 deles apresentaram apenas um óbito confirmado. 

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população.  

Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde.  

O Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 198,1 bilhões, sendo que desse total foram R$ 134 bilhões para serviços de rotina do SUS, e outros R$ 64,1 bilhões para a Covid-19. Também já foram comprados e distribuídos 27,2 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 306,8 milhões de EPI, mais de 18,7 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus.  

O Ministério da Saúde, em apoio a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 12.481 equipamentos para todos os estados brasileiros.

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil registra 7.504.833 de casos confirmados da doença, sendo 20.548 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h. 

Em relação aos óbitos, o Brasil tem 191.570 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registrados 431 óbitos nos sistemas oficiais, sendo que 210 óbitos ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.439 permanecem em investigação.

 

Fonte: Ministério da Saúde

 

Plano Novo Normal: 15ª avaliação aponta aumento no número de municípios em bandeira laranja

por Damião Rodrigues publicado 28/12/2020 10h23, última modificação 28/12/2020 10h23

28.12.2020 às 10h33

A 15ª avaliação do Plano Novo Normal Paraíba destaca que 38% dos municípios da Paraíba estão em bandeira laranja (nível de mobilidade restrita). A avaliação periódica, divulgada neste sábado (26), faz uma análise compilada das últimas quatro quinzenas, compreendidas entre a 11ª e a 15ª avaliações, e aponta um aumento na transição de municípios para a bandeira amarela (nível de mobilidade reduzida). O relatório que norteia as atividades de flexibilização gradativa destaca ainda que o novo coronavírus mantém um comportamento de crescimento estável na taxa de transmissibilidade, em especial na 1ª e 3ª macrorregiões de saúde e alerta as autoridades sanitárias municipais para o monitoramento do vírus.   

O estudo ilustra, dentro da comparação com a 11ª semana, uma redução expressiva da participação da bandeira amarela, de 80% para 56% dos municípios paraibanos, e um largo crescimento da bandeira laranja, passando de 6% para 38%. Houve ainda uma redução proporcional dos municípios em bandeira verde (mobilidade normal), caindo de 14% para 3%, além do crescimento de 11% da participação dos municípios em bandeiras vermelha (mobilidade impedida), amarela e laranja, que agora predominam em 97% dos municípios da Paraíba.

De acordo com o secretário executivo de saúde do Estado, Daniel Beltrammi, este compilado reflete a adoção de comportamentos de alto risco, como o abandono do uso de máscaras e a ocorrência de atividades com grandes aglomerações, majoritariamente entre a população das faixas etárias de 19 a 59 anos, o que afeta diretamente os indicadores utilizados pelo Plano Novo Normal no prazo de uma semana, o que, permite correlacionar os dados à piora do comportamento social.

“É importante ressaltar que as transições para bandeira laranja significam a degradação da classificação e devem ser acompanhadas com ainda mais atenção e cautela pelas autoridades sanitárias locais, para evitar agravamentos ainda maiores na disseminação da Covid-19 em seus territórios”, ressalta o secretário executivo de saúde, Daniel Beltrammi. Além do levantamento, a 15ª avaliação também destaca as recomendações de prevenção, através do Protocolo Novo Normal para as festas de final de ano.

Em relação à análise da taxa de transmissibilidade, o novo coronavírus tem assumido uma trajetória de crescimento estável na Paraíba. O Brasil, em 25/12/2020, apresentou comportamento da média móvel dos últimos 14 dias de Rt acima de 1,0 (1,0278); o que representa transmissibilidade ativa da Covid - 19. No mesmo período, A Paraíba apresentou o Rt acima de 1,0 (1,0345); o que ilustra a transmissibilidade ativa e persistente do novo coronavírus no Estado.

João Pessoa apresentou o comportamento da média móvel abaixo de 1,0 (0,9502), nos últimos 14 dias; porém, em 25/12 apresentou um Rt de 1,0747, variando entre 1,0297 e 1,1206. Já Campina Grande apresentou, no mesmo intervalo, o comportamento da média móvel dos últimos 14 dias de Rt acima da média da capital com 1,1574. O município de Patos apresentou  Rt 1,6477, muito acima da média nacional, assim como Cajazeiras onde o Rt variou até 1,3919.

“Este dados demonstram certa resiliência para retorno da taxa de transmissibilidade a uma situação de decréscimo estável em João Pessoa, porém em Campina Grande, Patos e Cajazeiras este compilado representa transmissibilidade ativa e persistente do novo coronavírus e que exige atenção ao fato de que o Rt da mesma data está acima da média móvel dos últimos 14 dias. Há uma tendência de aumento consistente da Covid-19 nestes municípios e a população precisa estar atenta à medidas de prevenção com o uso de máscaras, lavagem de mãos e, sempre que possível, evitar aglomeração”, ressalta Daniel Beltrammi.

A análise da 15ª avaliação do Plano Novo Normal mantém a recomendação de máxima atenção dos gestores e autoridades sanitárias municipais no sentido de garantir o monitoramento efetivo dos indivíduos com sintomas gripais e recomenda a testagem dos sintomáticos através do SWAB nasal, além de alertar para riscos reais e sustentados de crescimento persistente dos números de casos, internações hospitalares e óbitos nas próximas duas quinzenas, no Estado da Paraíba. As informações completas, bem como os protocolos sanitários, estão disponíveis no site: https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/novonormalpb   

 

Fonte: Secom/PB

 

Continuar Cuidando: Saúde encerra coletas do inquérito sorológico

por Damião Rodrigues publicado 23/12/2020 09h19, última modificação 23/12/2020 09h19

23.12.2020 às 9h35

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) encerrou, nesta terça-feira (22), as coletas e entrevistas da pesquisa Continuar Cuidando. Ao todo, 130 municípios participaram da investigação, que tem como propósito analisar a situação epidemiológica da Paraíba frente à Covid-19. A análise dos dados servirá de base para a adoção de novas medidas para o enfrentamento da pandemia.    

De acordo com a gerente operacional de Atenção Básica da SES, Rayanna Coelho, a ação teve uma boa receptividade por parte da população, que abriu as portas das casas para que os pesquisadores pudessem realizar o inquérito, além de servir de inspiração para outros territórios. Ela explica que o momento agora é de analisar os dados para auxiliar os gestores na tomada de decisão para adoção de novas medidas. 

“Para esta análise, os dados serão consolidados pelo Observatório de Síndromes Respiratórias da Universidade Federal da Paraíba, que tem expertise neste tipo de trabalho”, pontua, adiantando que o próximo passo é cruzar os dados para saber, na verdade, o que o vírus afetou até o momento. “Agora vamos passar a limpo todos os bancos de dados, limpar todos os erros, cruzar os dados de RT-PCR com os dados dos testes rápidos e começar a fazer as análises estatísticas. Então é um trabalho mais minucioso e um pouco mais complexo. O intuito é que o resultado final esteja disponível na primeira quinzena de janeiro”, destaca.

O secretário executivo da Saúde da Paraíba, Daniel Beltrammi, destaca que o Estado cumpriu o que prometeu, completou a pesquisa com 9.843 pessoas entrevistadas e testadas em 130 municípios paraibanos. Ele reforça que, como legado, o inquérito vai permitir concluir o ano de 2020 compreendendo os efeitos das medidas que foram tomadas para o gerenciamento da crise, mas também planejar medidas absolutamente decisivas para o ano de 2021.

“Entre elas, a mais absoluta prioridade de retomada dos cronogramas e ciclos letivos de todo o sistema de educação do estado, público e privado. O inquérito dará uma contribuição decisiva pra isso, como nós havíamos combinado com toda a população paraibana. Agora é hora de muito em breve trabalhar sobre os resultados definitivos do inquérito pra que ele possa beneficiar e trazer mais qualidade de vida para as pessoas em 2021”, completa.

 

Fonte: Secom/PB

 

 

 

Brasil registra 6.286.980 milhões de pessoas recuperadas

por Damião Rodrigues publicado 22/12/2020 09h41, última modificação 22/12/2020 09h41

22.12.2020 às 9h57

O Brasil já registra 6.286.980 milhões de pessoas curadas da Covid-19. No mundo, estima-se que pelo menos 29 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas no Brasil é superior à quantidade de casos ativos (789.348) que são os pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa a grande maioria do total de casos acumulados (86,6%). As informações foram atualizadas às 17h30 desta segunda-feira (21/12) e enviadas pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde. 

A doença está presente em 99,9% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.873) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 4.916 municípios tiveram registros (88,3%), sendo que 762 deles apresentaram apenas um óbito confirmado.  

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população.   

Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde.   

O Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 198,1 bilhões, sendo que desse total foram R$ 134 bilhões para serviços de rotina do SUS, e outros R$ 64,1 bilhões para a Covid-19. Também já foram comprados e distribuídos 27,2 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 306,8 milhões de EPI, mais de 18,7 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19.  

O Ministério da Saúde, em apoio a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 12.481 equipamentos para todos os estados brasileiros.

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil registra 7.263.619 de casos confirmados da doença, sendo 25.019 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.  

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 187.291 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registrados 527 óbitos nos sistemas oficiais, sendo que 231 óbitos ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.302 permanecem em investigação.  

 

Fonte: Ministério da Saúde

 

SES apresenta plano de vacinação contra a Covid-19 para instituições de saúde

por Damião Rodrigues publicado 21/12/2020 09h49, última modificação 21/12/2020 09h49

21.12.2020 às 10h05

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) apresentou, na manhã desta sexta-feira (18), o plano de vacinação contra a Covid-19 para representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde da Paraíba (Cosems), do Conselho Estadual de Saúde (CES) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). O documento é uma versão preliminar, que tem como base o plano nacional e delimita o que é de responsabilidade de cada esfera: nacional, estadual e municipal. 

O objetivo do Plano Estadual é estabelecer as ações e estratégias para a vacinação contra a Covid-19 na Paraíba, contribuindo para a redução de morbidade e mortalidade pela doença e a sua transmissão. De acordo com a chefe do Núcleo de Imunização da SES, Isiane Queiroga, o planejamento se detém nas vacinas que estão na fase três e mais próximas de serem aprovadas pela Anvisa. Mas frisa que outras vacinas podem ser incluídas, já que esta não é a versão final do documento.

Definição dos grupos prioritários, operacionalização da vacinação, logística da distribuição, medidas para a vacinação segura e orientação da vigilância dos possíveis eventos adversos da vacina são alguns dos pontos abordados pelo plano. Isiane Queiroga explica que o objetivo da agenda desta sexta-feira foi trazer as instituições de saúde parceiras da SES para o debate para que elas possam contribuir na construção do plano final. 

O documento também traz a descrição completa da Rede de Frio Estadual e reforça que a Paraíba está preparada para receber as vacinas. “Estamos trabalhando na ampliação de nossa Rede de Frio para aperfeiçoar a capacidade da Central Estadual e das Centrais Regionais de armazenar as vacinas. Inclusive, estamos nos preparando também para receber a vacina que não tem as mesmas especificidades das nossas de rotina. O nosso plano contempla isso, os pontos que precisam ser discutidos, implantados e implementados nos serviços estaduais para que a gente possa receber essa vacina específica”, pontua.

A Paraíba possui, aproximadamente, mil salas de vacinação que são responsáveis pelas ações de imunização do estado. A rede de frio estadual está equipada com sala de preparo climatizada, almoxarifado, doca de carga e descarga, câmara frigorífica capaz de armazenar entre 280 e 330 mil ampolas de vacinas. O local possui estrutura adequada para armazenamento de imunobiológicos na temperatura positiva entre +2º C e +8º C, bem como freezers convencionais para armazenamento de vacinas negativas nas temperaturas entre -25º C e -15º C, e congelamento de bobinas reutilizáveis. 

 

Fonte: Secom/PB

 

 

Atualização Covid-19 | 17/12/2020

por Damião Rodrigues publicado 18/12/2020 11h32, última modificação 18/12/2020 11h32

 18.12.2020 às 11h45

A Paraíba ultrapassa a marca de 3.500 mortes por Covid-19: Casos Confirmados: 157.396;   Casos Descartados: 210.628; Óbitos confirmados: 3.507;  Casos recuperados: 122.219 .

Nesta quinta, 17 de dezembro, a Paraíba registrou 1.278 novos casos de Covid-19 e 20 óbitos confirmados desde a última atualização, 13 deles ocorridos nas últimas 24h. Até o momento, 157.396 pessoas já contraíram a doença, 122.219 já se recuperaram e 3.507, infelizmente, faleceram. Até o momento, 505.037 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 53%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 56%. Em Campina Grande estão ocupados 55% dos leitos de UTI adulto e no sertão 83% dos leitos de UTI para adultos.

 

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos. A diferença de casos de ontem para hoje é de 1.278, nos quais 10 municípios concentram 760 casos, o que representa 59,46% dos casos em toda a Paraíba. São eles:

João Pessoa, com 245 novos casos, totalizando 39.615; Pombal, com 122 novos casos, totalizando 1.212; Patos, com 106 novos casos, totalizando 6.227; Olho d’Água, com 48 novos casos, totalizando 124; Sousa, com 48 novos casos, totalizando 3.318; Campina Grande, com 42 novos casos, totalizando 14.892; Cacimba de Dentro, com 38 novos casos, totalizando 558; Santa Rita, com 38 novos casos, totalizando 3.956; Monteiro, com 37 novos casos, totalizando 1.415; Princesa Isabel, com 36 novos casos, totalizando 374. 

* Dados oficiais preliminares (fonte: e-sus VE, Sivep Gripe e SIM) extraídos às 10h do dia 17/12, sujeitos a alteração por parte dos municípios. 

Continuar Cuidando: Até o dia 16/12 foram entrevistados e testados 8.604 paraibanos, em residências distribuídas por 123 cidades. 

Até hoje, 188 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 20 óbitos registrados nesta quinta ocorreram entre 15 de maio e 17 de dezembro, sendo 14 deles nas últimas 48h. Os pacientes tinham idade entre 37 e 94 anos. Hipertensão foi a comorbidade mais frequente. Dos locais, quatro ocorreram em hospitais privados e os demais em hospitais públicos.

Homem, 52 anos, residente em Sousa. Hipertenso e diabético. Início dos sintomas em 05/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 17/12/2020.

Mulher, 42 anos, residente em Picuí. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 23/11/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 17/12/2020.

Mulher, 94 anos, residente em João Pessoa. Hipertensa e cardiopata. Início dos sintomas em 24/11/2020. Foi a óbito em hospital privado no dia 16/12/2020.

Homem, 89 anos, residente em Serra Branca. Hipertenso, diabético e tabagista. Início dos sintomas 07/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/12/2020.

Mulher, 86 anos, residente em Teixeira. Hipertensa, obesa e tabagista. Início dos sintomas em 27/11/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/12/2020.

Mulher, 83 anos, residente em Santa Rita. Portadora de doença neurológica. Início dos sintomas 05/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/12/2020.

Mulher, 83 anos, residente em João Pessoa. Cardiopata. Início dos sintomas 23/11/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/12/2020.

Homem, 82 anos, residente em Guarabira. Hipertenso e portador de doença neurológica. Início dos sintomas em 25/11/2020. Foi a óbito em hospital privado no dia 16/12/2020.

Mulher, 77 anos, residente em Sousa. Hipertensa, diabética, portadora de doença renal, doença respiratória e tabagista. Início dos sintomas 05/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/12/2020.

Homem, 71 anos, residente em Cajazeiras. Portador de doença neurológica. Início dos sintomas 28/11/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/12/2020.

Homem, 63 anos, residente em João Pessoa. Hipertenso, diabético e cardiopata. Início dos sintomas 25/11/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/12/2020.

Homem, 54 anos, residente em Pombal. Cardiopata e portador de doença renal. Início dos sintomas 03/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/12/2020.

Homem, 37 anos, residente em Aparecida. Sem comorbidade. Início dos sintomas 12/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/12/2020.

Homem, 46 anos, residente em Sousa. Hipertenso. Início dos sintomas 07/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 15/12/2020.

Mulher, 79 anos, residente em São Sebastião de Lagoa da Roça. Hipertensa, diabética e obesa. Início dos sintomas 06/12/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 12/12/2020.

Mulher, 61 anos, residente em João Pessoa. Comorbidade não informada. Início dos sintomas 30/11/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 11/12/2020.

Mulher, 82 anos, residente em João Pessoa. Sem comorbidade. Início dos sintomas 29/11/2020. Foi a óbito em hospital privado no dia 09/12/2020.

Mulher, 84 anos, residente em Cacimba de Dentro. Hipertensa, obesa e tabagista. Início dos sintomas 14/11/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 15/11/2020.

Mulher, 90 anos, residente em João Pessoa. Hipertensa, diabética e portadora de doença neurológica. Início dos sintomas 30/07/2020. Foi a óbito em hospital privado no dia 06/08/2020.

Mulher, 74 anos, residente em João Pessoa. Hipertensa e diabética. Início dos sintomas 07/05/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 15/05/2020. 

Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

 

Fonte: Secom/PB

Agevisa integra Operação Festa Segura e reforça combate à Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 16/12/2020 08h59, última modificação 16/12/2020 08h59

16.12.2020 às 9h15

Até o dia 31, diversos órgãos estaduais estão realizando a Operação Festa Segura, com o objetivo de promover a proteção à saúde das pessoas, por meio da fiscalização do cumprimento das medidas sanitárias de combate ao coronavírus. A Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) é um dos órgãos integrantes da ação, que tem como alvo os estabelecimentos comerciais, incluindo bares, restaurantes e similares, além de hotéis, pousadas, setor turístico e de eventos e demais atividades capazes de atrair pessoas e, com isso, provocar aglomerações.

Conforme a diretora-geral da Agevisa/PB, Jória Guerreiro, a parte de fiscalização sanitária da Operação Festa Segura está sob a responsabilidade da Agência reguladora estadual, em parceria com as Visas municipais, que são responsáveis pela definição dos mapas das visitas surpresas a serem realizadas em várias partes do estado. A ação, coordenada pelo Procon-PB, também conta com o apoio e participação das Secretarias de Estado da Saúde (SES/PB) e da Segurança e Defesa Social, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

“Nossa missão é proteger a população da ameaça da Covid-19 através da prevenção à aglomeração e do estímulo à adoção das medidas de segurança contra o coronavírus, que são responsabilidade de todos, seja dos governantes, dos estabelecimentos comerciais, empresariais, de entretenimento e demais ramos da atividade econômica, assim como de cada uma das pessoas, que também são responsáveis diretas por suas vidas e pelas vidas das pessoas com quem convivem”, enfatiza a diretora.

Combate à Covid-19 - De acordo com o diretor-técnico de Estabelecimentos e Prática de Saúde e de Saúde do Trabalhador da Agevisa/PB, Geraldo Menezes, que participa das operações juntamente com outros servidores da agência sanitária estadual, a Operação Festa Segura reforça o combate à pandemia neste período festivo.

Frente à perspectiva de aumento no trânsito de pessoas, aglomerações e intensificação de atividades comerciais na Paraíba, o Governo do Estado reforça a adoção das medidas necessárias para impedir o aumento da disseminação do vírus e contribuir para a diminuição das taxas de contágio no solo paraibano. Para isso, o Procon apresentou projeto de enfrentamento da Covid-19 (voltado especialmente para o período de fim de ano) baseado nos princípios preventivo-educacional, colaborativo e sancionatório.

Publicidade - A premissa básica da Operação Festa Segura, de acordo com a superintendente do Procon/PB, Késsia Cavalcanti, tem fundamento no princípio preventivo-educacional e baseia-se principalmente na publicidade, através dos meios de comunicação disponíveis, das condutas que são permitidas, proibidas e/ou aconselhadas aos cidadãos-consumidores e aos fornecedores, respeitada a legislação vigente e também as recomendações e normativas expedidas pelos órgãos competentes.

Inconformidades – Nos primeiros dias da Operação Festa Segura, foram identificadas inconformidades relacionadas às áreas de competência da Agevisa, do Procon e do Corpo de Bombeiros. No tocante às questões sanitárias, foram verificadas irregularidades relacionadas a alimentos com data vencida sendo oferecido para consumo; alimentos mal acondicionados; molhos guardados em embalagens de produtos de limpeza; falta de barreira de proteção em acrílico nos caixas e balcões; não fornecimento do álcool em gel; falta de controle de acesso dos clientes aos estabelecimentos por meio da aferição de temperatura; inexistência de cartazes com orientações sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras, e disponibilização de lixeiras inadequadas, sem pedal e sem tampa. Em alguns estabelecimentos havia funcionários sem usar máscaras, ou usando-as incorretamente.

Prazo para adequação – Em todos os estabelecimentos visitados, além dos Autos de Infração emitidos pelos órgãos participantes da Operação Festa Segura, foi dado prazo de dez dias para adequação às normas vigentes. Nas mesmas ocasiões, foi feito um chamamento à sociedade civil paraibana para que todos participem da ação, tanto pela observância aos protocolos sanitários de prevenção à Covid-19 (com uso de máscaras, higienização das mãos e manutenção do distanciamento social), quanto através de denúncias sobre atos de descumprimento das normas legais e sanitárias.

No caso da Operação Festa Segura, informações e denúncias podem ser feitas pelo telefone 151 ou através do endereço procon.pb.gov.br.

 

Fonte: Secom/PB

 

João Azevêdo anuncia abertura de 120 novos leitos para Covid-19 e aquisição de três milhões de seringas

por Damião Rodrigues publicado 15/12/2020 09h10, última modificação 15/12/2020 09h10

15.12.2020 às 9h26

O governador João Azevêdo anunciou, nesta segunda-feira (14), a abertura de mais 120 novos leitos para o tratamento de pessoas diagnosticadas com a Covid-19. Ele ainda ressaltou que o Governo do Estado está adquirindo mais 3 milhões de seringas para a vacinação contra coronavírus. O anúncio foi feito durante o programa ‘Fala Governador’, transmitido em cadeia estadual pela rádio Tabajara e pelas redes sociais do governo.

João Azevêdo comentou que o Governo do Estado determinou, há poucos dias, a abertura de novos leitos nas unidades que são referências para a Covid-19 no Estado, contemplando o Hospital de Clínicas de Campina Grande, o Hospital Regional Janduhy Carneiro, em Patos, o Hospital Wenceslau Lopes, em Piancó, e em Cajazeiras. “Abrimos 36 leitos de UTI e mais 25 leitos de enfermaria, totalizando 61 leitos. Hoje determinamos a Secretaria de Saúde que dentro dessas unidades, nós possamos abrir mais 74 leitos de enfermaria, 34 leitos de UTI e 12 leitos que chamamos de Unidade de decisão clínica, os quais são dotados de toda infraestrutura de uma UTI, entretanto, antes de colocar o paciente na UTI, ele vai passar por este leito e se o resultado for satisfatório, o paciente já pode voltar para a enfermaria sem ter que ir pra UTI”, explicou o governador.

E continuou: “Até o dia 31 de dezembro, o Governo do Estado estará abrindo mais 120 leitos, o que vai totalizar só em dezembro a disponibilização de 99 leitos de enfermaria, 12 leitos de Unidade de decisão e 70 novos leitos de UTI. Então, agora em dezembro, teremos a disponibilidade de 181 leitos e percebam que basicamente são leitos a partir de Campina Grande. Isso porque temos os dados que mostram que a região do sertão é onde, hoje, se concentram o maior número de casos”, pontuou. 

O governador ainda pediu para que a população continue se prevenindo contra o coronavírus e enfatizou que o estado está com um Plano organizado para a vacinação. “Cuidado com a higiene das mãos, use máscaras, mantenha o distanciamento social, não participe de aglomerações. Se você quer comemorar o réveillon de 2021, é preciso que tenhamos muito cuidado no réveillon de 2020. Já estamos com o Plano de Vacinação pronto, aguardando a aprovação da liberação da vacina. Já estamos com 220 mil seringas em estoque e estamos adquirindo mais 3 milhões de seringas em uma licitação que acontecerá ainda este mês”, afirmou João Azevêdo.

 

Fonte: Secom/PB

João Azevêdo e Cícero discutem ações para enfrentamento da pandemia e reforçam necessidade de cuidados para evitar disseminação do coronavírus

por Damião Rodrigues publicado 15/12/2020 09h04, última modificação 15/12/2020 09h04

15.12.2020 às 9h19

O governador João Azevêdo se reuniu, nesta segunda-feira (14), no Palácio da Redenção, em João Pessoa, com o prefeito eleito da Capital paraibana, Cícero Lucena, ocasião em que discutiram estratégias conjuntas de enfrentamento da pandemia do coronavírus. Na oportunidade, os gestores reforçaram a importância da conscientização do uso de máscaras e da higienização constante das mãos e dos cuidados com as festividades de final de ano para evitar a disseminação da doença.

Ainda ficou definida a realização de reunião com prefeitos eleitos e reeleitos da Grande João Pessoa para tratar das medidas para combater o avanço do vírus na região.

O chefe do Executivo estadual destacou a produtividade da reunião e a oportunidade de apresentar o cenário da pandemia do coronavírus em João Pessoa. “Nós organizamos essa reunião, juntamente com as nossas equipes técnicas da Saúde para que a gente pudesse nivelar as informações e estabelecer um cronograma de atividades que serão implantadas a partir de primeiro de janeiro. O nosso objetivo é continuar salvando vidas, protegendo as pessoas e fazendo com que o sistema de saúde continue dando as respostas. Essa parceria entre Estado e Prefeitura vai permitir que possamos passar a mensagem à população de que o caminho para enfrentar a pandemia é fazendo a higiene das mãos, o uso de máscaras e o distanciamento social”, frisou.

Por sua vez, o prefeito eleito Cícero Lucena ressaltou a importância da parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de João Pessoa para enfrentar a atual crise sanitária com compromisso, transparência e responsabilidade. “Nós tivemos a oportunidade de discutir as medidas que consideramos importantes para serem adotadas nesse enfrentamento da Covid-19 e essa parceria entre a prefeitura e o Governo do Estado será fundamental. Nós daremos transparência as nossas ações para que a sociedade nos ajude, fazendo sua parte e seguindo os protocolos sanitários, trabalhando juntos em favor do novo normal que estamos buscando”, comentou.

Também acompanharam a reunião, o vereador e vice-prefeito eleito de João Pessoa, Léo Bezerra; o secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros; a secretária executiva da Saúde, Renata Nóbrega; o secretário executivo da Gestão da Rede de Unidades de Saúde do Estado, Daniel Beltrammi; o procurador-geral do Estado, Fábio Andrade; o secretário da Comunicação Institucional, Nonato Bandeira; o secretário chefe de Governo, Ronaldo Guerra; além do futuro secretário de Saúde de João Pessoa, Fábio Rocha; e da futura secretária executiva da Saúde de João Pessoa, Rossana Sá.


Fonte: Secom/PB

Plano Novo Normal: 14ª avaliação volta a apresentar municípios na bandeira vermelha

por Damião Rodrigues publicado 14/12/2020 10h33, última modificação 14/12/2020 10h33

14.12.2020 às 10h48 

A 14ª avaliação do Plano Novo Normal volta a apresentar municípios na bandeira vermelha, o que não acontecia desde a 3ª avaliação, ocorrida em julho. Este indicador é o resultado da elevação da transmissibilidade do vírus em todo Estado da Paraíba. As novas definições de bandeiras têm início nesta segunda-feira (14). 

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), 95% dos municípios se concentram nas bandeiras laranja e amarela, 5% na vermelha e apenas 3% na verde, cenário similar ao da primeira avaliação divulgada no dia 15 em junho. 

O secretário executivo de Saúde da Paraíba, Daniel Beltrammi, ressalta que as transições para bandeiras laranja e vermelha significam piora da classificação. Ou seja, houve expressiva deterioração dos níveis de risco para disseminação da Covid-19, de forma geral, em toda Paraíba, com destaque para a 1ª e 3ª macrorregiões de saúde. Fazendo uma análise agregada das últimas três quinzenas, ele aponta que houve redução expressiva da participação da bandeira amarela, de 80% para 55% dos municípios paraibanos, e crescimento exuberante da bandeira laranja, de 6% para 37%, com proporcional redução dos municípios em bandeira verde, de 14% para 3%; além do crescimento de 11% da participação dos municípios em bandeiras vermelha, amarela e laranja, de 86% para 97%.

“A literatura científica internacional aponta que os reflexos da adoção de comportamentos de alto risco, como o abandono do uso de máscaras e a ocorrência de atividades com grandes aglomerações, majoritariamente entre a população das faixas etárias de 19 a 59 anos, afetam os indicadores utilizados pelo Plano Novo Normal no prazo de uma semana. Isso permite correlacionar a piora do comportamento social, quanto à adoção de medidas protetivas, com a deterioração do contexto epidemiológico e das capacidades do sistema de saúde, na forma de maiores ocupações dos leitos hospitalares para os cuidados à Covid-19 na Paraíba”, pontua. 

Quanto às ocupações hospitalares dos leitos de UTI adulto na Paraíba, os dados apontam crescimento de 7,86% na 1ª Macrorregião de Saúde, 12,72% na 2ª e um expressivo crescimento de 24,71% na 3ª Macro. O secretário executivo reforça que, embora atualmente a Paraíba tenha mais leitos de UTI, 15 novos abertos recentemente, e saiba manejar melhor o paciente, a população está colaborando cada vez menos. 

“É importante lembrar que essa é uma doença evitável. Pode-se ampliar leitos todos os dias, mas esse recurso é finito e todas as pessoas, quando se cuidam, usam máscara, evitam festas e aglomeração, se protegem e protegem outras pessoas. Apelamos para a colaboração de toda a população, especialmente nas festividades de fim de ano”, reforça. 

As informações completas da 14ª Avaliação do Plano Novo Normal, bem como a lista de municípios por bandeiras com suas respectivas avaliações para o critério, a íntegra da Nota Técnica e os Protocolos Sanitários para diversas atividades, em especial paras as festas de fim de ano, estão disponíveis no site do Governo da Paraíba no endereço paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/novonormalpb.

 

Fonte: Secom/PB

 

Saúde reforça fluxo de notificação para casos suspeitos de reinfecção por Covid - 19

por Damião Rodrigues publicado 11/12/2020 09h08, última modificação 11/12/2020 09h08

11.12.2020 às 9h24

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) registrou o primeiro caso de reinfecção confirmada por Covid-19 no país, nesta semana. Diante desta realidade, a SES reforça as medidas para identificar e investigar os casos de pacientes acometidos pelo agravo mais de uma vez. Até o momento, a Paraíba possui um total de 16 casos em investigação e a confirmação deles depende de critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde e de uma investigação rigorosa por parte da vigilância em saúde estadual.

A Saúde do Estado realiza a conduta recomendada conforme a Nota Técnica 05/2020 emitida, desde o mês de outubro, pela Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, sobre a condução de protocolos diante de caso suspeito de reinfecção da Covid-19. Seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, o documento orienta profissionais de saúde sobre os critérios de definição de caso suspeito de reinfecção pelo SARS CoV-2 e fluxo para sinalização dos casos. Todas as recomendações estão disponíveis no site https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/profissionais-de-saude/boletins-e-notas-tecnicas .

Os casos suspeitos de reinfecção pelo novo coronavírus se caracterizam quando o paciente em questão apresenta dois resultados de RT-PCR detectáveis para SARS CoV-2, com intervalo maior ou igual a 90 dias, ou três exames de SWAB em um intervalo menor que três meses, sendo dois detectados e um não detectado no intervalo entre os dois positivos. Caso não exista a disponibilidade das duas amostras biológicas, com a conservação adequada, a investigação laboratorial não poderá ser complementada, o que inviabiliza a análise do caso e abertura do protocolo de investigação.

Todos os casos de pacientes que se enquadrem nos critérios devem estar notificados de acordo com as recomendações dispostas nas notas técnicas anteriormente divulgadas, sendo os  casos de síndrome gripal na ficha de notificação para investigação de Covid-19, no sistema e-SUS notifica, e os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na plataforma do SIVEP-Gripe, seja o paciente de rede pública ou privada. 

É importante reforçar que o caso suspeito deve ser informado imediatamente pelo profissional de saúde ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da Paraíba (Cievs-PB) pelo telefone (83) 99146-5074 de segunda a sexta-feira no horário das 8h às 16h30 e pelo e-mail: notifica.ses.pb@gmail.com . A população também pode comunicar um caso suspeito de reincidência do vírus por meio destes canais oficiais, desde que se enquadrem nos parâmetros estabelecidos.  

De acordo com o secretário executivo de Saúde do estado, Daniel Beltrammi, a Paraíba mantém um programa de vigilância rigoroso para os profissionais de saúde, o que tornou possível identificar dentro do próprio quadro a primeira reinfecção pelo vírus, com a confirmação da Fiocruz. Para ele esta é uma contribuição importante da Paraíba para o cenário nacional e um momento de reforçar as medidas de prevenção, uma vez que não há de fato, ainda, uma imunização contra a doença. 

“Este é sem dúvida um marco para que possamos reforçar o combate ao vírus e reforçar que não é o momento de deixar de usar máscaras ou relaxar as medidas de prevenção. Quem contraiu a Covid-19 pode contrair novamente e é fundamental o autocuidado, a higiene das mãos com o uso do álcool, água e sabão e, sobretudo, o distanciamento social. Estas medidas simples, que repetimos exaustivamente para a população, podem evitar a contaminação ou a reinfeção pelo novo coronavírus”, enfatiza Beltrammi.


Fonte: Secom/PB

 

Primeiro caso de reinfecção por Covid-19 no Brasil foi identificado pelo Lacen-PB

por Damião Rodrigues publicado 10/12/2020 10h16, última modificação 10/12/2020 10h16

10.12.20202 às 10h32

Paraíba identificou o primeiro caso de reinfecção por Covid-19 no Brasil. A paciente é uma mulher, 37 anos, profissional de saúde, residente do Rio Grande do Norte e que trabalha na Paraíba. As amostras foram coletadas e analisadas pelo Laboratório de Vigilância Molecular Aplicada (LAVIMAP) da Escola Técnica de Saúde da UFPB em trabalho conjunto com o Lacen- PB.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou Nota Técnica em outubro, seguindo diretrizes do Ministério da Saúde que orienta os profissionais de saúde sobre os critérios de definição de caso suspeito de reinfecção pelo SARS CoV-2. Desde então, fortaleceu seus processos de vigilância para identificação de casos que possam se adequar aos critérios. Até o momento, a Paraíba possui um total de 16 casos em investigação.

O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, explica que o caso confirmado não está incluso entre os casos da Paraíba, uma vez que a paciente reside no Rio Grande do Norte. Ele chama a atenção para a qualidade dos processos de trabalho da Vigilância Epidemiológica e do Lacen – PB. “A Gerência Executiva de Vigilância em Saúde da Paraíba e o Lacen vêm fazendo um trabalho de investigação intenso desses casos suspeitos em parceria com o LAVIMAP da UFPB. E isso está sendo possível devido novo parque tecnológico do Laboratório e às novas instalações, além da qualificação dos técnicos do Lacen."

Das amostras recebidas, oito já foram investigadas e enviadas para referência que é a Fundação Oswaldo Cruz- no Rio de Janeiro. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou Nota Técnica em outubro, com diretrizes de conduta e fluxo frente aos casos suspeitos de reinfecção pelo novo coronavírus, seguindo orientações do Ministério da Saúde.

O diretor do Lacen-PB, Bergson Vasconcelos, disse que para a abertura de protocolo de casos de reinfecção é necessário que eles atendam aos seguintes critérios: o mesmo paciente ter dois resultados de RT-PCR detectáveis para SARS CoV-2, com intervalo maior ou igual a 90 dias; ou dois resultados de RT-PCR detectáveis para SARS CoV-2, com intervalo menor que 90 dias, desde que, tenha um terceiro resultado de RT-PCR não detectado para SARS CoV-2 entre o intervalo dos dois exames positivos.

O caso confirmado nesta quarta-feira (09) é de uma paciente do sexo feminino, profissional da saúde e sem comorbidades preexistentes. As amostras tinham intervalo de coleta de 116 dias. A primeira coleta foi em junho e a segunda em outubro. Em ambas as vezes, a paciente teve sintomas leves da doença. A análise feita confirmou a reinfecção após sequenciamento do genoma completo viral com linhagens distintas.

O secretário Geraldo Medeiros afirma ainda que este evento é resultado de uma investigação epidemiológica que irá dar suporte a estudos e tomadas de decisões de interesse de saúde pública.

“Não há a necessidade de pânico. Apelamos para a população que continuem com todos os cuidados de proteção e higiene pessoal, mantendo o distanciamento social, usando máscara e lavando as mãos com água e sabão”, afirmou o governador João Azevêdo.

 

Fonte: Secom/PB

 

Governador da PB discute plano de vacinação contra a Covid-19 com ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

por Damião Rodrigues publicado 09/12/2020 09h26, última modificação 09/12/2020 09h26

09.12.2020 às 9h42

O governador João Azevêdo participou, nesta terça-feira (8), por meio de videoconferência, de reunião do Fórum de Governadores do Brasil com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ocasião em que foram discutidas a aquisição de vacinas contra a Covid-19 e a logística de distribuição das doses no território nacional. 

De acordo com o secretário executivo da Gestão da Rede de Unidades de Saúde do Estado, Daniel Beltrammi, que também participou da reunião, o Ministério da Saúde informou que já existem memorandos de entendimento para aquisição da vacina em fase adiantada com a Astrazeneca e Covax Facility e início de prospecções de compra com a Pfizer. 

“O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ratificou a intenção de disponibilizar as vacinas que, eventualmente, tiverem o registro da Anvisa. Segundo ele, esse período levaria 60 dias. O governo brasileiro informou ter um memorando de entendimento para 8,5 milhões de doses da vacina da Pfizer no primeiro semestre e 61,5 milhões a partir do mês de junho. No que diz respeito ao Covax Facility, consórcio da Organização Mundial da Saúde, o Brasil fez um aporte de R$ 830 milhões, mas ainda não há uma definição das vacinas eleitas. O Brasil fez uma opção de compra de R$ 1,2 bilhão da Astrazeneca, vacina da Fiocruz, que teve alguns contratempos na sua fase três e agora vai concluí-la para apresentar a documentação para registro”, explicou. 

Beltrammi também afirmou que a logística de distribuição das doses das vacinas e de seringas também entrou na pauta de discussões da reunião. “O ministro informou que amanhã haverá uma reunião sobre a logística de distribuição, principalmente, em relação à malha aérea, e informou que já há uma aquisição realizada de 130 milhões de seringas”, falou. 

Ainda segundo o secretário executivo da Saúde, as reuniões para debater a imunização dos brasileiros contra a Covid-19 devem ser intensificadas a partir de agora. “Ainda ficou pactuado que ocorrerão reuniões com maior periodicidade com as equipes de Saúde dos Estados e também foi solicitado que o Ministério da Saúde pudesse fazer um aperfeiçoamento da comunicação sobre o plano de vacinação para deixar mais claro para a população brasileira”, finalizou.

 

Fonte: Secom/PB

 

Em ação conjunta, Secretarias de Saúde da PB e de JP intensificam orientação e fiscalização no combate à Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 07/12/2020 11h02, última modificação 07/12/2020 11h02

07.12.2020 às 11h25

Secretaria de Estado da Saúde (SES) anunciou, neste sábado (05), uma ação conjunta com a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa, para intensificar o cumprimento das recomendações sanitárias no combate ao coronavírus. Em entrevista coletiva, os secretários de Saúde da Paraíba e do Município alertaram para o avanço da Covid-19 no estado e pediram a colaboração da população com relação às festividades de fim de ano. 

O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, pontuou que a intensificação de fiscalização e orientação é para evitar um retrocesso nas ações de flexibilização no estado. Ele reforçou que este é um momento de sacrifício, dedicação e envolvimento com a causa exercida e que vem alertando a população há algum tempo. “Não é surpresa para nós esse cenário que estamos observando na Paraíba. Nós já alertávamos, há quatro semanas, o que ocorreria em dezembro e janeiro”, observou. 

Geraldo Medeiros alertou para a alta incidência do agravo no Sertão, onde a ocupação de leitos de UTI chegou a 90%. Ele explicou que uma série de fatores contribuiu para a situação epidemiológica em que o estado se encontra e destaca o relaxamento das pessoas com relação às medidas de proteção nas últimas semanas. O secretário também fez um apelo à população: “Não há outro meio de conter o vírus que não seja o distanciamento entre as pessoas, o uso de máscara e a lavagem da mão com água e sabão. Esse é um momento preocupante. Convoco o cidadão paraibano para que ele seja o guardião da saúde agora e denuncie aos órgãos responsáveis todo tipo de aglomeração e descumprimento das recomendações sanitárias”.

Na ocasião, a SES também anunciou a ampliação de leitos exclusivos para a Covid-19 na Rede Hospitalar. Até o momento, a Paraíba dobrou a quantidade de leitos de UTI do Hospital de Clínicas de Campina Grande e mais 10 leitos de terapia intensiva foram ativados no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, com possibilidade de expansão. Para esta semana serão abertos mais leitos de UTI em Cajazeiras, em Patos e em João Pessoa, no Complexo Hospitalar Clementino Fraga.

O secretário executivo da Saúde da Paraíba, Daniel Beltammi, afirma que a SES já tem uma próxima etapa de ativação do plano de contingência com crescimento de leitos de enfermaria no Hospital e Maternidade Frei Damião II. “Temos a possibilidade de abrir mais 60 leitos na unidade. Além disso, suspendemos a realização de cirurgias eletivas na 3ª Macrorregião de Saúde, pois passamos a barreira psicológica dos 90% de ocupação. Não sabemos até quando isso vai acontecer, pelo menos até a redução dessa taxa”, destacou.  

Os secretários também falaram sobre as festividades de fim de ano, recomendando evitar confraternizações com aglomeração e a presença de pessoas que não sejam do convívio diário. A orientação é que as festas de Natal e Ano Novo sejam realizadas em casa, com o seu núcleo familiar. O protocolo completo com as orientações está disponível no Plano do Novo Normal Paraíba, no site do governo, e pode ser acessado pelo link: https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/arquivos/fim-de-ano-1.pdf

 

Fonte: Secom/PB

 

Secretaria Municipal de Saúde realiza 4ª ciclo de monitoramento epidemiológico da covid-19 neste sábado

por Damião Rodrigues publicado 04/12/2020 09h30, última modificação 04/12/2020 09h30

04.12.2020 às 9h46

                                     

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), inicia neste sábado (5) o quarto Ciclo do Inquérito Epidemiológico em João Pessoa, que será dividido em duas etapas: nos dias 5 e 12 de dezembro. Neste sábado, serão 31 equipes de profissionais de saúde que irão realizar 200 visitas domiciliares para aplicação dos testes rápidos que detectam a presença do anticorpo da covid-19 e 100 domicílios para realização do exame RT-PCR/SWAB.

As equipes que realizam o trabalho de campo, com a investigação epidemiológica da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), já visitaram nos três primeiros ciclos da pesquisa, 1.498 domicílios com a realização do monitoramento e busca ativa de sintomáticos de covid-19. Destes, 186 tiveram o resultado positivo para presença do anticorpo do novo coronavírus. Também foram realizados 648 exames RT-PCR como parte do inquérito, com 159 resultados positivos e 206 seguem em análise.

O levantamento, feito por coleta de dados por amostragem, e as notificações com informações devem apontar a circulação viral e a soroprevalência de casos de covid-19 na Capital. As atividades do inquérito e investigação epidemiológica acontecem a cada duas semanas, aos sábados, alcançando 64 bairros da cidade, com visitas domiciliares.

“Neste último ciclo dentro de uma avaliação técnica decidimos dividir em duas etapas com ampliação da realização dos exames RT-PCR/Swab, intensificando as buscas ativas de casos sintomáticos, para que possamos avaliar a circulação viral do momento atual e, com base no diagnóstico e orientação das equipes, conter transmissibilidade do vírus”, destacou Daniel Batista de Araújo, gerente de Vigilância Epidemiológica do município.

Dados Epidemiológicos – Desde o início da pandemia do novo coronavírus, na rede municipal de saúde já foram realizados 23.331 exames RT-PCR e 7.541 foram detectáveis, com a presença do RNA do vírus covid-19. Do total de exames realizados, 18.456 são residentes de João Pessoa.

Em João Pessoa, até o dia 3 de dezembro, dados da Vigilância Epidemiológica contabilizou 34.876 casos confirmados para Covid-19 e 956 óbitos pela doença. O boletim epidemiológico pode ser acessado no Painel COVID-19, pelo link: https://experience.arcgis.com/experience/3be82460176d4046b0c827d4d65e81a4 .

Atividade de Campo – As visitas são realizadas em residências sorteadas por amostragem. O residente responderá o questionário epidemiológico, por meio de entrevista, com a finalidade de obter informações sobre sua suscetibilidade, riscos de contaminação em ambiente profissional, contato prévio com indivíduos contaminados pelo coronavírus, entre outras informações técnicas e sociais.

Se sintomático e, em tempo de coleta do exame SWAB, a equipe de apoio será imediatamente acionada. Caso, no momento, já tenha passado por sintomas, e esteja assintomático, será realizado teste sorológico para estudo da soroprevalência no município. Além do trabalho técnico e de pesquisa, os profissionais também orientam sobre os cuidados, forma de prevenção e que os sintomáticos de qualquer síndrome viral procurem um serviço de saúde de referência, para que seja garantida a assistência e evitar o agravamento da doença.

Todos os profissionais envolvidos na ação utilizam crachás de identificação e portam um documento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de João Pessoa, explicando sobre o inquérito epidemiológico. Em casos de dúvidas, ou para mais informações, a população pode também ligar para o número (83) 3214-7938.


Texto: Ascom SMS

Edição: Cristina Cavalcante

Fotografia: Arquivo/SECOM


Plano preliminar de vacinação contra a Covid-19 prevê quatro fases

por Damião Rodrigues publicado 03/12/2020 09h30, última modificação 03/12/2020 09h30

03.12.2020 às 9h44

Ministério da Saúde apresentou, nesta terça-feira (01), definições preliminares da estratégia que vai pautar a vacinação da população contra a Covid-19. Pontos como grupos prioritários, eixos estratégicos do plano operacional, expectativas de prazos, investimento na rede de frio para armazenamento das doses, processos de aquisição de agulhas e seringas para atendimento da demanda e as fases da vacinação dos grupos prioritários foram tratados durante o encontro.

Na ocasião, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, frisou a importância de viabilizar o Plano de Vacinação e reforçou que o Ministério e entidades parceiras possuem ampla base técnica para elaboração das estratégias de forma a atender com excelência a todos os objetivos propostos no plano. “É um grande desafio que temos pela frente. Mas temos capacidade técnica, tempo, expertise e pessoas reunidas com vontade de fazer o melhor plano do mundo”, afirmou.

O ministro Pazuello reforçou, ainda, que o SUS tem hoje o maior programa de vacinação do mundo, o que fortalece a estratégia de vacinação contra a Covid-19. 

O secretário de Vigilância em Saúde da Pasta, por sua vez, salientou que o plano apresentado hoje é preliminar e que sua estrutura final dependerá das vacinas disponibilizadas. “É importante destacar que o plano que está sendo discutido ainda é preliminar e sua validação final vai depender da disponibilidade, licenciamento dos imunizantes e situação epidemiológica”, disse. Todas essas questões serão relevantes, inclusive, para definição final dos grupos prioritários, onde são levados em consideração os critérios de testes realizados por cada laboratório que disponibilizar vacinas”.

Além do Ministério, integram o grupo de discussão a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Nacional de Controle e Qualidade em Saúde (INCQS), a Fiocruz, o Instituto Butantan, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), sociedades médicas, conselhos federais da área da saúde, Médicos Sem Fronteiras e integrantes dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (Conass e Conasems) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Eles fazem parte da Câmara Técnica para elaboração do plano, implementada a partir de Portaria nº28 de 03 de setembro de 2020.

QUATRO FASES

Durante a reunião, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério, Francieli Fontana, detalhou que a vacinação deve ocorrer em quatro fases, obedecendo a critérios logísticos de recebimento e distribuição das doses. As fases desenhadas pela equipe técnica priorizam grupos, que levam em conta informações sobre nuances epidemiológicas da Covid-19 entre os brasileiros, bem como comorbidades e dados populacionais.

Na primeira fase, conforme a coordenadora do PNI, devem entrar trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena. Em um segundo momento, entram pessoas de 60 a 74 anos. A terceira fase prevê a imunização de pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença (como portadores de doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras). A quarta e última fase deve abranger professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade.

Ao todo, os quatro momentos da campanha somam 109,5 milhões de doses, sendo que os esquemas vacinais dos imunizantes já garantidos pelo Ministério da Saúde – Fiocruz/AstraZeneca e por meio da aliança Covax Facility – preveem esquema vacinal em duas doses. Na reunião, Francieli reforçou que o planejamento dos grupos a serem vacinados e fases é preliminar e pode sofrer alterações, a depender de novos acordos de aquisição de vacinas com outras farmacêuticas, após resultados dos estudos das vacinas candidatas e regulamentação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

SERINGAS E AGULHAS 

A coordenadora do PNI também detalhou que o Ministério da Saúde negocia aquisições de seringas e agulhas para atender à demanda para vacinação contra o coronavírus. Segundo ela, no momento, encontra-se em andamento processo de compra de 300 milhões de seringas e agulhas no mercado nacional para aplicação das doses, e outras 40 milhões no mercado internacional. Para a aquisição interna, já foi realizada pesquisa de preços e emissão de nota técnica para elaboração do edital de compra, que será lançado na próxima semana. 

PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde é o maior programa de vacinação do mundo e atende, atualmente, uma população de 212 milhões de pessoas. Durante a reunião, Francieli lembrou que o programa já possui ampla expertise em vacinação em massa e está preparado – tanto no âmbito técnico quanto no de infraestrutura – para a vacinação contra a Covid-19, sem que a demanda do calendário normal de vacinação da população seja afetada.

Apenas em 2020, mais de R$ 42 milhões foram investidos para estruturação da rede de frio que armazena as doses do PNI, e que hoje atende na faixa de temperatura preconizada de 2ºC a 8ºC para todas as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, com exceção da Vacina Oral Poliomielite, armazenada a -20ºC na instância nacional. O recurso serviu à compra de câmaras refrigeradas, computadores e novos aparelhos de ar-condicionado.

Em novembro, a Pasta realizou um workshop junto às secretarias municipais e estaduais de Saúde a fim de preparar a rede de frio nacional, em suas diversas instâncias, para introdução das doses contra a Covid-19. Foram tratados no treinamento temas como as entregas das cargas, investimentos na rede de frio, riscos de armazenamento, as vacinas contra a doença em fase 3 de pesquisa e orientações técnicas sobre qualidade. Atualmente, o Brasil possui 38 mil salas de vacinação espalhadas por todo o país.

Os eixos prioritários que guiam o Plano de Vacinação são: situação epidemiológica, atualização das vacinas em estudo, monitoramento e orçamento, operacionalização da campanha, farmacovigilância, estudos de monitoramento pós marketing, sistema de informação;  monitoramento, supervisão e avaliação; comunicação; encerramento da campanha. 

O Brasil já possui atualmente garantidas 142,9 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 por meio dos acordos Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões) e Covax Facility (42,5 milhões). No mês passado, o Ministério da Saúde sediou encontros com representantes dos laboratórios Pfizer BioNTech, Moderna, Bharat Biotech (covaxin) e Instituto Gamaleya (sputinik V), que também possuem vacinas em estágio avançado de pesquisa clínica, para aproximação técnica e logística.

O ministro Eduardo Pazuello disse, na reunião, que nenhuma delas está descartada. “Estamos na prospecção de todas as vacinas. Todas são importantes”. Ele aproveitou também para frisar a importância do tratamento precoce como aliado contra a Covid-19 até que sejam disponibilizadas vacinas para toda a população. “Enquanto a vacina não chega, precisamos focar no diagnóstico clínico do médico, no tratamento precoce e no manejo correto do paciente”, disse.

 

Fonte: Ministério da Saúde

Arte: Bené Lima

 

João Azevêdo anuncia abertura de mais 36 leitos de UTI para atender pacientes diagnosticados com Covid- 19 na Paraíba

por Damião Rodrigues publicado 01/12/2020 09h39, última modificação 01/12/2020 09h39

01.12.2020 às 9h55

 

O governador João Azevêdo anunciou, nesta segunda-feira (30), a ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Estado. A iniciativa tem o objetivo de se antecipar ao crescimento da demanda provocada pelo aumento de casos da Covid -19. No total, serão mais 36 leitos abertos nos próximos 15 dias para garantir o atendimento necessário e adequado à população, em caso de necessidade. 

De acordo com o gestor, serão disponibilizados, a partir das 7h desta terça-feira (1), mais 10 leitos no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita; e mais seis leitos no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, em Patos, até a próxima segunda-feira (7). 

Também receberão mais leitos de UTI o Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, com a oferta de cinco vagas até o próximo dia 10 de dezembro; e o Hospital de Clínicas de Campina Grande, com a abertura de mais 15 leitos a qualquer momento. 

“Essa é uma das formas de garantir que a Paraíba continue sem colapso na rede pública, mas é fundamental que a população entenda o momento que estamos vivendo e colabore com as medidas de segurança e distanciamento social”, pontuou o gestor.

 

Fonte: Secom/PB

Brasil registra 5.578.118 milhões de pessoas recuperadas

por Damião Rodrigues publicado 30/11/2020 09h45, última modificação 30/11/2020 09h45

30.11.2020 às 9h55

Brasil já registra mais de 5,5 milhões de pessoas curadas da Covid-19. No mundo, estima-se que pelo menos 29 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas no Brasil é superior à quantidade de casos ativos (563.789), que são os pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa a grande maioria do total de casos acumulados (88,3%). As informações foram atualizadas às 17h30 deste domingo (29/11) e enviadas pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde. 

A doença está presente em 99,9% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.447) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 4.700 municípios tiveram registros (84,4%), sendo que 650 deles apresentaram apenas um óbito confirmado. 

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população. 

Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde. 

O Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 177,3 bilhões, sendo que desse total foram R$ 133,1 bilhões para serviços de rotina do SUS, e outros R$ 44,2 bilhões para a Covid-19. Também já foram comprados e distribuídos 23,7 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 301,5 milhões de EPI, mais de 15,5 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus. 

O Ministério da Saúde, em apoio a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 11.661 equipamentos para todos os estados brasileiros. 

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil registra 6.314.740 casos confirmados da doença, sendo 24.468 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 172.833 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registrados 272 óbitos nos sistemas oficiais, sendo que 307 óbitos ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.177 permanecem em investigação.

 

Fonte: Ministério da Saúde 

Arte: Bené Lima

Estado elabora plano de ação e amplia em 100% leitos de UTI para tratamento da covid-19 no Hospital de Clínicas de Campina Grande

por Damião Rodrigues publicado 27/11/2020 10h17, última modificação 27/11/2020 10h17

27.11.2020 às 10h26

 

O aumento na taxa de ocupação no Hospital de Clínicas (HC) de Campina Grande e a possibilidade de uma segunda onda da covid-19 levou a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PB) a elaborar um plano de ação e ampliar a quantidade de leitos para tratamento da doença na unidade.

De acordo com dados da última atualização, dos 15 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponíveis no HC, 14 estão sendo utilizados, chegando a 93% de ocupação. Dos leitos de enfermaria, 11 dos 15 leitos também estão com pacientes, o que representa 66% de ocupação.

Segundo o diretor técnico do Hospital de Clínicas, Dr. Jhony Bezerra, o plano de ação da SES está dividido em duas etapas. A primeira prevê um acréscimo de mais 15 leitos de UTI e 25 leitos de enfermaria, atingindo assim 30 leitos na Unidade de Terapia Intensiva e 40 leitos na enfermaria.

“Com esse plano de ação esses leitos podem ser ocupados a qualquer momento, a medida que houver aumento da demanda, não só em Campina Grande, mas como em toda a região, haja vista que o Hospital é referência para todo o interior do estado,” destacou o diretor.

A segunda etapa só será ativada caso o Hospital de Clínicas atinja uma ocupação acima de 85%. Nessa fase, o Hospital de Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes faz uma readequação dos leitos destinados ao tratamento da covid-19, sendo disponibilizados 15 leitos da Unidade de Terapia Intensiva, mais 15 leitos de enfermaria. Além disso, haverá a preparação da equipe com acréscimo de profissionais nas escalas.

Observando o último boletim coronavírus do estado, a Paraíba já registra 143.615 casos confirmados e 717 novos casos foram contabilizados em apenas 24 horas. Em Campina Grande, a taxa de ocupação dos leitos é de 37% UTI adulto e 18%, enfermaria.

Dr Jhony esclareceu que os leitos do Hospital de Clínicas já estão prontos para serem ativados assim que necessário. “Todo o equipamento já está no Hospital de Clínicas, os leitos já estão prontos, nós dispomos de 35  ventiladores mecânicos, então temos uma sobra de cinco ventiladores para suporte, e toda a equipe já está sendo reorganizada, escalas médicas e de todos os profissionais de saúde, para que a qualquer momento a gente possa ir ativando esses leitos, a medida que houver demanda pela Central Estadual de Regulação de Leitos”.

 

Fonte: Secom/PB

 

Atualização Covid-19 |25/11/2020

por Damião Rodrigues publicado 26/11/2020 12h45, última modificação 26/11/2020 12h45

26.11.2020 às 12h59

 

Paraíba registra 717 novos casos de Covid-19 e 07 óbitos nesta quarta-feira: casos confirmados: 143.615; casos descartados: 196.170; óbitos confirmados: 3.268; casos recuperados: 114.020. 

Nesta quarta, 25 de novembro, a Paraíba registrou 717 novos casos de Covid-19 e 07 óbitos confirmados desde a última atualização, 04 deles nas últimas 24h. Até o momento, 143.615 pessoas já contraíram a doença, 114.020 já se recuperaram e 3.268, infelizmente, faleceram. Até o momento, 455.002 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 46%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 54%. Em Campina Grande estão ocupados 37% dos leitos de UTI adulto e no sertão 59% dos leitos de UTI para adultos.

 

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos. A diferença de casos de ontem para hoje é de 717, nos quais 10 municípios concentram 343 casos, o que representa 47,83% dos casos em toda a Paraíba. São eles:

João Pessoa, com 121 novos casos, totalizando 36.380; Campina Grande, com 40 novos casos, totalizando 14.329; Conceição, com 36 novos casos, totalizando 714; Patos, com 31 novos casos, totalizando 5.553; Cajazeiras, com 27 novos casos, totalizando 2.986; Pombal, com 26 novos casos, totalizando 837; Monteiro, com 19 novos casos, totalizando 1.116; Santa Rita, com 19 novos casos, totalizando 3.751; Cabedelo, com 17 casos novos, totalizando 3.596; São Bento, com 17 novos casos, totalizando 3.510. 

 

* Dados oficiais preliminares (fonte: e-sus VE, Sivep Gripe e SIM) extraídos às 10h do dia 25/11, sujeitos a alteração por parte dos municípios.

 

Continuar Cuidando: Até o dia 24/11 foram entrevistados e testados 9.304 paraibanos, em residências distribuídas por 88 cidades.

 

Até hoje, 182 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 07 óbitos registrados nesta quarta ocorreram em residentes de 07 municípios, entre os dias 19 e 23 de novembro, quatro deles nas últimas 24 horas. Os pacientes tinham idade entre 35 e 82 anos. Dos locais, um ocorreu em hospital privado e os demais em hospitais públicos.

Mulher, 82 anos, residente em Barra de Santa Rosa. Diabética, cardiopata e portadora de doença neurológica. Início dos sintomas 14/11/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 25/11/2020.

Mulher, 66 anos, residente em Vieirópolis. Obesa. Início dos sintomas 29/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 25/11/2020.

Homem, 58 anos, residente em Santa Cecília. Sem comorbidade. Início dos sintomas 31/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 25/11/2020.

Homem, 35 anos, residente em João Pessoa. Sem comorbidade. Início dos sintomas 03/10/2020. Foi a óbito em hospital privado no dia 24/10/2020.

Mulher, 74 anos, residente em Coremas. Hipertensa. Início dos sintomas 17/11/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 21/11/2020.

Homem, 68 anos, residente em Belém do Brejo do Cruz. Sequelado de AVC. Início dos sintomas 12/11/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 20/11/2020.

Homem, 82 anos, residente em Patos. Diabético e cardiopata. Início dos sintomas 08/11/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 19/11/2020.

 

Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

Fonte: Secom/PB

 

Coronavírus hoje: Brasil registra a maior marca de novos casos desde setembro e média de mortes tem alta de 54%

por Damião Rodrigues publicado 25/11/2020 12h55, última modificação 25/11/2020 13h00

25.11.2020 às 12h55

 

O Brasil registrou 170.194 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quarta-feira (25), de acordo com o levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Na terça-feira às 20h, o balanço indicou 170.179 mortes confirmadas, sendo 638 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 491. A variação foi de +54% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nas mortes por covid-19.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 6.121.449 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 33.445 desses comprovados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 30.350 novos diagnósticos por dia, a maior marca desde 20 de setembro. Isso representa uma variação de +34% em relação aos casos registrados em duas semanas, e também indica tendência de alta.

Segundo dados do Imperial College de Londres, no Reino Unido, a taxa de transmissão do novo coronavírus para esta semana no Brasil é a maior desde maio.

Veja os números consolidados: 170.194 mortes confirmadas; 6.122.527 casos confirmados

Estados Unidos

Os Estados Unidos registraram nas últimas 24 horas quase 173 mil novos casos de covid-19, segundo dados levantados pela Universidade Johns Hopkins. As hospitalizações por causa da doença bateram, pelo 15º dia consecutivo, um novo recorde no país.

No total, com a inclusão das infecções detectadas ontem, o país se aproximou de 12,6 milhões de casos confirmados de covid-19, cifra que vem crescendo em ritmo acelerado nas últimas semanas. Além disso, mais de 2 mil pessoas morreram após serem infectadas pelo vírus. Desde o início da pandemia, a covid-19 já fez quase 260 mil vítimas nos EUA.

O número de pessoas hospitalizadas por causa da covid-19 superou 88 mil na terça-feira, de acordo com o Covid Tracking Project. O total de pacientes que precisam de internação de unidades de terapia intensiva (UTI) ultrapassou a marca de 17 mil, também um novo recorde.

O novo surto está afetando especialmente as regiões Oeste e Sudeste. A Califórnia, Estado mais populoso dos EUA, registrou ontem quase 17 mil novos casos da doença. Nevada também quebrou seu próprio recorde, com mais de 2,8 mil infecções detectadas nas últimas 24 horas. No vizinho Arizona, o número diário de casos foi o terceiro maior desde o início da crise sanitária no país.

Em resposta ao aumento preocupante nas infecções e nas hospitalizações, as autoridades da Califórnia anunciaram que condados onde há alto risco de transmissão da doença teriam que respeitar um toque de recolher noturno. Desta forma, 41 dos 58 condados do Estado, onde vive cerca de 90% da população, estão sob a nova restrição.

As autoridades de saúde também estão preocupadas com o aumento das viagens por causa do dia de Ação de Graças, comemorado amanhã nos EUA. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) recomendou que os americanos ficassem em casa durante o feriado, mas milhões de passageiros já passaram pelos aeroportos do país nos últimos dias. Teme-se que o vírus se espalhe ainda mais pelo país.

União Europeia

Vacina

A farmacêutica Moderna anunciou uma parceria com a Comissão Europeia para a venda de 80 milhões de doses de sua vacina à União Europeia em 2021. O acordo permite à Comissão uma opção para a compra de mais 80 milhões de doses, podendo totalizar 160 milhões de doses em 2021.

As ações da empresa estão em alta de 0,90% no pré-mercado da Nasdaq, negociadas a US$ 99,50.

A Moderna divulgou no último dia 16 que sua vacina contra covid-19 (mRNA-1273) apresentou eficácia de 94,5% nos estudos clínicos de fase 3.

A empresa americana, com sede em Cambridge, no Estado de Massachussetts, já anunciou um acordo semelhante com o Reino Unido. A empresa afirmou também que mantém a projeção de produção de 500 milhões a 1 bilhão por ano a partir de 2021.

Na Europa, a Moderna está trabalhando com seus parceiros em Lonza, na Suíça e Rovi, na Espanha, para fabricação da vacina fora dos Estados Unidos. Esta é uma cadeia de suprimentos dedicada para apoiar a Europa e outros países, exceto os Estados Unidos, que firmam contratos de compra com a empresa.

Se as aprovações forem concedidas, a Moderna espera começar a fornecer a vacina para a União Europeia a partir de dezembro de 2020.

A vacina da Moderna foi desenvolvida com base em RNA, que contém instruções genéticas para a construção da proteína do coronavírus, conhecida como spike, que quando injetada nas células, faz com que elas produzam as proteínas spike, que são liberadas no corpo e provocam uma resposta imunológica.

A vacina da Moderna pode ficar armazenada por seis meses a uma temperatura de 20 graus celsius negativos e até 30 dias em condições normais de refrigeração, entre 2 e 8 graus celsius.

Alemanha

A Alemanha registou hoje (25) novo recorde de mortes por covid-19, com 410 óbitos em 24 horas, e espera-se que haja uma extensão das medidas restritivas atuais sobre a vida pública e econômica do país.

O número de novas infecções em 24 horas foi de 18.633, segundo dados do Instituto Robert Koch (RKI).

Esse número representa mais de mil casos em relação ao registados na quarta-feira da semana anterior, embora esteja abaixo do máximo absoluto de infecções diárias (23.648 casos na sexta-feira passada).

Mais alarmante é o aumento de mortes - 410 em 24 horas - bem acima do recorde diário anterior (315) registrado em meados de abril.

O número total de infeções verificadas pelo RKI desde o início da pandemia sobe, assim, para 961.320 - dos quais se estima que 656.400 pacientes estejam recuperados -, enquanto o número de óbitos sobe para 14.771.

A chanceler alemã, Angela Merkel, terá hoje nova reunião com líderes regionais.

Na semana passada houve uma reunião entre os líderes dos estados federados alemães, mas não foi alcançado um consenso para endurecer as medidas em vigor desde 2 de novembro - como pretendia Merkel - e apenas foi avaliado o número de infecções naquele momento.

Os governos regionais acordaram, em várias rondas de negociações ao nível dos dirigentes dos Länder - Estados Federados -, no início desta semana, estender as medidas em vigor até 20 de dezembro ou mesmo endurecer algumas delas, para aliviar um pouco durante as festividades de Natal e Ano Novo.

Desde 2 de novembro, as casas noturnas, a restauração, eventos culturais e desportivos estão fechados, mas a atividade escolar e a vida comercial permanecem em funcionamento, embora com lotação limitada.

Os cidadãos foram aconselhados a evitar todas as viagens não essenciais, tanto dentro do país quanto no estrangeiro.

A expectativa é que o governo federal concorde com os "Länder" sobre a prorrogação das medidas de restrição e até que endureça algumas delas, mas também que seja aprovada uma prorrogação da ajuda econômica liberada no início do mês para compensar os setores afetados pelos fechamentos.

Essas indemnizações - de até 75% das perdas calculadas em relação à receita de um ano atrás - podem atingir entre 15 milhões e 20 milhões de euros, divulgou nessa terça-feira a imprensa alemã.

Tanto o governo da chanceler Angela Merkel quanto os governos regionais têm sido alertados de que a evolução das infecções não permite, hoje, amenizar as restrições.

Entre as novas medidas que devem ser discutidas na reunião de Merkel está a manutenção do fechamento das casas noturnas, restauração e vida cultural, entre outras, pelo menos até 20 de dezembro.

Prevê-se também que o início das férias escolares do Natal seja antecipado, e a recomendação aos cidadãos é que se submetam voluntariamente a alguns dias de quarentena ou redução dos contatos sociais antes das festas.

Está sendo estudada uma fórmula mista de atividade escolar, entre presencial e pela internet, de modo que os alunos sejam distribuídos em pequenos grupos fixos que alternam a frequência escolar com os deveres em casa.

Para a semana do Natal, e até o final do ano, serão permitidos encontros com até dez pessoas - ou seis, segundo critérios de alguns "Länder" mais restritivos. Da mesma forma, será recomendada - embora não seja proibido -- a ausência de fogos de artifício em festas privadas, principalmente na passagem de ano.

Tóquio

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, disse nesta quarta-feira que pedirá aos donos de restaurantes da capital do Japão que fechem mais cedo por três semanas para ajudar na resposta ao novo surto de covid-19 na região.

Koike informou que restaurantes que aceitarem diminuir o horário de funcionamento, fechando às 22h a partir deste fim de semana, receberão 400 mil ienes (US$ 3,8 mil) em apoio financeiro do governo.

O governo de Tóquio fez um pedido similar a restaurantes e a karaokês em agosto, quando a cidade enfrentou um segundo surto de casos da doença. Grande parte desses estabelecimentos topou fechar mais cedo na capital até meados de setembro.

Na época, as autoridades de Tóquio repassaram 200 mil ienes (US$ 1,9 mil) aos restaurantes em agosto e mais 150 mil ienes (US$ 1,42 mil) pelos dias com horário reduzido no mês seguinte.

Em entrevista coletiva, Koike explicou que não pediu ao governo federal a exclusão de Tóquio de um programa de subsídios a viagens, como solicitado pelos governadores de Hokkaido e Osaka, outras regiões afetadas pelo novo surto da doença.

Ontem, após os pedidos, o governo do primeiro-ministro do país, Yoshihide Suga, decidiu suspender, até 15 de dezembro, novas reservas para viagens a Sapporo, na ilha principal de Hokkaido, e para Osaka, no oeste do Japão.

Koike, no entanto, decidiu suspender a distribuição de cupons de desconto concedidos por outro programa estatal que visa incentivar que os japoneses comam fora de casa.

O pedido de Tóquio para reduzir o horário de funcionamento dos restaurantes veio após a confirmação de 401 novos casos de covid-19 em um único dia, número mais alto desde que o estado de emergência decretado nacionalmente foi suspenso em maio.

Na semana passada, Koike já havia colocado a cidade no nível mais alto de alerta contra a doença.

Venezuela

A Venezuela atingiu, nessa terça-feira (24), 100.143 casos confirmados de covid-19, desde o início da quarentena no dia 13 de março. Nas últimas 24 horas foram registrados mais 308 casos.

Segundo o ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Freddy Ñáñez, há 873 mortes associadas ao novo coronavírus e 94.985 pessoas se recuperaram da doença.

Pelo Twitter, o ministro informou que estão ativos 4.285 casos, dos quais 2.897 de pacientes que se encontram em hospitais, 1.362 em centros de Diagnóstico Integral e 26 em clínicas privadas.

Com 21.007 casos confirmados, a capital Caracas é a região com maior número de casos, seguindo-se os estados de Miranda (12.553), Zúlia (8.829), Táchira (7.972), Apure (5.534), La Guaira (4.979), Yaracuy (4.522), Arágua (4.292), Nova Esparta (3.922), Carabobo (3.621), Bolívar (3.594) e Lara (3.291).

Seguem-se Mérida (2.953), Sucre (2.125), Barinas (1.793), Anzoátegui (1.749), Monágas (1.231), Trujillo (1.215), Falcón (1.039), Portuguesa (966), Cojedes (776), Amazonas (743), Guárico (721) e Delta Amacuro (689).

Segundo os dados oficiais, o arquipélago de Los Roques teve até agora quatro casos do novo coronavírus.

Quarentena radical

A Venezuela iniciou segunda-feira (23) uma semana de "quarentena radical", para que a partir de 1º de dezembro haja um período de um mês de flexibilização generalizada em todo o país, devido às festas de fim de ano.

A Venezuela está, desde 13 de março, em estado de alerta, o que permite ao Executivo tomar "decisões drásticas" para combater a pandemia.

No dia 11 de novembro o país autorizou as operações comerciais com o México, a República Dominicana, o Irã, a Turquia e o Panamá.

No dia 23 deste mês, as autoridades venezuelanas anunciaram a abertura do espaço aéreo para voos comerciais para a Rússia e a Bolívia, suspensos desde março de 2020, devido à pandemia.

 

Por Valor, G1, Agência Brasil e RTP 

Fonte:Valorinveste(https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/noticia/2020/11/25/coronavirus-hoje-brasil-registra-a-maior-marca-de-novos-casos-desde-setembro-e-media-de-mortes-tem-alta-de-54percent.ghtml)


Saúde lança projeto de reabilitação de pacientes pós Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 24/11/2020 10h41, última modificação 24/11/2020 10h41

24.11.2020 às 11h02

Ministério da Saúde lança projeto focado em promover a retomada segura das atividades hospitalares eletivas. O projeto “Reabilitação Covid-19” dará apoio a cinco hospitais públicos em todo o Brasil na recuperação de pacientes pós-Covid-19. A iniciativa é executada pelo Hospital Sírio-Libanês no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, do Ministério da Saúde (PROADI-SUS).

O projeto piloto do “Reabilitação Covid-19” vai visitar inicialmente hospitais públicos em cinco estados brasileiros. São eles: Hospital Geral de Fortaleza (CE), Hospital de Base (DF), Hospital Municipal de Contagem (MG), Hospital Geral de Palmas (TO) e Hospital Geral do Trabalhador (PR).

Serão realizadas três visitas presenciais da equipe do Sírio Libanês para implementação de protocolos e metodologias usando as ferramentas de Lean e SCRUM, além de tutorias virtuais para acompanhamento dos indicadores que medirão a reabilitação, com intuito de que o paciente retorne à rotina normal. Esses indicadores demonstrarão, também, a evolução do projeto nos hospitais participantes.

A iniciativa também prevê a doação de diversos equipamentos de reabilitação, como andador de alumínio, exercitador de pernas e braços (mini bike), incentivador respiratório, kit de agilidade com cones e marcadores para treinos de equilíbrio e agilidade motora, válvula de fonação, eletro estimulador muscular entre outros. Esses equipamentos possibilitam a excelência do cuidado ao paciente no âmbito do projeto. A fase piloto começa em novembro de 2021 e terá a duração de 31 dias úteis.

Para o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Luiz Otavio Franco Duarte, a iniciativa reforça a importância do PROADI-SUS para o SUS. “Esse binômio muito bem aproveitado pelo sistema público e privado dá o alicerce para que o SUS alcance a excelência e promova qualidade de vida para seus usuários”, destaca o secretário.

Além disso, haverá entrega com cartilhas de orientações técnicas voltada a cada área da equipe multiprofissionas para reabilitação motora, funcional, psicológica, respiratória entre outras. Isso possibilitará a melhora no fator de utilização dos leitos voltados ao atendimento de pacientes com doenças crônicas, a redução do tempo médio de permanência dos pacientes críticos pós-Covid-19, e a capacitação das equipes e protocolo de Alta Segura.

De acordo com Andrezza Serpa, diretora do departamento de gestão de ações estratégicas, a ideia do projeto surgiu a partir da experiência bem-sucedida do Hospital Universitário Pedro Ernesto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UERJ). “A partir do modelo do Pedro Ernesto, notamos a necessidade da criação de protocolos bem definidos para oferecer aos pacientes após a internação em unidades de terapia intensiva, mais funcionalidade, minimizando sequelas simultaneamente com a capacidade de fazer melhor gestão dos leitos”.

Dados da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) mostram que a média de permanência de um paciente com Covid-19 na UTI do SUS é de 12 dias, especialmente por estes pacientes já apresentarem mais comorbidades. Eles demoram em média 20 dias para receber alta, mesmo após saírem da UTI. 

Também apoiam a iniciativa o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).

Sobre o PROADI-SUS 

 O PROADI-SUS foi criado em 2009 com o propósito de apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação de recursos humanos, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada demandados pelo Ministério da Saúde.

Atualmente, o programa reúne cinco hospitais sem fins lucrativos que são referência em qualidade médico-assistencial e gestão: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês. O PROADI-SUS é mantido com recursos dos hospitais participantes como contrapartida da imunidade fiscal.

Os projetos levam à população a expertise dos hospitais em iniciativas que atendem necessidades do SUS. Entre os principais benefícios do PROADI-SUS, destacam-se: redução de filas de espera; qualificação de profissionais; pesquisas do interesse da saúde pública para necessidades atuais da população brasileira; gestão do cuidado apoiada por inteligência artificial e melhoria da gestão de hospitais públicos e filantrópicos em todo o Brasil.

Com informações do NUCOM SAES

Fonte: Ministério da Saúde

Ministério da Saúde prepara estratégia de vacinação contra a Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 23/11/2020 10h30, última modificação 23/11/2020 10h30

23.11.2020 às 10h48

O Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta-feira (19), durante coletiva de imprensa, a primeira parte do Plano de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19. O documento relaciona os dez eixos prioritários que vão guiar a campanha de vacinação dos brasileiros, a fim de reduzir a morbidade e mortalidade pela doença, além de diminuir a transmissão do vírus entre as pessoas.

O objetivo é imunizar, tão logo uma vacina segura seja disponibilizada, os grupos com maior risco de desenvolver complicações e óbitos pela doença e as populações mais expostas ao vírus.

Ao apresentar o Plano, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, reforçou que o público-alvo será detalhado apenas após a conclusão dos estudos de fase 3 dos imunizantes testados. “Só assim conseguiremos avaliar em quais grupos (a vacina) teve maior eficácia”, afirmou. 

O documento foi elaborado no âmbito da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e Doenças Transmissíveis, em parceria com instituições que auxiliaram na definição dos grupos de risco, estratégia de vacinação, atualização os estudos sobre a doença, entre outros.

Além do Ministério, integram esse grupo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Nacional de Controle e Qualidade em Saúde (INCQS), a Fiocruz, o Instituto Butantan, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), sociedades médicas, conselhos federais da área da saúde, Médicos Sem Fronteiras e integrantes dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (Conass e Conasems).

Na coletiva, Arnaldo Medeiros disse que a importância da estratégia é dar transparência ao processo de elaboração da campanha, de modo que a população sinta segurança no processo. “Esse ministério tem um compromisso sério com a população brasileira de só vacinarmos quando tivermos certeza de que estamos diante de uma vacina registrada com garantia de eficácia”.

A campanha de divulgação do processo de produção e aprovação do imunizante, bem como da capacidade do país de distribuir os insumos, está prevista para ser lançada entre dezembro e janeiro. A mobilização para chamar os públicos prioritários para aplicação das doses e locais de vacinação é o passo seguinte, e deve ocorrer assim que houver definição sobre as vacinas.

EIXOS PRIORITÁRIOS

O desenvolvimento do plano de ação nacional e sua execução nos estados e municípios tem como base dez eixos prioritários: situação epidemiológica; atualização das vacinas em estudo; monitoramento e orçamento; operacionalização da campanha; farmacovigilância; estudos de monitoramento pós marketing; sistema de informação; monitoramento; supervisão e avaliação; comunicação e encerramento da campanha.

EIXO 1 – SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

O primeiro eixo busca identificar grupos de maior risco para adoecimento, agravamento e óbito pela Covid-19. Dentre os grupos prioritários estão: idosos e pessoas com comorbidades (Diabetes, HAS, Doenças cardíacas/cerebrovasculares, DPOC, Renal, Obesidade, Câncer, Transplantado e Anemia Falciforme).

Arnaldo Medeiros explicou que os profissionais de saúde também foram considerados grupos de risco “Estamos priorizado a manutenção do funcionamento dos serviços de saúde e esses trabalhadores estão entre os grupos mais expostos ao vírus”, disse.

Neste eixo, a Pasta também avalia as condições de armazenamento e duração da vacina e os dados de segurança.  Em relação à armazenagem dos imunizantes, as especificações serão orientadas pelo laboratório fornecedor.

Toda a rede de frio do Brasil dispõe de equipamentos para armazenamento de vacinas a -20°C, com exceção da instância local - que são as salas de vacinas e onde o armazenamento se dá na faixa de controle de +2°C a +8°C. Atualmente, o padrão de vacinas no mundo segue orientações de armazenamento entre +2°C e +8°C.

EIXO 2 – ATUALIZAÇÃO DAS VACINAS EM ESTUDO

Atualmente, há mais de 400 projetos em desenvolvimento. Destes, metade estão registrados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).  Ao todo, 154 estão em estágio de pesquisa pré-clínica e há 44 projetos em estudos clínicos, das quais 10, estão em fase 3. Neste eixo, a Pasta pretende acompanhar as plataformas em estudo, o panorama geral de vacinas em desenvolvimento e a descrição das vacinas brasileiras.

EIXO 3 – MONITORAMENTO E ORÇAMENTO

Avaliação da vacina – se entrará como rotina ou campanha anual - e os custos dessa operacionalização.

EIXO 4 – OPERACIONALIZAÇÃO DA CAMPANHA

Acompanhamento da estratégia de vacinação, distribuição de doses por unidade federada, público-alvo, meta, fases e prioridades.

EIXO 5 – FARMACOVIGILÂNCIA

Monitoramento dos eventos adversos pós-vacinação no pós-licenciamento da vacina (administração da vacina em massa).

EIXO 6 – ESTUDOS DE MONITORAMENTO E PÓS MARKETING

Os monitoramentos levarão em consideração os estudos de efetividade e segurança como vacinação de gestantes inadvertidademente, por exemplo. 

EIXO 7 – SISTEMA DE INFORMAÇÃO

As vacinas precisam ter a rastreabilidade. Por meio dos sistemas como DataSUS será possível obter o registro nominal da população para avaliar a cobertura vacinal e o acompanhamento de eventos adversos pós-vacinação.

EIXO 8 – MONITORAMENTO, SUPERVISÃO E AVALIAÇÃO

Neste eixo, será definido indicadores para avaliação da estratégia de vacinação desde a sua execução até os resultados.

EIXO 9 – COMUNICAÇÃO

Será definido o plano de comunicação da campanha de vacinação, com informação sobre o processo de produção e aprovação de uma vacina, informação sobre a vacinação, os públicos prioritários, dosagens, etc.

EIXO 10 - ENCERRAMENTO DA CAMPANHA
Neste eixo será avaliado os resultados da Campanha.

Por: Luara Nunes

Foto: Rodrigo Nunes/MS

Fonte: Ministério da Saúde



Saúde faz balanço das ações no combate à Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 20/11/2020 12h29, última modificação 20/11/2020 12h29

 20.11.2020 às 12h45

Desde o início da pandemia, o Governo Federal vem fortalecendo a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) com entregas de equipamentos, insumos e recursos para o combate à pandemia. Por meio do Ministério da Saúde, o Governo do Brasil já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 178,3 bilhões. Desse total, R$ 134,16 bilhões foram para serviços de rotina do SUS, e os outros R$ 44,17 bilhões para o enfrentamento da Covid-19. A pasta vem dando apoio irrestrito aos estados e municípios na aquisição e entrega de ventiladores pulmonares, equipamentos de proteção individual (EPI), medicamentos, além da habilitação e prorrogação de leitos de UTI.

Até o momento, foram habilitados 15.685 leitos de UTI para o tratamento exclusivo de paciente com Covid-19, desses 237 são UTI pediátrica. Além disso, foram prorrogados a habilitação de 11.908 leitos de UTI. O valor investido pelo Governo Federal é de R$ 2,8 bilhões, para que estados e municípios façam o custeio dessas unidades pelos próximos 90 dias - ou enquanto houver necessidade em decorrência da pandemia.

A rede pública de saúde teve sua estrutura de assistência intensiva ampliada com a entrega, até o momento, de 11.797 novos ventiladores pulmonares adquiridos pelo Ministério da Saúde, para o tratamento de pacientes graves infectados com o coronavírus em todos os estados e no Distrito Federal. Com a compra, o SUS conta agora com 58.460 ventiladores pulmonares distribuídos em todas as regiões do país.

Foram assinados, até o momento, cinco contratos com empresas brasileiras para a produção de 16.252 ventiladores pulmonares. A distribuição para os municípios e unidades de saúde é de responsabilidade de cada estado, conforme planejamento local. As entregas levam em conta a capacidade instalada da rede de assistência em saúde pública - principalmente nos locais onde a transmissão está se dando em maior velocidade. 

LEGADO

Os equipamentos fazem parte de um dos legados da pandemia ao SUS e dão aos gestores de saúde capacidade de criar leitos de UTI para atendimentos gerais, não somente para Convid-19. A indústria brasileira também deixa um legado ao desenvolver tecnologia de ponta para a produção de ventiladores pulmonares, a partir de uma parceria entre o Ministério da Saúde e os ministérios da Economia e Ciência e Tecnologia, além da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). 

A pasta também habilitou, desde o início da pandemia, 1.430 leitos de suporte ventilatório voltados para o atendimento exclusivo aos pacientes confirmados ou com suspeita de Covid-19. Desse total, foram prorrogados 1.035 leitos, com investimentos de cerca de R$ 35,4 milhões por parte do Governo Federal. Os leitos são habilitados temporariamente por 30 dias, mas podem ser prorrogados em decorrência da situação epidemiológica do coronavírus no Brasil.

Os leitos possuem estruturas mais simples daqueles de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e devem receber pacientes com sinais de insuficiência respiratória. O tratamento nesses leitos também auxilia a evitar a piora no quadro da doença.

O custeio referente à diária da habilitação dos leitos de Suporte Ventilatório Pulmonar será feito por transferência Fundo a Fundo (do executivo para os fundos estaduais) em parcela única, no valor correspondente a 30 dias, a partir da publicação da portaria. Cada diária custa R$ 478,72.

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

O Ministério da Saúde já distribuiu 301,5 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para garantir a proteção dos profissionais de saúde que atuam na linha frente do enfretamento à Covid-19 no Brasil. São máscaras, aventais, óculos e protetores faciais, toucas, sapatilhas, luvas e álcool. A medida é mais uma ação do Governo Federal para reforçar a segurança do atendimento na rede de saúde pública dos estados e municípios brasileiros. 

Ao todo, o Ministério da Saúde já entregou aos estados 564,9 mil litros de álcool; 3,1 milhões de aventais; 38,8 milhões de luvas; 26,5 milhões de máscaras N95; 210,6 milhões de máscaras cirúrgicas; 2,4 milhões de óculos e protetores faciais; e 19,3 milhões de toucas e sapatilhas. Os materiais foram entregues para as Secretarias Estaduais de Saúde, responsáveis por definir quais os serviços de saúde vão recebê-los, a partir de um planejamento local. 

A compra de EPI é de responsabilidade dos estados e municípios. No entanto, devido à escassez mundial desses materiais, neste cenário de emergência em saúde pública, o Ministério da Saúde utilizou o seu poder de compra para fazer as aquisições em apoio irrestrito aos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) e, assim, fortalecer a rede pública de saúde no enfrentamento da doença em todos os estados. 

Com a gradativa normalização dos mercados, a expectativa é que os gestores locais consigam novamente abastecer seus estoques com recursos que já são repassados pelo Governo Federal, além de recursos próprios. 

Os EPI são usados por profissionais de saúde que prestam assistência aos pacientes com Covid-19 - como médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem -, além da equipe de suporte que, eventualmente, precisa entrar no quarto, enfermaria ou área de isolamento. São de uso individual e se destinam a proteger os profissionais de possíveis riscos de contágio. 

SAÚDE INDÍGENA

Entre os dias 04 a 07 de novembro, a Equipe de Saúde Volante da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), composta por ginecologista, pediatra, clínico geral, reforçou o atendimento de saúde das comunidades indígenas Guajajara e Krikati, do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Maranhão. Foram 3,3 mil atendimentos realizados. O DSEI Maranhão atende uma população de 37.167 indígenas, de 11 etnias, em 629 aldeias. A SESAI enviou mais de 94 mil itens de suprimentos entre medicamentos, teste para Covid-19 e Equipamentos de Proteção Individual (EPI). A ação reforçou o trabalho dos 754 profissionais de saúde do DSEI que atuam diretamente nas aldeias levando atendimento básico de saúde.

 Ainda em novembro, a SESAI realizou – entre 03 e 12/11, a missão interministerial no Alto Rio Juruá, na fronteira do Acre com o Peru. A ação teve apoio logístico e de profissionais de saúde do Ministério da Defesa em reforço às Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) do DSEI Alto Rio Juruá que atuam na região. Foram mais de 3 toneladas de medicamentos, insumos, EPI e testes para a Covid-19 e quase 15 mil procedimentos de saúde realizados.

OUTRAS AÇÕES

A pasta da Saúde também destacou ações que vem sendo realizadas no âmbito da Atenção Primária à Saúde, como o cuidado com as gestantes e puérperas; investimentos na saúde bucal, a pacientes com hipertensão, obesidade e diabetes. Além dos repasses estendidos para os Centros de atendimento da Covid-19 em favelas.

Outro destaque é a publicação da portaria que aumenta o custeio das Equipes da Saúde em Família Ribeirinhas.

ACESSE AQUI A APRESENTAÇÃO DA COLETIVA

TRANSPARÊNCIA

A transparência e o uso da tecnologia em prol da saúde pública são marcas da gestão do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Por meio da plataforma Localiza SUS, a população pode acompanhar a quantidade de EPI, medicamentos, ventiladores pulmonares distribuídos a cada estado. O painel on-line também o número de leitos habilitados em todo país, testes entregues e insumos disponibilizados, informando o cidadão sobre tudo o que foi comprado, doado e distribuído para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.

Por: Bruno Cassiano

Fonte: Ministério da Saúde

Foto: Tony Winston/MS

Imunidade ao coronavírus pode durar anos, aponta estudo

por Damião Rodrigues publicado 19/11/2020 11h37, última modificação 19/11/2020 11h37

19.11.2020  às 11h48

 O estudo aponta que oito meses após a infecção, a maioria das pessoas que se recuperou ainda tem células imunológicas suficientes para afastar o vírus. (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

Prestes a completar um ano do surgimento, o coronavírus ainda tem aspectos desconhecidos pelos cientistas, como o tempo que pode durar a imunidade do corpo ao vírus. De acordo com um novo estudo esse prazo pode ser de anos ou, talvez, décadas.

O estudo aponta que oito meses após a infecção, a maioria das pessoas que se recuperou ainda tem células imunológicas suficientes para afastar o vírus e prevenir doenças. Uma lenta taxa de declínio no curto prazo sugere, felizmente, que essas células podem persistir no corpo por muito tempo ainda.

A pesquisa, publicada online, não foi revisada por pares ou publicada em uma revista científica. Mas é o estudo mais abrangente e de longo alcance da memória imunológica ao coronavírus até hoje.

As descobertas provavelmente serão um alívio para os especialistas preocupados com o fato de que a imunidade ao vírus pode ter vida curta e que as vacinas podem ter de ser administradas repetidamente para manter a pandemia sob controle.


Essa pesquisa está de acordo com uma descoberta recente de que sobreviventes da SARS, causada por outro coronavírus, ainda carregam certas células imunológicas importantes 17 anos após a recuperação, bem como com outras evidências encorajadoras emergindo de outros laboratórios.

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/imunidade-ao-coronavirus-pode-durar-anos-aponta-estudo/

 

 

Anvisa se reúne com responsáveis por vacina Sputinik V

por Damião Rodrigues publicado 19/11/2020 08h36, última modificação 19/11/2020 08h36

19.11.2020 às 8h40

Representantes de um instituto russo e da empresa União Química, que conduzem os estudos para o desenvolvimento da vacina Sputinik V, apresentaram o trabalho desenvolvido e a situação atual dos testes de imunização contra a covid-19 à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os representantes da Agência esclareceram dúvidas sobre os próximos passos e os procedimentos para o início de testes clínicos no Brasil.

Representantes da empresa disseram que responderão aos questionamentos dos técnicos da agência nos próximos dias.

O laboratório responsável pelo desenvolvimento da Sputinik V não submeteu à Anvisa, até o momento, o pedido para o registro da vacina. Essa ação é necessária para que qualquer empresa ou ente público possa comercializar um medicamento no Brasil.

A União Química entrou na Anvisa com um pedido de avaliação prévia. 

Paraná

Em agosto, o governo do Paraná assinou um convênio com o embaixador da Rússia, Sergey Akopov, para produção da vacina Sputnik. O acerto prevê o repasse de tecnologia para a fabricação da vacina pelo governo paranaense.

A vacina Sputinik V foi a primeira anunciada como eficaz contra a covid-19. Contudo, houve questionamentos pela comunidade científica pela falta de estudos publicados em periódicos de renome mostrando os resultados dos testes.

Na semana passada, o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) afirmou que a vacina é 92% eficaz. A entidade declarou que seguirá com os testes por mais seis meses e que os resultados serão publicados em periódico científico.

Outras vacinas

Ontem (17), o Ministério da Saúde se reuniu com uma equipe que atua no desenvolvimento da vacina pelas empresas Pfizer, dos Estados Unidos, e Biontech, da Alemanha. De acordo com a assessoria da pasta, foi apresentada a situação dos estudos.

O Ministério da Saúde tem na agenda desta semana encontros marcados com equipes de outras vacinas em desenvolvimento, como Janssen, Johnson & Johnson e Bharati Biotech (Vocaxin), além dos responsáveis pela Sputinik V.

Por Jonas Valente - repórter Agência Brasil - Brasília; Edição: Fernando Fraga

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fonte:https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-11/anvisa-se-reune-com-responsaveis-por-vacina-sputinik-v


Brasil registra 5.322.406 pessoas recuperadas

por Damião Rodrigues publicado 17/11/2020 12h02, última modificação 17/11/2020 12h02

17.11.2020 às 12h15

Número é superior à quantidade de casos ativos, ou seja, pessoas que estão em acompanhamento médico. Informações foram atualizadas às 17h30 desta segunda-feira (16/11)

Brasil já registra 5.322.406 milhões de pessoas curadas da Covid-19. No mundo, estima-se que pelo menos 29 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas no Brasil é superior à quantidade de casos ativos (388.044), que são os pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa a grande maioria do total de casos acumulados (90,6%). As informações foram atualizadas às 17h30 desta segunda-feira (16/11) e enviadas pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde. 

A doença está presente em 99,9% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.447) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 4.700 municípios tiveram registros (84,4%), sendo que 650 deles apresentaram apenas um óbito confirmado. 

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população. 

Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde. 

O Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 177,3 bilhões, sendo que desse total foram R$ 133,1 bilhões para serviços de rotina do SUS, e outros R$ 44,2 bilhões para a Covid-19. Também já foram comprados e distribuídos 23,7 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 301,5 milhões de EPI, mais de 15,5 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus. 

O Ministério da Saúde, em apoio a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 11.661 equipamentos para todos os estados brasileiros. 

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil registra 5.876.464 casos confirmados da doença, sendo 13.371 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 166.014 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registrados 216 óbitos nos sistemas oficiais, sendo que 114 óbitos ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.392 permanecem em investigação. 

 

Fonte: Ministério da Saúde

 


Novo Normal: Cai pela metade número de municípios em bandeira verde

por Damião Rodrigues publicado 16/11/2020 12h28, última modificação 16/11/2020 12h28

16.11.2020 às 12h40

Governo da Paraíba divulgou, neste sábado (14), a 12ª avaliação do Plano Novo Normal, que avalia as condições da retomada gradual e responsável das atividades durante a pandemia. A avaliação, que passa a vigorar a partir do dia 16 de novembro, aponta um o crescimento de municípios em bandeira amarela (85%) e laranja (8%) e a redução de municípios em bandeira verde (7%).

O secretário Executivo de Gestão de Rede de Unidades de Saúde, Daniel Beltrammi, destaca que "a literatura científica internacional aponta que os reflexos da adoção de comportamentos de alto risco, como o abandono do uso de máscaras e a ocorrência de atividades com grandes aglomerações, podem afetar os indicadores utilizados pelo Plano Novo Normal no prazo de uma semana, o que permite correlacionar a piora do contexto epidemiológico das capacidades do sistema de saúde e do comportamento social com as atividades e práticas assumidas ao longo desta última quinzena do período eleitoral na Paraíba".

É possível constatar, por meio da análise agregada da última quinzena, período compreendido entre a 11ª e a 12ª avaliações, que houve expressiva deterioração dos níveis de risco para disseminação da Covid-19, de forma geral, em toda Paraíba, com destaque para a 1ª e 3ª macrorregiões de saúde.

A Nota Técnica também chama atenção para o aumento da demanda por internação hospitalar dos leitos de UTI para adultos na Paraíba e destaca que a análise comparada entre a 11ª e 12ª avaliações, respectivamente, aponta para mais um novo e sucessivo comportamento de aumento de 4,71% (anterior de 8,72%) na 1ª Macrorregião de Saúde, fato que coloca a autoridade sanitária estadual em nível de atenção e ostensivo acompanhamento. Houve redução de 5,57% (anterior de 11,15%) na ocupação hospitalar dos leitos de UTI para adultos da 2ª Macrorregião de Saúde e uma retomada do crescimento de 10% nas ocupações dos leitos de UTI para adultos (redução de 5,15% anteriormente) na 3ª Macrorregião de Saúde.  

Beltrammi observa que "melhoras da situação da Covid-19 na Paraíba dependerão muito da ainda maior adesão de todas as paraibanas e paraibanos às três medidas que mais protegem a saúde e a vida das pessoas: usar máscaras, lavar as mãos e manter o distanciamento social, decisões e gestos que precisarão estar cada vez mais presentes em nossos cotidianos”.

Novo Normal Paraíba - A matriz de orientação para retomada das atividades em todo o estado indica os segmentos autorizados a retomar atividades com mudanças no formato de funcionamento, independe de bandeira/fase. O plano foi desenvolvido pela Secretaria de Saúde e pela Controladoria Geral do Estado e é baseado em indicadores como a quantidade percentual de novos casos, letalidade (óbitos), ocupação da rede hospitalar da região e percentual de isolamento social. É possível consultar toda orientação e análise dos municípios no endereço https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/novonormalpb

 

Fonte: Secom/PB

Centros de atendimento da Covid-19 estendem prazo de funcionamento

por Damião Rodrigues publicado 13/11/2020 12h25, última modificação 13/11/2020 12h25

13.11.2020 às 12h32

Ministério da Saúde prorrogou até o final de novembro de 2020 o prazo para que os Centros Comunitários e os Centros de Referência no âmbito do enfrentamento à Covid continuem recebendo incentivo financeiro de emergência. A pasta publicou nesta quinta-feira (12/11), a Portaria nº 3067, que amplia esse prazo para garantir o atendimento precoce de pessoas com sintomas de síndrome gripal.

Atualmente, existem 3.395 centros em funcionamento no país, sendo 3.265 Centros de Atendimento (portaria nº 1.445) e 130 Centros Comunitários de Referência para Enfrentamento da Covid-19 (portaria nº 1.444). Com a portaria publica hoje, poderão ser repassados R$ 439 milhões para garantir essa continuação da assistência feita nesses estabelecimentos. O financiamento federal dos centros está previsto para até este mês.

“A atuação dos centros de atendimento no enfrentamento da pandemia foi importante para conter a transmissão da Covid-19 e também para atender os casos leves de síndrome gripal. Este recurso do governo federal deu o apoio que os municípios precisavam para organizar os serviços da atenção primária, por isso foi prorrogado o repasse. O Ministério da Saúde do Brasil vai continuar dando todo o suporte necessário aos outros entes federativos para levar atendimento de qualidade à população brasileira”, destaca o secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Parente.

O Ministério da Saúde investiu em ações para organização do fluxo de atendimento na Atenção Primária à Saúde durante a pandemia da Covid-19. As unidades da Atenção Primária são estabelecimentos de referência em saúde nos municípios, atendendo os casos leves e referenciando os casos graves para as emergências e hospitais. Além de reduzir a circulação de pessoas com sintomas leves em outros serviços de saúde, a organização do fluxo de atendimentos nas unidades busca minimizar os impactos decorrentes da pandemia e permitir que os demais serviços da Atenção Primária continuem atuando normalmente. 

SAIBA MAIS

Os centros estão entre os incentivos feitos pela pasta para ampliar os atendimentos durante a pandemia. Os Centros Comunitários de Referência para Enfrentamento da Covid-19 possuem credenciamento exclusivo para os municípios que têm comunidades e favelas, conforme definição de aglomerado subnormal feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já os Centros de Atendimento para Enfrentamento da Covid-19, disponíveis para todos os municípios, atuam como ponto de referência da Atenção Primária dentro da rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de uma estratégia que busca ampliar diagnósticos e atendimentos dos casos de síndrome gripal, proporcionando maior resolutividade da assistência a pessoas com sintomas leves relacionados à Covid-19 e evitando sobrecarga das emergências e dos hospitais.

 Por: Karina Borges

Fonte: Ministério da Saúde (https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/centros-de-atendimento-da-covid-19-estendem-prazo-de-funcionamento)

Tire suas dúvidas sobre os tipos de testes para Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 12/11/2020 12h40, última modificação 12/11/2020 12h46

12.11.2020 às 12h50

Exames para identificar quem contraiu a doença têm diferenças e devem ser aplicados em situações específicas. Entenda como o SUS e os planos de saúde realizam cada um deles

A pandemia de Covid-19 que se alastrou de forma tão rápida pelo mundo desde o começo de 2020 também iniciou uma corrida da ciência atrás de respostas. Talvez a primeira delas tenha sido como detectar essa nova doença. Essa resposta é importante tanto no aspecto individual, para que o infectados possam receber os cuidados necessários, como no coletivo, para identificar a evolução do surto em uma região e permitir que as melhores medidas de enfrentamento sejam tomadas. 

Desde então os testes da identificação da Covid-19 começaram a surgir. São vários os modelos que podem ajudar na identificação da doença, mas atualmente existem dois mais usados em maior escala na população: o molecular, ou RT-PCR, que tem a coleta feita com secreção nasal ou da faringe; e o teste sorológico, que tem a coleta pela retirada e análise do sangue do paciente.

Além das diferenças no modo de detectar a doença, eles também diferem em outros aspectos. Por isso, relacionamos abaixo algumas das principais dúvidas sobre quando eles devem ser aplicados, suas recomendações, seus níveis de segurança e como o SUS e os planos de saúde entendem suas aplicações:

Quais são os tipos de testes? 

Atualmente são aplicados predominantemente dois tipos de exames para o diagnóstico da Covid-19: o chamado de RT-PCR, ou molecular, que detecta a presença do vírus no organismo humano e tem a coleta feita por meio de secreção nasal ou da faringe; e o teste sorológico, que detecta no sangue a presença de anticorpos e tem a coleta feita por retirada de sangue do dedo ou de uma veia.

Enquanto o RT-PCR detecta a presença efetiva do vírus no corpo, o teste sorológico detecta anticorpos produzidos por nosso corpo após o contato com o vírus. Estes testes podem, por sua vez, serem de 3 espécies: testes de imunocromatografia de fluxo lateral (também chamados de testes rápidos), testes imunoenzimáticos (ELISA) e testes de quimioluminescência (CLIA ou ECLIA).

Além disso, de maneira complementar, também existem outros exames que auxiliam no controle de sintomas ou complicações que podem ser causados dentro do quadro da síndrome respiratória aguda grave. São os seguintes:

  • Dímero D (dosagem);
  • Procalcitonina (dosagem);
  • Pesquisa rápida para influenza A e B;
  • PCR em tempo real para os vírus Influenza A e B;
  • Pesquisa rápida para Vírus Sincicial Respiratório;
  • PCR em tempo real para Vírus Sincicial Respiratório.

Não importa o tipo do teste, ele deve ser feito preferencialmente com indicação médica, porque a interpretação do resultado (feita por um profissional de saúde) é tão importante quanto o teste em si. 

Para que serve cada tipo de teste?

O teste do tipo RT-PCR é um exame laboratorial que detecta a presença do vírus no corpo a partir das secreções colhidas do nariz ou da faringe. É recomendado quando se avalia que a infecção está em seu período inicial - entre o 3º até o 8º dia de sintomas - e seu resultado pode demorar alguns dias para ser disponibilizado ao paciente.

Por sua maior sensibilidade, este teste é considerado o teste referência (também chamado de padrão ouro) para diagnóstico da Covid-19. É ele o mais recomendado pela OMS. Contudo, o RT-PCR tem um período ideal para ser realizado - em que ele tem mais chances de detectar o vírus no corpo - entre o terceiro e até o oitavo dias de sintomas. Fora desse período, os riscos de um falso negativo são mais elevados.

De todo modo, a ciência mostra que o RT-PCR capta bem o vírus, de modo que se você teve positivo para este teste, dificilmente estamos diante de um falso positivo. A questão é que nem sempre o teste negativo do RT-PCR indica que você está livre da doença, sendo necessário complementar o diagnóstico com um teste sorológico.

Os testes sorológicos possuem alguns modelos diferentes: testes de imunocromatografia de fluxo lateral (também chamados de testes rápidos), testes imunoenzimáticos (ELISA) e testes de quimiluminescência (CLIA ou ECLIA).

O chamado teste rápido verifica se o corpo teve contato com o vírus e tem a presença de anticorpos para combater a infecção, que podem ser de três tipos: IgG, IgM e IgA. Como leva um tempo entre o contato com o vírus até a produção do anticorpo, recomenda-se sua realização a partir do sétimo dia em que a pessoa desenvolve os sintomas da Covid-19. Se for realizado antes desse período, é grande a chance de um falso negativo. Ele é chamado de teste de imunocromatografia porque sua realização corresponde a uma alteração de cor a partir do contato do reagente do teste com o sangue colhido do paciente.

Esse sangue pode ser colhido do dedo (por uma punção digital) ou da veia (punção venosa) e não precisa de um aparato hospitalar ou laboratorial para sua realização. Embora possa ser feito em farmácias, com profissionais de saúde habilitados, a sua sensibilidade e especificidade são mais baixas. Ou seja, ele tem mais chances de dar um falso negativo, ou um falso positivo.

Diferentemente dos anteriores, o teste sorológico por imunoensaio enzimático (ELISA) e o teste sorológico por quimioluminescência (CLIA ou ECLIA) devem ser feitos sempre em ambiente laboratorial, com coleta por sangue da veia. Eles são especialmente utilizados em casos de avaliação tardia dos sintomas, quando o RT-PCR resultou negativo no acompanhamento de pacientes considerados do grupo de risco ou uma pessoa assintomática teve contato com alguém confirmado pela infecção do vírus.

Quais saõ as vantagens e desvantagens de cada modelo?

De acordo com a literatura especializada, o exame RT - PCR, chamado de padrão ouro, é o exame recomendado pela OMS para efetuar o diagnóstico da Covid-19 em função da sua precisão, principalmente quando realizado dentro da janela de tempo adequada.

Já os testes sorológicos ELISA e CLIA têm boa sensibilidade e especificidade. Possuem caráter complementar e não devem ser utilizados de maneira isolada para efetuar o diagnóstico de Covid-19. São importantes quando o RT-PCR resultou negativo e quando o prazo hábil para a realização do PCR foi superado.

Já o teste sorológico imunocromatográfico, conhecido como teste rápido, é o “padrão papel”, pela sua comparação com o padrão ouro. Não há consenso científico sobre sua qualidade eficiência. Especialistas afirmam que, dentro do contexto e análise adequadas, são exames importantes e úteis. Além disso, essas tecnologias vêm melhorando rapidamente com o passar do tempo.

Os resultados desses testes são seguros?

Recentemente, a Anvisa criou um painel para avaliar a conformidade desses testes e disponibilizou os resultados para o público em geral. Você pode checar essas informações aqui.

Os planos de saúde cobrem os testes de Covid-19?

Sim. A ANS, por meio das Resoluções Normativas 453/2020457/2020 e 458/2020, incluiu oito exames para detecção do vírus no Rol de Cobertura Obrigatória. 1) Pesquisa por RT-PCR; 2) Dímero D (dosagem); 3) Procalcitonina (dosagem); 4) Pesquisa rápida para influenza A e B; 5)/ PCR em tempo real para os vírus Influenza A e B; 6) Pesquisa rápida para Vírus Sincicial Respiratório; 7) PCR em tempo real para Vírus Sincicial Respiratório; 8) Pesquisa de anticorpos IgA, IgG ou IgM (exame sorológico).

A Resolução 458/2020, que trata de testes sorológicos, foi suspensa por determinação do Poder Judiciário e após deliberação da ANS. No entanto, o Idec entende que a indicação para realização de um exame ou de outro depende da avaliação do médico responsável pelo atendimento ao consumidor e que o fato de um procedimento não constar no rol não necessariamente indica que não deve ser coberto.

No dia 13 de agosto, a ANS determinou a cobertura dos testes sorológicos só para pacientes sintomáticos após o oitavo dia do aparecimento de sintomas. Além disso, esses exames (quando processados pela metodologia ELISA ou CLIA) devem ser cobertos apenas nas situações em que o RT-PCR deu negativo ou não pode ser realizado. Testes rápidos, feitos por imunocromatografia, foram excluídos.

Ainda que não estivessem previstos no Rol de Cobertura Obrigatória, estes e outros exames para detecção da infecção pelo coronavírus devem ser cobertos pelo plano, quando oferecidos no âmbito da saúde suplementar, conforme determinam os arts. 10 e 12 da Lei de Planos de Saúde, que obrigam a cobertura de diagnóstico e tratamento para todas as doenças previstas da Classificação Internacional de Doenças (CID). Basta, para isso, que o médico que acompanha o paciente justifique a necessidade do exame diagnóstico.

O SUS oferece esses testes?

Sim. Nacionalmente, o diagnóstico de Covid-19 é feito pelo RT-PCR e pelos testes por imunocromatografia de faixa lateral (testes rápidos). Nos Estados e municípios é possível que cada região faça o diagnóstico com uma das espécies sorológicas, além do RT-PCR.

Se eu tive um resultado positivo, eu estou com o vírus?

Nem sempre. Depende do tipo de teste. A leitura do exame e do diagnóstico depende de uma séria avaliação médica, conforme seu quadro clínico. Por isso é recomendado sempre que se consulte um profissional de saúde para avaliação do quadro individual e recomendações necessárias. 

Todos os tipos de teste são de uso profissional e os seus resultados devem ser interpretados por um profissional de saúde legalmente habilitado e devidamente capacitado, conforme definido pelos conselhos profissionais da área da saúde e por políticas do Ministério da Saúde. Esses testes não devem ser feitos por leigos. Os testes em domicílio podem ser realizados, desde que executados por profissional legalmente habilitado vinculado a um laboratório clínico, posto de coleta ou serviço de saúde pública ambulatorial ou hospitalar. 

O Idec cobra as autoridades que fiscalizem os testes comercializados no país e que exames seguros estejam à disposição dos serviços de saúde, para que tanto profissionais de saúde consigam realizar análises precisas, quanto pacientes recebam informações adequadas sobre sua saúde.

Se o resultado do teste sorológico for negativo isso indica que não tenho ou tive Covid-19

Não. Testes sorológicos negativos indicam que você não tem anticorpos contra a Covid19. Considerando que esses anticorpos somente surgem em quantidade detectáveis alguns dias depois da infecção, o teste somente tem alguma significância após esse período. 

Se sua carga imunológica (quantidade de anticorpos) for baixa, o teste pode ter um falso negativo. Assim sendo, esse teste isolado não serve para confirmar ou descartar infecção por Covid-19. O diagnóstico da doença deve ser feito por testes de RT-PCR. 

Quero fazer um teste mesmo não tendo um pedido médico. Posso fazer?

Sim. Laboratórios e redes de farmácias privados oferecem opções de testes sorológicos para o consumidor, mediante pagamento. Alguns são feitos em sistema de  coleta em domicílio e drive-thru. Os preços e os fornecedores variam. Se tiver dúvida sobre a conformidade ou não do teste aplicado, consulte as informações aqui

Estou com Covid-19. O que faço?

É importante que faça um sério acompanhamento médico, para verificar a evolução dos sintomas e se algum procedimento médico será necessário. Se há confirmação do diagnóstico para Covid-19 é importante que siga as regras de isolamento social e domiciliar por 14 dias para evitar o contágio da doença.

 

Fonte: https://idec.org.br/dicas-e-direitos/tire-suas-duvidas-sobre-os-testes-para-covid-19

 

Rússia diz que sua vacina contra covid-19 é 92% eficaz

por Damião Rodrigues publicado 11/11/2020 13h55, última modificação 11/11/2020 13h55

11.11.2020 às 14h02

 

A vacina russa Sputnik V é 92% eficaz para proteger as pessoas da covid-19, de acordo com resultados provisórios de testes, disse o fundo soberano do país nesta quarta-feira (11), enquanto Moscou corre para acompanhar o ritmo de farmacêuticas ocidentais na corrida por uma vacina.

A leva de resultados iniciais é somente a segunda de um teste de estágio avançado com humanos a ser publicada em meio ao esforço global para produzir vacinas que consigam deter uma pandemia que já matou mais de 1,2 milhão de pessoas e devastou a economia mundial.

Os resultados se baseiam em dados dos 16 mil primeiros participantes do teste a receberem as duas aplicações da vacina de duas doses, informou o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), que está apoiando seu desenvolvimento.

"Estamos mostrando, com base nos dados, que temos uma vacina muito eficaz", disse o chefe do RDIF, Kirill Dmitriev, acrescentando que é o tipo de notícia sobre a qual os desenvolvedores de vacina conversarão um dia com os netos.

A análise foi realizada depois que 20 participantes do teste desenvolveram a covid-19 e foram examinados quantos receberam a vacina na comparação com os que receberam um placebo.

Comunidade Científica

A cifra é consideravelmente mais baixa do que as 94 infecções do teste de uma vacina desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech. Para confirmar o índice de eficácia, a Pfizer disse que continuará seu teste até atingir 164 casos de covid-19.

O RDIF disse que o teste russo continuará durante seis meses e que dados do estudo também serão publicados em um periódico científico internacional destacado depois de serem revisados pela comunidade científica.

As ações europeias e os mercados de futuros norte-americanos ampliaram os ganhos ligeiramente após o anúncio da Rússia. Este veio logo depois de resultados publicados na última segunda-feira pela Pfizer e pela BioNTech, que disseram que sua vacina é mais de 90% eficaz.

Os resultados russos são mais um impulso a outras vacinas contra a doença atualmente em desenvolvimento e uma prova de conceito de que a covid-19 pode ser detida através da vacinação.

Mas especialistas disseram que o conhecimento a respeito do projeto e do protocolo do teste russo é escasso, o que torna difícil interpretar as cifras divulgadas nesta quarta-feira.

Por: Agência Reuters - Moscou

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2020-11/russia-diz-que-sua-vacina-contra-covid-19-e-92-eficaz

Presidente diz: Brasil vai comprar qualquer vacina certificada pela Anvisa

por Damião Rodrigues publicado 10/11/2020 17h03, última modificação 10/11/2020 17h03

10.11.2020 às 17h10

 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (9) que o governo federal vai comprar e disponibilizar qualquer vacina contra a covid-19 que passar pelo aval do Ministério da Saúde e for certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

"Passando pela [Ministério da] Saúde e sendo certificada pela Anvisa, o governo federal vai comprar e disponibilizar, mas não vai ser obrigatória de jeito nenhum", disse Bolsonaro em live transmitida pelas redes sociais. 

Nesta segunda, a Pfizer informou que sua vacina experimental contra a covid-19 mostrou ser 90% eficaz na prevenção da doença, com base em dados iniciais de um estudo amplo.

A Pfizer e sua parceira alemã BioNTech são as primeiras farmacêuticas a anunciarem dados bem-sucedidos de um ensaio clínico em larga escala com uma potencial vacina contra o novo coronavírus. As empresas disseram que, até o momento, não encontraram nenhuma preocupação de segurança com a candidata a imunizante e que esperam pedir autorização para uso emergencial da vacina nos Estados Unidos neste mês.

Auxílio Emergencial

Bolsonaro citou ainda o auxílio emergencial como um dos instrumentos criados pelo governo federal para combater os efeitos provocados pela pandemia do novo coronavírus. 

"Se não fosse o auxílio emergencial de R$ 600 por cinco meses e agora, até o final do ano, complemento de R$ 300, acredito que a economia nossa tinha ido para o espaço, então foi muito difícil isso porque não tinha dinheiro o governo, nos endividamos", disse. 

O auxílio é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados, como forma de dar proteção emergencial durante a crise causada pela covid-19. O benefício começou a ser pago em abril, e, inicialmente, foi estabelecido em três parcelas de R$ 600.

Em junho, por decreto, o governo prorrogou o auxílio por mais duas parcelas, no mesmo valor. E agora, com mais quatro parcelas, em valor menor, o benefício vai se estender até o final do ano.

 

Fonte: Agência Brasil (Edição: Fábio Massalli)

Covid-19: Brasil registra mais 10,5 mil casos confirmados em 24h

por Damião Rodrigues publicado 09/11/2020 12h19, última modificação 09/11/2020 12h19

09.11.2020 às 12h28

                                          

O Brasil chegou a 5,66 milhões de casos acumulados de infecção pelo novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram 10.554 novos registros confirmados de covid-19, totalizando 5.664.115. Até ontem, o número de casos da pandemia estava em 5.653.561.

Os dados são do boletim do Ministério da Saúde, divulgado no fim da tarde de hoje (8). O órgão consolida diariamente as informações enviadas pelas secretarias estaduais de saúde de todo o país. Entretanto, devido a quedas dos sistemas internos ocorridas na última semana, o balanço apresentado neste domingo não acrescentou novos pacientes em acompanhamento, permanecendo o divulgado no boletim do dia 4, totalizando 364.575 pacientes. O mesmo vale para as pessoas que já se recuperaram da doença, um total de 5.064.344.

De acordo com a pasta, o total de mortes em razão da pandemia é de 162.397. Nas últimas 24 horas, as secretarias de saúde acrescentaram às estatísticas 128 novos óbitos.

Covid-19 nos Estados

O estado de São Paulo é o maior em número de casos e mortes pelo novo coronavírus no país, desde o início da pandemia. Ao todo, o estado acumula 1.125.936 casos confirmados de covid-19 e 39.717 mortes. Os dados de São Paulo também não foram atualizados e são os mesmos do boletim do dia 5.

O Rio de Janeiro vem em segundo lugar na estatística de óbitos com 20.905 mortes, seguido de Ceará (9.395), Minas Gerais (9.204) e Pernambuco (8.732). As Unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (695), Acre (699), Amapá (751), Tocantins (1.114) e Rondônia (1.476).

Situação epidemiológica da Covid-19 no Brasil 08/11/2020
Situação epidemiológica da Covid-19 no Brasil 08/11/2020 - Divulgação/Ministério da Saúde

 

Por: Andreia Verdélio - repórte da Agência Brasil - Brasília; Edição: Liliane Farias

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-11/covid-19-brasil-registra-mais-105-mil-casos-confirmados-em-24h#

 

 

Atualização Covid-19 | 05/11/2020

por Damião Rodrigues publicado 06/11/2020 12h07, última modificação 06/11/2020 12h07

06.11.2020 às 12h18

 

Paraíba confirma 339 novos casos de Covid-19 em 24h: casos confirmados: 134.297; casos descartados: 186.866; óbitos confirmados: 3.138; casos recuperados: 109.721.

Nesta quinta, 05 de novembro, a Paraíba registrou 339 novos casos de Covid-19 e 08 óbitos confirmados desde a última atualização, 04 deles nas últimas 24h. Até o momento, 134.297 pessoas já contraíram a doença, 186.866 já se recuperaram e 3.138, infelizmente, faleceram. Até o momento, 423.058 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 36%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 40%. Em Campina Grande estão ocupados 16% dos leitos de UTI adulto e no sertão 66% dos leitos de UTI para adultos.

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos. A diferença de casos de ontem para hoje é de 339, nos quais 10 municípios concentram 221 casos, o que representa 65,19% dos casos em toda a Paraíba. São eles:

João Pessoa, com 123 novos casos, totalizando 33.107; Rio Tinto, com 20 casos novos, totalizando 1.258; Campina Grande, com 19 novos casos, totalizando 13.821; Boqueirão, com 12 novos casos, totalizando 609; Patos, com 10 novos casos, totalizando 4.918; Água Branca, com 08 novos casos, totalizando 177; Sousa, com 08 novos casos, totalizando 2.470; Cabedelo, com 07 novos casos, totalizando 3.320; Guarabira, com 07 novos casos, totalizando 4.688; Santa Cruz, com 07 novos casos, totalizando 78;

*Dados oficiais preliminares (fonte: SIM, e-sus VE e SIVEP) extraídos às 10h do dia 05/11, sujeitos a alteração por parte dos municípios.

Continuar Cuidando: Até o dia 04/11 foram entrevistados 917 paraibanos, em 538 residências distribuídas por 35 cidades.

Até hoje, 176 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 08 óbitos registrados nesta quinta ocorreram em residentes de 06 municípios, entre 30 de outubro e 04 de novembro, 07 deles ocorridos nas últimas 48 horas. Os pacientes tinham idade entre 39 e 80 anos. Diabetes foi a comorbidade mais frequente. Dos locais, 01 ocorreu em hospital privado e os demais em hospitais públicos

Homem, 44 anos, residente em João Pessoa. Diabético e etilista. Início dos sintomas 26/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 04/11/2020.

Homem, 47 anos, residente em Campina Grande. Diabético e obeso. Início dos sintomas 16/10/2020. Foi a óbito em hospital privado no dia 04/11/2020.


Homem, 70 anos, residente em Queimadas. Cardiopata e portador de neoplasia. Início dos sintomas 18/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 04/11/2020.

Homem, 72 anos, residente em Cajazeiras. Diabético. Início dos sintomas 20/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 04/11/2020.


Homem, 80 anos, residente em João Pessoa.Portador de doença respiratória. Início dos sintomas 09/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 03/11/2020.

Mulher, 70 anos, residente em Santa Rita. Hipertensa, diabética, cardiopata e portadora de doença neurológica. Início dos sintomas 30/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 03/11/2020.


Mulher, 39 anos, residente em João Pessoa. Diabética e portadora de doença renal. Início dos sintomas 21/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 02/11/2020.

Homem, 72 anos, residente em Catolé do Rocha. Diabético e cardiopata. Início dos sintomas 22/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 30/10/2020.


Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

 

Fonte: Secom/PB

 

Um tipo de imunidade ao coronavírus dura pelo menos seis meses, diz estudo

por Damião Rodrigues publicado 05/11/2020 12h14, última modificação 05/11/2020 12h14

05.11.2020 às 12h22

 

Uma nova pesquisa esta semana oferece alguma esperança para pelo menos um aspecto de nossa imunidade ao coronavírus que causa COVID-19. O estudo, conduzido por pesquisadores no Reino Unido, encontrou evidências de que certas células T criadas para combater o coronavírus durante a infecção continuam a mostrar uma resposta “robusta” pelo menos seis meses depois. Acredita-se que essa resposta imune celular desempenhe um papel importante na prevenção de reinfecções ou na redução da gravidade de uma infecção subsequente, ao lado de outros componentes de nossa imunidade, como anticorpos.

A nova pesquisa faz parte do UK Coronavirus Immunology Consortium, um estudo nacional apoiado pelo governo do Reino Unido que envolve várias universidades. Como parte do projeto, os pesquisadores acompanharam 100 voluntários que testaram positivo para anticorpos contra o coronavírus em março ou abril. Embora algumas pessoas tenham desenvolvido sintomas no momento do diagnóstico, nenhuma necessitou de hospitalização.

As células T são uma das principais células do sistema imunológico. Eles realizam uma ampla variedade de funções durante uma infecção, desde tentar matar diretamente as células infectadas até ajudar outras células a fazerem melhor seu trabalho, incluindo aquelas que produzem as proteínas que chamamos de anticorpos.

Como os anticorpos, nosso corpo pode produzir células T que “lembram” especificamente de um patógeno anterior e são capazes de entrar em ação quando ele tenta nos reinfectar.

Em comparação com o estudo de como os anticorpos respondem a um germe, a resposta imunológica celular de uma pessoa é mais complexa e difícil de medir. Isso torna este estudo um dos mais importantes e maiores de seu tipo.

Os primeiros resultados, divulgados em um artigo no site de pré-impressão bioRxiv na terça-feira (3), certamente parecem animadores. Todos os voluntários pareceram desenvolver células T específicas para o vírus logo após o diagnóstico, descobriram os pesquisadores. E quando o sangue dos voluntários foi estudado seis meses depois, essas células T pareciam permanecer em seu sistema.

“Até onde sabemos, nosso estudo é o primeiro no mundo a mostrar que a imunidade celular robusta permanece seis meses após a infecção em indivíduos que experimentaram sintomas leves/moderados ou eram assintomáticos”, disse Paul Moss, hematologista da Universidade de Birmingham e um dos os principais cientistas do projeto, em comunicado divulgado pelo Consórcio na terça-feira.

A imunidade a uma doença como COVID-19, como discutimos antes, é complicada. Algumas pesquisas sugeriram que os anticorpos específicos do coronavírus podem desaparecer em apenas três meses, mas outras pesquisas sugeriram que os anticorpos mais importantes — aqueles que impedem diretamente o vírus de infectar novas células — podem ser mantidos na maioria dos sobreviventes por pelo menos cinco meses. E ainda existem outras partes do sistema imunológico relevantes para COVID-19 que não foram estudadas em muitos detalhes, como as células B de memória.

Os especialistas esperam que nossa imunidade natural ao coronavírus comece a diminuir eventualmente. Eles tomam como base nosso histórico com outros coronavírus que nos deixam doentes (ainda é incerto como a imunidade induzida pela vacina funcionará). Mas as descobertas desse novo estudo e de outros sugerem que algum nível de proteção deve durar mais do que alguns meses.

Essa proteção pode não necessariamente impedir a reinfecção em todos os casos (na verdade, estamos começando a ver casos esparsos de reinfecção relatados em todo o mundo), mas provavelmente diminuirá o impacto de uma segunda infecção se acontecer, disseram especialistas ao Gizmodo.

Ainda há muito a ser compreendido sobre nossa resposta imunológica ao COVID-19, e as descobertas desse estudo fornecerão novas pistas para os cientistas.

Por exemplo, o estudo descobriu que as pessoas que apresentaram sintomas tendem a ter uma resposta das células T mais forte do que aquelas que eram assintomáticas, o que pode sugerir que os sobreviventes sintomáticos estão mais protegidos.

O nível de resposta das células T das pessoas ao longo do tempo também está fortemente correlacionado ao seu nível de anticorpos contra o vírus, enquanto uma resposta maior das células T no início foi associada a um declínio mais lento dos anticorpos. Isso provavelmente significa que quaisquer vacinas futuras terão que provocar uma forte resposta de células T, além de uma resposta de anticorpos. Dessa forma, elas teriam a melhor eficácia possível.

(Por: Ed Cara)

Fonte: https://gizmodo.uol.com.br/tipo-imunidade-coronavirus-dura-seis-meses/ 

Foto: Vasily Maximov (Getty Images)

 

Brasil registra 5 milhões de pessoas recuperadas

por Damião Rodrigues publicado 04/11/2020 13h07, última modificação 04/11/2020 13h07

04.11.2020 às 13h12

          

Número é superior à quantidade de casos ativos, ou seja, pessoas que estão em acompanhamento médico. Informações foram atualizadas às 17h30 desta terça-feira (03/11)

Brasil já registra mais de 5 milhões de pessoas curadas da Covid-19. No mundo, estima-se que pelo menos 29 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas no Brasil é superior à quantidade de casos ativos (377.337), que são os pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa a grande maioria do total de casos acumulados (90,3%). As informações foram atualizadas às 17h30 desta terça-feira (03/11) e enviadas pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde. 

A doença está presente em 99,9% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.447) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 4.700 municípios tiveram registros (84,4%), sendo que 650 deles apresentaram apenas um óbito confirmado. 

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população. 

Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde. 

O Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 177,3 bilhões, sendo que desse total foram R$ 133,1 bilhões para serviços de rotina do SUS, e outros R$ 44,2 bilhões para a Covid-19. Também já foram comprados e distribuídos 23,7 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 301,5 milhões de EPI, mais de 15,5 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus. 

O Ministério da Saúde, em apoio a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 11.661 equipamentos para todos os estados brasileiros. 

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil registra 5.566.049 casos confirmados da doença, sendo 11.843 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 160.496 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registrados 243 óbitos nos sistemas oficiais, sendo que 274 óbitos ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.316 permanecem em investigação. 


Fonte: Ministério da Saúde




Atualização Covid-19 | 02/11/2020

por Damião Rodrigues publicado 03/11/2020 12h08, última modificação 03/11/2020 12h08

03.11.2020 às 12h18

A Paraíba tem 34% dos leitos de UTI Covid-19 para adultos ocupados 

Casos Confirmados: 133.286

Casos Descartados: 185.349

Óbitos confirmados: 3.108

Casos recuperados: 108.785 

Nesta segunda, 02 de novembro, a Paraíba registrou 66 novos casos de Covid-19 e 01 óbito confirmado desde a última atualização. Até o momento, 133.286 pessoas já contraíram a doença, 108.785 já se recuperaram e 3.108, infelizmente, faleceram. Até o momento, 419.397 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados. 

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 34%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 39%. Em Campina Grande estão ocupados 25% dos leitos de UTI adulto e no sertão 41% dos leitos de UTI para adultos. 

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos. A diferença de casos de ontem para hoje é de 66, nos quais 05 municípios concentram 35 casos, o que representa 53,03% dos casos em toda a Paraíba. São eles:

Água Branca, com 09 novos casos, totalizando 169; Campina Grande, com 07 casos novos, totalizando 13.786; João Pessoa, com 07 novos casos, totalizando 32.795; Baía da Traição, com 06 novos casos, totalizando 763; Rio Tinto, com 06 novos casos, totalizando 1.223.  

*Dados oficiais preliminares (fonte: SIM, e-sus VE e SIVEP) extraídos às 10h do dia 02/11, sujeitos a alteração por parte dos municípios. 

Até hoje, 175 cidades registraram óbitos por Covid-19. Apenas 01 óbito foi registrado nesta segunda, ocorrido no dia 01 de outubro: 

Homem, 73 anos, residente em Campina Grande. Sem comorbidade. Início dos sintomas 28/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 01/10/2020.  

Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus


Fonte: Secom/PB

Brasil registra queda de 25% nos óbitos por Covid-19 nos últimos 14 dias

por Damião Rodrigues publicado 30/10/2020 12h02, última modificação 30/10/2020 12h02

30.10.2020 às 12h10

Na semana em que o Brasil alcança a marca de 90% de pessoas recuperadas da Covid-19, o país também apresenta nova queda nos registros de óbitos e de casos confirmados da doença. Dados do Boletim Epidemiológico nº 37 do Ministério da Saúde, apresentado nesta quinta-feira (29) durante a Comissão Intergestores Tripartite (CIT), apontam queda de 25% na média de registros de óbitos no país, passando de 4.211 notificações (4 a 10/10) para 3.228 (18 a 24/10). A queda também se estende aos registros de novos casos confirmados da doença no mesmo período. De acordo com o novo boletim, o país apresentou redução de 9% na média de casos, passando de 175.804 (4 a 10/10) para 156.273 registros (18 a 24/10).

“Quando analisamos os dados do país como um todo é possível observar essa tendência de redução dos números de casos e óbitos na maior parte do Brasil. Os números vêm caindo a cada semana. Temos que agradecer aos profissionais de saúde, que estão à frente e dedicam todo o tempo para essa nova realidade”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.

Outro tema abordado na CIT foi a vigilância laboratorial do novo coronavírus. Desde o início da pandemia, em março de 2020, o diagnóstico laboratorial se destacou como uma ferramenta essencial para confirmar os casos e, principalmente, para orientar estratégias de atenção à saúde, isolamento e segurança para profissionais de saúde. O Ministério da Saúde está realizando todas as ações necessárias para garantir a continuidade das testagens nos estados.  

Entre as ações para ampliar as testagens, a pasta lançou o Programa Diagnosticar para Cuidar que busca a ação integrada da Vigilância em Saúde e da Atenção Primária e Especializada à Saúde para identificar e tratar precocemente os casos de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e diagnosticar laboratorialmente a Covid-19. Além disso, foi ampliada a recomendação de testagem para todos os casos suspeitos de Covid-19 e para profissionais de saúde.

Até 24 de outubro, foram distribuídos quase 8 milhões de testes RT-qPCR para todos o país. Já foram realizados mais de 17 milhões de exames para Covid-19, entre PCR e sorológicos. Nas últimas cinco semanas (Semanas Epidemiológicas 37 a 41) foram realizados uma média de 27 mil exames por dia.

REFORÇO NAS ENTREGAS PARA O ENFRENTAMENTO À COVID-19

EPI

Mais de 300 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) já foram distribuídos para garantir a proteção dos profissionais de saúde que atuam na linha frente do combate à Covid-19 no Brasil. São máscaras, aventais, óculos e protetores faciais, toucas, sapatilhas, luvas e álcool. A medida é mais uma ação do Governo Federal para reforçar a segurança do atendimento na rede de saúde pública dos estados e municípios brasileiros.

RECURSOS

O Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 177,3 bilhões, sendo que desse total foram R$ 133,1 bilhões para serviços de rotina do SUS, e outros R$ 44,2 bilhões para a Covid-19. A pasta da Saúde vem apoiando os estados e municípios na compra e entrega de equipamentos, habilitação de leitos de UTI e enviando recursos para o enfrentamento da Covid-19.

VENTILADORES PULMONARES

O Brasil conta agora com o reforço de 11.661 ventiladores pulmonares entregues pelo Ministério da Saúde para auxílio no atendimento aos pacientes com Covid-19. Os equipamentos foram entregues em todos os estados e no Distrito Federal. A distribuição para os municípios e unidades de saúde é de responsabilidade de cada estado, conforme planejamento local.

LEITOS

O Ministério da Saúde já atendeu os estados e habilitou 1.407 leitos de suporte ventilatório para Covid-19, com um repasse de R$ 20,2 milhões.

MEDICAMENTOS

O Ministério da Saúde tem realizado também a distribuição de medicamentos conforme as solicitações dos estados. Até o momento, foram distribuídos cerca de 24 milhões de medicamentos. Sendo 5,8 milhões de unidades de cloroquina e aproximadamente 18 milhões de Oseltamivir. A distribuições ocorreram em todos os estados brasileiros com investimento de mais de R$ 67 milhões.

Para alinhar as estratégias de vendas e distribuição dos medicamentos, o Ministério da Saúde informa semanalmente o Consumo Médio Mensal e os estoques em dias de coberturas por medicamentos por estado.  

Ainda de acordo com o balanço de entregas da pasta da Saúde, foram atendidas as demandas dos estados para Hidroxicloroquina. Ao todo foram distribuídos 289 mil comprimidos em 11 municípios para oito estados.

TRANSPARÊNCIA

A população pode acompanhar o quantitativo de recursos dispensados pelo Ministério, a quantidade de EPI, medicamentos, testes e outros itens distribuídos a cada estado pelo Localiza SUS - painel on-line criado para dar transparência às ações no combate à Covid-19. Na plataforma também é possível acompanhar a quantidade de leitos habilitados, testes entregues e insumos disponibilizados.

Fonte: Ministério da Saúde (Por: Nicole Beraldo e Bruno Cassiano)

 

Continuar Cuidando: Governo inicia piloto da pesquisa sorológica na capital

por Damião Rodrigues publicado 29/10/2020 12h01, última modificação 29/10/2020 12h01

29.10.2020 às 12h10

O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou nesta terça-feira (27) o piloto da “Continuar cuidando – Observatório da Covid-19”, pesquisa inédita a ser realizada no Brasil. Agentes comunitários de saúde (ACS), profissionais ligados à SES com o apoio do Observatório de Síndromes Respiratórias da UFPB visitaram algumas residências no Bairro das Indústrias, entrevistando famílias e realizando testes do novo coronavírus em uma espécie de ensaio do que vai acontecer nas próximas oito semanas em 130 municípios paraibanos.  A pesquisa irá iniciar formalmente no dia 3 de novembro. 

De acordo com o secretário executivo de Saúde da Paraíba, Daniel Beltrammi, por meio da pesquisa, será possível conhecer aprofundadamente como a pandemia afetou, e está afetando, a vida das pessoas, as condições de saúde delas e a rotina das famílias. Ele pontua que, tendo conhecimento desse cenário, será possível definir o futuro do estado referente às atividades educacionais. 

Sobre a metodologia da pesquisa, Daniel Beltrammi explica que as equipes irão às residências sorteadas para o levantamento, utilizando a metodologia censitária, por amostra de população. “É o encontro de vários saberes. Eu tenho os pesquisadores que são da área de estatística de populações, com experiência na pesquisa do IBGE, mas tem também as equipes de saúde. O Estado vem com o aparato para garantir as testagens e o apoio de campo, e também nós vamos ter o apoio dos agentes comunitários de saúde, que conhecem a população daquela comunidade e representam ali o SUS dos municípios. E é esse encontro do SUS municipal, estadual e a equipe de pesquisa da UFPB que vai nos ajudar a fechar esse panorama”, destaca. 

A população poderá acompanhar os avanços da pesquisa diariamente, uma vez que eles serão emitidos dentro dos boletins da Covid-19 da SES. Quinzenalmente, será apresentado um relatório completo com informações mais detalhadas. “Seremos o primeiro estado do Brasil a fazer uma pesquisa que cobre todo o território estadual. Cada semana poderemos ter um raio X, uma fotografia de como está a Paraíba. Por isso, nós vamos poder conversar com todos os paraibanos ao longo dessas oito semanas e não somente ao final do estudo”, observa. 

A agente comunitária Sandra de Souza, que acompanhou as equipes durante o piloto, destaca o papel importante do ACS dentro da pesquisa e afirma que a “Continuar Cuidando” vem reforçar a seriedade da pandemia e ajudar às pessoas a ter mais consciência sobre os cuidados necessários para evitar a contaminação. “Nós somos o elo entre a unidade de saúde e o usuário, a comunidade. Nós temos acesso e damos a abertura para que a equipe venha e consiga chegar às pessoas, dentro das casas. Além do propósito final, a pesquisa vai reforçar junto à população os cuidados necessários para evitar a contaminação”, completa. 

O questionário gira em torno do perfil de saúde, sociodemográfico das famílias e sobre o retorno das aulas presenciais, por isso a população deve ficar atenta, pois não há perguntas com direcionamento político partidário. Em caso de dúvidas sobre as visitas, as pessoas podem entrar em contato por telefone, por meio do “Ligue Corona”, no número: (83) 99146-9790.

 

Fonte: Secom/PB

 

 

 

SUS tem reforço de mais de 11 mil ventiladores pulmonares

por Damião Rodrigues publicado 27/10/2020 11h55, última modificação 27/10/2020 11h55

27.10.2020 às 12h05

 

A rede pública de saúde amplia estrutura e assistência aos pacientes que necessitam de tratamento intensivo. Hoje o Brasil conta com mais de 58 mil equipamentos distribuídos em todas as regiões

 

A rede pública de saúde teve sua estrutura de assistência intensiva ampliada com a entrega, até o momento, de 11.661 novos ventiladores pulmonares adquiridos pelo Ministério da Saúde, para o tratamento de pacientes graves infectados com o coronavírus. Com as aquisições, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta agora com 58.324 ventiladores pulmonares distribuídos em todas as regiões do país. O montante pode ampliar o atendimento de pacientes que necessitam de procedimentos de alta complexidade, como cirurgias oncológicas, ortopédicas, cardiológicas entre outras. 

Os equipamentos fazem parte de um dos legados proporcionados pela pandemia ao SUS e dão aos gestores de saúde capacidade de criar leitos de UTI para atendimentos gerais, não somente para Convid-19. Contudo, não foi somente a rede pública de saúde que terá esse legado. A indústria brasileira se beneficiou ao desenvolver tecnologia de ponta para a produção de ventiladores pulmonares, a partir de uma parceria entre o Ministério da Saúde e os ministérios da Economia e Ciência e Tecnologia, além da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). 

A ação realizou um mapeamento do parque industrial nacional, quando foram identificadas as capacidades de cada setor para o fornecimento de ventiladores pulmonares. Nesse mapeamento, encontrou-se empresas que tinham escala pequena de produção, mas que tinham expertise e outras que poderiam contribuir para expandir as entregas em um menor espaço de tempo possível. 

Isso proporcionou ao Ministério da Saúde a assinatura de cinco contratos com empresas brasileiras para a produção de 16.252 ventiladores pulmonares. Até o momento, foram entregues 71,5% dos equipamentos anunciados pela pasta como parte do apoio estratégico do Governo do Brasil no atendimento aos pacientes com Covid-19 nos estados. 

Os mais de 11 mil ventiladores pulmonares foram distribuídos da seguinte forma: Acre (170), Alagoas (236), Amapá (105), Amazonas (242), Bahia (809), Ceará (354), Distrito Federal (273), Espírito Santo (279), Goiás (692), Maranhão (309), Mato Grosso (272), Mato Grosso do Sul (340), Minas Gerais (952), Pará (452), Paraíba (362), Paraná (701), Pernambuco (225), Piauí (205), Rio de Janeiro (1.337), Rio Grande do Norte (330), Rio Grande do Sul (874), Rondônia (283), Roraima (162), Santa Catarina (143), São Paulo (1.142), Sergipe (186) e Tocantins (197). 

A aquisição destes equipamentos é de responsabilidade dos estados e municípios. Mas, diante do cenário de emergência por conta da pandemia do novo coronavírus, o Ministério da Saúde utilizou o seu poder de compra em apoio aos gestores locais do SUS. A distribuição dos ventiladores pulmonares para os municípios e unidades de saúde é de responsabilidade de cada estado, conforme planejamento local. As entregas levam em conta a capacidade instalada da rede de assistência em saúde pública - principalmente nos locais onde a transmissão está se dando em maior velocidade.  

No início da pandemia, o Brasil contava com 65.411 ventiladores pulmonares, sendo que 46.663 estavam disponíveis no SUS. Além da aquisição de ventiladores pulmonares, o Ministério da Saúde já habilitou mais de 15 mil leitos de UTI em todo o Brasil para atendimento exclusivo a pacientes com Covid-19. 

TRANSPARÊNCIA

A população pode acompanhar o quantitativo de recursos dispensados pelo Ministério, a quantidade de EPI, medicamentos, testes e outros itens distribuídos a cada estado pelo Localiza SUS - painel on-line criado para dar transparência às ações no combate à Covid-19. Na plataforma também é possível acompanhar a quantidade de leitos habilitados, testes entregues e insumos disponibilizados.

 

Ventiladores pulmonares entregues em estados e municípios até 21/10/2020

VENTILADORES - até 21/10/2020

 

RJ

1.337

TOTAL ESTADO

923

 

TOTAL MUNICIPIO

414

 

AL

236

TOTAL ESTADO

190

 

TOTAL MUNICIPIO

46

 

BA

809

TOTAL ESTADO

193

 

TOTAL MUNICIPIO

616

 

DF

273

TOTAL ESTADO

273

 

MA

309

TOTAL ESTADO

95

TOTAL MUNICIPIO

214

MG

952

TOTAL ESTADO

371

TOTAL MUNICIPIO

581

MS

340

TOTAL ESTADO

179

TOTAL MUNICIPIO

161

MT

272

TOTAL ESTADO

87

TOTAL MUNICIPIO

185

AC

170

TOTAL ESTADO

70

TOTAL MUNICIPIO

100

GO

693

TOTAL ESTADO

219

TOTAL MUNICIPIO

474

RO

283

TOTAL ESTADO

115

TOTAL MUNICIPIO

168

RR

162

TOTAL ESTADO

107

TOTAL MUNICIPIO

55

PA

452

TOTAL ESTADO

339

TOTAL MUNICIPIO

113

TO

197

TOTAL ESTADO

80

TOTAL MUNICIPIO

117

AM

242

TOTAL ESTADO

166

TOTAL MUNICIPIO

76

AP

105

TOTAL ESTADO

105

TOTAL MUNICIPIO

0

PI

205

TOTAL ESTADO

112

TOTAL MUNICIPIO

93

PE

251

TOTAL ESTADO

121

TOTAL MUNICIPIO

130

PB

362

TOTAL ESTADO

155

TOTAL MUNICIPIO

207

SE

186

TOTAL ESTADO

156

TOTAL MUNICIPIO

30

CE

354

TOTAL ESTADO

95

TOTAL MUNICIPIO

259

RN

330

TOTAL ESTADO

160

TOTAL MUNICIPIO

170

ES

279

TOTAL ESTADO

156

TOTAL MUNICIPIO

123

SP

1142

TOTAL ESTADO

910

TOTAL MUNICIPIO

232

RS

875

TOTAL ESTADO

487

TOTAL MUNICIPIO

388

SC

143

TOTAL ESTADO

62

TOTAL MUNICIPIO

81

PR

702

TOTAL ESTADO

252

TOTAL MUNICIPIO

450

TOTAL BRASIL

11.661

Fonte: Ministério da Saúde (Por Bruno Cassiano)

Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasil

10,4% da população fizeram teste de Covid-19 até setembro no país

por Damião Rodrigues publicado 26/10/2020 11h53, última modificação 26/10/2020 11h53

26.10.2020 às 12h05

 

O número de pessoas que fizeram algum teste de diagnóstico da Covid-19 chegou a 21,9 milhões em setembro, o equivalente a 10,4% da população do país. Destas, 4,8 milhões testaram positivo. Os dados são da edição mensal da PNAD COVID19, divulgada hoje (23) pelo IBGE. Em agosto, 17,9 milhões haviam feito o teste e 3,9 milhões receberam o diagnóstico da doença.

“De agosto para setembro, foram mais quatro milhões de pessoas que fizeram o teste e cerca de um milhão a mais testou positivo”, diz a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

Por grupos de idade, o maior percentual de pessoas que fizeram algum teste para detecção da Covid-19 foi entre 30 a 59 anos de idade (14,3%), seguido pelos grupos de 20 a 29 anos (12,1%) e de 60 anos ou mais de idade (9,2%). Entre as pessoas sem instrução ao fundamental incompleto, 5,5% realizaram e, entre aqueles com superior completo ou pós-graduação, 21,5%.

O percentual de realização dos testes para diagnóstico da doença é maior no grupo das pessoas com maior rendimento domiciliar per capita, chegando a 25,1% para as pessoas na faixa de quatro ou mais salários mínimos. No mesmo período, apenas 5,9% das pessoas na faixa de menos de meio salário mínimo fizeram algum teste.

Três tipos de testes são abordados pela pesquisa: o SWAB, exame em que o material é coletado com cotonete na boca e/ou nariz; o teste rápido com coleta de sangue por um furo no dedo; e o exame com sangue retirado na veia do braço. Dos 21,9 milhões de pessoas que fizeram o teste, 8,8 milhões fizeram SWAB e, destas, 2,3 milhões receberam diagnóstico positivo.

O Distrito Federal (22,2%) foi a Unidade da Federação com maior percentual de testes realizados, seguido por Piauí (17%) e Goiás (16%). Os menores percentuais foram registrados em Pernambuco (6,8%), Acre (6,9%) e Minas Gerais (7,8%).

A pesquisa também apontou queda no contingente daqueles que relataram ter algum sintoma de síndromes gripais. Em setembro, 9,2 milhões de pessoas afirmavam ter algum dos sintomas abordados pela pesquisa, como tosse, febre e dificuldade para respirar. Esse número representa 4,4% da população brasileira. Em maio, quando a pesquisa foi iniciada, 24 milhões, ou 11,4% dos brasileiros, apresentavam algum dos sintomas.

Em 29,9 milhões de domicílios, algum morador recebeu auxílio emergencial

Em setembro, o percentual de domicílios onde algum morador recebeu algum auxílio para combater os efeitos da pandemia foi de 43,6%. Em agosto era de 43,9%. Foram atendidos 29,9 milhões em setembro frente aos 30,1 milhões de agosto. O valor médio do benefício recebido pela população foi de R$ 894 por domicílio.

“O percentual de domicílios onde algum morador recebia auxílio emergencial ficou estável nesses últimos quatros meses”, diz Maria Lucia. Entre os tipos de auxílio abordados pela pesquisa, estão o emergencial, destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e a complementação do Governo Federal pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

Norte (59,8%) e Nordeste (58,8%) foram as regiões que tiveram os maiores percentuais de domicílios recebendo auxílio. Entre os estados, o Amapá (68,4%) foi estado com maior proporção, seguido de Maranhão (63,7%) e Pará (63,3%).

“As regiões que têm mais domicílios com pessoas recebendo auxílio ainda são Norte e Nordeste, onde as pessoas estão mais dentro dos critérios para receber o auxílio. Esse percentual ficou estável em todas as grandes regiões”, diz a pesquisadora.

População desocupada e taxa de desocupação foram recorde

A PNAD COVID19 estimou a população ocupada do país em 82,9 milhões de pessoas em setembro, aumento de 1% frente ao mês anterior e retração de 1,7% em relação a maio. “A população ocupada era de 84,4 milhões em maio e caiu até o mês de julho, quando volta a ter variações positivas, chegando ao contingente de 82,9 milhões em setembro. Ainda está abaixo do número que tínhamos em maio, mas já mostrando uma leve recuperação nos meses de agosto e setembro”, diz a pesquisadora.

Já a população desocupada, que era de 10,1 milhões no começo da pesquisa, passou para 13,5 milhões em setembro, um recorde da série histórica. “Há um aumento da população desocupada ao longo de todos esses meses. Esse crescimento se dá em função tanto das pessoas que perderam suas ocupações até o mês de julho quanto das pessoas que começam a sair do distanciamento social e voltam a pressionar o mercado de trabalho”, explica Maria Lucia.

Com isso, a força de trabalho, soma da população ocupada e desocupada, passou de 94,5 milhões, em maio, para 96,4 milhões em setembro. O número de pessoas fora da força de trabalho caiu 1,5% em relação a agosto, chegando a 74,1 milhões. Já a taxa de desemprego passou de 13,6%, em agosto, para 14%, a maior da série histórica da pesquisa.

Dos 82,9 milhões de pessoas ocupadas, 93,5% não estavam afastados do trabalho que tinham. Destes, 10,4% estavam trabalhando de forma remota.

Fonte: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/
Foto: Governo do Estado de São Paulo
Arte: Brisa Gil

Atualização Covid-19 | 22/10/2020

por Damião Rodrigues publicado 23/10/2020 11h41, última modificação 23/10/2020 11h41

23.10.2020 às 12h05

 

Paraíba confirma 317 novos casos de Covid-19 e 09 óbitos nesta quinta-feira: casos confirmados: 129.731; casos descartados: 178.939; óbitos confirmados3.029; casos recuperados: 105.850; total de municípios: 223

 

Nesta quinta, 22 de outubro, a Paraíba registrou 317 novos casos de Covid-19 e 09 óbitos confirmados desde a última atualização, 07 deles ocorridos nas últimas 24h. Até o momento, 129.731 pessoas já contraíram a doença, 105.850 já se recuperaram e 3.029, infelizmente, faleceram. Até o momento, 402.961 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 36%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 32%. Em Campina Grande estão ocupados 29% dos leitos de UTI adulto e no sertão 52% dos leitos de UTI para adultos. 

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos. A diferença de casos de ontem para hoje é de 317, nos quais 10 municípios concentram 232 casos, o que representa 73,18% dos casos em toda a Paraíba. São eles:

João Pessoa, com 127 novos casos, totalizando 31.826; Cajazeiras, com 25 novos casos, totalizando 2.519; Patos, com 18 novos casos, totalizando 4.716; Boqueirão, com 12 casos novos, totalizando 481; Campina Grande, com 11 novos casos, totalizando 13.662; Cabedelo, com 09 novos casos, totalizando 3.154; Sapé, com 09 casos novos, totalizando 1.236; São Bento, com 08 novos casos, totalizando 3.291; Cruz do Espírito Santo, com 07 novos casos, totalizando 599; Olho D’Água, com 06 novos casos, totalizando 54.

*Dados oficiais preliminares (fonte: SIM, e-sus VE e SIVEP) extraídos às 10h do dia 22/10, sujeitos a alteração por parte dos municípios.

Até hoje, 172 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 09 óbitos registrados nesta quinta ocorreram em hospitais públicos entre os dias 19, 20, 21 e 22 de outubro, entre residentes de 09 municípios. Os pacientes tinham idade entre 50 e 85 anos. Hipertensão foi a comorbidade mais frequente.

Mulher, 78 anos, residente em Santa Helena. Hipertensa. Início dos sintomas em 05/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 22/10/2020.

Mulher, 66 anos, residente em Pirpirituba. Hipertensa e diabética. Início dos sintomas em 09/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 22/10/2020.

Mulher, 53 anos, residente em Piancó. Sem comorbidade. Início dos sintomas 04/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 22/10/2020.

Mulher, 85 anos, residente em Aparecida. Cardiopata. Início dos sintomas em 23/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 21/10/2020.

Mulher, 82 anos, residente em Patos. Portadora de neoplasia. Início dos sintomas em 15/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 21/10/2020.

Homem, 77 anos, residente em João Pessoa. Hipertenso, diabético e ex-tabagista. Início dos sintomas em 28/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 21/10/2020.

Homem, 75 anos, residente em Pilõezinhos. Hipertenso e diabético. Início dos sintomas em 13/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 21/10/2020.

Homem, 57 anos, residente em Campina Grande. Cardiopata e obeso. Início dos sintomas em 19/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 20/10/2020.

Mulher, 50 anos, residente em Queimadas. Cardiopata. Início dos sintomas em 15/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 19/10/2020.

Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus


Fonte: Secom/PB

Paraíba realiza pesquisa inédita no Brasil para avaliar situação do coronavírus em todo Estado

por Damião Rodrigues publicado 22/10/2020 11h34, última modificação 22/10/2020 11h34

22.10.2020 às 12h05

    

O Governo do Estado da Paraíba realizará um levantamento pioneiro no Brasil para avaliar a situação do estado na pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Entre os dias 3 de novembro e 25 de dezembro, 9.600 pessoas serão entrevistadas e testadas para o vírus em 130 municípios paraibanos. O piloto deste projeto será realizado em João Pessoa, na terça-feira (27), por profissionais ligados à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba – Fapesq. 

A pesquisa “Continuar cuidando – Observatório da Covid-19” tem o objetivo de conhecer o cenário epidemiológico do vírus na Paraíba e subsidiar retomada lenta e gradual de atividades futuras como o retorno das aulas presenciais. O quantitativo de pessoas escolhidas para a realização das entrevistas foi calculado com base na quantidade populacional do Estado e os municípios foram selecionados pelo porte – pequeno, médio e grande – e pela incidência do vírus, a quantidade de casos positivos para Covid-19.

De acordo com o secretário estadual de saúde, Geraldo Medeiros, é de extrema importância a adesão da população neste momento, pois é preciso que as famílias selecionadas recebam os entrevistadores para a realização da pesquisa e dos testes. “Os pesquisadores que visitarão as casas deverão estar identificados pelo colete do Sistema Único de Saúde (SUS), equipados com tablets, testes rápidos e de SWAB, para todos os residentes, e acompanhados pelo agente de saúde responsável pela localidade”, explica.

As equipes utilizarão todos os equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários para evitar a contaminação cruzada, durante todo o levantamento. Serão abordadas 25 pessoas em cada setor contemplado com o levantamento, utilizando a metodologia censitária, por amostra de população. O questionário e a testagem levam em torno de 15 minutos por pessoa. O piloto será realizado em João Pessoa, que foi escolhido por ser um dos municípios com maior quantitativo de casos na Paraíba e também pelo contingente populacional. 

O secretário executivo de Saúde do estado, Daniel Beltrammi, frisa que a metodologia adotada servirá para que exista uma percepção de amostra do comportamento da doença em toda a população, desde os recém-nascidos, até os idosos de maneira geral. “A amostragem desta pesquisa será uma representação de todo o estado. Com este questionário sorológico, teremos um levantamento epidemiológico que vai possibilitar uma visão do panorama da doença em toda a Paraíba, e com isso poderemos avaliar as recomendações e retomada lenta, gradativa, para que possamos retomar algumas atividades com mais segurança para a população”, ressalta.

Pesquisa - A pesquisa “Continuar cuidando – Observatório da Covid-19” servirá exclusivamente para retratar a pandemia no Estado. A população deve ficar atenta, pois não há perguntas com direcionamento político-partidário. O questionário gira em torno do perfil de saúde e sócio demográfico das famílias. Em caso de dúvidas sobre as visitas, a população pode entrar em contato por telefone, através do “Ligue Corona”, no número: (83) 99146-9790. 

A Paraíba ultrapassou a marca das 3 mil mortes para o coronavírus e mais de 120 mil casos positivos para o agravo. As medidas tomadas pela SES reforçam a prevenção e o cuidado com a população para desacelerar os efeitos da pandemia no estado.  

 

Fonte: Secom/PB

 

Governador da PB discute plano de vacinação contra a Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 21/10/2020 12h10, última modificação 21/10/2020 12h10

21.10.2020 às 12h17

 

O governador da Paraíba, João Azevêdo, participou, nesta terça-feira (20), de reunião, por meio de videoconferência, com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e demais governadores do país, ocasião em que foi iniciada a discussão sobre o plano nacional de vacinação contra a Covid-19, que deverá ser apresentado até o final deste ano.

A reunião foi marcada por apresentações da Fiocruz e do Instituto Butantan acerca da produção de doses das vacinas contra a Covid-19 que serão disponibilizadas à população brasileira. A Fiocruz deve produzir 210,4 milhões de doses em 2021 e o Butantan deve disponibilizar, inicialmente, 46 milhões de doses da vacina que serão adquiridas pelo Ministério da Saúde.

Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) explicou os critérios que serão levados em consideração para liberar as vacinas, e representantes do Ministério da Saúde detalharam a elaboração da estratégia de vacinação contra a doença e a aquisição de seringas. No encontro, os Estados garantiram recursos humanos qualificados, o armazenamento e a segurança das vacinas.

O governador João Azevêdo destacou a importância da reunião e da garantia de um ambiente seguro no país para assegurar a distribuição das vacinas. “É importante o Ministério da Saúde assumir a coordenação geral desse processo e isso nos tranquiliza porque teremos um trabalho muito grande pela frente e com essa garantia teremos êxito nessa caminhada”, pontuou o gestor.

Durante a reunião, o ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou que a vacinação deverá ser iniciada em janeiro. “O Brasil terá uma vacina segura, registrada pela Anvisa dentro de um grande plano nacional de imunização e a vacina vai chegar a todos os brasileiros”, assegurou.

O secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, e o secretário executivo da Saúde, Daniel Beltrammi, também acompanharam a reunião virtual.

 

Fonte: Secom/PB

Foto: José Marques

CoronaVac é a vacina em teste mais segura contra covid-19

por Damião Rodrigues publicado 20/10/2020 12h43, última modificação 20/10/2020 12h43

20.10.2020 às 12h50

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse hoje (19) que, dentre todas as vacinas que estão em desenvolvimento e que estão sendo testadas contra o novo coronavírus, a vacina chinesa, chamada de CoronaVac, é a que se mostrou mais segura. Isso significa que ela não vem apresentando efeitos colaterais graves.

"A vacina Butantan é a mais segura em termos de efeitos colaterais. É a vacina mais segura neste momento não só no Brasil, mas no mundo", disse Dimas Covas.

Estudos feitos no Brasil com 9 mil voluntários da área da saúde, com idades entre 18 e 59 anos, vem comprovando os resultados de segurança que já haviam sido registrados em testes de fases 1 e 2 na China. No Brasil, apenas 35% desses 9 mil voluntários tiveram reações adversas leves após a aplicação da vacina, tais como dor no local da aplicação ou dor de cabeça. Não houve qualquer registro de efeito colateral grave durante a testagem.

As reações mais comuns entre os participantes do estudo, após a primeira dose, foram dor no local da aplicação (19%) e dor de cabeça (15%). Na segunda dose da vacina, as reações adversas mais comuns foram dor no local da aplicação (19%), dor de cabeça (10%) e fadiga (4%). Febre baixa foi registrada em apenas 0,1% dos participantes e não há nenhum relato de reação adversa grave à vacina até o momento. “Das demais vacinas, nenhuma foi inferior a 70%. Todas, com exceção da vacina do Butantan, tiveram efeitos colaterais de grau 3, os efeitos mais importantes quando se avalia uma vacina. A vacina do Butantan não teve efeito colateral de grau 3”, disse Dimas Covas.

Os estudos de fases 1 e 2 feitos na China com 50.027 voluntários chineses, entre eles, funcionários da própria Sinovac, já haviam demonstrado que apenas 5,36% das pessoas vacinadas apresentaram efeitos colaterais, todos sem gravidade: dor no local da aplicação (caso constatado em 3,08% dos voluntários), fadiga (1,53%) e febre leve (0,21%). Efeitos um pouco mais graves foram observados em 0,03% dos voluntários, tais como perda de apetite, dor de cabeça, fadiga e febre.

Os resultados de eficácia, que são investigados nessa fase 3 de estudos, ainda não foram finalizados. Para tentar antecipar os resultados desses testes, o governo de São Paulo solicitou para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e teve aprovada, a inclusão de mais 4 mil voluntários. A expectativa do governo é de que esses novos voluntários possam ser vacinados até dezembro deste ano. Nessa ampliação do número de voluntários muda também o perfil dos voluntários. Desta vez, idosos, portadores de comorbidades e gestantes também poderão ser vacinados.

Eficácia

Segundo Dimas Covas, os resultados de eficácia ainda não foram finalizados porque eles dependem da ocorrência de um número mínimo de infecções por covid-19 [doença provocada pelo novo coronavírus] entre os voluntários. Para a CoronaVac, o número mínimo estipulado para uma primeira análise é de 61 infecções. Isso, segundo ele, só deverá ser atingido entre os meses de novembro ou dezembro.

De acordo com o diretor do Butantan,  Dimas Covas, não é possível hoje saber quantos dos voluntários dessa vacina já apresentaram infecção pela doença. Os dados, segundo ele, são sigilosos e analisados por um comitê internacional.

“O estudo é duplo cego [metade dos voluntários recebe a vacina e metade o placebo] e controlado por organismos internacionais, é esse comitê que avalia os dados que são remetidos diariamente. E é esse comitê que abrirá os estudos quando atingirmos 61 casos”, disse ele.

Devido os voluntários serem profissionais da área da saúde, com mais exposição ao vírus, Dimas Covas acredita que esses resultados de eficácia possam acontecer entre novembro e dezembro. “É possível que tenhamos esse número muito rapidamente. Mas na perspectiva de acontecer entre novembro e dezembro. Isso é possível, mas é evento que não controlamos”, esclareceu.

“Como a incidência no Brasil e no estado de São Paulo está caindo, é possível que isso tenha algum efeito na velocidade com que esses dados apareçam. A epidemia está em outra fase e isso pode ter impacto nessa velocidade. Por isso aumentamos o número de voluntários. E esse número de voluntários será aumentado, se necessário, para permitir que esses 61 casos iniciais apareçam o mais rapidamente possível”, disse Dimas Covas.

A vacina

O governo paulista, por meio do Instituto Butantan, tem uma parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para a vacina CoronaVac. Por meio desse acordo, o governo vai receber 46 milhões de doses da vacina até dezembro deste ano. O acordo também prevê transferência de tecnologia para o Butantan.

A CoronaVac está na fase 3 de testes com voluntários brasileiros desde julho deste ano. Na fase 3 é avaliada a eficácia da vacina, ou seja, se ela protege contra o novo coronavírus. Caso os testes de fase 3 comprovem que ela é uma vacina eficaz, a CoronaVac precisa de ser aprovada pela Anvisa para iniciar a vacinação. O governo paulista previa o início da vacinação a partir de 15 de dezembro deste ano, mas com o atraso no estudo de eficácia, essa data deve ser adiada.

 

Fonte:Agência Brasil (Por Elaine Patrícia Cruz - repórter da Agência Brasil - São Paulo/Edição: Valéria Aguiar) 

 

10ª avalição do Plano Novo Normal aponta crescimento de municípios em bandeira verde na PB

por Damião Rodrigues publicado 19/10/2020 11h45, última modificação 19/10/2020 11h45

19.10.2020 às 12h05

O Governo da Paraíba divulgou, neste sábado (17), a avaliação mais recente do Plano Novo Normal com a análise situacional da pandemia da Covid-19 no Estado. A nova classificação das bandeiras, que norteiam as medidas preventivas para impedir o aumento no número de casos do vírus, passa a vigorar a partir da próxima segunda-feira (19). Esta avaliação evidencia o dobro de municípios em bandeira verde desde o último estudo, passando de 13 para 26 municípios com menores restrições. As bandeiras levam em conta indicadores como: percentual de novos casos, letalidade (óbitos), ocupação da rede hospitalar da região e percentual de isolamento social.

A 10ª avaliação destaca que municípios classificados em bandeira amarela na 9ª avaliação permaneceram nesta condição representando 81% dos municípios paraibanos. Constatou-se ainda transições de algumas bandeiras para a bandeira amarela, sendo seis municípios da bandeira verde para a bandeira amarela. Nesta avaliação foram registradas também 25 transições da bandeira amarela para a bandeira verde, que teve sua participação elevada para 11% dos municípios paraibanos. Não houve transição da bandeira amarela para a bandeira laranja, que teve sua participação reduzida para 8% dos municípios paraibanos. Ao todo, 13 municípios paraibanos transitaram da bandeira laranja para a bandeira amarela. 

Para o secretário executivo de Saúde do estado, Daniel Beltrammi, este saldo positivo com o aumento de flexibilizações não significa que a população deve se descuidar em relação à prevenção do vírus. “Este avanço não deve fazer com que relaxemos nas medidas de segurança já conhecidas pela população que consistem no uso de máscara, lavar as mãos e manter o distanciamento social. Estas práticas são importantes para que sigamos avançando contra a doença”, frisou o secretário.  

Sobre as ocupações hospitalares dos leitos de UTI para adultos na Paraíba, a comparação entre a 9ª e 10ª avaliações aponta um comportamento de aumento de 2,86% na 1ª Macrorregião de Saúde, de 0,86% na 2ª Macrorregião de Saúde e de expressivos 12,57% na 3ª Macrorregião de Saúde. “O resultado destas análises devem manter as autoridades sanitárias municipais ainda mais engajadas no combate efetivo à Covid-19 em ambiente extra-hospitalar, por meio de medidas de promoção e prevenção em saúde, junto aos domicílios paraibanos”, explicou.

As informações completas da 10ª Avaliação do Plano Novo Normal, bem como a lista de municípios por bandeiras com suas respectivas avaliações para o critério e a íntegra da Nota Técnica estão disponíveis no site do Governo da Paraíba no endereço paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/novonormalpb

 

Fonte: Secom/PB

Brasil mantém queda nos registros de óbitos pela Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 16/10/2020 11h37, última modificação 16/10/2020 11h37

16.10.2020 às 12h05

Dados do Boletim Epidemiológico, divulgado nesta quinta-feira (15), apontam tendência de redução de casos e óbitos pela doença em comparação às semanas anteriores

Nas últimas três semanas, o Brasil tem apresentado redução nos óbitos pela Covid-19. A tendência de queda se estende também para os registros de casos da doença, quando comparada a semana de 4 a 10 de outubro com a semana anterior, de 27/9 a 3/10. Conforme dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, apresentados em coletiva de imprensa virtual nesta quinta-feira (15), o país apresentou redução de 8% nos registros de óbitos em relação à semana anterior e 6,9% nos registros de casos da doença.

Nesta última semana (4 a 10/10), foram notificados 25.115 casos e 26.977 na semana anterior (27/9 a 3/10). Já em relação aos óbitos pela Covid-19, foram registradas 602 mortes nessa última semana e 654 na semana anterior. Em algumas regiões brasileiras observou-se estabilização e redução no número de óbitos relacionados à Covid-19. Houve redução nas regiões Nordeste (-27%), Sul (-22%), Norte (-38%), estabilização na região Centro-Oeste (0%) e incremento na região Sudeste (+7%).

VIGILÂNCIA LABORATORIAL

Desde o início da pandemia, em março de 2020, o diagnóstico laboratorial se destacou como uma ferramenta essencial para confirmar os casos e, principalmente, para orientar estratégias de atenção à saúde, isolamento e biossegurança para profissionais de saúde. De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, o Ministério da Saúde está realizando todas as ações necessárias para garantir a continuidade das testagens nos estados.  

Entre as ações de enfrentamento à Covid-19, a pasta lançou o Programa Diagnosticar para Cuidar que busca a ação integrada da Vigilância em Saúde e da Atenção Primária e Especializada à Saúde para identificar e tratar precocemente os casos de Síndrome Gripal - SG e Síndrome Respiratória Aguda Grave - SRAG e diagnosticar laboratorialmente a Covid-19. Além disso, foi ampliada a recomendação de testagem para todos os casos suspeitos de Covid-19 e para profissionais de saúde.

Até 11 de outubro, foram realizados 17 milhões de exames para Covid-19. Nas últimas cinco semanas (Semanas Epidemiológicas 37 a 41) foram realizados uma média de 213.154 exames por semana, o que representa cerca de 30.450 exames por dia.

VACINAS CONTRA COVID-19

O Ministério da Saúde está em constante avaliação de novas possibilidades e permanece em contato com institutos nacionais que buscam parcerias com laboratórios estrangeiros. A pasta já firmou duas parcerias - com AstraZeneca e Covax Facility - que somam a aquisição de 140 milhões de doses para a população brasileira. O Ministério ainda acompanha mais de 200 estudos que buscam a identificação de uma vacina contra a Covid-19, com o objetivo de encontrar uma cura efetiva e segura para a doença.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, como parte do esforço do SUS, a pasta estuda iniciativas de desenvolvimento de vacinas que ofereçam segurança, eficácia na imunização, prazos de entrega mais curtos, produção em escala para imunizar a população brasileira e que tenha um preço acessível. “Não descartamos nenhuma possibilidade, mas estamos com foco naquelas que estão na terceira fase de testes. Mantemos diálogos com laboratórios e parcerias para que possamos disponibilizar para a população brasileira o mais rápido possível e, assim, conter a pandemia”, disse.

APOIO ESTRATÉGICO

Como parte do apoio estratégico do Governo do Federal e em atendimento aos estados e municípios, o Ministério da Saúde prorrogou a habilitação 8.827 leitos de UTI exclusivos para tratamento de paciente com Covid-19. Até o momento, foram habilitados o total de 15.144 leitos de UTI. Desse total, 247 são de UTI pediátrica. O valor investido pelo Governo Federal é de R$ 2,6 bilhões, pago em parcela única, para que os entes federados façam o custeio dessas unidades pelos próximos 90 dias - ou enquanto houver necessidade em decorrência da pandemia.

Cada leito de UTI para Covid-19 custa diariamente o dobro do valor habitual para leitos de UTI, passando de R$ 800 para R$ 1.600. Os gestores dos estados e municípios recebem o valor antes mesmo da ocupação do leito.

A pasta também habilitou, desde o início da pandemia, 1.371 leitos de suporte ventilatório para o atendimento exclusivo aos pacientes confirmados ou com suspeita de Covid-19, com investimento de R$ 19,7 milhões por parte do Governo Federal. Os leitos serão habilitados temporariamente por 30 dias, mas podem ser prorrogados em decorrência da situação epidemiológica do coronavírus no Brasil.

Os leitos possuem estruturas mais simples daqueles de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e devem receber pacientes com sinais de insuficiência respiratória e que precisam prevenir a piora no quadro da doença. Os leitos podem ser instalados em Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), Hospitais de Pequeno Porte (HPP) e Hospitais Gerais (HG).

O custeio referente à diária da habilitação dos leitos de Suporte Ventilatório Pulmonar será feito por transferência fundo a fundo (do executivo para os fundos estaduais) em parcela única, no valor correspondente a 30 dias, a partir da publicação da portaria. Cada diária custa R$ 478,72.

Apesar de estados e municípios terem autonomia para criar e habilitar os leitos necessários, o Ministério da Saúde, em decorrência do atual cenário de emergência, tem apoiado irrestritamente as secretarias estaduais e municipais e investido em ações, serviços e infraestrutura para o enfrentamento da doença. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas.

Além disso, o Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 177,2 bilhões, sendo que desse total foram R$ 133 bilhões para serviços de rotina do SUS e outros R$ 44,2 bilhões para a Covid-19. A pasta vem apoiando estados e municípios na compra e entrega de equipamentos, habilitação de leitos de UTI e enviando recursos para o enfrentamento da Covid-19. As medidas fortalecem o SUS e leva atendimento para a população em todo o país. Os recursos são repassados a partir da publicação das portarias no Diário Oficial da União.

VENTILADORES PULMONARES

O Brasil conta agora com o reforço de 11.218 ventiladores pulmonares de UTI e de transporte entregues pelo Ministério da Saúde para auxílio no atendimento aos pacientes com Covid-19. Os equipamentos foram entregues em todos os estados e no Distrito Federal. A distribuição para os municípios e unidades de saúde é de responsabilidade de cada estado, conforme planejamento local.

EPI

O Ministério da Saúde distribuiu ainda 281,2 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para garantir a proteção dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento à Covid-19 em todo o país. Ao todo, já foram entregues aos estados 564,3 mil litros de álcool; 3,1 milhões de aventais; 36,9 milhões de luvas; 20,8 milhões de máscaras N95; 200 milhões de máscaras cirúrgicas; 2,3 milhões de óculos e protetores faciais, e 17,2 milhões de toucas e sapatilhas. Os materiais foram entregues para as secretarias estaduais de Saúde, responsáveis por definir quais os serviços vão recebê-los, a partir do planejamento local. A compra de EPI é de responsabilidade dos estados e municípios.


Fonte: Ministério da Saúde (Luara Nunes e Bruno Cassiano)

Arte: Bené Lima

Atualização Covid-19 na Paraíba

por Damião Rodrigues publicado 15/10/2020 12h09, última modificação 15/10/2020 12h09

15.10.2020 às 12h16       

Paraíba confirma 718 casos de Covid-19 e 14 óbitos nesta quarta: casos confirmados: 126.791; casos descartados: 74.661; óbitos confirmados: 2.958; casos recuperados: 102.755; total de municípios: 223

Nesta quarta, 14 de outubro, a Paraíba registrou 718 novos casos de Covid-19 e 14 óbitos confirmados desde a última atualização, 03 deles ocorridos nas últimas 24h. Até o momento, 126.791 pessoas já contraíram a doença, 102.755  já se recuperaram e 2.958, infelizmente, faleceram. Até o momento, 392.276 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 36%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 36%. Em Campina Grande estão ocupados 38% dos leitos de UTI adulto e no sertão 45% dos leitos de UTI para adultos.

 

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos. A diferença de casos de ontem para hoje é de 718, nos quais 10 municípios concentram 471 casos, o que representa 65,59% dos casos em toda a Paraíba. São eles:

João Pessoa, com 261 novos casos, totalizando 30.858; Cajazeiras, com 45 casos novos, totalizando 2.305; Sousa, com 26 novos casos, totalizando 2.373; Campina Grande, com 25 novos casos, totalizando 13.511; Itaporanga, com 23 novos casos, totalizando 1.025; Cabedelo, com 22 novos casos, totalizando 3.054; São Bento, com 21 novos casos, totalizando 3.224; Boqueirão, com 20 casos novos, totalizando 443; Patos, com 14 novos casos, totalizando 4.651; Santa Rita, com 14 novos casos, totalizando 3.480.

 

*Dados oficiais preliminares (fonte: SIM, e-sus VE e SIVEP) extraídos às 10h do dia 14/10, sujeitos a alteração por parte dos municípios.

 

Até hoje, 171 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 14 óbitos registrados nesta quarta ocorreram entre 16 de junho e 14 de outubro, sendo 05 deles ocorridos nas últimas 48 horas, entre residentes de 10 municípios. Os pacientes tinham idade entre 38 e 97 anos, 05 deles eram menores de 65 anos. Cardiopatia foi a comorbidade mais frequente. Dos locais, dois ocorreram em hospitais privados, um em residência e os demais em hospitais públicos.

Mulher, 97 anos, residente em Sousa. Cardiopata. Início dos sintomas em 08/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 14/10/2020.

Mulher, 67 anos, residente em São José do Rio do Peixe. Cardiopata, obesa, portadora de doença renal e tabagista. Início dos sintomas em 30/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 14/10/2020.

Mulher, 77 anos, residente em Taperoá. Hipertensa. Início dos sintomas 13/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 13/10/2020.

Mulher, 84 anos, residente em Duas Estradas. Sequelada de AVC Hemorrágico. Início dos sintomas em 21/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 12/10/2020.

Homem, 54 anos, residente em João Pessoa. Cardiopata. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 28/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 12/10/2020.

Mulher, 70 anos, residente em João Pessoa. Cardiopata e hipertensa. Início dos sintomas em 27/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 10/10/2020.

Homem, 86 anos, residente em João Pessoa. Hipertenso. Início dos sintomas em 20/08/2020. Foi a óbito em hospital privado no dia 12/09/2020.

Mulher, 52 anos, residente em Jacaraú. Diabética, cardiopata e portadora de doença renal. Início dos sintomas em 27/07/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 11/09/2020.

Homem, 83 anos, residente em Massaranduba. Cardiopata e portador de doença neurológica. Início dos sintomas em 04/07/2020. Foi a óbito em residência no dia 08/09/2020.

Homem, 65 anos, residente em João Pessoa. Cardiopata. Início dos sintomas em 20/08/2020. Foi a óbito em hospital privado no dia 03/09/2020.

Mulher, 61 anos, residente em Lucena. Diabética e tabagista. Início dos sintomas em 10/06/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 10/07/2020.

Homem, 63 anos, residente em Caaporã. Hipertenso. Início dos sintomas em 29/06/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 03/07/2020.

Mulher, 65 anos, residente em João Pessoa. Hipertensa, diabética, cardiopata e portadora de doença respiratória. Início dos sintomas em 07/06/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 22/06/2020.

Homem, 38 anos, residente em Bayeux. Diabético. Início dos sintomas em 30/05/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/06/2020.

 

Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

 

Fonte: Secom/PB

Brasil registra 4.526.975 de pessoas recuperadas

por Damião Rodrigues publicado 14/10/2020 12h01, última modificação 14/10/2020 12h01

14.10.2020 às 12h08

                                                

Número é superior à quantidade de casos ativos, ou seja, pessoas que estão em acompanhamento médico. Informações foram atualizadas às 17h desta terça-feira (13/10)

O Brasil já registra mais de 4,5 milhões de pessoas curadas da Covid-19. No mundo, estima-se que pelo menos 24,1 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas no Brasil é superior à quantidade de casos ativos (435.655), que são os pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa a grande maioria do total de casos acumulados (88,5%). As informações foram atualizadas às 17h desta terça-feira (13/10) e enviadas pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde.

A doença está presente em 99,8% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.545) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 4.608 municípios tiveram registros (83%), sendo que 740 deles apresentaram apenas um óbito confirmado.

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população.

Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde.

O Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 177,2 bilhões, sendo que desse total foram R$ 133 bilhões para serviços de rotina do SUS, e outros R$ 44,2 bilhões para a Covid-19. Também já foram comprados e distribuídos mais de 24 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 281,2 milhões de EPI, mais de 15,5 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus.

O Ministério da Saúde, em apoio a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 11.188 equipamentos para todos os estados brasileiros.

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil possui 5.113.628 casos confirmados da doença, sendo 10.220 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 150.998 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registrados 309 óbitos nos sistemas oficiais e 359 óbitos ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.400 permanecem em investigação.

 

Fonte: Agência Saúde


Brasil acumula 5,1 milhões de casos e 150.689 mortes por covid-19

por Damião Rodrigues publicado 13/10/2020 11h41, última modificação 13/10/2020 11h41

13.10.2020 às 12h05

O Ministério da Saúde atualizou nesta segunda-feira (12), feriado nacional, o boletim de casos de covid-19 no Brasil. Com 201 novos óbitos registrados em 24 horas, o país soma 150.689 mortes pela doença. O número acumulado de infectados desde o início da pandemia é de de 5.103.408. 

Situação epidemiológica da Covid-19 no Brasil 12/10/2020
Situação epidemiológica da Covid-19 no Brasil 12/10/2020 - Divulgação/Ministério da Saúde

Do total de infectados desde o início da pandemia em todo o país, quase 4,5 milhões estão recuperados e outras 457 mil seguem em tratamento. 

A taxa de letalidade está em 3% e a mortalidade por 100 mil habitantes está em 71,7. A incidência de casos do novo coronavírus por 100 mil habitantes é de 2.428,5.

Estados

O estado de São Paulo tem o maior número de diagnósticos da doença. Desde o início da pandemia até hoje, o estado de São Paulo soma 1.038.344 casos confirmados do novo coronavírus, com 37.279 mortes. Do total de casos confirmados, 920.961 pessoas estão recuperadas da doença. Em todo o estado, 8.702 pessoas estão internadas em casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus, sendo que 4.251 delas estão em estado grave. A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) é de 42,9% no estado e de 41,1% na Grande São Paulo.

Em seguida vem a Bahia (326.634 casos e 7.159 óbitos), Minas Gerais (323.967 casos e 8.130 mortes) e Rio de Janeiro (283.858 casos e 19.312 óbitos).

O Acre é o estado com menor número de infectados, com 29.063 casos e 675 mortes, seguido pelo Amapá (49.424 casos e 726 óbitos), Roraima (52.659 infecções e 670 mortes) e Rondônia (67.973 casos e 1.398 óbitos).

 

Fonte: Agência Brasil (Por: Pedro Rafael Vilela - repórter da Agência Brasil - Brasília; Colaborou Elaine Patrícia Cruz; Edição: Aline Leal).

Foto: Peter Ilicciev/Fiocruz)



Atualização Covid-19 | 08/10/2020

por Damião Rodrigues publicado 09/10/2020 13h50, última modificação 09/10/2020 13h50

09.10.2020 às 14:05

           

Paraíba supera 100 mil casos recuperados de Covid-19: Casos Confirmados: 124.749; Casos Descartados: 171.611;

Óbitos confirmados: 2.894; Casos recuperados: 100.334; Total de municípios: 223 

Nesta quinta, 08 de outubro, a Paraíba registrou 434 novos casos de Covid-19 e 10 óbitos confirmados desde a última atualização, 05 deles ocorridos nas últimas 24h. Até o momento, 124.749 pessoas já contraíram a doença, 100.334 já se recuperaram e 2.894, infelizmente, faleceram. Até o momento, 384.598 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 36%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 31%. Em Campina Grande estão ocupados 38% dos leitos de UTI adulto e no sertão 52% dos leitos de UTI para adultos. 

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos. A diferença de casos de ontem para hoje é de 434, nos quais 10 municípios concentram 302 casos, o que representa 69,58% dos casos em toda a Paraíba. São eles:

João Pessoa, com 94 novos casos, totalizando 30.349; Bayeux, com 44 novos casos, totalizando 1.990; Campina Grande, com 31 novos casos, totalizando 13.323; Cruz do Espírito Santo, com 31 novos casos, totalizando 483; Monteiro, com 20 novos casos, totalizando 821; Santa Rita, com 20 novos casos, totalizando 3.446; Cabedelo, com 18 casos novos, totalizando 3.020; Cajazeiras, com 17 casos novos, totalizando 2.144; Itaporanga, com 15 novos casos, totalizando 988; São Bento, com 12 novos casos, totalizando 3.186. 

*Dados oficiais preliminares (fonte: SIM, e-sus VE e SIVEP) extraídos às 10h do dia 08/10, sujeitos a alteração por parte dos municípios. 

Até hoje, 171 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 10 óbitos registrados nesta quinta ocorreram em hospitais públicos entre os dias 06, 07 e 08 de outubro, entre residentes de 08 municípios. Os pacientes tinham idade entre 52 e 84 anos, quatro deles eram menores de 65 anos. Hipertensão foi a comorbidade mais freqüente.

Mulher, 73 anos, residente em Esperança. Hipertensa e diabética. Início dos sintomas em 09/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 08/10/2020.

Mulher, 74 anos, residente em Capim. Comorbidade não informada. Início dos sintomas em 22/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 07/10/2020.

Homem, 61 anos, residente em Serra Branca. Hipertenso. Início dos sintomas 18/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 07/10/2020.

Mulher, 57 anos, residente em João Pessoa. Portadora de doença respiratória. Início dos sintomas em 01/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 07/10/2020.

Homem, 52 anos, residente em Sapé. Etilista. Início dos sintomas em 05/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 07/10/2020.

Homem, 84 anos, residente em João Pessoa. Comorbidade não informada. Início dos sintomas em 10/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 06/10/2020.

Mulher, 79 anos, residente em Bayeux. Portadora de doença neurológica. Início dos sintomas em 19/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 06/10/2020.

Mulher, 73 anos, residente em Curral de Cima. Hipertensa e diabética. Início dos sintomas em 03/10/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 06/10/2020.

Mulher, 73 anos, residente em João Pessoa. Hipertensa. Início dos sintomas em 29/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 06/10/2020.

Mulher, 63 anos, residente em Santa Luzia. Portadora de doença neurológica. Início dos sintomas em 29/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 06/10/2020.

 

Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

 

Fonte: Secom/PB

Saúde da criança: SES alerta para os perigos da Covid-19 em crianças

por Damião Rodrigues publicado 08/10/2020 12h04, última modificação 08/10/2020 12h04

08.10.2020 às 12h12

Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou nesta semana o 56º Boletim Epidemiológico da Covid-19. Dentro da análise quinzenal, estão dados sobre a incidência do agravo entre crianças e a taxa de letalidade que atualmente está em 10,52%, em crianças de 0 a 14 anos. Os sintomas mais prevalentes da doença em crianças são febre, desconforto respiratório e tosse. 

A publicação traz ainda informações sobre o comportamento da doença em toda a Paraíba, que servem de base para orientações e intensificação das ações de combate e prevenção do novo coronavírus.

Em relação às crianças, o total é de 189 casos e 20 óbitos, na faixa etária de 0 a 14 anos. De acordo com o secretário executivo de Saúde do Estado, Daniel Beltrammi, ao contrário do que se observava no início da pandemia, as crianças são muito vulneráveis a forma mais agravada da doença. 

“Observando a faixa etária da adolescência e primeira e segunda infâncias, chama muito a atenção a evolução dos casos graves em menores de 14 anos, o número de pessoas doentes que vem a perder a vida pela Covid-19 no estado é de 2,3%, porém nesta faixa etária é de 10,5%. Este número é muito importante, pois mostra que é cinco vezes maior do que a letalidade geral da doença”, enfatiza o secretário executivo.

A SES orienta que as consultas, sobretudo no primeiro ano de vida, devem permanecer assim como o calendário de vacinação e as situações de risco devidamente identificadas e buscando atuar de forma precoce nas intercorrências da doença, como uma medida de proteção desta faixa etária, tanto para a Covid-19, quanto para outras doenças. 

É recomendada ainda a manutenção do aleitamento materno, em caso de infecção pela Covid-19, desde que a mãe deseje amamentar e esteja em condições clínicas adequadas, seguindo as recomendações: higienização das mãos e vestuários, uso de máscara e evitar falar durante a amamentação.

Já para o lactente com suspeita ou confirmação do vírus é recomendado que continue sendo amamentado, desde que a mãe se proteja com os cuidados de higiene antes, durante e logo após a mamada. O estado contabiliza 88 casos de crianças menores de um ano vítimas do agravo, nas quais 16 foram a óbito.  

 

Fonte: Secom/PB

Arte: Bené Lima

 

Pesquisa mostra impactos da pandemia nos municípios brasileiros

por Damião Rodrigues publicado 07/10/2020 12h10, última modificação 07/10/2020 12h10

07.10.2020 às 12h16

A área mais impactada pela pandemia do novo coronavírus no âmbito dos municípios brasileiros foi a educação, seguida pela geração de empregos. Nove em cada dez cidades passaram a realizar aulas remotas, tanto na rede de ensino público, quanto na particular. Os dados constam da pesquisa Impactos da Covid-19 nos Municípios divulgada hoje (6) pelo Programa Cidades Sustentáveis e pelo Ibope Inteligência.

destaque por segmento
Divulgação/Cidades Sustentáveis/Ibope Inteligência

O levantamento foi feito com prefeitos, secretários e gestores de 302 municípios. O objetivo foi mapear ações que vêm sendo tomadas pela gestão pública municipal para o enfrentamento da pandemia e quais os impactos já sentidos pelas cidades.

Praticamente sete em cada dez prefeituras avaliam como muito alto ou alto os impactos da pandemia nas contas públicas e um quarto relataram que o impacto é médio. Em 73% das cidades, a pandemia afetou muito os programas e medidas previstos para o desenvolvimento dos municípios e em 27% afetou pouco.

Pesquisa Cidades Sustentáveis e Ibope Inteligência
 Divulgação/Cidades Sustentáveis/Ibope Inteligência

A diretora de políticas públicas do Ibope Inteligência, Patrícia Pavanelli, destacou que a grande maioria (82%) concorda que a desigualdade social ficou ainda mais evidente durante este período de pandemia.

“A suspensão das aulas, as campanhas de prevenção, a proibição de grandes eventos e aglomerações, a criação de políticas de assistência social às pessoas mais vulneráveis, incluindo a distribuição de cestas básicas, os investimentos emergenciais na área da saúde estão entre as medidas mais adotadas pelas prefeituras”, disse Patrícia.

Dificuldade de testagem

A pesquisa também mostrou que cerca de dois terços dos municípios encontram alguma dificuldade para disponibilizar testes de sorologia e o RT-PCR para detectar a covid-19 para a população, enquanto cerca de seis em cada dez têm dificuldade para disponibilizar testes rápidos, medicamentos e insumos para o tratamento dos sintomas de pessoas com suspeita ou confirmação de covid-19.

Por outro lado, 51% do universo de cidades pesquisadas disse não ter nenhuma dificuldade em disponibilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs) aos profissionais da saúde, 38% informaram ter alguma dificuldade e 11% revelaram ter muita dificuldade de fornecer os EPIs.

Quase a metade dos gestores avalia que a violência contra a mulher se manteve estável durante a pandemia, enquanto cerca de dois quintos afirmaram que houve aumento de casos. Oito em cada dez municípios têm um canal ou algum outro meio para receber denúncias de casos de violência contra a mulher.

violência contra a mulher, durante a pandemia
 Divulgação/Cidades Sustentáveis/Ibope Inteligência

Índice de enfrentamento

Os municípios brasileiros têm uma capacidade média de enfrentamento à pandemia de covid-19, segundo metodologia desenvolvida pelo Programa Cidades Sustentáveis e pelo Ibope Inteligência. O Índice das Cidades no Enfrentamento da Covid-19 (Icec) considera os resultados de 54 itens apurados durante a coleta dos dados e medidas adotadas na tentativa de minimizar os impactos econômicos.

O Icec apurou que cerca de um terço dos municípios têm capacidade alta de lidar com a pandemia. Praticamente dois terços dos municípios da região Sudeste estão no agrupamento de capacidade média; nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, as cidades se dividem quase que na mesma proporção entre o grupo de capacidade média e o de capacidade alta. Cerca de dois quintos dos municípios mais populosos e capitais encontram-se no grupo de capacidade alta.

O levantamento mostrou que durante a pandemia do novo coronavírus, os municípios brasileiros trabalharam de forma a divulgar informações gerais sobre a covid-19: o número de casos e óbitos, os gastos, além da disponibilização de canais para atender as demandas da população.

O estudo também apontou que as administrações municipais seguiram protocolos e tomaram uma série de providências, principalmente com apoio dos governo estadual e federal, para enfrentar a covid-19 e minimizar seu impacto na economia.

Para o coordenador-geral do Programa Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, o país já enfrentava um período pré-pandemia de grande desigualdade social e com a economia em dificuldade, o que já trazia pressão nas contas públicas dos municípios. “Quando entramos na pandemia, tudo isso acaba de alguma forma se acirrando”.

As entrevistas foram realizadas entre 27 de julho e 14 de setembro e a amostra considera as proporções de região, porte e condição dos 302 municípios. A margem de erro é de 6 pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%. A iniciativa tem a parceria do projeto CITInova e o apoio da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Associação Brasileira de Municípios (ABM) e Instituto Arapyaú.

amostra da pesquisa
Divulgação/Cidades Sustentáveis/Ibope Inteligência

 

Fonte: Agência Brasil (Por Ana Cristina Campos - réporter da Agência Barsil - Rio de Janeiro; Edição: Denise Griesinger)

 

Brasil registra 4.295.302 milhões de pessoas recuperadas

por Damião Rodrigues publicado 06/10/2020 11h56, última modificação 06/10/2020 11h56

06.10.2020 às 12h05

Número é superior à quantidade de casos ativos, ou seja, pessoas que estão em acompanhamento médico. Informações foram atualizadas às 18h30 desta  segunda-feira (05/10)

O Brasil alcançou a marca de 4.295.302 pessoas curadas da Covid-19. No mundo, estima-se que pelo menos 23,7 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas no Brasil é superior à quantidade de casos ativos (485.258), que são os pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa a grande maioria do total de casos acumulados (87,2%). As informações foram atualizadas às 18h30 desta segunda-feira (05/10) e enviadas pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde.

A doença está presente em 99,8% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.718) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 4.495 municípios tiveram registros (80,7%), sendo que 1.350 deles apresentaram apenas um óbito confirmado.

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população.

Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os profissionais de saúde.

O Ministério da Saúde já enviou mais de R$ 177,3 bilhões aos estados e municípios para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde, sendo R$ 44,2 bilhões voltados exclusivamente para combate ao coronavírus. Também já foram comprados e distribuídos mais de 24 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 280,4 milhões de EPIs, mais de 15 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus.

O Ministério da Saúde, em apoio a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 11.165 equipamentos para todos os estados brasileiros.

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil tem 4.927.235 casos confirmados da doença, sendo 11.946 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 146.675 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registradas 323 mortes nos sistemas oficiais, a maior parte aconteceu em outros períodos, mas tiveram conclusão das investigações com confirmações das causas por Covid-19 apenas neste período. Assim, 249 óbitos, de fato, ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.540 permanecem em investigação.


Fonte: Da Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde

Paraíba divulga nova análise de bandeiras do Plano Novo Normal e destaca risco sanitário no retorno das aulas presenciais

por Damião Rodrigues publicado 05/10/2020 12h42, última modificação 05/10/2020 12h42

05.10.2020 às 12h52

O Governo da Paraíba divulgou, neste sábado (3), mais uma avaliação do Plano Novo Normal com a análise situacional da Pandemia da Covid-19 no Estado, além das recomendações quanto à necessária sustentação das medidas preventivas para impedir o crescimento do número de casos e de óbitos e manter os avanços já obtidos em todo Estado. A classificação passa a vigorar a partir da próxima segunda-feira (5). 

Esta 9ª avaliação aponta que parte significativa dos municípios que se encontravam em bandeira amarela na 8ª avaliação permaneceram nesta condição, representando 81% dos municípios paraibanos. Constatam-se transições de algumas bandeiras para a bandeira amarela, sendo nove municípios migrando da bandeira verde para a bandeira amarela. Outros nove municípios transitaram da bandeira amarela para a bandeira laranja, que teve sua participação elevada para 14% dos municípios paraibanos. Já outros seis municípios saíram da bandeira amarela para a bandeira verde, que teve sua participação reduzida para 5% dos municípios paraibanos. 

O secretário executivo de Gestão de Redes de Saúde, Daniel Beltrammi, explica que para a classificação das bandeiras o Gabinete de Crise Covid-19 utiliza quatro indicadores: taxa de progressão de casos novos, taxa de letalidade observada, taxa de ocupação hospitalar em UTI  e taxa de obediência ao isolamento social. “Além disso é considerada a taxa de transmissão do vírus calculado pela Fiocruz e o percentual de imunidade populacional, o R hoje é de 1,1 e a taxa de imunização da população atingiu 17%", esclareceu. 

Beltrammi destaca a importância da ampla divulgação das medidas não farmacológicas de combate à Covid-19, a serem praticadas todos os dias por toda população paraibana, que são as ações que mais salvam vidas em todo mundo. "Sabe-se que as mais eficazes medidas protetivas da população são o uso ostensivo de máscaras, a lavagem das mãos e a manutenção do distanciamento social o quanto possível", observou. 

Estas medidas, conforme adiantou, também devem alcançar as crianças, que, ao contrário do que se propala, não são imunes à Covid-19, pelo contrário, também estão expostas aos riscos de manifestações graves da doença, como recentemente visto na Síndrome Inflamatória Multissistêmica da Pediatria (SIM-P). "Na Paraíba já são 7 os casos confirmados de SIMP, estando outros 5 casos suspeitos em investigação", afirmou o secretário.

A Nota Técnica traz ainda uma análise e projeções quanto a cenários de retomada das atividades educacionais mediante novos protocolos. De acordo com o documento, o Estado da Paraíba tem mais de 994.000 crianças e adolescentes matriculados nos mais variados ciclos educacionais, o que representa 24,63% da população do Estado estimada para 2020. Destes, 81,52% são estudantes da rede pública e 18,48% da rede privada de ensino. 

Comparando com países que aprovaram a retomada de aulas presenciais, como os Estados Unidos, onde entre os meses de abril a setembro de 2020 autoridades sanitárias norte-americanas e a Academia Americana de Pediatria alertaram para um crescimento expressivo do número de casos da Covid-19 entre crianças e adolescentes, da ordem de 500%, ante ao contexto da retomada das atividades educacionais mediante novos protocolos, em alguns de seus Estados.

Trazendo métodos similares de projeção e análise de riscos para o Estado da Paraíba para que se orientem tomadas de decisão sobre retomadas das atividades educacionais presenciais, com novos protocolos, pode-se obter crescimento médio do número de casos nas faixas etárias escolares da ordem de um pouco mais de 250%. Isto representaria cerca de 20.000 novos casos nas faixas etárias de 0 a 19 anos entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021.

O Documento reforça ainda que toda e qualquer retomada de atividades rotineiras deve ocorrer, preferencialmente, em atenção aos riscos apontados pelo Plano Novo Normal, por meio de suas bandeiras, e aos protocolos definidos pelas autoridades sanitárias competentes. Neste sentido a Secretaria de Estado da Saúde disponibiliza um importante conjunto de protocolos em seu portal a respeito da Covid-19 (https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/protocolos-sanitarios ).

Futuras melhoras da situação da Covid-19 na Paraíba dependerão muito ainda da maior adesão de toda a população às três medidas mais protetoras da saúde e da vida das pessoas. "Usar máscaras, lavar as mãos e manter o distanciamento social, gestos que mais representam este “novo normal” que vivemos e que precisarão estar cada vez mais presentes em nossos cotidianos", reforçou Daniel Beltrammi. "Trata-se do que se pode convencionar chamar de “efeito escolha”, ou seja, a melhor decisão em favor da proteção e preservação da saúde e da vida!", acrescentou. 

A avaliação completa com a lista de municípios por bandeiras com suas respectivas avaliações pro critério e a íntegra da Nota Técnica estão disponíveis no site do Governo da Paraíba no endereço: paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/novonormalpb   

 

Fonte: Secom/PB

Brasil apresenta queda na curva de óbitos por Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 02/10/2020 12h13, última modificação 02/10/2020 12h13

02.09.2020 às 12h25

         

O novo boletim epidemiológico também apresenta queda na média de novos casos registrados e aumento nos casos de pessoas recuperadas da doença em todo o país

A atualização do cenário epidemiológico no Brasil, apresentada nesta quarta-feira (2/9) pelo Ministério da Saúde, mostrou queda de 11% na média de óbitos por Covid-19 registrados no país. Caindo de 7.018 mortes registradas no período de 16 a 22 de agosto para 6.212 óbitos registrados entre 23 a 29 de agosto. O novo Boletim Epidemiológico também apontou queda de 1% nos registros de novos casos da doença no mesmo período, passando de 265.266 casos, para 263.791 novos registros. Além disso, do total de casos confirmados no país, 80,3% das pessoas contaminadas já estão recuperadas da doença (3,2 milhões).

Em todo o país, 17 estados apresentaram queda nos registros de novos óbitos e sete apresentaram estabilização. Em relação aos novos casos confirmados, 11 estados apresentaram queda nos registros e sete mostram estabilidade. “Esse é o resultado de muito esforço e trabalho que temos realizado para fortalecer o SUS neste período. E, além das nossas ações para conter o avanço da doença, é também o resultado da atuação dos profissionais de saúde que estão na linha de frente salvando vidas e garantindo qualidade de vida a esses pacientes infectados”, destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.

Durante a apresentação, ainda foi apresentado quantitativo de testes distribuídos para diagnóstico da Covid-19 no Brasil. Até 31 de agosto, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 14,3 milhões de testes para diagnósticos da Covid-19, sendo 6,3 milhões de RT-PCR (biologia molecular) e 8 milhões de testes rápidos (sorologia). A pasta distribui os testes conforme a capacidade de armazenamento dos estados e disponibiliza centrais de testagem, que podem ser utilizadas pelos gestores locais quando a capacidade de produção dos laboratórios estaduais chega ao seu limite.

Até o dia 29 de agosto, foram realizados mais de 5,1 milhões de exames de RT-PCR para Covid-19, sendo 2,8 milhões na rede pública e 2,2 milhões nos laboratórios privados. Sobre os testes sorológicos, segundo dados do sistema e-SUS Notifica, foram realizados no país mais de 7,1 milhões de exames nas redes pública e privada.

RASTREAMENTO DE CONTATOS DE CASOS CONFIRMADOS

O Ministério da Saúde também lançou uma ação para rastreamento e monitoramento de contatos de casos de Covid-19. O investimento federal de R$ 369 milhões permitirá o fortalecimento de ações locais para identificação precoce e assistência adequada de contatos de casos de Covid-19, interrompendo a cadeia de transmissão e permitindo a redução do contágio pela doença. A iniciativa permitirá, ainda, a avaliação regular da situação epidemiológica local relacionada ao coronavírus para subsidiar o planejamento conjunto das ações da Vigilância em Saúde e da Atenção Primária à Saúde.


Fonte: Ministério da Saúde (www.saude.gov.br)



Covid-19: Brasil registra 863 óbitos e 32.058 novos casos em 24h

por Damião Rodrigues publicado 30/09/2020 11h56, última modificação 30/09/2020 11h56

30.09.2020 às 12h05

O boletim diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira (29), revela que o Brasil registrou 4.777.522 casos confirmados do novo coronavírus desde o início da pandemia.

Desse total, 2,9% dos casos resultaram em morte (142.921); 10,5% dos pacientes estão em tratamento (499.513); e 86,6% dos brasileiros que contraíram covid-19 estão recuperados (4.134.088).

Nas últimas 24 horas, foram registrados 863 óbitos e 32.058 novos casos confirmados. Os casos são menores aos domingos e segundas-feiras pelas limitações de alimentação da base de dados pelas equipes das secretarias de saúde. Já às terças-feiras, o número tem sido maior pelo envio dos dados acumulados do fim de semana.

As autoridades de saúde ainda investigam se outras 2.501 mortes foram provocadas por coronavírus.  

SP tem melhor terça-feira desde maio

Nas últimas 24 horas, o estado de São Paulo contabilizou 266 mortes e 6.377 casos do novo coronavírus. Com isso, o estado soma, até este momento, 35.391 mortes e 979.519 casos confirmados, desde o início da pandemia.

Às terças-feiras, por causa de um represamento de dados que ocorre nos finais de semana, o balanço de casos e de mortes costuma ser sempre maior, batendo até recordes. Mas hoje (29) o balanço de mortes foi o menor já registrado para uma terça-feira desde o dia 26 de maio, quando foram registradas 203 mortes. Isso só foi interrompido no dia 8 de setembro, que se seguiu ao feriado prolongado de 7 de setembro, quando o registro foi de 53 mortes. Mas o balanço do dia 8 de setembro pode ter sido prejudicado com o represamento de dados ocorrido por causa do feriado. O dia que o estado de São Paulo mais registrou mortes em um único dia aconteceu em 13 de agosto, quando foram notificados 455 óbitos.

Do total de casos diagnosticados, 847.418 pessoas estão recuperadas, sendo 107.415 após internação.

Há 9.076 pacientes internados em casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus, sendo que 3.954 deles estão em estado grave. A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) é de 44,4% em todo o estado e de 42,9% na Grande São Paulo.

Onde há mais casos de covid-19 no Brasil

*Casos acumulados desde o início da pandemia

São Paulo = 979.519

Bahia = 308.252

Minas Gerais = 292.291

Rio de Janeiro = 263.699

Ceará = 239.497

Onde há mais mortes por covid-19 no Brasil 

São Paulo = 35.391

Rio de Janeiro = 18.388

Ceará = 8.950

Pernambuco = 8.222

Minas Gerais = 7.259

Boletim epidemiológico covid-19
Boletim epidemiológico covid-19 - Ministério da Saúde

 

Fonte: Agência Brasil (Por Elaine Patrícia Cruz - réporter da Agência Brasil - São Paulo; Edição: Liliane Farias)

Foto: Peter Ilicciev/Fiocruz)

 

Folha informativa COVID-19 - Escritório da OPAS e da OMS no Brasil

por Damião Rodrigues publicado 29/09/2020 12h20, última modificação 29/09/2020 12h21

29.09.2020 às 12h28

 

Confira aqui respostas para perguntas frequentes sobre as vacinas candidatas contra COVID-19 e os mecanismos de acesso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 30 de janeiro de 2020, que o surto da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional – o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional. Em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia.
Foram confirmados no mundo 33.034.598 casos de COVID-19 (302.277 novos em relação ao dia anterior) e 996.342 mortes (5.114 novas em relação ao dia anterior) até 28 de setembro de 2020.
Na Região das Américas, 10.461.541 pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus se recuperaram, conforme dados de 28 de setembro de 2020.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a OMS estão prestando apoio técnico ao Brasil e outros países, na preparação e resposta ao surto de COVID-19.
Os sintomas mais comuns da COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem apresentar dores, congestão nasal, dor de cabeça, conjuntivite, dor de garganta, diarreia, perda de paladar ou olfato, erupção cutânea na pele ou descoloração dos dedos das mãos ou dos pés. Esses sintomas geralmente são leves e começam gradualmente.
Medidas de proteção: lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel e cobrir a boca com o antebraço quando tossir ou espirrar (ou utilize um lenço descartável e, após tossir/espirrar, jogue-o no lixo e lave as mãos). É importante manter-se a pelo menos 1 metro de distância das outras pessoas. Quando o distanciamento físico não é possível, o uso de uma máscara também é uma medida importante.

Número de casos - 28 de setembro de 2020

Mundo

33.034.598 casos confirmados
996.342 mortes 

Região Africana

1.175.812 casos confirmados
25.529 mortes

Região das Américas

16.360.122 casos confirmados
549.807 mortes

Região Europeia

5.725.150 casos confirmados
235.139 mortes

Região do Mediterrâneo Oriental

2.357.703 casos confirmados
60.756 mortes

Região do Pacífico Ocidental

604.576 casos confirmados
13.200 mortes

Região do Sudeste Asiático

6.810.494 casos confirmados
111.898 mortes


Veja os dados por país* no site: covid19.who.int/   

*Os países podem ter dados mais atualizados sobre suas situações específicas.


Fonte: https://www.paho.org/pt/covid19

Atualização Covid-19 | 27/09/2020

por Damião Rodrigues publicado 28/09/2020 12h16, última modificação 28/09/2020 12h16

28.09.2020 às 12h22

Paraíba registra 52 novos casos de Covid – 19 neste domingo: Casos Confirmados: 119.783; casos descartados: .598; óbitos confirmados: 2.797

casos recuperados: 93.353; total de municípios: 223

Neste domingo, 27 de setembro, a Paraíba registrou 52 novos casos de Covid-19 e 09 óbitos confirmados desde a última atualização, 05 deles ocorridos nas últimas 24h. Até o momento, 119. 783 pessoas já contraíram a doença, 93.353 já se recuperaram e 2.797, infelizmente, faleceram. Até o momento, 364.933 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.
A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 29%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 25%. Em Campina Grande estão ocupados 33% dos leitos de UTI adulto e no sertão 41% dos leitos de UTI para adultos.

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos. A diferença de casos de ontem para hoje é de 52, nos quais 10 municípios concentram 37 casos, o que representa 71% dos casos novos no estado. São eles:
Cajazeiras, com 8 novos casos, totalizando 1.970; Campina Grande, com 07 novos casos, totalizando 13.043; Ingá, com 05 casos novos, totalizando 1.486; João Pessoa, com 05 casos novos, totalizando 29.463; Baia da Traição, com 03 novos casos, totalizando 691; Carrapateira, com 02 caso novos, totalizando 60; Guarabira, com 02 casos novos, totalizando 4.497; Patos, com 02 casos novos, totalizando 4.341; Sumé, com 02 casos novos, totalizando 473 e Água Branca, com 01 caso novo, totalizando 70.

*Dados oficiais preliminares (fonte: SIM, e-sus VE e SIVEP) extraídos às 10h do dia 27/09, sujeitos a alteração por parte dos municípios.

Até hoje, 169 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 09 óbitos registrados neste domingo ocorreram entre 22 de junho e 27 de setembro, 05 deles nas últimas 48 horas, entre residentes de 08 municípios. Os pacientes tinham idade entre 37 anos e 84 anos, 03 deles tinham menos de 65 anos. Hipertensão e diabetes foram as comorbidades mais frequentes.

Mulher, 65 anos, residente em Esperança. Hipertensa e diabética. Início dos sintomas em 08/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 27/09/2020.

Mulher, 47 anos, residente em Bayeux. Diabética e cardiopata. Início dos sintomas em 18/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 26/09/2020.

Homem, 76 anos, residente em Caiçara. Sem informação de comorbidade. Início dos sintomas 15/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 26/09/2020.

Mulher, 65 anos, residente em João Pessoa. Hipertensa, diabética, obesa e tabagista. Início dos sintomas em 21/07/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 26/09/2020.

Homem, 73 anos, residente em Sapé. Hipertenso e tabagista. Início dos sintomas em 05/09/2020. Foi a óbito hospital público no dia 26/09/2020.

Homem, 70 anos, residente em Guarabira. Cardiopata e portador de doença renal. Início dos sintomas em 19/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 25/09/2020.

Homem, 84 anos, residente em Emas. Comorbidade não informada. Início dos sintomas em 19/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 23/09/2020.

Homem, 39 anos, residente em Vista Serrana. Sem informação de comorbidade. Início dos sintomas em 21/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 01/09/2020.

Homem, 37 anos, residente em João Pessoa. Obeso. Início dos sintomas em 12/06/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 22/06/2020.


Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus


Fonte: Secom/PB

Brasil alcança 86,4% de recuperados da Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 25/09/2020 12h35, última modificação 25/09/2020 12h37

25.09.2020 às 12h45

Diante das medidas de enfrentamento ao vírus adotadas pelo Governo Federal, o Brasil chegou a mais de 4 milhões de pessoas recuperadas da doença

O Brasil alcançou mais de 4 milhões de pessoas recuperadas da Covid-19, representando 86,4% do total de casos da doença. Paralelamente a isso, os casos de hospitalizações e de pacientes em acompanhamento apresentaram estabilidade, com forte tendência de redução. As medidas de enfrentamento à Covid-19 adotadas pelo Governo Federal, como tratamento precoce da doença e ampliação da capacidade laboratorial, refletem os dados favoráveis e aumento de pessoas salvas no país.

O Ministério da Saúde tem realizado ações para ampliar o diagnóstico da Covid-19, com protocolos para exames clínicos, radiológicos, além da ampliação da capacidade laboratorial. Com isso, mais pessoas são diagnosticadas rapidamente e atendidas, o que favorece a adoção de medidas de isolamento de casos e o monitoramento de contatos, possibilitando a redução de novas infecções, casos graves e óbitos.

Além disso, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde.

No início de setembro, o Ministério da Saúde destinou R$ 369 milhões para estados e municípios reforçarem a rápida identificação de pessoas que tiveram contato com casos suspeitos e confirmados de Covid-19. 

AMPLIAÇÃO DA TESTAGEM

A pasta ampliou a recomendação de testagem para todos os casos suspeitos de Covid-19. Para atender a demanda, foram enviados, até 19 de setembro, mais de 15 milhões de testes para diagnósticos da doença, sendo 7 milhões de RT-PCR (biologia molecular) e 8 milhões de testes rápidos (sorologia). Os testes são distribuídos conforme a capacidade de armazenamento dos estados. Além disso, Ministério da Saúde disponibilizou centrais de testagem, que podem ser utilizadas pelos gestores locais quando a capacidade de produção dos laboratórios estaduais chega ao limite.

Ao todo foram realizados mais de 6,4 milhões de exames de RT-PCR para Covid-19, sendo 3,7 milhões na rede pública e 2,6 milhões nos laboratórios privados. Sobre os testes sorológicos, segundo dados do sistema e-SUS Notifica, foram realizados no país mais de 8,3 milhões de exames nas redes pública e privada.

 

Fonte: Ministério da Saúde

 Arte: Bené Lima

Ministério da Saúde prorrogou habilitação de mais de 6 mil leitos de UTI

por Damião Rodrigues publicado 24/09/2020 12h04, última modificação 24/09/2020 12h04

24.09.2020 às 12h10

 

Os leitos de UTI são exclusivos para tratamento de paciente com Covid-19 solicitados pelos estados e municípios; Governo Federal investiu R$ 305,6 milhões com a prorrogação de habilitação

O Ministério da Saúde prorrogou a habilitação 6.377 leitos de UTI exclusivos para tratamento de paciente com Covid-19 solicitados pelos estados e municípios, com investimento de R$ 305,6 milhões. Desde o início da pandemia, já foram habilitados 13.836 leitos de UTI. Desse total, 247 são de UTI pediátrica. O valor investido pelo Governo Federal é de R$ 1,98 bilhão, pago em parcela única, para que estados e municípios façam o custeio dessas unidades pelos próximos 90 dias - ou enquanto houver necessidade em decorrência da pandemia.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (23), pelo secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (SCTIE), Hélio Angotti Neto, e o secretário da Vigilância em Saúde (SVS), Arnaldo Medeiros, durante coletiva de imprensa de balanço das ações destinadas ao enfrentamento da Covid-19 no Brasil.

Para os leitos de UTI destinados exclusivamente para o tratamento de pacientes com a Covid-19, o Ministério da Saúde tem investido o dobro do valor habitual destinado a habilitação de leitos de UTI. Saindo de R$ 800 para R$ 1.600 reais em parcela única. Os gestores dos estados e municípios recebem o valor antes mesmo da ocupação do leito.

Apesar de estados e municípios terem autonomia para criar e habilitar os leitos necessários, o Ministério da Saúde, em decorrência do atual cenário de emergência, tem apoiado irrestritamente as secretarias estaduais e municipais e investido em ações, serviços e infraestrutura para o enfrentamento da doença. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas.

Além disso, o Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 86,1 bilhões, sendo que desse total foram R$ 60,1 bilhões para serviços de rotina do SUS, e outros R$ 26 bilhões para a Covid-19. A pasta da Saúde vem apoiando os estados e municípios na compra e entrega de equipamentos, habilitação de leitos de UTI e enviando recursos para o enfrentamento da Covid-19.

As medidas fortalecem o Sistema Único de Saúde (SUS) e leva atendimento para a população em todo o país. Os recursos são repassados a partir da publicação das portarias no Diário Oficial da União.

VENTILADORES PULMONARES

Como parte do apoio estratégico do Governo do Federal no atendimento aos estados, o Brasil conta agora com o reforço de 11.106 ventiladores pulmonares entregues pelo Ministério da Saúde para auxílio no atendimento aos pacientes com Covid-19. Os equipamentos foram entregues em todos os estados e no Distrito Federal.

A distribuição para os municípios e unidades de saúde é de responsabilidade de cada estado, conforme planejamento local. As entregas levam em conta a capacidade instalada da rede de assistência em saúde pública - principalmente nos locais onde a transmissão está se dando em maior velocidade. 

EPI

O Ministério da Saúde atendeu a demanda 276,6 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para garantir a proteção dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento à Covid-19 em todo o país. Entre os itens estão máscaras, aventais, óculos, protetores faciais, toucas, sapatilhas, luvas e álcool. As entregas representam mais um, entre diversos esforços do Governo do Brasil, para auxiliar e reforçar as redes de saúde dos estados e municípios no combate a pandemia da Covid-19.

Ao todo, o Ministério da Saúde já entregou aos estados 564,3 mil litros de álcool; 3,1 milhões de aventais; 36,9 milhões de luvas; 20,3 milhões de máscaras N95; 196 milhões de máscaras cirúrgicas; 2,3 milhões de óculos e protetores faciais, e 17,2 milhões de toucas e sapatilhas. Os materiais foram entregues para as secretarias estaduais de Saúde, responsáveis por definir quais os serviços vão recebê-los - a partir de um planejamento local.

A compra de EPI é de responsabilidade dos estados e municípios. No entanto, devido à escassez mundial desses materiais, no atual cenário de emergência em saúde pública, o Ministério da Saúde utilizou o seu poder de compra para fazer as aquisições em apoio irrestrito aos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) e, assim, fortalecer a rede pública no enfrentamento da doença em todos os estados.

TRANSPARÊNCIA

A transparência e o uso da tecnologia em prol da saúde pública são marcas da gestão do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Por meio da plataforma Localiza SUS, a população pode acompanhar a quantidade de EPI, medicamentos, ventiladores pulmonares distribuídos a cada estado. O painel on-line também o número de leitos habilitados em todo país, testes entregues e insumos disponibilizados, informando o cidadão sobre tudo o que foi comprado, doado e distribuído para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.

TESTAGENS

O Brasil já registra 86,3% de casos de pessoas recuperadas da Covid-19 no país, com quase 4 milhões de vidas salvas. Os casos de hospitalizações e de pacientes em acompanhamento também apresentaram estabilidade na curva, com forte tendência de redução. Durante a apresentação do novo boletim epidemiológico, nesta quinta-feira (23), também ainda foi mostrado o quantitativo de testes distribuídos para diagnóstico da Covid-19 no Brasil.

Até 19 de setembro, o Ministério da Saúde enviou mais de 15 milhões de testes para diagnósticos da doença, sendo 7 milhões de RT-PCR (biologia molecular) e 8 milhões de testes rápidos (sorologia). A pasta distribui os testes conforme a capacidade de armazenamento dos estados e disponibiliza centrais de testagem, que podem ser utilizadas pelos gestores locais quando a capacidade de produção dos laboratórios estaduais chega ao limite.

Até o dia 19 de setembro, foram realizados mais de 6,4 milhões de exames de RT-PCR para Covid-19, sendo 3,75 milhões na rede pública e 2,67 milhões nos laboratórios privados. Sobre os testes sorológicos, segundo dados do sistema e-SUS Notifica, foram realizados no país mais de 8,3 milhões de exames nas redes pública e privada.


Fonte: Ministério da Saúde (Por Bruno Cassiano)

Foto: Erasmo Salomão/MS



Boletim epidemiológico confirma tendência de queda nos óbitos por Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 23/09/2020 11h46, última modificação 23/09/2020 11h46

23.09.2020 às 12h02

                                          

O Boletim Epidemiológico quinzenal, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta terça-feira (22), mostra que a Paraíba apresenta uma condição de queda no número de óbitos por Covid-19, considerando o início dos registros. De acordo com a avaliação periódica, a interiorização do vírus segue em crescimento, o que requer uma intensificação dos cuidados com a prevenção nos municípios do interior.

A publicação evidencia que a Paraíba está vivenciando um platô, no qual não há grandes alterações no comportamento da doença, com tendência de queda nos óbitos ocasionados pelo novo coronavírus. De acordo com o 55º Boletim Epidemiológico Covid-19, o pico da doença ocorreu entre os meses de maio e junho, quando os dados apresentam o início da diminuição nos óbitos pelo agravo.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Geraldo Medeiros, não é uma queda vertiginosa, mas é um comportamento de redução de casos da forma mais grave da doença. Ele ressalta que para manter os níveis de declínio e controle da Covid-19 é preciso que a população permaneça com os cuidados habituais neste momento de pandemia. 

“Para que a Paraíba mantenha esta tendência de queda na mortalidade por Covid-19, é preciso que a população torne rotina o uso ostensivo da máscara, faça a higiene das mãos, permaneça em casa sempre que possível e, quando não, faça o uso do álcool gel e evite lugares com pouca ventilação, ar condicionado e com aglomeração de pessoas, seja em estabelecimentos, ou na casa de outras pessoas. O momento é de muita cautela ainda”, enfatizou o secretário.

As recomendações quanto à sustentação das medidas preventivas para impedir o aumento do número de casos e de óbitos em todo Estado permanecem vigentes, porém o Boletim Epidemiológico aponta ainda que a confirmação de novos casos é crescente no interior da Paraíba, o que caracteriza a fase de interiorização do vírus, já prevista nos levantamentos feitos pela SES. 

“Futuras melhorias da situação da pandemia na Paraíba dependerão da maior adesão de todos os paraibanos às medidas preventivas. Temos que proteger uns aos outros e nos preservar. A SES disponibiliza os protocolos para flexibilização com as recomendações para que a população tenha uma rotina segura com as atividades já liberadas, de acordo com suas respectivas bandeiras classificatórias”, explicou Geraldo Medeiros.

O secretário comentou ainda que neste período de eleições municipais há uma tendência de as pessoas se aglomerarem para apoiar os seus candidatos, porém é um ano atípico, no qual as pessoas precisam se preservar, evitar aglomerações e contato físico (apertos de mão, abraços, beijo). Estas medidas são importantes para diminuir a tendência de crescimento da doença nas cidades do interior do estado.

 

Fonte: Secom/PB

 

Estudo brasileiro aponta que covid-19 pode causar danos cerebrais

por Damião Rodrigues publicado 22/09/2020 12h04, última modificação 22/09/2020 12h04

 22.09.2020 às 12h08

 

Um estudo conduzido por um grupo de 17 cientistas indica que o novo coronavírus Sars-Cov-2, responsável pela pandemia de covid-19, é capaz de infectar células neurais. Os pesquisadores alertam para o risco de danos no sistema nervoso central de infectados. O trabalho foi conduzido através de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino. 

Os resultados do estudo estão disponíveis no portal bioRxiv, que se dedica à publicação de artigos em modalidade preprint. São trabalhos que ainda não foram revisados por outros cientistas. Assim, o estudo ainda deverá ser submetido a uma avaliação externa.

Os pesquisadores analisaram o tecido neural de uma criança que morreu em decorrência da covid-19. Como em outras pesquisas, não se detectou a presença do novo coronavírus na massa encefálica. No entanto, o Sars-Cov-2 foi encontrado no revestimento de células neurais que estão na caixa craniana.

"Partículas virais foram detectadas principalmente no plexo coróide (ChP) e ventrículo lateral (LV), em menor grau no córtex do cérebro humano, mas não no resto do parênquima cerebral", registra o estudo.

De acordo com o trabalho, o novo coronavírus tem capacidade de infectar células neurais, embora não consiga se replicar no sistema nervoso central. No entanto, ao infectar o plexo coróide, há uma reação do sistema imunológico do organismo humano. No caso analisado, os pesquisadores acreditam que essa reação pode ter permitido que o novo coronavírus, células imunes e citocinas acessassem o sistema nervoso central e causassem danos no cérebro da criança.

No início da pandemia, a covid-19 chegou a ser descrita como uma infecção no sistema respiratório. O avanço dos estudos, porém, mostrou que a doença poderia afetar também outros órgãos, como rins e coração. A preocupação com o sistema nervoso, por sua vez, decorre de manifestações neurológicas observadas em alguns casos. Ocorrências de acidente vascular cerebral e encefalite, por exemplo, foram relatadas em pacientes com covid-19. "Manifestações neurológicas descritas são provavelmente devido a efeitos colaterais de uma resposta imunológica sistêmica ao vírus", sugere o estudo.

 

Fonte: Agência Brasil (Por Léo Rodrigues - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro; Edição: Aline Leal)

Foto: Peter Ilicciev/Fiocruz

 


Atualização Covid-19 | 20/09/2020

por Damião Rodrigues publicado 21/09/2020 12h36, última modificação 21/09/2020 12h36

21.09.2020 às 12h40

Neste domingo, Paraíba confirma 148 novos casos de Covid-19: Casos Confirmados: 116.736; Casos Descartados: 154.489; Óbitos confirmados: 2.707;

Casos recuperados: 89.384; Total de municípios: 223

 

Neste domingo, 20 de setembro, a Paraíba registrou 148 novos casos de Covid-19 e 12 óbitos confirmados desde a última atualização, 07 deles ocorridos nas últimas 24h. Até o momento, 116.5736 pessoas já contraíram a doença, 89.384 já se recuperaram e 2.707, infelizmente, faleceram. Até o momento, 352.618 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 37%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 35%. Em Campina Grande estão ocupados 42% dos leitos de UTI adulto e no sertão 50% dos leitos de UTI para adultos.

 

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos. A diferença de casos de ontem para hoje é de 148, nos quais 10 municípios concentram 104 casos, o que representa 70,2% dos casos em toda a Paraíba. São eles:

João Pessoa, com 41 novos casos, totalizando 29.0041; Campina Grande, com 14 novos casos, totalizando 12.802; Cajazeiras, com 13 novos casos, totalizando 1.874; Patos, com 9 novos casos, totalizando 4.134; Boa Ventura, com 6 novos casos, totalizando 74; Imaculada, com 5 casos novos, totalizando 81; São José da Lagoa Tapada, com 5 casos novos, totalizando 89; Ingá, com 4 casos novos, totalizando 1.452; Pedra Branca, com 4 casos novos, totalizando 45; Guarabira, com 3 casos novos, totalizando 4.431.

 

*Dados oficiais preliminares (fonte: SIM, e-sus VE e SIVEP) extraídos às 10h do dia 20/09, sujeitos a alteração por parte dos municípios.

 

Até hoje, 165 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 12 óbitos registrados neste domingo ocorreram em hospitais públicos entre 08 de maio e 20 de setembro, 09 deles nas últimas 48 horas, entre residentes de 09 municípios. Os pacientes tinham idade entre 58 e 94 anos, 02 deles tinham menos de 65 anos. Diabetes e hipertensão foram as comorbidades mais frequentes.

Homem, 77 anos, residente em Boa Ventura. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 10/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 20/09/2020.

Mulher, 86 anos, residente em Cabedelo. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 10/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 18/09/2020.

Homem, 78 anos, residente em Coremas. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 10/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 18/09/2020.

Homem, 78 anos, residente em Itabaiana. Hipertenso, portador de doença respiratória e ex-tabagista. Início dos sintomas em 04/07/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 13/07/2020.

Mulher, 73 anos, residente em João Pessoa. Diabética, hipertensa e portadora de doença neurológica. Início dos sintomas em 14/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 19/09/2020.

Homem, 62 anos, residente em João Pessoa. Comorbidade não informada . Início dos sintomas em 13/04/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 08/05/2020.

Mulher, 94 anos, residente em João Pessoa. Diabética e hipertensa. Início dos sintomas em 07/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 19/09/2020.

Mulher, 70 anos, residente em João Pessoa. Diabética e cardiopata. Início dos sintomas em 01/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 19/09/2020.

Homem, 84 anos, residente em Santa Teresinha. Hipertenso, diabético e portador de doença neurológica. Início dos sintomas em 19/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 292/08/2020.

Homem, 58 anos, residente em Sapé. Diabético, cardiopata e obeso. Início dos sintomas em 30/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 19/09/2020.

Mulher, 80 anos, residente em Sousa. Portadora de hipertensão e neoplasia. Início dos sintomas em 08/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 19/09/2020.

Homem, 83 anos, residente em Sumé. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 23/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 19/09/2020.

 

Os dados epidemiológicos, ocupação de leitos e informações de todos os municípios estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

 

 Fonte: Secom/PB

Arte: Bené Lima

 

 



Brasil apresenta redução de 30% nos casos de Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 18/09/2020 11h55, última modificação 18/09/2020 11h58

18.09.2020 às 12h05

Novo Boletim Epidemiológico também apresentou queda de 13% no número de óbitos, a maior registrada até o momento

O Ministério da Saúde atualizou, nesta quinta-feira (17), o cenário epidemiológico da Covid-19 no Brasil, que apresentou a maior redução de casos já registrada. Com diminuição de 30%, a quantidade de pessoas infectadas caiu de 39.550, na semana de 30/8 a 5/9, para 27.527 na semana de 6 a 12/9. Também houve queda no número de óbitos, com 13% a menos de mortes causadas pelo vírus.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, a tendência de redução será monitorada pela equipe técnica da pasta ao longo das próximas semanas. "Houve uma queda tanto no número de novas infecções quanto de óbitos em todas as regiões. Isso foi mostrado na curva epidemiológica que nas últimas semanas que tivemos uma redução no número de casos e óbitos”, afirmou.

A evolução dos registros de casos e óbitos pela Covid-19, por região, demostra que todo o país apresentou redução sustentável na última semana, ou seja, até 12/9. A região Sul apresentou maior tendência de queda de casos, com 56% a menos em relação à semana anterior. O número de mortes contou com 14% de queda.

A região Norte se destacou com maior redução de óbitos, com 50% a menos de mortes ocasionadas pelo vírus. Em relação aos novos casos, apresentou queda de 22%. A região Nordeste, por sua vez, apresentou diminuição de 23% de novos casos e 8% de mortes. A região Sudeste registrou redução de 21% de novos casos e 5% de óbitos. Por fim, a região Centro-Oeste teve queda de 11% de novos casos e 5% de mortes pela Covid-19.

O Ministério da Saúde apresentou ainda os avanços da estratégia Diagnosticar para Cuidar, parte do esforço do Governo Federal para ampliar a testagem da Covid-19 no Brasil. A pasta ampliou a recomendação de testagem para todos os casos suspeitos de Covid-19 e para profissionais de saúde e colocou à disposição as plataformas de alta testagem. De junho a agosto, a pasta ampliou em 225% a quantidade de testes RT-PCR realizados no SUS e aumento de 360% de exames processados pelas plataformas de alta testagem.

Para o secretário Arnaldo Medeiros, o aumento na testagem é resultado dos esforços empenhados pelo SUS. “A Covid-19 revelou o tamanho e a força do nosso Sistema Único de Saúde. Nós temos um sistema de saúde que é exemplo para o mundo inteiro. O SUS mostrou que salvar vidas é a sua vocação. Nós acreditamos nesse sistema que tem trabalhado e se esforçado para construir uma saúde pública de qualidade”, disse.

Até o dia 12 de setembro, foram realizados 5,9 milhões de exames de RT-PCR para Covid-19, sendo 3,4 milhões na rede pública e 2,5 milhões nos laboratórios privados. Sobre os testes sorológicos, segundo dados do sistema e-SUS Notifica, foram realizados no país 8 milhões de exames nas redes pública e privada.

Ao todo, foram distribuídos 6,6 milhões de testes moleculares, 2 milhões de kits para coleta de amostras e 1 milhão de testes de extração. A pasta distribui os testes conforme a capacidade de armazenamento dos estados e disponibiliza centrais de testagem, que podem ser utilizadas pelos gestores locais quando a capacidade de produção dos laboratórios estaduais chega ao seu limite.

 

Fonte: Ministério da Saúde

Arte: Bené Lima

 

Morrer com ou morrer de COVID-19? Como os óbitos são contados nas estatísticas de saúde

por Damião Rodrigues publicado 17/09/2020 12h55, última modificação 17/09/2020 12h58

17.09.2020 às 13h

No Brasil tem havido alguma discussão, principalmente nas mídias sociais, e com grande viés político, sobre a contagem de mortos durante a pandemia de COVID-19. Uns argumentam que este número tem sido subestimado, porque existiriam casos não computados por não ter confirmação diagnóstica laboratorial, outros defendem que ele tem sido superestimado porque estariam sendo contados como casos de COVID-19 óbitos por outras causas, mas com exame positivo para o novo coronavírus (SARS-CoV-2). A mesma discussão também tem ocorrido em outros países. Stephanie Pappas, em texto originalmente publicado no website Live Science, e reproduzido no Scientific American, tenta entender se é, de fato, relevante a diferença entre “morrer com” ou “morrer de” COVID-19 [1].

Pappas, que aborda o assunto no contexto dos Estados Unidos, começa sua matéria citando os exemplos dos estados do Colorado, onde um deputado estadual acusa o Departamento Estadual de Saúde Pública de inflacionar as mortes por COVID-19, e da Flórida, onde a mídia local tem criticado a recusa do Departamento Estadual de Saúde em divulgar publicamente dados de examinadores médicos, alegando que aquele estado está subnotificando os óbitos. Segundo a autora, estabelecer a causa de morte de alguém não é algo simples de ser feito, e isso sempre foi um problema e não está sendo uma especificidade da pandemia de COVID-19.

Quem assina os certificados de óbito de onde são extraídas as informações sobre as causas das mortes? Nos Estados Unidos a maioria deles é assinado pelo médico responsável pelo paciente que morre em um hospital, mas há também a possibilidade de isso ser feito por examinadores médicos ou coroners, que seriam como legistas, mas sem ter correspondência exata com esse tipo de profissional no Brasil, e que se responsabilizam pelas mortes extra-hospitalares. Em algumas jurisdições, como nas cidades de Chicago e Milwakee, cabe aos coroners rever os dados clínicos e laboratoriais de todos os óbitos para verificar se de fato foram causados pela COVID-19.

Nos certificados de óbito há espaços para as informações de causa imediata da morte, assim como para a cadeia de eventos que levou a essa doença ou incidente final, e para fatores que possam ter contribuído para o óbito. Num caso de óbito por COVID-19, exemplifica Pappas, a causa imediata de morte pode estar listada como “insuficiência respiratória”, com a informação “devida à COVID-19” escrita na segunda linha. Fatores que podem ter contribuído para a morte, como doença cardíaca, hipertensão arterial ou diabetes, seguem relacionados mais abaixo. Isso leva alguns a interpretar que a causa real do óbito tenha sido doença cardíaca ou diabetes, o que não é correto, pois sem a COVID-19 a pessoa provavelmente não teria morrido naquela ocasião.

Determinar de forma acurada se foi de fato a COVID-19 o fator determinante para o óbito não é tão difícil, segundo alguns, mesmo quando o paciente era portador de comorbidades. Isso porque nos óbitos por COVID-19 predominam os quadros respiratórios, e os achados clínicos, radiológicos e laboratoriais costumam ser marcantes. Porém quando a pessoa morre em casa, ou logo após a entrada no hospital, a determinação do papel do novo coronavírus no óbito pode ser mais complicada. Nesses casos, a realização de uma necrópsia (autópsia) pode ser muito útil, mas o fato é que necrópsias estão sendo cada vez mais raras, algo que precede o surgimento da pandemia, e que em parte se explica pela carência de patologistas forenses nos Estados Unidos. Além disso, autópsias em cadáveres cuja morte pode ter sido causada pela COVID-19 conferem risco para os profissionais envolvidos por se tratar de doença infecciosa, e pela falta de equipamentos de proteção individual para os patologistas que vem ocorrendo durante a pandemia.

Exemplos de situações em que pode ser difícil atribuir uma morte à COVID-19 são casos de mortes em pacientes jovens por infarto ou acidente vascular cerebral, em que os pacientes testaram positivo para o SARS-CoV-2, mas não apresentaram sintomas respiratórios. Hoje sabe-se que a COVID-19 pode evoluir com formação de coágulos mesmo quando o envolvimento pulmonar não é evidente no quadro clínico da doença e, portanto, pode-se concluir que a morte tenha sido por COVID-19, o que não era o caso no início da pandemia, quando esse fato era desconhecido. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos publicou um guia sobre como atribuir a morte à COVID-19, que recomenda a utilização de teste diagnóstico sempre que possível, e que permite classificar as mortes por “presumível” ou “provável” COVID-19, com base na clínica e no julgamento de quem preencher o certificado de óbito. Algumas jurisdições aceitam a realização de testes post mortem para COVID-19.

Inconsistências na notificação de causa de morte precedem em muito a pandemia de COVID-19, mas esta fez com que esse problema aflorasse e se tornasse de interesse público. Muitos estados relutam em abrir suas bases de dados por saber terem elas problemas de validade e por temer o seu mau uso. Tanto erros de contagem para mais como para menos são possíveis, e não está muito claro se eles se compensam ou levam a super- ou subestimativas do número de mortes por COVID-19. De acordo com a matéria de Pappas, dados do CDC de excesso (da ordem de algumas dezenas de milhares) de óbitos nos primeiros meses de 2020 observadas nos Estados Unidos em comparação com o mesmo período de anos anteriores sugerem que esteja havendo naquele país como um todo uma subestimativa do número de óbitos por COVID-19.

Alguns argumentam que o excesso de mortes seria consequência do confinamento e não da COVID-19, com base na hipótese de que muitas pessoas têm morrido em casa por ter medo de ir se consultar em hospitais. Embora queda de atendimentos de emergência por problemas cardíacos, por exemplo, tenha sido documentada, os números observados não sugerem que ela possa por si só explicar o excesso de mortes. E há ainda o fato de que a mortalidade por acidentes automobilísticos e motociclísticos diminuiu bastante no mesmo período, o que dificulta a explicação para o excesso de óbitos observado.

Sérgio de Andrade Nishioka (médico infectologista e doutor em Epidemiologia)

Referência:

1. Pappas S. How COVID-19 deaths are counted. Scientific American, 19 de maio de 2020. (Disponível em https://www.scientificamerican.com/article/how-covid-19-deaths-are-counted1/).


Fonte: https://www.unasus.gov.br/especial/covid19/markdown/282



Brasil registra 3.671.128 de pessoas recuperadas

por Damião Rodrigues publicado 16/09/2020 11h57, última modificação 16/09/2020 11h57

16.09.2020 às 12h05

 

Número é superior à quantidade de casos ativos, ou seja, pessoas que estão em acompanhamento médico. Informações foram atualizadas às 18h desta segunda-feira (14/09)

O Brasil alcançou a marca de 3.671.128 pessoas curadas da doença. No mundo, estima-se que pelo menos 17 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas no Brasil é superior à quantidade de casos ativos (578.016), que são os pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa mais da metade do total de casos acumulados (83,1%). As informações foram atualizadas às 19h30 de hoje (15/09) e foram enviadas pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

A doença está presente em 99,5% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.785) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 4.263 municípios tiveram registros (76,5%), sendo que 854 deles apresentaram apenas um óbito confirmado.

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população. Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde.

O Ministério da Saúde já enviou mais de R$ 83,9 bilhões a estados e municípios para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde, sendo R$ 25,6 bilhões voltados exclusivamente para combate ao coronavírus. Também já foram comprados e distribuídos mais de 20,3 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 255,4 milhões de EPI, mais de 14,5 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus.

O Ministério da Saúde, em apoio a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 10.711 equipamentos para todos os estados brasileiros.

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil tem 4.382.263 casos confirmados da doença, sendo 36.653 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 133.119 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registradas 1.113 mortes nos sistemas oficiais, a maior parte aconteceu em outros períodos, mas tiveram conclusão das investigações com confirmações das causas por Covid-19 apenas neste período. Assim, 386 óbitos, de fato, ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.445 seguem em investigação.

CENÁRIO INTERNACIONAL

Até o dia 22 de agosto, o Brasil ocupava a segunda posição em relação ao número de casos (3.582.362) e ao registro de óbitos (117.665). Contudo, quando considerado o parâmetro populacional, por milhão de habitantes, entre os países de todo o mundo, o Brasil ocupa a 7ª posição em relação aos casos (17.047) confirmados e em relação aos óbitos (544), na 8ª posição. A medida populacional é a taxa padrão para comparações entre os países.

 

Fonte: Ministério da Saúde

Arte: Bené Lima

 

Paraíba confirma sete casos de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica

por Damião Rodrigues publicado 15/09/2020 11h47, última modificação 15/09/2020 11h47

15.09.2020 às 12h05

        

A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), doença que acomete crianças e adolescentes – potencial e temporalmente associada à Covid-19, contabiliza, até agora, 13 notificações na Paraíba, sendo sete confirmadas e, entre estas, um óbito (criança residente em Cruz do Espírito Santo). Três casos suspeitos foram descartados e outros três seguem em investigação, sendo um óbito. 

Os dados, atualizados na sexta-feira (11), foram avaliados por uma equipe da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), formada por médicos, enfermeiros e residentes dos hospitais onde ocorreram as notificações dos casos suspeitos da SIM-P e da Rede Cuidar.

“A vigilância para estes casos, em nível nacional, foi disparada há pouco mais de um mês, então, é tudo muito recente. Levando isso em consideração, a Paraíba está bem avançada no que diz respeito às notificações. Quanto mais as equipes de saúde notificarem casos suspeitos, mais temos como desenhar um panorama de forma mais fidedigna e, consequentemente, implementar ações efetivas e necessárias”, informou a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas da SES-PB, Fernanda Vieira.

Em agosto deste ano, a SES-PB divulgou uma Nota Técnica alertando profissionais de saúde e secretarias municipais de saúde sobre a ocorrência e notificação imediata obrigatória da SIM-P. A notificação imediata e obrigatória é essencial para que se possa caracterizar o perfil da doença no país “em pessoa, tempo e lugar”, afirma o documento. O registro deve ser feito em 24 horas, por meio de formulário de notificação do SUS disponível em http://is.gd/simpcovid e enviadas as demais informações necessárias no email simpcovid.pb@gmail.com. Já a amostra laboratorial deve ser encaminhada ao Lacen-PB.

Dados – Entre os casos notificados na Paraíba, seis estão em João Pessoa, sendo um confirmado, dois descartados e três em investigação. Em Cruz do Espírito Santo, o único caso confirmado evoluiu para óbito. Casos confirmados ainda em Sapé (1), Mamanguape (1), Santa Rita (1), Mari (1) e Baía da Traição (1). Um caso foi descartado no município de Itabaiana.

SIM-P - Entre os sintomas mais comuns dessa síndrome estão febre elevada e persistente, acompanhada de pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarreia, dor abdominal, náuseas, vômitos e comprometimento respiratório, associado a marcadores de inflamação elevados e evidência de Covid-19. 

“É importante que as equipes de serviços pediátricos estejam atentas às buscas caso a caso e observando possíveis quadros que atendam à definição de caso da síndrome, objetivando ofertar a assistência necessária para o paciente e com posterior confirmação”, alertou Fernanda.

Casos de SIM-P registrados no RedCap por município de residência até 11 de setembro de 2020.

Município de Residência

Confirmado

Descartado

Investigação

Total Notificado

João Pessoa

01

02

03

06

Cruz do Espírito Santo

01

00

00

01

Sapé 

01

00

00

01

Mamanguape

01

00

00

01

Santa Rita

01

00

00

01

Mari

01

00

00

01

Itabaiana

00

01

00

01

Baía da Traição

01

00

00

01

Total

07

03

03

13

Fonte: Secom/PB (NDTA/2020)

 

Atualização Covid-19 | 13/09/2020

por Damião Rodrigues publicado 14/09/2020 11h52, última modificação 14/09/2020 11h52

14.09.2020 às 12h05

 

Neste domingo, Paraíba confirma 255 novos casos de Covid-19: Casos Confirmados: 112.961; Casos escartados: 147.731; Óbitos confirmados: 2.627; Casos recuperados: 85.573; Total de municípios: 223.

Neste domingo, 13 de setembro, a Paraíba registrou 255 novos casos de Covid-19 e 11 óbitos confirmados desde a última atualização, 04 deles ocorridos nas últimas 24h. Até o momento, 112.961 pessoas já contraíram a doença 85.573 já se recuperaram e 2.627, infelizmente, faleceram. Até o momento, 339.229 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados. 

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 39%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 33%. Em Campina Grande estão ocupados 47% dos leitos de UTI adulto e no sertão 61% dos leitos de UTI para adultos.

 Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos:

Água Branca (62); Aguiar (23); Alagoa Grande (1232); Alagoa Nova (341); Alagoinha (981); Alcantil (67); Algodão de Jandaíra (27); Alhandra (651); Amparo (18); Aparecida (115); Araçagi (504); Arara (225); Araruna (250); Areia (488); Areia de Baraúnas (11); Areial (56); Aroeiras (218); Assunção (46); Baia da Traição (669); Bananeiras (406); Baraúna (140); Barra de Santa Rosa (97); Barra de Santana (104); Barra de São Miguel (64); Bayeux (1820); Belém (1080); Belém do Brejo do Cruz (74); Bernardino Batista (37); Boa Ventura (28); Boa Vista (132); Bom Jesus (34); Bom Sucesso (24); Bonito de Santa Fé (80); Boqueirão (398); Borborema (45); Brejo do Cruz (499); Brejo dos Santos (60); Caaporã (970); Cabaceiras (102); Cabedelo (2880); Cachoeira dos Índios (103); Cacimba de Areia (10); Cacimba de Dentro (337); Cacimbas (47); Caiçara (449); Cajazeiras (1786); Cajazeirinhas (34); Caldas Brandão (317); Camalaú (30); Campina Grande (12580); Capim (155); Caraúbas (45); Carrapateira (54); Casserengue (392); Catingueira (19), Catolé do Rocha (600); Caturité (119); Conceição (593); Condado (149); Conde (814); Congo (97); Coremas (163); Coxixola (37); Cruz do Espírito Santo (352); Cubati (81); Cuité (290); Cuité de Mamanguape (130); Cuitegí (388); Curral de Cima (38); Curral Velho (3), Damião (45); Desterro (67); Diamante (259); Dona Inês (105); Duas Estradas (84); Emas (60); Esperança (539); Fagundes (112); Frei Martinho (21); Gado Bravo (104); Guarabira (4340); Gurinhém (443); Gurjão (36); Ibiara (123); Igaracy (14); Imaculada (64); Ingá (1426); Itabaiana (1123); Itaporanga (472); Itapororoca (909); Itatuba (347); Jacaraú (315); Jericó (44); João Pessoa (28299); Joca Claudino (20); Juarez Távora (431); Juazeirinho (248); Junco do Seridó (111); Juripiranga (528); Juru (181); Lagoa (7); Lagoa de Dentro (146); Lagoa Seca (730); Lastro (25); Livramento (107); Logradouro (160); Lucena (467); Mãe d'Água (20); Malta (117); Mamanguape (2288); Manaíra (16); Marcação (459); Mari (1173); Marizópolis (37); Massaranduba (347); Mataraca (216); Matinhas (75); Mato Grosso (18); Matureia (43); Mogeiro (259); Montadas (53); Monte Horebe (42); Monteiro (644); Mulungu (422); Natuba (78); Nazarezinho (56); Nova Floresta (105), Nova Olinda (17); Nova Palmeira (84); Olho D´Água (43); Olivedos (118); Ouro Velho (4);  Parari (6); Passagem (30); Patos (3941); Paulista (289); Pedra Branca (19); Pedra Lavrada (41); Pedras de Fogo (1326); Pedro Régis (73); Piancó (194); Picuí (307); Pilar (509); Pilões (136); Pilõezinhos (348); Pirpirituba (323); Pitimbu (641); Pocinhos (218);  Poço Dantas (23); Poço de José Moura (30); Pombal (609); Prata (8); Princesa Isabel (154); Puxinanã (298);  Queimadas (1278); Quixaba (35); Remígio (271); Riachão (82); Riachão do Bacamarte (236);  Riachão do Poço (94); Riacho de Santo Antônio (33); Riacho dos Cavalos (24); Rio Tinto (1132); Salgadinho (36); Salgado de São Felix (267); Santa Cecília (91); Santa Cruz (61); Santa Helena (23); Santa Inês (78);  Santa Luzia (271); Santa Rita (3236); Santa Terezinha (64); Santana de Mangueira (31); Santana dos Garrotes (25); Santo André (15); São Bentinho (71); São Bento (2465); São Domingos (14); São Domingos do Cariri (64);  São Francisco (34);  São João do Cariri (116); São João do Rio do Peixe (369); São João do Tigre (24); São José da Lagoa Tapada (68); São José de Caiana (51); São José de Espinharas (68); São José de Piranhas (237); São José de Princesa (9); São José do Bonfim (59); São José do Brejo do Cruz (46); São José do Sabugi (264); São José dos Cordeiros (47); São José dos Ramos (259); São Mamede (55); São Miguel de Taipu (147); São Sebastião de Lagoa de Roça (264); São Sebastião do Umbuzeiro (21); São Vicente do Seridó (48); Sapé (1138); Serra Branca (210); Serra da Raíz (60); Serra Grande (47); Serra Redonda (272); Serraria (175); Sertãozinho (319); Sobrado (191); Solânea (709); Soledade (203); Sossego (15), Sousa (1947); Sumé (339); Tacima (124); Taperoá (138); Tavares (177); Teixeira (182); Tenório (32); Triunfo (94); Uiraúna (188); Umbuzeiro (78); Várzea (22); Vieirópolis (9); Vista Serrana (36), Zabelê (33).

 

*Dados oficiais preliminares (fonte: SIM, e-sus VE e SIVEP) extraídos às 10h do dia 13/09, sujeitos a alteração por parte dos municípios. 

Até hoje, 164 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 11 óbitos registrados neste domingo ocorreram entre 16 de agosto e 12 de setembro, 06 deles nas últimas 48 horas, entre residentes de 08 municípios. Os pacientes tinham idade entre 35 e 92 anos, 02 deles tinham menos de 65 anos. Cardiopatia foi a comorbidade mais frequente. 

Mulher, 35 anos, residente em Campina Grande. Portadora de doença neurológica e cardiopatia. Início dos sintomas em 24/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 12/09/2020.

Homem, 51 anos, residente em Campina Grande. Diabético, cardiopata e ex-tabagista. Início dos sintomas em 30/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 12/09/2020.

Mulher, 82 anos, residente em Itaporanga. Cardiopata. Início dos sintomas em 24/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 12/09/2020.

Mulher, 83 anos, residente em João Pessoa. Hipertensa. Início dos sintomas em 15/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 12/09/2020. 

Mulher, 67 anos, residente em João Pessoa. Hipertensa. Início dos sintomas em 26/07/2020. Foi a óbito em hospital privado no dia 11/09/2020.

Homem, 89 anos, residente em Alagoa Grande. Sem informação de comorbidade. Início dos sintomas em 27/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 11/09/2020.

Mulher, 89 anos, residente em Picuí. tabagista. Início dos sintomas em 05/09/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 10/09/2020. 

Homem, 92 anos, residente em Guarabira. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 28/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 09/09/2020

Homem, 80 anos, residente em Lagoa. Hipertensa. Início dos sintomas em 21/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 06/09/2020.

Homem, 85 anos, residente em Campina Grande. Portador de diabetes, cardiopatia e doença respiratória. Início dos sintomas em 06/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 21/08/2020.

Mulher, 91 anos, residente em Solânea. Comorbidade não informada. Início dos sintomas em 13/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 16/08/2020.

Os dados epidemiológicos e de ocupação de leitos estão disponíveis em www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

 

Fonte: Secom/PB

Arte: Bené Lima

 

Brasil registra maior número de recuperados entre países com registros de Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 10/09/2020 12h22, última modificação 10/09/2020 12h22

10.09.2020 às 12h30

 

Novo Boletim Epidemiológico também apresenta tendência de redução na média de óbitos causados pela doença no país

O Brasil já registra 82,3% de casos de pessoas recuperadas da Covid-19 no país, com mais de 3,4 milhões de vidas salvas. Os dados foram apresentados pelo Ministério da Saúde durante a atualização do cenário epidemiológico da doença no país, nesta quarta-feira (9/9), em Brasília. Os casos de hospitalizações e de pacientes em acompanhamento também apresentaram estabilidade na curva, com forte tendência de redução. Além disso, o novo boletim trouxe uma queda de 8% na curva de óbitos, passando de 6.212 mortes registradas entre 23 e 29 de agosto para 5.741 no período de 30 de agosto a 5 de setembro.

A estabilização e queda nos dados epidemiológicos, segundo o diretor do Departamento de Análises em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, é resultado da capacidade de resposta rápida do sistema de saúde brasileiro, que tem recebido todo o apoio do Governo Federal durante a pandemia. “A gente tem identificado, a partir da Semana Epidemiológica 30, uma redução no número de novos registros de Covid-19. Nas últimas três semanas, isso tem se mantido estável, mostrando também que há, sim, um aumento no número de pessoas sendo testadas. E, principalmente, com a ampliação do diagnóstico, além do laboratorial, para o diagnóstico clínico, que tem refletido em mais pessoas sendo atendidas e tratadas”, destacou Macário.

Durante a apresentação, ainda foi apresentado o quantitativo de testes distribuídos para diagnóstico da Covid-19 no Brasil. Até 5 de setembro, o Ministério da Saúde enviou mais de 14,5 milhões de testes para diagnósticos da doença, sendo 6,5 milhões de RT-PCR (biologia molecular) e 8 milhões de testes rápidos (sorologia). A pasta distribui os testes conforme a capacidade de armazenamento dos estados e disponibiliza centrais de testagem, que podem ser utilizadas pelos gestores locais quando a capacidade de produção dos laboratórios estaduais chega ao limite.

Até o dia 5 de setembro, foram realizados mais de 5,6 milhões de exames de RT-PCR para Covid-19, sendo 3,3 milhões na rede pública e 2,3 milhões nos laboratórios privados. Sobre os testes sorológicos, segundo dados do sistema e-SUS Notifica, foram realizados no país mais de 7,5 milhões de exames nas redes pública e privada.

COMPROMISSO PARA UMA VACINA SEGURA E EFICAZ

Ainda durante a coletiva de imprensa, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, falou sobre a suspensão dos testes da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford. Ele afirmou que a saúde da população brasileira é a prioridade do governo federal e da pasta. “Não buscamos apenas uma vacina contra a Covid-19, buscamos e estamos investindo em uma vacina segura e eficaz, em qualidade e quantidade necessárias para imunizar todos os brasileiros”.

O secretário destacou que o Brasil, por ser um país de dimensões continentais e com mais de 210 milhões de habitantes, precisará de uma logística robusta, priorizando os grupos de risco – como idosos, profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate à pandemia, profissionais de segurança, educação, entre outros, de acordo com estudos em andamento. “Ainda não sabemos o quanto o cronograma previsto será impactado em razão da suspensão dos testes. É preciso aguardar e avaliar”, explicou.

SAÚDE MENTAL

O Ministério da Saúde também divulgou, nesta quarta-feira (9/9), uma pesquisa com dados sobre a influência da Covid-19 na saúde mental dos profissionais que fazem parte da ação estratégica “O Brasil Conta Comigo”, iniciativa que conta com mais de um milhão de profissionais cadastrados para atuar no combate à doença em todo o país. Os questionários foram respondidos por mais de 185 mil profissionais voluntários, entre maio e julho de 2020, caracterizando o maior banco de dados do mundo em relação à saúde mental de profissionais durante a pandemia do coronavírus. 

A pesquisa foi realizada pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde (SGTES), em parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e com a Universidade de Minas Gerais (UFMG). Segundo o levantamento, 7% relataram ter diagnósticos psiquiátricos prévios, sendo os mais frequentes a depressão e o transtorno de ansiedade generalizada. Já 58,4% dos participantes estão com a presença de sintomas psicológicos e psiquiátricos abaixo da média na população brasileira. E, 12% apresentaram alta pontuação em sintomas autorrelatados, de acordo com os parâmetros populacionais brasileiros.

Fonte: Ministério da Saúde

Ministério da Saúde disponibiliza painel de compras no combate à Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 09/09/2020 12h24, última modificação 09/09/2020 12h24

09.09.2020 às 12h30

Plataforma Localiza SUS traz informações sobre todas as contratações realizadas para fortalecer estados e municípios no enfrentamento da pandemia 

A partir de agora todo cidadão pode acompanhar as compras realizadas pelo Ministério da Saúde para apoiar os estados e municípios no combate à Covid-19. Os dados estão disponibilizados na plataforma Localiza SUS (https://localizasus.saude.gov.br/), no Painel de Contratações. Nele estão reunidos dados de pregões, dispensas e enexigibilidades de licitação cadastradas no Comprasnet, bem como contratações realizadas com base em outras hipóteses legais, mas que estejam relacionadas ao enfrentamento da pandemia.

Assim, qualquer pessoa pode acompanhar os dados pela plataforma, que pode ser acessada também pelo celular. O objetivo da ferramenta é dar ainda mais transparência sobre o cenário atual da doença no Brasil, além de auxiliar no planejamento das ações de proteção e assistência à população.  

O Painel de Contratações é interativo, facilitando o acesso a dados de compras por estado, com detalhamento das aquisições por item e por fornecedor e ainda detalhamento por contrato e nota de empenho. Há ainda um tutorial para auxiliar a navegação. Os dados são abertos, o que significa que qualquer pessoa pode fazer download e utilizá-los para análises e avaliações de cenários. As informações são atualizadas diariamente.

A plataforma traz ainda informações sobre como doar, a quem doar, além do Boletim de monitoramento da destinação das doações e Relatório de doações covid-19. “O cidadão pode ter acesso a um grande repositório de dados, onde é possível navegar e ter a sua capacidade analítica aumentada. Todos os painéis foram construídos para serem acessados pelo celular, o que facilita ainda mais o acesso. No painel financeiro, por exemplo, você consegue verificar todos os repasses que foram feitos aos estados e municípios até o momento”, destacou o diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS, Angelo Martins Denicoli.

LOCALIZA SUS 

A plataforma Localiza SUS (https://localizasus.saude.gov.br/) reúne ainda mais 12 painéis eletrônicos com informações estratégicas e analíticas sobre o coronavírus, contendo o perfil de casos da doença por município, recursos distribuídos aos estados, habilitação de leitos, envio de testes, medicamentos, respiradores, e contratação de profissionais. Assim, todo cidadão pode acompanhar os dados pela plataforma, que pode ser acessada também pelo celular. 

Desde o início da pandemia, o Ministério da Saúde tem trabalhado para disponibilizar o maior número de dados possíveis e, para isso, foram criados sistemas de repasse de informações que são utilizados pelos estados e municípios para auxiliar na tarefa de vigilância epidemiológica e no combate à pandemia. Algumas delas passam por aprimoramento para a transmissão das informações de forma mais ágil e segura. Outras medidas buscam uniformizar os dados repassados.

Clique para acessar a plataforma

PAINÉIS Covid-19 

e-SUS Analíticonavegue pelos dados do Sistema Único de Saúde (SUS) com informações estratégicas e conheça tudo sobre a Covid-19 de forma transparente e analítica. 

Painel de Leitosinformações sobre a disponibilidade de leitos distribuídos nos diversos Municípios Brasileiros, no âmbito do combate à Covid-19. 

Painel Covid-19boletim do Ministério da Saúde com informações mais detalhadas sobre o perfil de casos e óbitos pela doença e sobre as hospitalizações e os óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). 

OpenDataSUSé uma plataforma de catálogos de dados, permitindo o fácil acesso aos microdados nos principais sistemas do Ministério da Saúde. Face ao Covid-19, os dados existentes compreendem as notificações e informações de agravos em formato aberto. Este ambiente está em constante atualização para incorporar novas fontes de dados. 

Painel Financeiroinformações sobre a transparência financeira do Ministério da Saúde para os estados e municípios, no âmbito do combate à Covid-19. 

Painel RHinformações sobre a disponibilidade de profissionais de saúde, no âmbito do combate à Covid-19. 

Painel de Respiradoresinformações sobre a disponibilidade de respiradores distribuídos nos diversos municípios brasileiros, no âmbito do combate à Covid-19. 

Painel de Medicamentosinformações sobre a disponibilização de medicamentos distribuídos para os diversos municípios brasileiros, no âmbito do combate à Covid-19. 

Painel de Testesinformações sobre a disponibilização de testes distribuídos para os diversos municípios brasileiros, no âmbito do combate à Covid-19. 

Painel de Vacinasinformações sobre a disponibilização de vacinas distribuídos para os diversos municípios brasileiros, no âmbito do combate à Covid-19. 

Painel de EPIinformações sobre a disponibilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) distribuídos para os diversos municípios e estados brasileiros, no âmbito do combate à Covid-19. 

Execução Financeirainformações sobre a execução financeira de recursos no âmbito do combate à Covid-19. 

Painel de Compras Covid-19Informações sobre contratações realizadas para o enfrentamento da Covid-19 por estado.

 

Fonte: Ministério da Saúde

Arte: Bené Lima



Saúde investe no acompanhamento de pessoas que tiveram contato com casos de Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 08/09/2020 11h47, última modificação 08/09/2020 11h47

08.09.2020 às 11h55

Recurso para monitoramento busca adequar ações do SUS às alterações do contexto epidemiológico do coronavírus em diferentes regiões do país

O Ministério da Saúde destina R$ 369 milhões para reforçar a rápida identificação de pessoas que tiveram contato com casos suspeitos e confirmados de Covid-19. O objetivo é fortalecer a resposta ao enfrentamento da doença, diante das mudanças no cenário epidemiológico. A iniciativa também permite a articulação de ações integradas dos serviços de saúde, em especial da vigilância e da assistência em saúde.

A Atenção Primária à Saúde (APS), por estar mais próxima da população, com unidades de saúde espalhadas por todo país, oferta ações capazes de conter a transmissibilidade do coronavírus e reduz a circulação de pessoas com sintomas leves nas urgências ou hospitais. Além disso, devido ao alto grau de capilaridade, as equipes de saúde da Atenção Primária são capazes de rastrear e monitorar os contatos de casos suspeitos e confirmados de Covid-19.

“A integração das ações da Vigilância em Saúde e Atenção Primária à Saúde vão fortalecer a resposta ao enfrentamento da Covid-19. Esse trabalho conjunto é essencial para detectar oportunamente os indivíduos infectados com vistas à interrupção da cadeia de transmissão, além de reduzir o contágio e casos novos”, explicou o secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Parente. O reforço no monitoramento busca também ampliar a notificação pelos sistemas de informação do Ministério da Saúde e investigação dos casos suspeitos.

As medidas foram construídas em conjunto pelas Secretarias de Atenção Primária à Saúde (Saps) e de Vigilância em Saúde (SVS), com o apoio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES). Outro objetivo da ação é que as informações sobre a transmissibilidade da Covid-19 possibilitem aos gestores analisar regularmente a situação epidemiológica local relacionada à Covid-19 para subsidiar o planejamento assistencial e sanitário da Rede de Atenção à Saúde (RAS).

INCENTIVO FINANCEIRO

A nova ação não exige adesão dos gestores locais. O recurso federal será transferido em parcela única e calculado em relação ao quantitativo de profissionais por município e Distrito Federal, estabelecido no Anexo II da Portaria nº 2.358, de 2 de setembro de 2020, com base em três competências financeiras (outubro, novembro e dezembro de 2020). O valor considerado para cálculo da parcela única será de R$ 6 mil por profissional.

As categorias profissionais que podem contribuir com o monitoramento dos casos são: médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliar de enfermagem, agente comunitário de saúde, agente de combate às endemias, médico veterinário, agente de saúde pública, cirurgião-dentista, auxiliar ou técnico em saúde bucal, assistente social, profissional de educação física na saúde, fonoaudiólogos, terapeuta ocupacional, sanitarista, educador social, psicólogos e psicanalistas, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, microscopista, biólogo e biomédicos.

O monitoramento do recurso ocorrerá de acordo com os seguintes critérios: profissional deve estar registrado no Sistema Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) da administração pública do município ou Distrito Federal com no mínimo 20h semanais e deve registrar ações de rastreamento e monitoramento de contatos em Sistema de Informação do Ministério da Saúde.

A validação do cumprimento dos critérios será realizada por meio da verificação do Cadastro da Pessoa Física (CPF) simultaneamente nos sistemas SCNES e e-SUS Notifica, nas competências outubro, novembro e dezembro do ano de 2020.

 

Fonte: Ministério da Saúde com informações do NUCOM SAPS

Brasil apresenta queda na curva de óbitos por Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 03/09/2020 12h30, última modificação 03/09/2020 12h30

03.09.2020 às 12h35

O novo boletim epidemiológico também apresenta queda na média de novos casos registrados e aumento nos casos de pessoas recuperadas da doença em todo o país

A atualização do cenário epidemiológico no Brasil, apresentada nesta quarta-feira (2/9) pelo Ministério da Saúde, mostrou queda de 11% na média de óbitos por Covid-19 registrados no país. Caindo de 7.018 mortes registradas no período de 16 a 22 de agosto para 6.212 óbitos registrados entre 23 a 29 de agosto. O novo Boletim Epidemiológico também apontou queda de 1% nos registros de novos casos da doença no mesmo período, passando de 265.266 casos, para 263.791 novos registros. Além disso, do total de casos confirmados no país, 80,3% das pessoas contaminadas já estão recuperadas da doença (3,2 milhões).

Em todo o país, 17 estados apresentaram queda nos registros de novos óbitos e sete apresentaram estabilização. Em relação aos novos casos confirmados, 11 estados apresentaram queda nos registros e sete mostram estabilidade. “Esse é o resultado de muito esforço e trabalho que temos realizado para fortalecer o SUS neste período. E, além das nossas ações para conter o avanço da doença, é também o resultado da atuação dos profissionais de saúde que estão na linha de frente salvando vidas e garantindo qualidade de vida a esses pacientes infectados”, destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.

Durante a apresentação, ainda foi apresentado quantitativo de testes distribuídos para diagnóstico da Covid-19 no Brasil. Até 31 de agosto, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 14,3 milhões de testes para diagnósticos da Covid-19, sendo 6,3 milhões de RT-PCR (biologia molecular) e 8 milhões de testes rápidos (sorologia). A pasta distribui os testes conforme a capacidade de armazenamento dos estados e disponibiliza centrais de testagem, que podem ser utilizadas pelos gestores locais quando a capacidade de produção dos laboratórios estaduais chega ao seu limite.

Até o dia 29 de agosto, foram realizados mais de 5,1 milhões de exames de RT-PCR para Covid-19, sendo 2,8 milhões na rede pública e 2,2 milhões nos laboratórios privados. Sobre os testes sorológicos, segundo dados do sistema e-SUS Notifica, foram realizados no país mais de 7,1 milhões de exames nas redes pública e privada.

RASTREAMENTO DE CONTATOS DE CASOS CONFIRMADOS


O Ministério da Saúde também lançou uma ação para rastreamento e monitoramento de contatos de casos de Covid-19. O investimento federal de R$ 369 milhões permitirá o fortalecimento de ações locais para identificação precoce e assistência adequada de contatos de casos de Covid-19, interrompendo a cadeia de transmissão e permitindo a redução do contágio pela doença. A iniciativa permitirá, ainda, a avaliação regular da situação epidemiológica local relacionada ao coronavírus para subsidiar o planejamento conjunto das ações da Vigilância em Saúde e da Atenção Primária à Saúde.

www.saude.gov.br


Fonte: Ministério da Saúde

Arte: Bené Lima

Governo publica e-book com protocolos de enfrentamento da Covid-19 nos serviços de saúde

por Damião Rodrigues publicado 02/09/2020 12h46, última modificação 02/09/2020 12h46

02.09.2020 às 12h50 

                      

O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgou nesta terça-feira(1°) um livro digital com protocolos assistenciais para o enfrentamento da Covid-19 nos serviços de saúde. O material foi produzido pelo Centro Estadual de Disseminação de Evidências em Saúde do Covid-19 (Cedes) e do Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor-RH), com artigos escritos pelas equipes dos dois serviços hospitalares referências no Estado: Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires e Complexo Hospitalar Clementino Fraga. 

De acordo com a diretora do Cefor, Vanessa Cintra, o protocolo foi uma iniciativa da SES a partir da necessidade de treinamento e aprimoramento da assistência da enfermagem, da fisioterapia e dos médicos para enfrentamento da Covid-19. Ela explica que era necessário um tipo de atendimento uniforme para todo o Estado. 

“Esse movimento foi multidisciplinar, interdisciplinar entre hospitais de referências e técnicos da secretaria, com o intuito de trabalhar coletivamente, colegiadamente e colaborativamente na elaboração deste instrumento. O material passa a ser referência de assistência e também para treinamento de todos os hospitais” destaca.

Além disso, Vanessa também afirma que uma portaria do Ministério da Saúde corroborou com o trabalho da SES, que estimula os entes da Federação a elaborarem protocolos clínicos e o Estado da Paraíba traz essa perspectiva com o material divulgado. A diretora pontua que o trabalho foi baseado em uma série de reuniões clínicas e científicas de discussão dos temas, abordagem e escrita do material por meio do Cefor e dos hospitais de referência. 

Segundo o secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, o material contempla medidas de classificação, diagnóstico, tratamento e critérios para alta, com foco maior no manejo clínico médico, ressaltando a necessidade de definição de diretrizes para padronizar as condutas dos profissionais de saúde.

“Alinhando conteúdo técnico, este documento baseia-se nas mais recentes evidências científicas, bem como considerou os Procedimentos Operacionais Padrão de duas unidades de referência no atendimento à Covid-19 no Estado. Foi uma construção coletiva envolvendo profissionais da Secretaria e dos dois serviços, com o apoio pedagógico do Cefor”, explica.

Alguns dos temas abordados nos 14 protocolos são os cuidados e medidas de precaução no uso dos equipamentos de proteção individual, desinfecção de ambientes, práticas seguras para administração de medicamentos para pacientes com Covid-19, protocolo de ventilação mecânica no paciente, entre outros. O livro traz conceitos e práticas que serão adotados e seguidos na Rede de Atenção à Saúde, visando à maior segurança possível para pacientes, profissionais e toda comunidade.

O material completo está disponível no site do Governo da Paraíba, no link: https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/arquivos/protocolos-assistenciais-para-o-enfrentamento-da-covid_19-9.pdf.


Fonte: Secom/PB

Não espere: procure atendimento imediatamente aos primeiros sintomas de Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 01/09/2020 12h14, última modificação 01/09/2020 12h14

01.09.2020 às 12h18

 

Ministério da Saúde lança campanha para reforçar a importância do tratamento precoce dos casos de coronavírus no Brasil

Sentiu febre, dor de cabeça, cansaço ou perda de olfato e de paladar? Procure atendimento assistência médica imediatamente. Essa é a orientação do Ministério da Saúde aos cidadãos no combate à Covid-19. A pasta tem realizado ações nas redes sociais para reforçar a importância do tratamento precoce da doença, com a hashtag #Não espere.

A procura pelas unidades de saúde deve acontecer assim que surgirem os sintomas, mesmo que sejam leves. Ao longo da pandemia, evidências médicas demonstraram que a demora pela busca de atendimento pode agravar os casos, que dificulta a reversão do estado clínico do paciente.

“É fundamental que a população saiba que nós só vamos ganhar essa guerra quando todos procurarem atendimento médico logo após os primeiros sintomas. Essa informação vai salvar muitas vidas”, afirmou o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello.

O tratamento precoce comprovadamente aumenta as chances de recuperação e diminui a ocorrência de casos mais graves e, consequentemente, o número de internações. A nova diretriz busca adequar o atendimento às melhores evidências médicas e evitar as mortes relacionadas à doença.

Confira abaixo todos os sintomas de corovavírus:

  • Tosse
  • Febre
  • Coriza
  • Dor de garganta
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de olfato
  • Alteração do paladar
  • Náuseas, vômitos e diarreia
  • Cansaço
  • Diminuição do apetite
  • Falta de ar

A transmissão acontece de uma pessoa doente para outra por meio de contato próximo, através de aperto de mão, gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro e de objetivos ou superfícies contaminadas, como celulares, mesas, talheres, maçanetas, brinquedos e teclados de computador.

COMO SE PROTEGER

  • Lave as mãos com frequência com frequência com água e sabão ou higienize com álcool em gel 70%;
  • Ao tossir ou espirrar, cubra nariz e boca com lenço ou com a parte interna do cotovelo;
  • Não tocar olhos, nariz, boca ou a máscara de proteção fácil com as mãos não higienizadas;
  • Se tocar olhos, nariz, boca ou a máscara, higienize as mãos;
  • Mantenha distância mínima de um metro entre pessoas em lugares públicos e de convívio social;
  • Evite abraços, beijos e apertos de mãos.
  • Higienize com frequência o celular, brinquedos das crianças e outros objetos de uso frequente;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal como talheres, toalhas, pratos e copos;
  • Mantenha os ambientes limpos e bem ventilados;
  • Evite circulação desnecessária em lugares públicos;
  • Se estiver doente, evite contato próximo com outras pessoas;
  • Busque orientação pelos canais on-line disponibilizados pelo SUS ou atendimento nos serviços de saúde; e
  • Use máscara em todos os ambientes.

 

Fonte: Ministério da Saúde

Arte: Bené Lima

 

Ministro interino da Saúde visita Fiocruz para acompanhar cronograma de entrega da vacina contra a Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 01/09/2020 12h05, última modificação 01/09/2020 12h05

01.09.202 às 12h10

A previsão é a de que as primeiras doses do insumo cheguem à população no início de 2021 e sejam distribuídas por meio do Programa Nacional de Imunização

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, se reuniu, nesta segunda-feira (31) no Rio de Janeiro (RJ), com a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, para dar celeridade no cronograma da produção da vacina contra a Covid-19 no Brasil. A previsão é que as primeiras doses sejam distribuídas a partir do início de 2021, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), que atende o Sistema Único de Saúde (SUS).  

“Estamos correndo para acelerar esse processo e disponibilizar o mais rápido possível a vacina que irá imunizar os brasileiros contra a Covid-19. O governo do Brasil está investindo todos os esforços para entregar à população uma vacina segura e eficaz, com todo o cuidado e zelo necessários para a vida dos brasileiros”, reforçou Pazuello.

A previsão é produzir, inicialmente, 100 milhões de doses a partir de insumos importados. A produção integral da vacina na unidade técnico-cientifica Bio-Manguinhos, deve começar a partir de abril do próximo ano.

“A Fiocruz está mobilizando todos os seus recursos tecnológicos e industriais em prol do acesso da população à vacina no menor tempo possível. Estamos conversando com a Anvisa e parceiros tecnológicos com o intuito de reduzir os prazos de produção, registro e distribuição da vacina”, afirma a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade Lima.

O acordo entre a Fiocruz e a AstraZeneca é resultado de tratativas entre o governo brasileiro e o governo britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde. A parceria prevê a assinatura de um acordo de encomenda tecnológica, na primeira semana de setembro, e o desenvolvimento de uma plataforma para outras vacinas, como a da malária.

Para produção e aquisição da vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório AstraZeneca e Universidade de Oxford foi liberado um crédito extraordinário de R$ 1,9 bilhão.

Fonte: Ministério da Saúde

Foto: Senado Federal

Atualização Covid-19 | 30/08/2020

por Damião Rodrigues publicado 31/08/2020 12h02, última modificação 31/08/2020 12h02

31.08.2020 às 12h06

154 municípios da Paraíba já registraram óbitos por Covid-19: Casos Confirmados: 105.661; Casos Descartados: 132.516

Óbitos confirmados: 2.435; Casos recuperados: 75.470; Total de municípios: 223 

Neste domingo, 30 de agosto, a Paraíba registrou 130 novos casos de Covid-19 e 13 óbitos confirmados desde a última atualização, 03 deles ocorridos nas últimas 24h. Até o momento, 105.661 pessoas já contraíram a doença, 75.470 já se recuperaram e 2.435, infelizmente, faleceram. Até o momento, 313.713 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados. 

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 31%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 33%. Em Campina Grande estão ocupados 32% dos leitos de UTI adulto e no sertão 27% dos leitos de UTI para adultos. 

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos:

Água Branca (54); Aguiar (23); Alagoa Grande (1033); Alagoa Nova (311); Alagoinha (952); Alcantil (63); Algodão de Jandaíra (19); Alhandra (631); Amparo (17); Aparecida (87); Araçagi (498); Arara (220); Araruna (246); Areia (444); Areia de Baraúnas (11); Areial (50); Aroeiras (215); Assunção (45); Baia da Traição (625); Bananeiras (340); Baraúna (140); Barra de Santa Rosa (78); Barra de Santana (104); Barra de São Miguel (58); Bayeux (1749); Belém (1042); Belém do Brejo do Cruz (51); Bernardino Batista (13); Boa Ventura (6); Boa Vista (102); Bom Jesus (16); Bom Sucesso (23); Bonito de Santa Fé (47); Boqueirão (385); Borborema (41); Brejo do Cruz (422); Brejo dos Santos (53); Caaporã (965); Cabaceiras (81); Cabedelo (2763); Cachoeira dos Índios (102); Cacimba de Areia (9); Cacimba de Dentro (318); Cacimbas (47); Caiçara (443); Cajazeiras (1640); Cajazeirinhas (34); Caldas Brandão (245); Camalaú (20); Campina Grande (12297); Capim (152); Caraúbas (43); Carrapateira (52); Casserengue (354); Catingueira (19), Catolé do Rocha (417); Caturité (103); Conceição (577); Condado (139); Conde (772); Congo (85); Coremas (136); Coxixola (35); Cruz do Espírito Santo (286); Cubati (78); Cuité (263); Cuité de Mamanguape (125); Cuitegí (399); Curral de Cima (30); Curral Velho (3), Damião (40); Desterro (58); Diamante (245); Dona Inês (98); Duas Estradas (84); Emas (53); Esperança (506); Fagundes (111); Frei Martinho (19); Gado Bravo (101); Guarabira (4110); Gurinhém (438); Gurjão (31); Ibiara (84); Igaracy (11); Imaculada (61); Ingá (1349); Itabaiana (1081); Itaporanga (362); Itapororoca (849); Itatuba (344); Jacaraú (300); Jericó (37); João Pessoa (26848); Joca Claudino (19); Juarez Távora (421); Juazeirinho (220); Junco do Seridó (65); Juripiranga (485); Juru (151; Lagoa (6); Lagoa de Dentro (138); Lagoa Seca (705); Lastro (25); Livramento (105); Logradouro (150); Lucena (447); Mãe d'Água (19); Malta (109); Mamanguape (2260); Manaíra (12); Marcação (391); Mari (1155); Marizópolis (33); Massaranduba (332); Mataraca (212); Matinhas (72); Mato Grosso (17); Matureia (38); Mogeiro (218); Montadas (50); Monte Horebe (38); Monteiro (546); Mulungu (402); Natuba (64); Nazarezinho (45); Nova Floresta (71), Nova Olinda (15); Nova Palmeira (80); Olho D´Água (41); Olivedos (105); Ouro Velho (3);  Parari (6); Passagem (30); Patos (3583); Paulista (263); Pedra Branca (4); Pedra Lavrada (35); Pedras de Fogo (1300); Pedro Régis (53); Piancó (185); Picuí (270); Pilar (427); Pilões (131); Pilõezinhos (311); Pirpirituba (312); Pitimbu (619); Pocinhos (200);  Poço Dantas (23); Poço de José Moura (30); Pombal (583); Prata (8); Princesa Isabel (94); Puxinanã (281);  Queimadas (1202); Quixaba (35); Remígio (249); Riachão (77); Riachão do Bacamarte (235);  Riachão do Poço (94); Riacho de Santo Antônio (30); Riacho dos Cavalos (15); Rio Tinto (1107); Salgadinho (31); Salgado de São Felix (259); Santa Cecília (79); Santa Cruz (60); Santa Helena (19); Santa Inês (69);  Santa Luzia (264); Santa Rita (3075); Santa Terezinha (57); Santana de Mangueira (11); Santana dos Garrotes (20); Santo André (13); São Bentinho (70); São Bento (2047); São Domingos (11); São Domingos do Cariri (61);  São Francisco (34);  São João do Cariri (105); São João do Rio do Peixe (309); São João do Tigre (11); São José da Lagoa Tapada (61); São José de Caiana (50); São José de Espinharas (67); São José de Piranhas (196); São José de Princesa (3); São José do Bonfim (59); São José do Brejo do Cruz (16); São José do Sabugi (252); São José dos Cordeiros (43); São José dos Ramos (255); São Mamede (47); São Miguel de Taipu (143); São Sebastião de Lagoa de Roça (247); São Sebastião do Umbuzeiro (20); São Vicente do Seridó (49); Sapé (1114); Serra Branca (179); Serra da Raíz (43); Serra Grande (11); Serra Redonda (265); Serraria (170); Sertãozinho (302); Sobrado (190); Solânea (655); Soledade (179); Sossego (15), Sousa (1666); Sumé (261); Tacima (123); Taperoá (99); Tavares (157); Teixeira (174); Tenório (32); Triunfo (78); Uiraúna (159); Umbuzeiro (78); Várzea (19); Vieirópolis (9); Vista Serrana (15), Zabelê (32). 

*Dados oficiais preliminares (fonte: SIM, e-sus VE e SIVEP) extraídos às 10h do dia 30/08, sujeitos a alteração por parte dos municípios. 

Até hoje, 154 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 13 óbitos registrados neste domingo ocorreram entre 28 de abril e 30 de agosto, 04 deles nas últimas 48 horas, entre residentes de 07 municípios. Os pacientes tinham idade entre 28 e 98 anos, sendo 06 deles com menos de 65 anos. Cardiopatia foi a comorbidade mais frequente. Dos locais, um ocorreu em hospital privado e os demais em hospitais públicos.

Mulher, 72 anos, residente em Campina Grande. Início dos sintomas em 11/08/2020. Cardiopata. Foi a óbito em hospital público no dia 28/08/2020.

Homem, 58 anos, residente em Campina Grande. Início dos sintomas em 22/06/2020. Comorbidade não informada. Foi a óbito em hospital público no dia 06/07/2020.

Homem, 98 anos, residente em Campina Grande. Início dos sintomas em 07/08/2020. Cardiopata. Foi a óbito em hospital público no dia 16/08/2020.

Homem, 97 anos, residente em Campina Grande. Comorbidade não informada. Início dos sintomas em 20/05/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 25/05/2020.

Mulher, 85 anos, residente em Conceição. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 13/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 30/08/2020.

Mulher, 39 anos, residente em João Pessoa. Início dos sintomas em 22/08/2020. Portadora de neoplasia e cardiopatia. Foi a óbito em hospital público no dia 27/08/2020.

Mulher, 55 anos, residente em João Pessoa. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 02/08/2020. Foi a óbito em hospital privado no dia 10/08/2020.

Mulher, 84 anos, residente do João Pessoa. Portadora de doença neurológica. Início dos sintomas em 03/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 30/08/2020.

Homem, 42 anos, residente em João Pessoa. Início dos sintomas em 24/05/2020. Cardiopata. Foi a óbito em hospital público no dia 26/08/2020.

Homem, 58 anos, residente em Prata. Comorbidade não informada. Início dos sintomas em 11/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 30/08/2020.

Mulher, 28 anos, residente em Queimadas. Imunossuprimida. Início dos sintomas em 15/04/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 28/04/2020.

Mulher, 66 anos, residente em Santa Rita. Hipertensa e portadora de doença neurológica. Início dos sintomas em 08/05/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 18/05/2020.

Mulher, 89 anos, residente em Sousa. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 18/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 25/08/2020. 

Os dados epidemiológicos e de ocupação de leitos estão disponíveis em www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

Fonte: Secom/PB

Arte: Bené Lima

Paraíba já recebeu 113 doações de plasma convalescente para tratamento da Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 28/08/2020 11h50, última modificação 28/08/2020 11h51

28.08.2020 às 12h05

Secretaria de Estado da Saúde (SES) continua participando da pesquisa sobre produção e uso de Plasma Convalescente (PC) no tratamento de pacientes graves com Covid-19. O estudo clínico é realizado por meio de uma parceria entre o Hemocentro da Paraíba, Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e o Laboratório de Saúde Pública Paraíba (Lacen-PB). Até o momento, o serviço recebeu 113 doações. 

O estudo clínico para infusão de PC no tratamento de pacientes com Covid-19 na forma grave da doença tem o objetivo de pesquisar de que forma o uso desse plasma, com vários anticorpos, pode neutralizar os vírus SARC-CoV-2. No período de 28 de maio a 07 de agosto, foram infundidas 120 unidades do plasma convalescente, atendendo 112 pacientes. Desse total, 95 foram incluídos no estudo e 17 em uso compassivo, ou seja, com autorização médica, mas sem seguir a indicação da pesquisa.

Dados parciais da pesquisa apontam que 48 pacientes foram recuperados e 14 seguem internados. Dos 95 participantes do estudo, 68 eram homens e 44 mulheres, 53 tinham abaixo de 53 anos e 40 acima de 56 anos. Integrantes da pesquisa ainda aguardam a documentação e acompanhamento de dois pacientes.

O secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, reforça que este é um tratamento experimental e importante para o Estado. “Somo o precursor na região Nordeste a realizar a coleta, processamento, armazenamento e distribuição do plasma convalescente. A Paraíba também é pioneira na implementação do tratamento no serviço público”, destaca.  

De acordo com dados do Hemocentro, as 113 doações totalizaram 213 bolsas de plasma convalescente. Número de doação considerado baixo, se levar em conta a quantidade de pacientes recuperados por Covid-19 na Paraíba. A diretora geral do Hemocentro, Shirlene Gadelha, pontua que o serviço ainda está recebendo doações e que os interessados podem entrar em contato com a unidade pelo telefone 3133-3465. 

Para ser um doador, a pessoa deve apresentar um laudo da época comprovando o teste RT-PCR positivo para Covid-19. Outros requisitos são: ter de 18 a 60 anos, estar há 30 dias sem os sintomas do Covid-19, a mulher deve ser nuligeste (nunca engravidou) e o doador não deve ter sido hospitalizado em virtude da doença.  

 

Fonte: Secom/PB

Brasil não possui casos confirmados de reinfecção por Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 27/08/2020 12h20, última modificação 27/08/2020 12h18

27.08.2020 às 12h00

Até o momento, todos os casos suspeitos de reinfecção pela doença foram investigados e descartados pelas equipes de vigilância epidemiológica dos estados e municípios 

O Ministério da Saúde apresentou nesta quarta-feira (26), durante coletiva de imprensa online, a atualização do cenário epidemiológico da Covid-19 no país. A pasta divulgou ainda as notificações de casos e óbitos pelos novos critérios de confirmação, incluídos em junho deste ano para dar mais celeridade ao diagnóstico da doença. Durante a coletiva de imprensa, o diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, Eduardo Macário, esclareceu que, até o momento, o Brasil não possui caso confirmado de reinfecção pela Covid-19.

Segundo Eduardo Macário, o Ministério da Saúde tem prestado apoio para as equipes de vigilância das secretarias estaduais e municipais de saúde envolvidas na investigação de supostos casos. “Uma segunda infecção é um evento raríssimo e, no Brasil, a maioria dos casos investigados apontam para a ocorrência de resultados falsos positivos, amostras contaminadas e para a detecção de partículas virais inertes (sem capacidade de transmissão)”, destacou.

Durante a coletiva, ainda foi apresentada uma análise detalhada sobre as notificações de casos e óbitos de acordo com os atuais protocolos para diagnóstico. Além do critério laboratorial e clínico epidemiológico, é possível realizar o diagnóstico por imagem, com exame de tomografia do pulmão, e com a análise de sintomas do paciente. Com isso, mais pessoas são diagnosticadas precocemente e atendidas. O diagnóstico precoce favorece a adoção de medidas de isolamento de casos e o monitoramento de contatos, que favorecerão a redução de novas infecções, casos graves e óbitos.

De junho até 22 de agosto, foram confirmados 6.169 casos pelo critério clínico, 2.463 pelo critério de imagem e 1.501 pelo critério clínico epidemiológico. Quanto aos óbitos, confirmados 3.866 óbitos pelo critério clínico, 1.031 pelo critério de imagem e 847 pelo critério clínico epidemiológico.

TESTAGEM PARA COVID-19

Até 26 de agosto, o Ministério da Saúde distribuiu 14,2 milhões de testes para diagnósticos da Covid-19, sendo 6,2 milhões de RT-PCR (biologia molecular) e 8 milhões de testes rápidos (sorologia). A média diária de exames realizados passou de 1.148 em março para 22.943 em agosto. A pasta distribui os testes conforme a capacidade de armazenamento dos estados e disponibiliza centrais de testagem, que podem ser utilizadas pelos gestores locais quando a capacidade de produção dos laboratórios estaduais chega ao seu limite.

Em decisão com estados e municípios, o Brasil ampliou o público-alvo a ser testado por meio do programa Diagnosticar para Cuidar. Além dos exames recolhidos nos atendimentos hospitalares, agora os testes também estão sendo realizados em casos leves de pessoas assistidas na Atenção Primária, por meio dos centros comunitários e de atendimento para Covid-19.

Até o dia 22 de agosto, foram realizados 4.797.948 milhões de exames de RT-PCR para Covid-19, sendo que 2.652.551 na rede nacional de laboratórios de saúde pública e 2.145.397 nos principais laboratórios privados do país. Sobre os testes sorológicos, segundo dados do sistema e-SUS Notifica, foram realizados no país um total de 6.637.134 exames.

Clique aqui e acesse a apresentação da coletiva de imprensa

Fonte: Ministério da Saúde

Arte: Bené Lima

UFPB participa de projeto para criar medicamentos antiCovid-19

por Damião Rodrigues publicado 26/08/2020 12h45, última modificação 26/08/2020 12h47

26.08.2020 às 12h48

Fármacos serão desenvolvidos a partir de plantas comestíveis

O Departamento de Química da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) atuará no projeto "Prospecção bio-guiada de fármacos antiCovid-19 a partir de plantas comestíveis e desenvolvimento de híbridos sintéticos com potencial antiviral" para dar suporte na busca de fármacos contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2), por meio de plantas comestíveis. 

De autoria do pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Antonio Luiz Braga, o projeto terá a atuação do Laboratório de Quimioinformática, do Instituto de Pesquisa em Fármacos e Medicamentos da UFPB, no desenvolvimento dos cálculos teóricos. Também há parceria com a Universidade Federal do ABC paulista (UFABC). 

“Estamos realizando o docking de alguns compostos propostos inicialmente pelo projeto. Algumas estruturas já foram reportadas na literatura pelo potencial antiviral. Essas estruturas são produtos naturais e derivados”, afirma o professor da UFPB, Marcus Scotti.

No campo da modelagem molecular, docking é um método que prevê a orientação preferencial de uma molécula para uma segunda, quando ligada uma à outra para formar um complexo estável.

De acordo com o Scotti, as estruturas e os derivados delas presentes no projeto estão, por meio da técnica de docking, sendo estudados no laboratório da UFPB. São moléculas que apresentam o mesmo “esqueleto” das plantas, com algumas alterações realizadas por meio de síntese. 

“Usamos a técnica de docking frente às diversas estruturas cristalografadas das enzimas. Inicialmente, estamos trabalhando com a SARS-CoV-2 3CLpro, ou seja, com a SARS-CoV-2 main protease. Já realizamos os cálculos com diversos algoritmos e com diversas estruturas (proteases), que representam várias conformações diferentes”, explica. 

A equipe do laboratório da UFPB, afirma Scotti, tem indicado, para os grupos de síntese e de testes biológicos do projeto, quais os compostos iniciais com maior probabilidade de sucesso e que a testagem deve ser realizada. 

Os pesquisadores do projeto buscam o bloqueio da protease Mpro, a principal enzima encontrada no SARS-CoV-2. O intuito do grupo é encontrar em quatro plantas, ricas em compostos bioativos flavonoides, substâncias potenciais para inibir a protease e atuar contra o novo coronavírus.  

Especialistas definem os flavonoides como uma classe de compostos químicos de origem natural. Eles possuem propriedades farmacológicas que são capazes de trazer benefícios para a saúde humana. 

Podem ser encontrados em frutas (uva, morango, maçã e romã), vegetais (brócolis, couve e cebola) e nos cereais e sementes (nozes, soja e linhaça). Também estão presentes em bebidas (chá, café, vinho tinto e cerveja), nos chocolates e no mel. 

“São plantas simples, mas que têm princípios ativos com propriedades de inibir as enzimas e não bastam, sozinhas, para debelar o SARS-CoV-2. Vamos conectar em laboratório esses produtos naturais com outras moléculas”, argumenta o pesquisador da UFSC, Antonio Luiz Braga. 

Na UFPB, o professor Marcus Scotti atua com o subprojeto “Modelagem e triagem de derivados por estudo in silico com alvo de protease Mpro do SARS CoV-2”. A ação conjunta foi selecionada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para atuar no combate à pandemia de Covid-19. 

O projeto obteve –  por meio do edital de Fármacos e Imunologia, do Programa Emergencial Estratégico de Prevenção e Combate a Surtos, Endemias, Epidemias e Pandemias – quatro bolsas de doutorado, seis de pós-doutorado e um financiamento de R$ 100 mil. 


Fonte: Ascom/UFPB (Reportagem: Jonas Lucas Vieira, com informações de Caetano Machado da Agecom UFSC | Edição: Pedro Paz)

Atualização Covid-19 | 24/08/2020

por Damião Rodrigues publicado 25/08/2020 13h28, última modificação 25/08/2020 13h28

25.08.2020 às 13h29

150 cidades paraibanas já confirmaram óbitos por Covid-19: Casos Confirmados: 101.303; Casos Descartados: 123.654; 

Óbitos confirmados: 2.330; Casos recuperados: 63.037; Total de municípios: 223. 

Nesta segunda, 24 de agosto, a Paraíba registrou 171 novos casos de Covid-19 e 22 óbitos confirmados desde a última atualização, 04 deles ocorridos nas últimas 24h. Até o momento, 101.303 pessoas já contraíram a doença, 63.037 já se recuperaram e 2.330, infelizmente, faleceram. Até o momento, 297.710 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados. O Sistema nacional de notificação de casos apresentou instabilidade nos últimos dias, o que justifica a queda no número de casos.

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 38%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 33%. Em Campina Grande estão ocupados 32% dos leitos de UTI adulto e no sertão 61% dos leitos de UTI para adultos.

O índice de Isolamento Social foi de apenas 43,6%, considerado baixo em relação à meta de 70% e à mínima de 50%.

 

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos:

Água Branca (54); Aguiar (24); Alagoa Grande (914); Alagoa Nova (278); Alagoinha (933); Alcantil (59); Algodão de Jandaíra (16); Alhandra (620); Amparo (17); Aparecida (78); Araçagi (495); Arara (203); Araruna (234); Areia (411); Areia de Baraúnas (11); Areial (48); Aroeiras (209); Assunção (45); Baia da Traição (611); Bananeiras (293); Baraúna (135); Barra de Santa Rosa (73); Barra de Santana (104); Barra de São Miguel (55); Bayeux (1727); Belém (1001); Belém do Brejo do Cruz (40); Bernardino Batista (9); Boa Ventura (6); Boa Vista (102); Bom Jesus (12); Bom Sucesso (23); Bonito de Santa Fé (38); Boqueirão (371); Borborema (41); Brejo do Cruz (403); Brejo dos Santos (38); Caaporã (938); Cabaceiras (64); Cabedelo (2680); Cachoeira dos Índios (99); Cacimba de Areia (9); Cacimba de Dentro (266); Cacimbas (46); Caiçara (435); Cajazeiras (1585); Cajazeirinhas (34); Caldas Brandão (243); Camalaú (3); Campina Grande (12152); Capim (148); Caraúbas (43); Carrapateira (50); Casserengue (336); Catingueira (17), Catolé do Rocha (374); Caturité (102); Conceição (555); Condado (125); Conde (755); Congo (79); Coremas (131); Coxixola (34); Cruz do Espírito Santo (286); Cubati (76); Cuité (186); Cuité de Mamanguape (119); Cuitegí (400); Curral de Cima (28); Curral Velho (2), Damião (33); Desterro (54); Diamante (232); Dona Inês (89); Duas Estradas (84); Emas (50); Esperança (486); Fagundes (108); Frei Martinho (10); Gado Bravo (97); Guarabira (3929); Gurinhém (432); Gurjão (30); Ibiara (76); Igaracy (11); Imaculada (57); Ingá (1270); Itabaiana (1063); Itaporanga (322); Itapororoca (800); Itatuba (339); Jacaraú (295); Jericó (36); João Pessoa (25819; Joca Claudino (15); Juarez Távora (304); Juazeirinho (204); Junco do Seridó (60); Juripiranga (464); Juru (133); Lagoa (6); Lagoa de Dentro (134); Lagoa Seca (684); Lastro (20); Livramento (103); Logradouro (145); Lucena (427); Mãe d'Água (19); Malta (108); Mamanguape (2227); Manaíra (11); Marcação (370); Mari (1140); Marizópolis (32); Massaranduba (323); Mataraca (210); Matinhas (72); Mato Grosso (17); Matureia (49); Mogeiro (196); Montadas (47); Monte Horebe (31); Monteiro (478); Mulungu (376); Natuba (63); Nazarezinho (39); Nova Floresta (69), Nova Olinda (15); Nova Palmeira (77); Olho D´Água (40); Olivedos (95); Ouro Velho (2);  Parari (5); Passagem (30); Patos (3505); Paulista (228); Pedra Branca (1); Pedra Lavrada (35); Pedras de Fogo (1284); Pedro Régis (50); Piancó (178); Picuí (241); Pilar (381); Pilões (108); Pilõezinhos (276); Pirpirituba (310); Pitimbu (614); Pocinhos (165);  Poço Dantas (21); Poço de José Moura (29); Pombal (532); Prata (7); Princesa Isabel (90); Puxinanã (276);  Queimadas (1142); Quixaba (34); Remígio (244); Riachão (75); Riachão do Bacamarte (229);  Riachão do Poço (92); Riacho de Santo Antônio (30); Riacho dos Cavalos (14); Rio Tinto (1089); Salgadinho (30); Salgado de São Felix (257); Santa Cecília (74); Santa Cruz (58); Santa Helena (19); Santa Inês (65);  Santa Luzia (251); Santa Rita (2915); Santa Terezinha (54); Santana de Mangueira (9); Santana dos Garrotes (19); Santo André (13); São Bentinho (64); São Bento (1855); São Domingos (7); São Domingos do Cariri (53);  São Francisco (34);  São João do Cariri (102); São João do Rio do Peixe (279); São João do Tigre (12); São José da Lagoa Tapada (59); São José de Caiana (48); São José de Espinharas (63); São José de Piranhas (187); São José de Princesa (2); São José do Bonfim (59); São José do Brejo do Cruz (14); São José do Sabugi (236); São José dos Cordeiros (42); São José dos Ramos (251); São Mamede (45); São Miguel de Taipu (137); São Sebastião de Lagoa de Roça (237); São Sebastião do Umbuzeiro (19); São Vicente do Seridó (49); Sapé (1087); Serra Branca (163); Serra da Raíz (30); Serra Grande (11); Serra Redonda (261); Serraria (170); Sertãozinho (283); Sobrado (189); Solânea (597); Soledade (164); Sossego (15), Sousa (1574); Sumé (251); Tacima (123); Taperoá (95); Tavares (145); Teixeira (166); Tenório (30); Triunfo (74); Uiraúna (138); Umbuzeiro (77); Várzea (18); Vieirópolis (7); Vista Serrana (14), Zabelê (30).

 

*Dados oficiais preliminares (fonte: SIM, e-sus VE e SIVEP) extraídos às 10h do dia 24/08, sujeitos a alteração por parte dos municípios.

 

150 Municípios já registraram óbitos desde o início da pandemia. Os 22 óbitos registrados nesta segunda ocorreram entre 18 de maio e 24 de agosto, 08 deles nas últimas 48 horas entre residentes de 15 municípios. Os pacientes tinham idade entre 05 meses e 95 anos, sendo 07 deles com menos de 65 anos. Cardiopatia foi a comorbidade mais freqüente.

Homem, 38 anos, residente em Brejo do Cruz. Portador de diabetes, cardiopatia e doença renal. Início dos sintomas em 10/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 24/08/2020.

Homem, 73 anos, residente em João Pessoa. Portador de hipertensão, diabetes, cardiopatia e doença renal. Início dos sintomas em 29/07/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 24/08/2020.

Mulher, 54 anos, residente em Marcação. Portador de hipertensão, diabetes, cardiopatia e doença respiratória. Com início dos sintomas em 06/08/2020, foi a óbito em hospital público no dia 23/08/2020.

Mulher, 89 anos, residente em Caaporã. Sem informação de comorbidade. Início dos sintomas em 19/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 23/08/2020.

Mulher, 61 anos, residente em Baia da Traição. Cardiopata, hipertensa, diabética e sequelada de AVC. Início dos sintomas em 31/07/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 22/08/2020.

Mulher, 87 anos, residente em João Pessoa. Portadora de hipertensão e hidrocefalia. Início dos sintomas em 01/08/2020. Foi a óbito em hospital privado no dia 22/08/2020.

Homem, 93 anos, residente em Sapé. Cardiopata. Início dos sintomas em 17/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 22/08/2020.

Lactente, 5 meses, sexo feminino,  residente em Uiraúna. Portadora de doença hepática. Início dos sintomas em 26/07/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 22/08/2020.

Mulher, 67 anos, residente em João Pessoa. Diabético, hipertenso, cardiopata e portador de doença respiratória. Início dos sintomas em 27/07/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 21/08/2020.

Homem, 91 anos, residente em Cajazeiras. Sem Comorbidade. Início dos sintomas em 11/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 21/08/2020.

Mulher, 35 anos, residente em Serraria. Hipertensa, cardiopata e etilista. Início dos sintomas em 08/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 19/08/2020.

Mulher, 51 anos, residente em João Pessoa. Diabética. Início dos sintomas em 16/08/2020,  foi a óbito em hospital público no dia 19/08/2020

Mulher, 70 anos, residente em Alagoa Grande. Sem comorbidade. Início dos sintomas em 30/07/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 18/08/2020.

Homem, 67 anos, residente em Monteiro. Diabético, cardiopata, portador de doença respiratória. Início dos sintomas em 03/08/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 13/08/2020.

Mulher, 54 anos, residente em Santa Rita.Diabética. Início dos sintomas em 01/08/2020. Foi a em hospital público no dia 06/08/2020.

Homem, 69 anos, residente em João Pessoa.Portador de hipertensão, diabetes, cardiopatia e neoplasia. Início dos sintomas em 21/07/2020. Foi a em hospital público no dia 03/08/2020.

Mulher, 86 anos, residente em João Pessoa. Portadora de hipertensão. Início dos sintomas em 09/07/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 19/07/2020.

Homem, 70 anos, residente em Sumé. Portador de doença renal. Início dos sintomas em 05/06/2020. Foi a óbito em hospital público no dia 11/07/2020.

Homem, 95 anos, residente em João Pessoa.  Portador de cardiopata, doença respiratória e doença cromossômica. Início dos sintomas em 11/06/2020. Foi a em hospital público no dia 26/06//2020.

Homem, 74 anos, residente em Mamanguape.  Portador de cardiopata, hipertensão e diabetes. Início dos sintomas em 23/05/2020. Foi a em hospital público no dia 19/06/2020.

Mulher, 83 anos, residente em Matinhas. Sem informação de comorbidade. Início dos sintomas em 01/06/2020. Foi a em hospital público no dia 13/06/2020.

Homem, 47 anos, residente em João Pessoa. Etilista. Início dos sintomas em 17/05/2020. Foi a em hospital público no dia 18/05//2020.

 Os dados epidemiológicos e de ocupação de leitos estão disponíveis em www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

Fonte: Secom/PB

Arte: Bené Lima

Pesquisa da UFPB investiga alterações nos cinco sentidos provocadas pela Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 24/08/2020 13h23, última modificação 24/08/2020 13h23

24.08.2020 às 13h26

        

Pesquisa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) investiga se a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, provoca alterações nos cinco sentidos. O estudo está sendo realizado pelo professor Natanael Antonio dos Santos, coordenador do Laboratório de Percepção, Neurociências e Comportamento, no campus I da federal paraibana, em João Pessoa (PB).

O trabalho científico está em sua fase inicial e busca por voluntários. Para colaborar, o interessado deve ter idade entre 13 a 70 anos, e ter testado positivo para a Covid-19 durante este período de pandemia. O questionário on-line pode ser acessado através deste link e leva cinco a dez minutos minutos para ser respondido.

De acordo com Gabriella Medeiros, uma das pesquisadoras que participa do estudo, existem indícios de que a Covid-19 é potencialmente neuro-invasiva, porque uma das portas de entrada do novo coronavírus coincide com uma das que dão acesso ao sistema nervoso central, que é o sistema sensorial, a exemplo do bulbo olfatório.

Para confirmar ou descartar essas possíveis alterações na visão, audição, olfato, paladar e tato, em decorrência da Covid-19, será utilizada a Escala Subjetiva de Anomalias Sensoriais e Perceptuais da Covid-19 (ESASP-19).

“Nós queremos determinar as principais alterações nos cinco sentidos. Como é uma pesquisa auto-descritiva, a resposta que os participantes darão a essas perguntas já se encontra no nível da percepção (quando processamos a informação sensorial e identificamos a nível consciente do que se trata), por isso já envolve domínios cognitivos, a exemplo da memória”, explica Gabriella.

A pesquisadora da UFPB ainda conta que existem relatos na literatura da perda olfatória durante o período de infecção pelo novo coronavírus. Porém, não existem informações a cerca de quanto tempo duraram as alterações e a intensidade.

“No nosso estudo, primeiro perguntamos se o participante apresentou alguma alteração naquela função sensorial específica. Exemplo de pergunta no questionário: Você sentiu ou percebeu alguma alteração na audição, como secreção, inflamação, zumbido?”.

De acordo com a pesquisadora, caso o participante marque a alternativa "sim", será redirecionado a uma página com questões sobre audição, como “Os sons ambientais pareceram ausente ou menos intensos que o natural?”. Assim, o voluntário deve indicar se essa alteração nunca ocorreu, se ocorreu na metade do tempo em que esteve com o vírus, muitas vezes ou sempre.

“Existem outras perguntas acerca dessa função sensorial. Ao todo, são quatro. E esse processo ocorre para cada um dos cinco sentidos. Se o participante responder "não", será redirecionado para a questão referente a se teve ou não alteração em outro sentido”.

Finalizada essa etapa, será perguntado o período em que alterações foram mais comuns de ocorrerem. A última etapa é quanto tempo eles perceberam que essas alterações duraram, por exemplo dois, quatro ou cinco dias.

“Nosso estudo pode auxiliar os profissionais da saúde que trabalham na linha de frente da pandemia, ajudando a detectar se a pessoa tem a doença na fase inicial, viabilizando o isolamento social, impedindo a transmissão e facilitando um tratamento precoce”, conta o docente Natanael Antonio.

Também colaboram para a pesquisa os professores Givago Silva, do Laboratório de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará (UFPA); Michael Jackson, do Laboratório de Neurociências, Cronobiologia e Psicologia do Sono da Universidade do Estado de Minas Gerais (UFMG) e os pesquisadores da UFPB Jandirlly Julianna, Thiago Monteiro e Thiago Augusto.

 

Fonte: Ascom/UFPB (Reportagem: Carlos Germano | Edição: Pedro Paz)

Uso de praias é liberado e ônibus voltam a circular aos domingos e feriados em JP

por Haryson Alves publicado 20/08/2020 12h15, última modificação 20/08/2020 12h31
20/08/2020 às 12h09

Dando continuidade ao Plano Estratégico de Flexibilização, divulgado nesta manhã de quarta-feira (19), João Pessoa terá a ampliação do horário de funcionamento do comércio varejista das 9h às 17h, além da volta dos transportes públicos nos domingos e feriados. Também foi liberado o uso das praias e o som ao vivo individual em bares e restaurantes, entre outras medidas. O plano estratégico também prevê a suspensão de desfiles e eventos comemorativos no próximo dia 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil.

As novas medidas seguem o quadro evolutivo de recuperação da cidade no que diz respeito à Covid-19, apesar de ser importante manter o isolamento social na medida do possível e só sair de casa quando realmente for necessário.

O número médio de casos diários não tem aumentado ao longo das etapas de flexibilização e a ocupação dos leitos de UTI atingiu o menor patamar nesta terça-feira (19) desde abril, estando em 38%. Além disso, a Capital registra queda na média diária de óbitos ao longo das etapas da flexibilização e está havendo queda na procura pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades de Saúde da Família (USFs).

Comércio varejista

A partir desta sexta-feira (21), o comércio varejista poderá funcionar das 9h às 17h, respeitando as demais normas previstas em decretos anteriores quanto às medidas sanitárias, como a capacidade de pessoas em cada estabelecimento e as chamadas “regras de ouro”, como o uso obrigatório de máscaras, disponibilização de álcool gel e distanciamento entre as pessoas.

Os shopping centers e centros comerciais do Bairro dos Estados poderão modificar seu horário de funcionamento, ficando de 10h às 18h. O Plano de Flexibilização autoriza também o uso da faixa de areia e banho de mar nas praias de João Pessoa, assim como também a prática de atividades esportivas nestes locais.

Transporte público

O transporte público coletivo volta a circular para o público nos domingos e feriados. Nos bares e restaurantes, fica autorizada a realização de apresentação musical ao vivo individual, devendo-se manter o distanciamento com relação ao público e demais medidas sanitárias.

Também ficam autorizados os passeios e visitações aos pontos turísticos de João Pessoa e os restaurantes localizados dentro de shoppings ou centros comerciais, que apresentem área própria de serviço aos clientes, poderão funcionar até as 22h.

Também estão autorizadas as práticas de esporte, bem como escolinhas esportivas para alunos a partir de 12 anos, sem torcida, evitando aglomerações e com atenção às medidas sanitárias expedidas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Setembro

Os eventos sociais poderão ocorrer, pois estará autorizado o funcionamento de casas de festas e eventos privados, restritos a 50% da capacidade física dos estabelecimentos. Para isso, deve-se respeitar o distanciamento de 2m entre as mesas, disponibilização de álcool gel, serviços somente à francesa (empratados ou volantes), individualizados e observando demais exigências estabelecidas em normas complementares da Secretaria Municipal de Saúde.

Fonte: Secom PMJP / Foto: Juliana Santos (Secom CMJP)

Hospitais da rede municipal de saúde possibilitam contato de pacientes com covid-19 e familiares por meio de videochamadas

por Damião Rodrigues publicado 13/08/2020 12h18, última modificação 13/08/2020 12h18

13.08.2020 às 12h23

                                                   

Durante este período de pandemia, os familiares não podem acompanhar os pacientes diagnosticados com covid-19 e ficam impossibilitados de fazer visita para evitar a disseminação do coronavírus. Entretanto, os hospitais Prontovida e Santa Isabel, que são referência no tratamento da doença na rede municipal de saúde, possibilitam a realização de videochamadas para aproximar os pacientes e os familiares durante o período de internação.

De acordo com o coordenador de Psicologia do Hospital Municipal Santa Isabel (HMSI), Thomé Xavier, a videochamada é uma das estratégias de intervenção à saúde mental tanto dos pacientes quanto de seus familiares, pois garante o bem-estar psicológico, que é essencial para a eficiência do tratamento clínico. Conforme ele explica, o fortalecimento emocional garante que o paciente dê continuidade ao tratamento em isolamento social e entenda que é um processo temporário.

“Ao realizar a chamada de vídeo, observa-se uma melhora de resposta ao tratamento do paciente de covid-19, visto que a família participa e incentiva na continuidade do tratamento, mesmo o paciente estando em isolamento, sem receber visita no hospital. Além disso, favorece a equipe multidisciplinar quando o paciente fica mais colaborativo”, destacou Thomé Xavier.

Uma das pacientes que tem conversado com a família por meio de chamadas de vídeo é Antônia Maria da Silva, que está há 52 dias internada no HMSI e, desses, 31 dias passou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Para mim, poder ver minha família não tem preço e vale muito a pena, mesmo que seja pela tela do celular. É muito gratificante ver meu marido, minha filha e minha neta, além de matar um pouco da saudade, me ajuda a ter mais vontade de sair curada”, comentou Antônia Maria.

Na unidade hospitalar, existe uma programação diária para as chamadas de vídeo, que são realizadas tanto nas enfermarias, quanto na UTI. “Quando os psicólogos não conseguem realizar as chamadas em horário previamente programado, a equipe de enfermagem realiza num momento de estabilidade no setor. Para que ocorram as videochamadas, a UTI e a equipe precisa estar sem nenhuma intercorrência e o paciente deve estar com quadro clínico favorável e nível de consciência satisfatório”, explicou o coordenador de Psicologia do HMSI.

Para a dona de casa Josimeri Rocha, as videochamadas foram muito importantes para toda a família durante o período em que seu esposo esteve internado no Hospital Santa Isabel. “Aliviava nossos corações e nos deixava mais tranquilos porque podíamos mandar força para ele e também deixá-lo tranquilo, pois ele se preocupava em como estávamos aqui fora. Então esse contato contribuiu muito para a recuperação dele”, relembrou.

Além das chamadas de vídeo com seus familiares, os pacientes recebem apoio psicológico e emocional durante a internação. Para os familiares ficarem informados sobre o estado de saúde do paciente, a equipe multiprofissional informa o boletim médico, diariamente, por meio de ligação telefônica.

HMSI – Com a pandemia do coronavírus, o Hospital Santa Isabel passou a receber apenas casos de covid-19, sendo uma das referências de atendimento para a doença em João Pessoa. Até o momento, o HMSI já atendeu pelo menos 320 pessoas com covid-19.

Prontovida – O Hospital Prontovida foi inaugurado pelo prefeito Luciano Cartaxo, em maio deste ano, exclusivamente para receber pacientes de covid-19. Em quase dois meses de funcionamento, a unidade hospitalar já recebeu mais de 350 pessoas infectadas pelo Coronavírus.

Hospital do Valentina – No Hospital Municipal do Valentina (HMV), referência no atendimento infantil na rede municipal de saúde, as crianças com covid-19 podem ser acompanhadas pelo responsável quando estão em leitos de enfermaria e, por isso, não há o contato com os familiares por videochamada. No caso das crianças que estão em leitos de UTI, a equipe do hospital passa o boletim médico para a família diariamente.

Rede Integrada – Além do Prontovida, HMSI e HMV, o atendimento a pacientes com covid-19 na rede municipal de saúde também acontece em outros serviços, como as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPA), em Cruz das Armas, Valentina, Bancários e Jardim Oceania, que passaram a ser 100% direcionadas para pacientes de coronavírus. Completa a rede de tratamento o Hospital São Luiz e o Hospital Universitário Lauro Wanderley, como unidades credenciadas. Ao todo, são 282 leitos disponibilizados exclusivamente para pacientes de covid-19.


Fonte: PMJP (Texto: Thibério Rodrigues; Edição: Thadeu Rodrigues; Fotografia: Assessoria)

Ministro interino da Saúde defende tratamento precoce e ressalta a autonomia dos municípios e dos estados nas decisões do combate ao coronavírus

por Damião Rodrigues publicado 11/08/2020 12h18, última modificação 11/08/2020 12h18

11.08.2020 às 12h19

                                                                                                                                                Peter Ilicciev / Fiocruz

Durante cerimônia de início de operações de Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19, realizada nesta segunda, 10 de agosto, no Rio de Janeiro, o Ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, defendeu o tratamento precoce e reiterou autonomia dos municípios e dos estados para o enfrentamento do novo coronavírus:

"Medidas preventivas e afastamento social são medidas de gestão dos municípios e dos estados. E nós apoiamos todas elas, porque quem sabe o que é necessário naquele momento precisa de apoio. E nós apoiamos. Mas, fica a lembrança, independentemente da medida que se tome, tem que estar aliada à capacidade de triar e procurar se as pessoas estão ou não com sintomas”, ressaltou Pazuello.

Instalada na sede da Fiocruz, a unidade de apoio vai ampliar a capacidade nacional de processamento de testes moleculares para detecção da Covid-19. O centro é equipado com plataformas automatizadas e tem capacidade de liberar até 15 mil resultados de testes moleculares por dia.

Veja a íntegra da cerimônia aqui.

Fonte: Ministério da Saúde 

Covid-19: Brasil registra 2.118.460 de recuperados

por Damião Rodrigues publicado 10/08/2020 11h56, última modificação 10/08/2020 11h56

10.08.2020 às 12h05

Número é superior à quantidade de casos ativos, ou seja, pessoas que estão em acompanhamento médico. Informações foram atualizadas às 18h deste domingo (09/08)

O Brasil registrou neste domingo (9) 2.118.460 de recuperados da Covid-19. No mundo, estima-se que pelo menos 13 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas no Brasil é superior à quantidade de casos ativos (815.913), que são pacientes que estão em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa mais da metade do total de casos acumulados (69,8%). As informações foram atualizadas às 18h e foram enviadas pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

A doença está presente em 98,8% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.838) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 3.627 municípios tiveram registros (65,1%), sendo que 768 deles apresentaram apenas um óbito confirmado.

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população. Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde.

O Ministério da Saúde já enviou mais de R$ 63,4 bilhões a estados e municípios para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde, sendo R$ 16,4 bilhões voltados exclusivamente para combate ao coronavírus. Também já foram comprados e distribuídos mais de 16,1 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 216,6 milhões de EPIS, mais de 13,3 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus.

O Ministério da Saúde, em apoio irrestrito a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 8.923 equipamentos para todos os estados brasileiros.

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil tem 3.035.422 casos confirmados da doença, sendo 23.010 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 101.049 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registradas 572 mortes nos sistemas oficiais, a maior parte aconteceu em outros períodos, mas tiveram conclusão das investigações com confirmações das causas por Covid-19 apenas neste período. Assim, 116 óbitos, de fato, ocorreram nos últimos três dias. Outros 3.566 seguem em investigação.

CENÁRIO INTERNACIONAL

Até o dia 02 de agosto, o Brasil ocupava a segunda posição em relação ao número de casos (2.707.877) e ao registro de óbitos (93.563). Contudo, quando considerado o parâmetro populacional, por milhão de habitantes, entre os países de todo o mundo, o Brasil ocupa a 9ª posição em relação aos casos (12.885) confirmados e a 10ª em relação aos óbitos (445). A medida populacional é a taxa padrão para comparações entre os países.

Fonte: Agência Saúde

Arte: Bené Lima

Prevenção ao coronavírus: Cemitérios de João Pessoa ficam fechados ao público no Dia dos Pais

por Damião Rodrigues publicado 07/08/2020 12h11, última modificação 07/08/2020 12h11

07.08.2020 às 12h15

                               

Ainda como forma de medida preventiva ao novo coronavírus, neste domingo (9), Dia dos Pais, os cemitérios públicos e privados da Capital não estarão abertos à visitação. Desde o dia 31 de março que, de forma antecipada, os velórios foram suspensos, como forma de evitar aglomerações. Assim como ocorreu no Dia das Mães, os cemitérios permanecerão fechados.

A orientação é de que as famílias evitem se dirigir ao local e que façam as suas homenagens em casa, evitando aglomerações. “Sabemos o significado da data para muitos, no entanto o momento ainda é de prevenção. Contamos com a compreensão da população para que neste domingo, façam suas orações em casa. O objetivo é garantir que não haja aglomeração, o que seria inevitável se abríssemos os cemitérios na data. Como ocorre no Dia das Mães e Dia de Finados, esses locais ficam lotados e precisamos estar vigilantes quanto às medidas de prevenção à Covid-19”, explicou Zennedy Bezerra, secretário de Desenvolvimento Urbano.

As celebrações nestes espaços estão suspensas desde o mês de março, quando a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) divulgou os protocolos de saúde a ser seguidos nos cemitérios. Seguindo as orientações publicadas em decreto municipal, sepultamentos de pessoas que não foram vítimas da Covid-19 podem contar com a presença de, no máximo, dez pessoas. No caso de vítimas da doença, apenas uma pessoa é permitida. O atendimento ao público segue acontecendo em horário reduzido, das 9h às 16h. Já a parte de sepultamento está sendo realizada conforme a demanda, a qualquer hora do dia.

Em João Pessoa, os cemitérios públicos recebem serviços de higienização e de zeladoria permanentes. Os profissionais atuam com equipamentos de proteção individual (EPIs) e foram capacitados para lidar com sepultamentos da doença. “A nossa preocupação neste momento é também para não expor os visitantes e também quem trabalha nos cemitérios, que vem cumprindo um papel essencial neste período de pandemia”, explicou Zennedy Bezerra.


Fonte: PMJP (Texto: Andrezza Carla; Edição: Katiana Ramos; Fotografia: Arquivo/SECOM)

 

Prefeito autoriza reabertura das praças de alimentação de shoppings centers a partir desta quinta-feira (6) e modifica horário de cafeterias e lanchonetes

por Damião Rodrigues publicado 06/08/2020 12h02, última modificação 06/08/2020 12h02

06.08.2020 às 12h06

                                                   

Com 50% da capacidade, espaços poderão receber clientes respeitando protocolos de segurança. Também houve alteração no funcionamento de self-services

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou, nesta terça-feira (4), uma nova fase do Plano Estratégico de Flexibilização, com a autorização para o funcionamento das praças de alimentação dos shoppings centers a partir desta quinta-feira (6). Além disso, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) também promoveu alterações referentes aos protocolos da quarta etapa do plano, com relação aos restaurantes self-service e no horário de funcionamento de cafeterias e lanchonetes.

As medidas foram anunciadas após reunião com o Sindicato das Empresas de Hotelaria e Alimentação da Capital, além de também terem sido analisados dados sanitários e de ocupação hospitalar, por exemplo. 

“Realizamos uma reunião com o Sindicato das Empresas de Hotelaria e Alimentação da Capital e chegamos a um bom entendimento no sentido de flexibilizar a abertura das praças e demais alterações de forma que continuemos preservando as vidas das pessoas. O setor de bares e restaurantes pode dar mais um passo nesta retomada gradual às atividades, abrindo agora as praças de alimentação, seguindo as regras de ouro que estabelecemos e que tem nos ajudado a salvar vidas”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo.

Desta forma, a partir da quinta-feira (6), as praças de alimentação dos shoppings poderão ser reabertas seguindo as mesmas normas e protocolos estabelecidos para os bares e restaurantes. Dentre as regras, está a limitação a 50% da capacidade local, distanciamento de 1,5 metro, disponibilização de álcool gel e a continuidade do uso obrigatório das máscaras. O horário estabelecido é o mesmo de funcionamento dos shoppings.

Também foi feito um ajuste no horário das cafeterias, lanchonetes e similares, para que elas possam funcionar em horário corrido, de 12h às 20h e não mais conforme estava estabelecido anteriormente, que seguia os mesmos horários de bares e restaurantes.  Outra mudança acontece nos restaurantes que servem refeições self-service. A partir desta quinta, não será mais obrigatória a presença de um funcionário do estabelecimento servindo os clientes. Para reduzir as aglomerações, estes restaurantes deverão dispor de protetores salivares nos buffets, mas os próprios clientes poderão se servir utilizando luvas descartáveis oferecidas pelos estabelecimentos.

Dia dos Pais – O comércio também terá uma alteração no horário de funcionamento até o Dia dos Pais, neste domingo (9), podendo fechar às 17h em virtude da possibilidade de haver aglomeração neste período de compras de presentes. Desta forma, o comércio de rua ficará aberto das 9h às 17h.


Fonte: PMJP (Texto: Flávio Asevêdo;; Edição: Thadeu Rodrigues; Fotografia: Arquivo/SECOM)

Ministério da Saúde já entregou mais de 216 milhões de EPIs

por Damião Rodrigues publicado 04/08/2020 11h55, última modificação 04/08/2020 11h56

04.08.2020 às 12h05

Os materiais são usados por profissionais de saúde de todos os estados que atuam no cuidado a pacientes com Covid-19

Para garantir a proteção dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento à Covid-19, o Ministério da Saúde já distribuiu 216,6 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todo o país. Entre os itens estão máscaras, aventais, óculos e protetores faciais, toucas, sapatilhas, luvas e álcool. As entregas representam mais um, entre diversos esforços do Governo do Brasil, para auxiliar e reforçar as redes de saúde dos estados e municípios no combate a pandemia da Covid-19.

Ao todo, o Ministério da Saúde já entregou aos estados 564,2 mil litros de álcool; 3,1 milhões de aventais; 36,9 milhões de luvas; 11,1 milhões de máscaras N95; 145,6 milhões de máscaras cirúrgicas; 1,9 milhão de óculos e protetores faciais; e 17,2 milhões de toucas e sapatilhas. Os materiais foram entregues para as Secretarias Estaduais de Saúde, responsáveis por definir quais os serviços de saúde vão recebê-los, a partir de um planejamento local.

APOIO ESTRATÉGICO

A compra de EPIs é de responsabilidade dos estados e municípios. No entanto, devido à escassez mundial desses materiais, neste cenário de emergência em saúde pública, o Ministério da Saúde utilizou o seu poder de compra para fazer as aquisições em apoio irrestrito aos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) e, assim, fortalecer a rede pública de saúde no enfrentamento da doença em todos os estados.

Com a gradativa normalização dos mercados, a expectativa é que os gestores locais consigam novamente abastecer seus estoques com recursos que já são repassados pelo Governo do Brasil, além de recursos próprios.

Os EPIs são usados por profissionais de saúde que prestam assistência ao paciente com Covid-19, como médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem, além da equipe de suporte que, eventualmente, precisar entrar no quarto, enfermaria ou área de isolamento. São de uso individual e se destinam a proteger os profissionais de possíveis riscos de contágio.

A população pode acompanhar a quantidade de EPIs distribuída a cada estado pelo Localiza SUS, um painel online criado pelo Ministério da Saúde. Na plataforma também é possível acompanhar a quantidade de leitos habilitados, de testes entregues, insumos e outros itens disponibilizados para cada estado. O objetivo é informar à população sobre tudo o que foi comprado, doado e distribuído para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.

Equipamentos de Proteção Individual entregues até o momento

Estado 

 Álcool

 Avental

 Luva

 Máscara Cirúrgica

 Máscara N95

 Óculos e Protetor Facial

 Sapatilha e Touca

 Total Geral

Acre

                 2.430

              13.883

            109.700

            749.000

              52.500

                            11.090

              88.600

        1.027.203

Alagoas

                 7.468

              41.730

            364.300

        2.208.050

            164.850

                            29.540

            266.800

        3.082.738

Amapá

                 2.334

              13.574

            262.800

            773.700

              44.050

                            10.820

            137.000

        1.244.278

Amazonas

              19.921

            121.013

            453.700

        3.433.050

            270.800

                            49.900

            425.500

        4.773.884

Bahia

              33.503

            197.999

        1.666.400

      10.938.800

            731.000

                          143.040

        1.194.800

      14.905.542

Ceará

              18.733

            109.709

            958.000

        6.213.400

            413.100

                            80.900

            714.800

        8.508.642

Distrito Federal

                 8.146

              46.538

            343.600

        3.190.450

            326.450

                            44.940

            251.700

        4.211.824

Espírito Santo

                 9.844

              55.135

            450.200

        2.892.700

            200.600

                            39.140

            330.300

        3.977.919

Goiás

              14.409

              88.123

            722.800

        5.295.000

            467.200

                            73.620

            544.700

        7.205.852

Maranhão

              15.507

              90.222

            744.300

        5.311.750

            382.250

                            70.030

            565.100

        7.179.159

Mato Grosso

                 7.716

              44.978

            422.100

        2.809.200

            283.510

                            41.600

            282.700

        3.891.804

Mato Grosso do Sul

                 8.026

              44.367

            335.600

        2.394.500

            179.000

                            32.180

            238.700

        3.232.373

Minas Gerais

              55.939

            307.269

        2.412.300

      16.312.550

        1.280.450

                          217.570

        1.724.400

      22.310.478

Outros Órgãos Federais

              46.998

            332.903

      12.158.100

        3.889.500

            516.601

                            28.945

            448.800

      17.421.847

Pará

              15.038

            135.227

            845.100

        5.028.350

            378.900

                            67.880

            688.900

        7.159.395

Paraíba

                 9.672

              57.421

            442.700

        3.302.450

            241.350

                            44.100

            333.900

        4.431.593

Paraná

              28.311

            150.580

        1.273.600

        7.845.950

            596.450

                          101.620

            916.600

      10.913.111

Pernambuco

              21.367

            124.309

        1.025.400

        6.743.550

            491.400

                            88.760

            763.000

        9.257.786

Piauí

                 7.867

              45.787

            363.400

        2.544.850

            185.800

                            33.880

            280.200

        3.461.784

Rio de Janeiro

              39.633

              93.965

        2.973.200

      11.023.050

            857.150

                            90.780

        1.240.800

      16.318.578

Rio Grande do Norte

                 8.438

              49.646

            387.900

        2.747.900

            199.150

                            36.440

            287.200

        3.716.674

Rio Grande do Sul

              31.981

            157.999

        1.324.100

        7.570.500

            565.050

                            96.780

            913.900

      10.660.310

Rondônia

                 4.371

              25.924

            208.900

        1.413.050

            103.300

                            19.330

            157.000

        1.931.875

Roraima

                 1.789

                 9.599

              73.200

            576.150

              41.500

                               8.110

              55.600

            765.948

Santa Catarina

              18.152

              94.539

            812.000

        4.907.750

            359.900

                            63.250

            577.600

        6.833.191

São Paulo

            115.851

            613.467

        5.371.400

      21.949.400

        1.535.300

                          368.760

        3.465.600

      33.419.778

Sergipe

                 5.790

              31.424

            270.200

        1.828.250

            140.940

                            24.120

            193.600

        2.494.324

Tocantins

                 5.062

              29.358

            195.500

        1.747.050

            129.220

                            24.380

            151.500

        2.282.070

Total Geral

            564.295

        3.126.688

      36.970.500

    145.639.900

      11.137.771

                      1.941.505

      17.239.300

    216.619.959

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Fonte: Agência Saúde (Por Silvia Pacheco)


Fiocruz e AstraZeneca alinham detalhes para produção de vacina

por Damião Rodrigues publicado 03/08/2020 12h00, última modificação 03/08/2020 12h00

03.07.2020 às 12h05 Documento assinado nesta sexta-feira (31) define como será conduzido o acordo para a transferência de tecnologia e a produção de 100 milhões de doses para o Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, e a AstraZeneca assinaram nesta sexta-feira (31/07) um documento que dará base para o acordo entre os laboratórios sobre a transferência de tecnologia e produção de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, caso seja comprovada a sua eficácia e segurança. O entendimento é o passo seguinte às negociações realizadas pelo governo federal, a Embaixada Britânica e o laboratório AstraZeneca.

O Ministério da Saúde prevê um repasse de R$ 522,1 milhões na estrutura de Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos. O objetivo é ampliar a capacidade nacional de produção de vacinas e tecnologia disponível para a proteção da população. Outros R$ 1,3 bilhão são despesas referentes a pagamentos previstos no contrato de Encomenda Tecnológica. Os valores contemplam a finalização da vacina.

“Demos mais um passo importante para a formalização do acordo entre os laboratórios. Essa ação do governo federal significa um avanço para o desenvolvimento de tecnologia nacional e de proteção da população brasileira”, afirma Camile Giaretta, diretora de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde.

O Memorando de Entendimento que define os parâmetros econômicos e tecnológicos para a produção da vacina da covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford já está em fase de estudos clínicos no Brasil e em outros países. O acordo prevê o início da produção da vacina no Brasil a partir de dezembro deste ano e garante total domínio tecnológico para que Bio-Manguinhos tenha condições de produzir a vacina de forma independente.

"Nos seus 120 anos de história, a Fiocruz sempre respondeu às grandes questões do SUS e às emergências sanitárias. Frente à pandemia da Covid 19, chegarmos a esse momento para celebrar o acordo com a farmacêutica AstraZeneca e realizar a encomenda tecnológica e a incorporação da tecnologia em Bio-Manguinhos é um passo fundamental para salvar vidas e garantir a autonomia e a soberania do nosso país na questão da vacina”, ressalta Nísia Trindade, presidente da Fiocruz.

O acordo entre Fiocruz e AstraZeneca é resultado da cooperação entre o governo brasileiro e governo britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde. O próximo passo será a assinatura de um acordo de encomenda tecnológica, previsto para a segunda semana de agosto, que garante acesso a 100 milhões de doses do insumo da vacina, das quais 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões ao longo dos dois primeiros trimestres de 2021.

A Fiocruz recebeu informações técnicas fornecidas pela AstraZeneca necessárias para a definição dos principais equipamentos para o início da produção industrial. Com sua larga experiência em produção de vacinas, a instituição também colocará à disposição sua capacidade técnica a serviço dos esforços mundiais para a aceleração do escalonamento industrial da vacina junto a outros parceiros.

Ao mesmo tempo, a Fiocruz constituiu um comitê de acompanhamento técnico-científico das iniciativas associadas às vacinas para a Covid-19. O comitê é coordenado pelo vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, e tem a participação de especialistas da Fiocruz e de instituições como USP, UFRJ e UFG. 

A vacina produzida por Bio-Manguinhos será distribuída pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), que atende o Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo com a AstraZeneca permitirá, além da incorporação tecnológica desta vacina, o domínio de uma plataforma para desenvolvimento de vacinas para prevenção de outras enfermidades, como a malária.

A assinatura deste acordo é mais um passo decisivo para a produção de uma vacina contra a Covid-19 no Brasil, contribuindo para a soberania nacional ao garantir ao país competência tecnológica e fortalecimento do SUS no combate à pandemia.

 

Fonte: Agência Saúde

Arte: Bené Lima

Hospital Solidário concede alta ao último paciente

por Damião Rodrigues publicado 31/07/2020 11h38, última modificação 31/07/2020 11h38

31.07.2020 às 12h05

Os últimos pacientes do Hospital Solidário receberam alta na tarde desta quarta-feira (30). A partir desta sexta-feira (31), a estrutura passa a ser desmontada, destinando os equipamentos para demais unidades da rede estadual de saúde, sobretudo no interior, onde cresceu o número de demanda por internação. 

Analice Mizael, 66 anos, do município de Belém, na Paraíba, foi a última paciente a receber alta do Hospital Solidário, após nove dias de internação para tratamento da Covid-19. Emocionada, a aposentada agradeceu o trabalho de todos os envolvidos no seu tratamento. “Eu não tenho do que me queixar do atendimento que recebi aqui neste hospital, do carinho e atenção de todos que me ajudaram, vieram até o meu leito, me medicaram, e conversaram comigo. Cheguei aqui muito angustiada e temerosa, mas com o passar dos dias e o tratamento que recebi, fui me tranquilizando e saio daqui a pessoa mais vencedora do mundo”, declarou.

Em 102 dias de funcionamento, 800 pacientes deram entrada no hospital com estrutura provisória de 120 leitos de enfermaria, montado no estacionamento do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, na Região Metropolitana da capital. O secretário estadual de Saúde, Geraldo Medeiros, afirmou que a unidade manteve uma ocupação média de 20% durante o mês de julho, o que possibilitou que fosse desativado. E adiantou que o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires continua com 42 leitos de UTI e 47 de enfermaria exclusivos para Covid-19 ativos. 

O diretor-geral do Hospital Metropolitano, Antônio Pedrosa, enalteceu o trabalho desenvolvido pela equipe. “Chegamos a este dia com a sensação de dever cumprido, embora continuaremos lutando este combate à Covid-19. Queremos frisar nosso agradecimento aos técnicos, enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, equipes de manutenção e higienização, enfim, às centenas de profissionais envolvidos e comprometidos com a vida dos pacientes. Vencemos juntos!”, pontuou.


Fonte: Secom/PB (Foto: Ricardo Puppe)


Conduta precoce nos casos de Covid-19 evita agravamento e mortes

por Damião Rodrigues publicado 30/07/2020 11h56, última modificação 30/07/2020 11h56

30.07.2020 às 12h05

O Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas com sintomas de gripe procurem os serviços de saúde para diagnóstico e tratamento precoce

O Brasil é líder mundial em relação ao número de pacientes recuperados da Covid-19 e esse fator é resultado das ações do Ministério da Saúde em resposta à pandemia. Uma delas é a recomendação de conduta precoce, com a orientação de que todas as pessoas que apresentem sintomas gripais procurem os serviços de saúde imediatamente. O objetivo é evitar o agravamento da doença, reduzindo complicações, internações e até a morte.

Em coletiva de imprensa realizada, nesta quarta-feira (29), em Brasília (DF), o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo Medeiros, destacou que essa atitude visa salvar vidas. “Essa conduta precoce pode evitar complicações da doença e garante o acompanhamento médico oportuno que o paciente necessita para que não precise de leitos de UTI. O Sistema Único de Saúde faz acompanhamento de todos os casos de Covid-19, sendo eles leves, moderados ou graves”, pontuou.

Pelo sistema E-SUS Notifica, o Ministério da Saúde acompanha os casos leves da doença. Ele foi desenvolvido neste ano para captar a notificação imediata de casos leves de Síndrome Gripal (SG) suspeitos de Covid-19. O objetivo é garantir agilidade no processo de notificação.

Além disso, de acordo com o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo Medeiros, as Unidades Básicas de Saúde (UBS), que fazem o primeiro atendimento do cidadão, estão preparadas para assistir esses pacientes. Desde o início do ano, as gestões locais têm adequado a rede de saúde, reorganizando os processos de trabalho e oferta de serviços para garantir pronta resposta à emergência.

Durante coletiva de imprensa desta quarta-feira (29), o secretário Arnaldo Medeiros também destacou que o Brasil está preparando estratégia de vacinação, para quando as vacinas prováveis vacinas contra a Covid-19 já estiverem disponíveis. “Em breve teremos uma grande ação de vacinação. O Programa Nacional de Imunização está preparado. Estamos atentos às vacinas que estão em desenvolvimento no mundo. O Brasil é o país que está coordenando a 3ª fase para a produção da vacina de Oxford”, concluiu o secretário.

Assista, na íntegra, a coletiva de imprensa aqui.

 

Fonte: Agência Saúde (Por Vanessa Aquino)

Arte: Bené Lima

Covid-19: Brasil ultrapassa 1,7 milhão de curados

por Damião Rodrigues publicado 29/07/2020 12h22, última modificação 29/07/2020 12h22

29.07.2020  às 12h25

Número é superior à quantidade de casos ativos, ou seja, pessoas que estão em acompanhamento médico. Informações foram atualizadas às 18h30 desta terça (28/7)

Nesta terça-feira (28/7) o Brasil registrou 1.721.560 pessoas recuperadas da doença. No mundo todo, estima-se que cerca de 7,4 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas é superior à quantidade de casos ativos (673.092), que são pacientes que estão em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa mais da metade do total de casos acumulados (69,3%). As informações foram atualizadas às 18h30 e foram enviadas pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população. Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde.

O Ministério da Saúde já enviou mais de R$ 63,4 bilhões a estados e municípios para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde, sendo R$ 16,1 bilhões voltados exclusivamente para combate ao coronavírus. Também já foram comprados e distribuídos mais de 15,9 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 208,5 milhões de EPIS, mais de 12,5 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus.

O Ministério da Saúde, em apoio irrestrito a esta dos e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 8.449 equipamentos para todos os estados brasileiros.

As iniciativas e  ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade.

Neste momento, o Brasil tem 2.483.191 casos confirmados da doença, sendo 40.816 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 88.539 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registradas  921 mortes nos sistemas oficiais, a maior parte aconteceu em outros períodos, mas tiveram conclusão das investigações com confirmações das causas por Covid-19 apenas neste período. Assim, 314 óbitos, de fato, ocorreram nos últimos três dias. Outros 3.842 seguem em investigação.

CENÁRIO INTERNACIONAL 

Até o fechamento do último Boletim Epidemiológico (18/7), o Brasil ocupava a segunda posição em relação ao número de casos (2.074.860) e registro de óbitos (78.772). Contudo, quando considerado o parâmetro populacional, por milhão de habitantes, entre os países de todo o mundo, o Brasil ocupa a 10ª posição em relação aos casos (9.873) confirmados e a 10ª colocação no que se refere ao número de óbitos (374). A medida populacional é a taxa padrão para comparações entre os países.

 

Fonte: Agência Saúde

Arte: Bené Lima


Operação Proteção fiscaliza academias na quarta etapa do Plano de Flexibilização

por Damião Rodrigues publicado 28/07/2020 12h35, última modificação 28/07/2020 12h35

 28.07.2020 às 12h39

                                              

Com a reabertura das academias na Capital, que faz parte da quarta etapa do Plano de Flexibilização da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), equipes do Procon-JP e da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Semusb) realizaram, durante toda esta segunda-feira (27), uma fiscalização nesses locais. O principal intuito da Operação Proteção é garantir a segurança sanitária das pessoas que farão uso dos estabelecimentos, fiscalizando e orientando para que as empresas cumpram os protocolos.

Durante o turno da manhã, as equipes notificaram algumas academias pela falta de demarcação das máquinas, irregularidades a respeito dos bebedouros, distanciamentos das esteiras e cadeiras na recepção. Ao todo, onze academias localizadas nos bairros de Cabo Branco, Manaíra, Bessa, Mangabeira e Altiplano receberam a fiscalização nesse primeiro dia de retorno das atividades.

Para a secretária do Procon-JP, Maristela Viana, a ação é de fundamental importância para garantir a segurança dos que buscam as academias nesta reabertura e também para os profissionais que estão atuando nesses locais. “Estamos intensificando a fiscalização para que as academias cumpram as medidas de segurança para impedir a propagação do Coronavírus e que os alunos possam fazer suas atividades físicas com segurança”, disse.

Estão sendo analisados pelos fiscais os seguintes itens: o limite de 50% da capacidade de alunos; atendimento individual e por agendamento; não realização de aulas coletivas; uso obrigatório de máscaras por todos os funcionários e alunos; distanciamento mínimo de 1,5 metros entre as pessoas; distanciamento de aparelho, equipamentos e máquinas de, no mínimo, 1,5 metro; disponibilidade de álcool em gel; limpeza permanente dos aparelhos depois do uso para o próximo aluno; e proibição do uso de bebedouro.

Mercados públicos – Ainda dentro da Operação Proteção, foi coordenado pela Defesa Civil da PMJP uma higienização no Mercado da Torre visando oferecer mais segurança na reabertura dos restaurantes que funcionam no local. “Estamos dando prioridade aos mercados públicos que têm praça de alimentação para que a higienização possa dar mais segurança, evitando que o vírus se propague nesses locais”, disse o coordenador da Defesa Civil, Noé Estrela.

Força-tarefa – Esse trabalho de fiscalização é realizado pelas secretarias de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP), Meio Ambiente (Semam) e Segurança Urbana e Cidadania (Semusb), além da Vigilância Sanitária e da Defesa Civil. As ações acontecem de maneira conjunta e cada pasta analisa aquilo que é de sua competência, fazendo valer o decreto n° 9.537/2020, publicado em edição especial do semanário do dia 24 de julho.


Fonte: (Texto: Rômulo Teodorico; Edição: Cristina Cavalcante; Fotografia: assessoria)

’Plano Novo Normal’ aponta 185 municípios da Paraíba com bandeira amarela

por Damião Rodrigues publicado 27/07/2020 12h25, última modificação 27/07/2020 12h40

27.07.2020 às 12h39

        

Já está disponível na página oficial do Governo do Estado (https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/novonormalpb) a 4ª avaliação do ‘Plano Novo Normal Paraíba’. As novas bandeiras que orientam a retomada das atividades em todo o Estado e subsidiam os gestores municipais acerca do protocolo de controle da propagação do novo coronavírus apontam que 93% dos 223 municípios paraibanos estão com bandeira laranja ou amarela. A nova etapa de avaliação terá vigência entre os dias 27 de julho e 10 de agosto.

De acordo com o levantamento, 185 (83%) municípios possuem bandeira amarela; 22 (10%) bandeira laranja; 16 (7%) bandeira verde; e nenhum bandeira vermelha. Em relação à última avaliação divulgada no dia 11 de julho, ficaram constatados um aumento de municípios sinalizados com bandeiras laranja ou amarela e uma redução de municípios com bandeira verde. Os números anteriores colocavam 182 (82%) municípios com bandeira amarela; 23 (10%) com bandeira verde; 18 (8%) com bandeira laranja; e nenhum com bandeira vermelha.

Nos municípios enquadrados na bandeira amarela residem 86,6% da população paraibana, onde são acumulados 93,18% dos casos de coronavírus no Estado. Já 10,77% dos paraibanos moram em municípios com bandeira laranja, e 2,62% em cidades com bandeira verde. Juntos, eles registram 6,81% dos casos confirmados de Covid-19.

João Pessoa, Campina Grande, Conde, Cabedelo e Cajazeiras estão entre os municípios sinalizados com bandeira amarela. Catolé do Rocha, Bayeux, Santa Rita, Mamanguape e Princesa Isabel estão com bandeira laranja, e Alcantil, Areia, Barra de Santana e Santa Inês estão entre os municípios com bandeira verde.

Nos municípios sinalizados com bandeira laranja e vermelha, podem funcionar atividades essenciais, como agropecuária; cadeia produtiva e atividades acessórias essenciais; bancos, casas lotéricas, correspondentes bancários e seguradoras; empresas de telecomunicação, comunicação e imprensa; distribuidoras e geradoras energia, atividades de extração, produção, siderúrgica e afins; transporte, armazenagem, empresas de logística, Correios e manutenção de veículos automotores; supermercados e afins; serviços de Saúde; tratamento de água e esgoto e coleta de resíduos; administração pública (observada a adoção regimes home office), além dos já sinalizados com adequações para funcionamento.

Nos municípios com bandeira amarela, funcionam os já autorizados nas bandeiras vermelha e laranja, além de hotéis, pousadas e afins; comércio; shoppings centers; comércio popular (camelôs) e serviços em geral; escolinhas de esporte sem contato físico (natação e tênis, por exemplo), com novos protocolos.

Todos os segmentos da economia e da sociedade podem retomar suas atividades nos municípios que se encontram na bandeira verde, observando a adoção de protocolos operacionais para funcionamento das diversas atividades, que terão como foco a proteção do indivíduo, que deve passar a viver o ‘novo normal’, fazendo escolhas e evitando o contato entre pessoas; ambientes fechados e confinados e aglomerações, mesmo ao ar livre.

Estão liberados para o funcionamento, em qualquer bandeira, salões de beleza e barbearias, atendendo exclusivamente por agendamento prévio e sem aglomeração de pessoas nas suas dependências e observando todas as normas de distanciamento social; shoppings centers, exclusivamente para entrega de mercadorias por meio de (delivery), inclusive por aplicativos, e como pontos de retirada de mercadorias (drive trhu), vedado, em qualquer caso, o atendimento presencial de clientes dentro das suas dependências; as lojas e estabelecimentos comerciais, exclusivamente para entrega de mercadorias (delivery); missas, cultos e demais cerimônias religiosas poderão ser realizadas on-line, por meio de sistema de drive-in e nas sedes das igrejas e templos, neste caso com ocupação máxima de 30% da capacidade e observando todas as normas de distanciamento social; hotéis, pousadas e similares, exclusivamente para atendimentos relacionados à pandemia do novo coronavírus; estabelecimentos que trabalham com locação de veículos; e treinamentos de atletas profissionais, observando todas as normas de distanciamento social.

Acesse o Plano Novo Normal PB aqui.

Fonte: Secom/PB

Prefeito anuncia quarta etapa do Plano de Flexibilização e autoriza retomada de setores de academia, alimentação e bares com 50% da capacidade

por Damião Rodrigues publicado 24/07/2020 13h22, última modificação 24/07/2020 13h22

24.07.2020 às 13h25

                               

Com segurança e evolução positiva das três primeiras etapas do Plano Estratégico de Flexibilização, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou, na manhã desta sexta-feira (24), a entrada na quarta fase do planejamento, com novos protocolos e medidas para a retomada gradual e progressiva de novos segmentos às atividades. A partir da próxima segunda-feira (27), seguindo um rigoroso esquema sanitário e também de fiscalização, os setores de alimentação e bares e as academias poderão voltar a funcionar com 50% da capacidade. 

O número de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais públicos da Capital continua caindo e, pela primeira vez desde o início do mês de maio, a média semanal de ocupação das UTIs ficou abaixo dos 60%. Aliado a isso, a pressão nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) também segue em ritmo decrescente e a média diária de óbitos segue diminuindo. A partir da consolidação desta avaliação que a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) vem realizando diariamente, o Núcleo Intersetorial de Prevenção e Cuidados com relação ao novo coronavírus planejou o início da quarta etapa.

“João Pessoa está dando exemplo de retomada segura e planejada das suas atividades. Com este Plano, iniciado oficialmente em 15 de junho, a cidade vem paulatinamente entrando neste ‘novo normal’ sem perder tudo que já conseguiu realizar desde março, quando foram tomadas as primeiras medidas de isolamento social. Com apoio da população e uma ação estratégica para fazer o primordial nesta luta, que é salvar vidas, João Pessoa pode, agora, entrar na quarta etapa da flexibilização, com protocolos dialogados com novos setores e acompanhamento permanente das áreas que já estão em funcionamento, para fortalecer nossa economia”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo.

Retomada – Além de respeitar as chamadas ‘regras de ouro’, como o uso obrigatório de máscaras, distanciamento de 1,5m e disponibilização de álcool gel, para a retomada dos setores de alimentação e bares, o protocolo exige a capacidade máxima de 50%, com horários determinados de funcionamento e sem shows ou apresentações de música ao vivo, bem como playgorunds e espaços de recreação. Os horários foram definidos, sendo: 7h às 10h para o café da manhã; 12h às 16h para o almoço e de 18h às 22h para o jantar. Ficam proibidos os sistemas de rodízio, buffet exposto e o self service só poderá funcionar com protetores e sendo servidos por atendentes do próprio restaurante. Ainda no segmento de alimentação, as praças de alimentação de shoppings e centros comerciais permanecem funcionando apenas com os serviços de delivery e drive thru. Bares e restaurantes de shoppings que possuem mesas dentro de seus próprios estabelecimentos, poderão abrir respeitando a regra dos 50% de capacidade.

As academias de ginástica também devem respeitar as regras de ouro e retomam com 50% da capacidade para atividades individuais e seguindo agendamento prévio. As academias devem manter as máquinas distanciadas umas dos outras e realizar a limpeza com álcool 70% a cada uso. Estão vedadas aulas coletivas, como ginástica e dança.

O esporte profissional pode dar continuidade a seus jogos, no entanto, ainda sem torcidas. Outros eventos, como os sociais, permanecem fechados durante o mês de agosto, assim como as praias e estacionamento da Orla, cinemas e teatros e as atividades educacionais. “Do ponto de vista sanitário, estes são segmentos com maior risco de transmissão do vírus e, por isso, avaliamos a necessidade de manter as atividades suspensas para posteriores avaliações”, explicou o médico e coordenador da Central de Informações sobre a Covid-19 da PMJP, Felipe Proenço.

Mais setores – As aulas de universidades com cursos na área da saúde poderão retornar nesta quarta etapa do Plano, com aulas práticas em laboratórios e com estágios para os concluintes dos cursos em 2020.1. Os serviços públicos essenciais continuam sob protocolos de segurança e com agendamento. E as demais atividades das tapas anteriores não sofrem alteração nesta quarta fase.

 

  • Fonte: PMJP (Texto: Flávio Asevêdo; Edição: Katiana Ramos; Fotografia: Dayse Euzébio)

                                  

Mais de 140 feirantes do Mercado Central fazem testes para a Covid-19 e 28 atestam positivo

por Damião Rodrigues publicado 23/07/2020 13h14, última modificação 23/07/2020 13h14

 23.07.2020 às 13h15

                                    

Para retomar as atividades com segurança, os feirantes do Mercado Central de João Pessoa participaram de uma série de ações de prevenção à saúde nesta quarta-feira (22), no Parque da Lagoa, Centro da Capital. Dentre as ações, medição de temperatura, vacinação contra a influenza e testes rápidos para a covid-19, além de receberem equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras e protetores facial (face shield). Ao todo, 141 testes foram realizados. Destes, 113 deram negativo (80,14%) e 28 com resultado positivo (19,86%).

A ação é promovida pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio das Secretarias de Saúde (SMS) e de Desenvolvimento Urbano (Sedurb). “Estamos com um cronograma de ações que está sendo realizado durante toda esta semana. Na segunda e na terça, os comerciantes da Feira de Jaguaribe também realizaram testes e 51 dos 439 testes deram positivo. Hoje foi a vez dos feirantes do Mercado Central. Ainda passarão por testes os feirantes do Rangel, Mangabeira VIII, Oitizeiro, Grotão e da Cecaf”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Urbano, Zennedy Bezerra.

Essa ação, que vai abranger os 1.500 feirantes cadastrados na Sedurb, faz parte do plano de preparação para a retomada das atividades nas feiras livres da Capital. “Os feirantes que testaram positivos foram encaminhados à Unidade de Saúde da Família de referência. Já o comerciante que testou negativo já recebeu o crachá da Sedurb comprovando que ele está apto para voltar ao trabalho. É segurança tanto para o feirante quanto para o consumidor que vai precisar ir à feira”, explicou o diretor de serviços urbanos, Joubert Fonseca.

Profissionais envolvidos – A atividade faz parte do Plano Estratégico de Flexibilização da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) e envolve mais de 100 profissionais, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem e de apoio da SMS, além de profissionais da Diretoria de Serviços Urbanos e agentes de Controle Urbano da Sedurb.

Cronograma – Nesta quinta-feira (23), 60 feirantes da Feira do Rangel serão atendidos na Escola Municipal Dumerval Trigueiro, localizada no Varjão. Também na quinta-feira, 50 feirantes de Mangabeira VIII devem comparecer à Escola Municipal Afonso Pereira da Silva.  Já os 500 trabalhadores cadastrados na Feira do Oitizeiro devem comparecer na quinta ou sexta-feira (24) à Escola Municipal Castro Alves, em Oitizeiro.

Também na sexta-feira (24), 200 comerciantes da Feira do Grotão serão atendidos na Escola Municipal Antônio Nominando Diniz, bairro Funcionários II, e 150 feirantes da Central de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf) serão atendidos na própria Cecaf, no bairro do José Américo.

Cronograma das ações:

Feiraslivres Quantitativo dos feirantes Dia e Horário Distritos Locais – Escolas Municipais
Rangel 60 23/07: quinta-feira das 13h30 às 16h. DS II E.M. Dumerval Trigueiro
Mangabeira VIII 50 23/07: quinta-feira das 13h30 às 16h. DS III E.M. Afonso Pereira da Silva
Oitizeiro 500 23/07: quinta-feira das 13h30 às 16h. 24/07: sexta-feira das 13h30 às 16h. DS I E.M. Castro Alves
Grotão 200 24/07: sexta-feira das 13h30 às 16h. DS II E. M. Antônio Nominando Diniz
CECAF 140 24/07: sexta-feira das 13h00 às 16h. DS III CECAF
  • Fonte: PMJP (Texto: Felipe Silveira; Edição: Cristina Cavalcante; Fotografia: assessoria)


Covid-19: Brasil atinge mais de 1,4 milhão de curados

por Damião Rodrigues publicado 21/07/2020 12h11, última modificação 21/07/2020 12h11

21.07.2020 às 12h15

Número é superior à quantidade de casos ativos, ou seja, pessoas que estão em acompanhamento médico. Informações foram atualizadas até as 18h desta segunda-feira (20/7)

Nesta segunda-feira (20/7) o Brasil registrou 1.409.202 pessoas recuperadas da doença. No mundo todo, estima-se que cerca de 7,4 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas é superior à quantidade de casos ativos (629.324), que são pacientes que estão em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa mais da metade do total de casos acumulados (66,5%). As informações foram atualizadas até às 18h e foram enviadas pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

A doença está presente em 97,4% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.312- 61%) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 3.056 municípios tiveram registros (55%), sendo que 949 (31%) deles apresentaram apenas um óbito confirmado.

Clique para acessar o panorama de casos e óbitos por UF

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população. Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde.

O Ministério da Saúde já enviou mais de R$ 62 bilhões a estados e municípios para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde, sendo R$ 14,9 bilhões voltados exclusivamente para combate ao coronavírus. Também já foram comprados e distribuídos mais de 15,5 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 183,4 milhões de EPIS, mais de 12,4 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus.

O Ministério da Saúde, em apoio irrestrito a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 7.994 equipamentos para todos os estados brasileiros.

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil tem 2.118.646 casos confirmados da doença, sendo 20.257 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 80.120 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registradas 632 mortes nos sistemas oficiais, a maior parte aconteceu em outros períodos, mas tiveram conclusão das investigações com confirmações das causas por Covid-19 apenas neste período. Assim, 323 óbitos, de fato, ocorreram nos últimos três dias. Outros 3.946 seguem em investigação.

CENÁRIO INTERNACIONAL

Até a última quarta-feira (15), o Brasil ocupava a segunda posição em relação ao número de casos (1.996.748) e o registro de óbitos (75.366). Contudo, quando considerado o parâmetro populacional, por milhão de habitantes, entre os países de todo o mundo, o Brasil ocupa a 10ª posição em relação aos casos (9.359) confirmados e a 11ª colocação no que se refere ao número de óbitos (359). A medida populacional é a taxa padrão para comparações entre os países. 


Fonte: Agência Saúde

Arte: Bené Lima

 

Prefeitura de João Pessoa realiza ações de prevenção à saúde com 1.500 feirantes para retomada das atividades

por Damião Rodrigues publicado 20/07/2020 09h22, última modificação 20/07/2020 09h22

20.07.2020 às 9h30

Dentro da preparação para a retomada das atividades nas feiras livres da Capital, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Prefeitura de João Pessoa inicia nesta segunda-feira (20) uma série de ações preventivas com aproximadamente 1.500 feirantes. Até o próximo dia 24, haverá palestras e orientações sobre cuidados e prevenção ao novo coronavírus, aferição de temperatura, vacinação contra a gripe, testes rápidos para a covid-19 e a distribuição de equipamentos de proteção individual (EPIs) como máscaras e protetores facial (face shield). A ação seguirá um cronograma de atendimento, acontecendo sempre no turno da tarde, a partir das 13h30.

“Ação extremamente importante nesse momento de retomada de atividades para que não haja retrocesso no plano de flexibilização, devido ao surgimento de novos casos. Então estamos ofertando todo um cuidado com os feirantes para que essas feiras voltem a funcionar, mas de maneira segura tanto para os feirantes que precisam trabalhar quanto para os clientes que precisem frequentar os ambientes”, destaca a secretária-adjunta da SMS, Ana Giovana Medeiros.

A atividade faz parte do Plano Estratégico de Flexibilização da Prefeitura de João Pessoa (PMJP) e envolverá mais de 100 profissionais entre enfermeiros e técnicos de enfermagem e de apoio da SMS, além de profissionais da Diretoria de Serviços Urbanos e agentes de Controle Urbano, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb).

Cronograma da Ação – Na segunda (20) e terça-feira (21), 400 feirantes da Feira de Jaguaribe serão atendidos na Escola Municipal Francisco Edward de Aguiar, em Jaguaribe. Na quarta-feira (22), 150 feirantes do Mercado Central passarão pelos atendimentos no Parque da Lagoa.

Na quinta-feira (23), 60 feirantes da Feira do Rangel serão atendidos na Escola Municipal Durmeval Trigueiro, localizada no Varjão. Também na quinta-feira, 50 feirantes de Mangabeira VIII devem comparecer à Escola Municipal Afonso Pereira da Silva.  Já os 500 trabalhadores cadastrados na Feira do Oitizeiro devem comparecer na quinta ou sexta-feira (24) à Escola Municipal Castro Alves, no bairro de mesmo nome.

Também na sexta-feira (24), 200 comerciantes da Feira do Grotão serão atendidos na Escola Municipal Antônio Nominando Diniz, bairro Funcionário II, e 150 feirantes da Central de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf) serão atendidos na própria Cecaf.

Cronograma das ações:

Feiras livres Quantitativo dos feirantes Dia e Horário Distritos Locais – Escolas Municipais
Jaguaribe 400 Ação de prevenção a saúde 20/07: segunda-feira das 13h30min às 16h00min. 21/07: terça-feira das 13h30min às 16h00min. DS IV E. M. Rotari Francisco Edwar de Aguiar
Central 150 Ação de prevenção a saúde 22/07: quarta-feira das 13h00min às 16h00min. DS IV Parque da Lagoa
Rangel 60 Ação de prevenção a saúde 23/07: quinta-feira das 13h30min às 16h00min. DS II E.M. Dumerval Trigueiro
Mangabeira VIII 50 Ação de prevenção a saúde 23/07: quinta-feira das 13h30min às 16h00min. DS III E.M. Afonso Pereira da Silva
Oitizeiro 500 Ação de prevenção a saúde 23/07: quinta-feira das 13h30min às 16h00min. 24/07: sexta-feira das 13h30min às 16h00min. DS I E.M. Castro Alves
Grotão 200 Ação de prevenção a saúde 24/07: sexta-feira das 13h30min. às 16h00min. DS II E. M. Antonio Nominando Diniz
CECAF 140 Ação de prevenção a saúde 24/07: sexta-feira das 13h00min às 16h00min. DS III CECAF
TOTAL 1.500
  • Fonte: PMJP (Texto: Rebeka Paiva; Edição: Thadeu Rodrigues)
    Arte: Bené Lima

Prefeito anuncia protocolos para a retomada das feiras livres com cronograma de ação de prevenção à saúde com feirantes

por Damião Rodrigues publicado 17/07/2020 12h22, última modificação 17/07/2020 12h22

17.07.2020 às 12h26

                                                 

A partir da próxima segunda, 1.500 comerciantes passarão por ação educativa, testagem de Covid, vacinação e receberão equipamentos de proteção para atendimento aos clientes

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) inicia, na próxima segunda-feira (20), uma ação de preparação para a retomada das atividades nas feiras livres da Capital, que já foram sanitizadas. Com foco em assegurar um retorno seguro no Plano Estratégico de Flexibilização tanto para comerciantes como também para os clientes, a gestão municipal irá realizar vacinação para influenza, testagem rápida de Covid-19 em todos os feirantes, aferição de temperatura e distribuição de máscaras e de face shield (protetor facial) para os trabalhadores. Na manhã desta sexta-feira (17), o prefeito Luciano Cartaxo apresentou o protocolo para a volta das feiras e o cronograma de preparação com ação educativa e de prevenção à saúde para atender a 1.500 feirantes da cidade.

Na retomada das feiras livres, as bancas deverão respeitar um distanciamento de 1,5 metro entre cada elas. Além disso, os comerciantes deverão disponibilizar álcool gel para clientes e o uso de máscara será obrigatório por todos. “Estamos encerrando a primeira semana da terceira etapa do Plano de Flexibilização e apresentando garantias para o retorno seguro das feiras livres. Temos um compromisso com estes comerciantes, mas um compromisso maior que é salvar vidas. Com uma ação conjunta, sem abrir mão de ouvir as pessoas, podemos apresentar as decisões que sejam as melhores possíveis e com regras de ouro para assegurar a proteção de todos”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo.

O plano previsto para a realização das ações de prevenção a saúde organizou um cronograma de atendimento aos feirantes que acontecerá ao longo da próxima semana. Na segunda e terça-feira, os 400 feirantes da Feira de Jaguaribe serão atendidos na Escola Municipal Francisco Edwar de Aguiar. Na quarta-feira, os 150 feirantes do Mercado Central passarão pelos atendimentos no Parque da Lagoa. Na quinta-feira, 60 feirantes da Feira do Rangel serão atendidos na Escola Municipal Dumerval Trigueiro e 50 feirantes de Mangabeira VIII devem comparecer à Escola Municipal Afonso Pereira da Silva.

                                                     

Os 500 trabalhadores cadastrados na Feira do Oitizeiro devem comparecer na quinta ou sexta-feira à Escola Municipal Castro Alves; os 200 comerciantes da Feira do Grotão serão atendidos na Escola Municipal Antônio Nominando Diniz e os 150 feirantes da Central de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf), serão atendidas na própria Cecaf, também na sexta-feira. Todos os atendimentos serão realizados no período da tarde, conforme cronograma. A distribuição em dias e pontos de atendimento diferentes facilita o acesso dos profissionais próximo ao local de trabalho e reduz a possibilidade de aglomerações.

O trabalho será realizado por mais de 100 profissionais da Diretoria de Serviços Urbanos e agentes de Controle Urbano, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e enfermeiros, técnicos de enfermagem, de testagem rápida e de apoio da Secretaria Municipal de Saúde. A ação se desenvolve paralela à Operação Proteção e à Brigada Sanitária, outras frentes de trabalho da Prefeitura de João Pessoa para garantir mais segurança à Capital nesta retomada segura e planejada.


Fonte: PMJP (Texto: Flávio Asevêdo; Edição: Andrea Alves; Fotografia: Dayse Euzébio)


Paraíba mantém a menor taxa de letalidade por Covid-19 do Nordeste

por Damião Rodrigues publicado 16/07/2020 11h54, última modificação 16/07/2020 11h54

16.07.2020 às 12h03

Há um mês a Paraíba vem mantendo a menor taxa de letalidade por Covid-19 da região Nordeste. Entre as pessoas que contraíram a doença, 2,1% delas foram a óbito. No cenário nacional, o estado está em sexto lugar, ficando abaixo da média nacional, que é de 3,8%. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) atribui este resultado ao alto número de testagem e à assistência adequada prestada à população paraibana. 

Até a última atualização, 185.202 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados na Paraíba. Para a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, ações de testagem e isolamento e os cuidados prestados ao povo paraibano foram efetivos para controlar uma doença de fácil transmissão e com o cenário pandêmico como a Covid-19 e manter a taxa de letalidade baixa. 

“Trabalhamos inicialmente com os testes nas referências e portas de entrada para os casos suspeitos. À medida que ampliamos a distribuição junto aos municípios, ofertamos também os testes na Atenção Primária e captamos mais casos leves de Síndrome Gripal. Hoje, a proporção dos casos confirmados é de que 95% deles são leves. Essa estratégia de testagem ampliada foi importante para conter os casos do novo coronavírus na Paraíba”, afirma.

A taxa de letalidade é a proporção entre o número de mortes por uma doença e o número total de doentes que sofrem desse agravo, ao longo de um determinado período de tempo. Comparando com outros estados da federação, a Paraíba está à frente do Rio de Janeiro, que apresenta a pior taxa do Brasil com 8.8%, e São Paulo (4.4%), e tem o mesmo coeficiente de letalidade que Minas Gerais (2.1%). Os estados que apresentam uma taxa menor que a Paraíba são: Santa Catarina (1.2%), Mato Grosso do Sul (1,3%), Amapá (1.5%), Tocantins (1.7%) e Roraima (1.7%). 

Segundo os dados mais recentes do Estado, a Paraíba até o momento confirmou 62.462 casos de Covid-19 e registra 1.342 óbitos. O vírus está presente em 219 dos 223 municípios paraibanos.

 

Fonte: Secom/PB

 

Operação Proteção fiscaliza cumprimento dos protocolos sanitários em Mangabeira e realiza limpeza e higienização na Cecaf e no Mercado Central

por Damião Rodrigues publicado 15/07/2020 12h06, última modificação 15/07/2020 12h06

15.07.2020 às 12h10                              

                               

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) segue com a Operação Proteção nesta quarta-feira (15), com ações de fiscalização dos protocolos sanitários e de segurança no comercio da Avenida Josefa Taveira, em Mangabeira, além da limpeza e higienização da Central de Comercialização de Agricultura Familiar (Cecaf), no José Américo, e Mercado Central, no Centro. Nesta quinta-feira (16), a Operação se concentra no Centro Comercial de Passagem, além de ruas e calçadas adjacentes a um shopping, no bairro de Tambiá.

Essa ação está entre as primeiras medidas adotadas pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) para combater a disseminação do novo Coronavírus na Capital, ainda no mês de março, e, desde então, já percorreu diversos bairros da cidade. Com o início da Plano Estratégico de Flexibilização, que entre uma série de medidas permite a retomada do comércio, os trabalhos foram intensificados para garantir a segurança da população, como destaca a secretária do Procon-JP, Maristela Gonçalves.

Agentes realizam limpeza na Cecaf, no José Américo

“Nessa parte de fiscalização a ação está visando orientar os comerciantes, com um trabalho educativo, para que eles possam cumprir todos os protocolos sanitários. Só em caso de descumprimento de alguma medida é que a gente notifica, para que eles possam se adequar. Nesse sentido o resultado está satisfatório, inclusive com relação ao horário de fechamento, que é até às 15h. A partir desse horário a nossa equipe faz uma ronda para verificar se de fato os comerciantes estão cumprindo”, explicou.

Na parte de limpeza e higienização, a Operação Proteção conta com uma força-tarefa coordenada pela Defesa Civil, com apoio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Emlur e Sedurb. “A gente realiza tanto os trabalhos de higienização dos espaços, para que a população tenha mais segurança, quanto aqueles trabalhos de zeladoria, com serviços de tapa buracos e poda de árvores”, explica o coordenador da Defesa Civil, Noé Estrela. “É um trabalho que não pode parar, que vai continuar acontecendo pela cidade”, concluiu.

Força-tarefa – A limpeza e zeladoria a ação é feita pela Defesa Civil,com o apoio da Emlur, Seinfra e Sedurb. Já a fiscalização dos estabelecimentos comerciais é feita pelo Procon-JP, Progem, Semam, Semusb/Guarda e Vigilância Sanitária. Entre as meidadas observadas estão o uso de máscara, limitação de uma pessoa a cada 10m² e disponibilidade do álcool gel nos estabelecimentos e controle de fluxo de clientes.

Programação da Operação Proteção:

16/07

Centro de Comercialização de Passagem

Calçadas das ruas adjacentes ao shopping Tambiá

17/07

Shopping 4400

Paço Municipal


Fonte: PMJP (Texto: Max Oliveira; Edição: Katiana Ramos; Fotografia: Sedurb)

Comércio e shoppings reabrem e prefeitura reforça medidas para o funcionamento

por Damião Rodrigues publicado 14/07/2020 12h03, última modificação 14/07/2020 12h03

14.07.2020 às 12h04

O comércio de João Pessoa retomou as atividades desde a última segunda-feira (13), seguindo o plano estratégico de flexibilização, organizado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). Contudo, as equipes dos órgãos e secretarias que estão na linha de frente no combate ao Coronavírus alertam para o cumprimento das medidas de segurança sanitária, que devem ser direcionadas aos trabalhadores e clientes dos estabelecimentos.

No comércio, o horário de funcionamento das lojas é de 9h até às 15h e os shoppings abrem de 12h e fecham às 20h. É importante alertar que os vendedores dos estabelecimentos só podem atender aos clientes com máscara e o mesmo vale para os clientes, que, só podem entrar nos ambientes de comércio usando a máscara de proteção. As lojas devem respeitar a limitação de uma pessoa a cada 10 metros, ter um termômetro para medir a temperatura e disponibilizar álcool 70% na entrada do estabelecimento.

No último sábado (11), os órgãos da PMJP realizaram serviços com várias secretarias (Operação Proteção), onde foi feita a sanitização das ruas e limpeza da área externa dos estabelecimentos do comércio de João Pessoa, nos principais corredores, mercados públicos, shoppings populares, feiras livres e terminais do transporte coletivo para que houvesse uma abertura segura e que atendesse aos novos protocolos previstos nesta 3ª etapa do Plano de Flexibilização.

O coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, Nóe Estrela, informou que está obedecendo um calendário de limpeza e sanitização nesta terça-feira (14) está prevista a limpeza da Feira do Grotão e da Feira de Jaguaribe.

Os shoppings de João Pessoa também devem obedecer à determinação da PMJP e funcionar sem o mobiliário como bancos, sofás e poltronas. As praças de alimentação dos shoppings ainda não podem abrir, devem continuar funcionando no formato delivery ou drive-thur. Está vedado também o funcionamento das áreas de lazer dos shoppings, como os cinemas, academias e parques infantis.

A professora de inglês, Isabela Padilha Silva, 48 anos, moradora do bairro 13 de maio, comentou está com coisas pendentes há meses e que adiou tudo desde que a pandemia começou e que vai sair, mas com muito receio ainda que os picos de casos voltem a subir. “Por outro lado, entendo que o comércio deve abrir. Meu esposo vive do comércio e vai abrir com cuidado e também com certo receio”, disse Isabela Padilha Silva.

Parques (Lagoa e Bica) – Os parques públicos mais movimentados da cidade, o novo Parque da Lagoa Solon de Lucena e o Arruda Câmara permanecem fechados até que os casos de Coronavírus diminuam na Capital.

Jogos de Futebol, Atividades Esportivas e Orla Marítima – Retornaram também na segunda-feira (13) os jogos profissionais de futebol nos estádios, mas não pode ter a presença de torcedores. As atividades físicas esportivas individuais ao ar livre têm também horário reduzido, devendo funcionar de 5h até 8h e no final da tarde (17h) até o início da noite (18h). Não será permitida pessoas aglomeradas em bancos da praia e também não pode levar cadeiras para os espaços públicos da cidade.

SERVIÇO:

3ª ETAPA DO PLANO DE FLEXIBILIZAÇÃO

Início: Segunda-Feira (14)

Horário de funcionamento:

  • Comércio – 9h até 15h
  • Shoppings – 12h até 20h.
  • Futebol profissional – Liberado sem a presença de torcedores.
  • Atividades físicas individuais – Liberadas na orla (apenas na calçadinha) e nas praças e parques, das 5h às 8h, e no fim da tarde/início da noite.

  Fonte: PMJP (Texto: Adriana Crisanto;Edição: Katiana Ramos)

  Arte: Bené Lima    

Capital dá início a terceira fase do Plano de Flexibilização com reabertura de comércio varejista, shoppings e atividades esportivas individuais

por Clarisse Oliveira publicado 13/07/2020 12h30, última modificação 13/07/2020 12h30
13.07.2020 às 12h35

Com indicadores que mostram a redução dos casos de coronavírus e da pressão hospitalar na Capital, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou, na tarde desta sexta-feira (10), a terceira fase do Plano Estratégico de Flexibilização, a iniciar na próxima segunda-feira (13). Com o estabelecimento de protocolos que visam garantir a segurança para toda a população, o gestor afirma que é o momento de dar mais um passo na retomada econômica da Capital, com o retorno das atividades de comércio varejista e shoppings centers. Durante a apresentação das novas medidas, o prefeito também anunciou o início da ‘Brigada Sanitária’, uma ação porta a porta de busca ativa de casos de covid-19, síndromes gripais e focos de mosquito da dengue, zika e chikungunya.

De acordo com as avaliações permanentes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizadas adotando os protocolos da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Capital paraibana segue com queda na taxa de ocupação de leitos de UTI, em relação aos últimos 14 dias, quando a cidade ingressou na segunda etapa do Plano de Flexibilização. Esta taxa está atualmente em 63,6% nos hospitais públicos, o que aponta para uma redução no número de pacientes graves. Associado a isso, a transmissão de casos e os números de óbitos estão descendentes.

“A partir destes resultados positivos, verificamos que podemos dar sequência à flexibilização, seguindo para a terceira etapa conforme foi planejado que aconteceria de forma setorial e gradual. João Pessoa serve de referência para o País na transparência com que apresenta os dados das contratações emergenciais da pandemia, conforme atestou a primeira colocação com nota máxima no ranking da ONG Transparência Internacional e também é um exemplo pela cautela e planejamento com que avança na retomada e na prevenção à covid-19. O isolamento mantém-se como fundamental para que continuemos salvando vidas, mas estamos entrando em uma nova fase, que é fundamental para a recuperação da cidade”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo.

Na terceira etapa da flexibilização, os estabelecimentos de comércio varejista poderão funcionar no horário das 9h às 15h, atendendo apenas pessoas com máscaras, respeitando a limitação de uma pessoa a cada 10m² e disponibilizando álcool gel nos estabelecimentos. Os shopping centers terão horário de funcionamento autorizado de 12h às 20h, também admitindo apenas pessoas com máscaras, medição de temperatura dos clientes e respeitando o distanciamento de 10m². A PMJP determina ainda a retirada de todo mobiliário como bancos, sofás e poltronas. Segue vedada a abertura da praça de alimentação, que poderá continuar funcionando apenas com delivery ou drive thru. Também está vedado o funcionamento das áreas de lazer, como os cinemas e as academias.

Também fica autorizada a prática de atividade física individual no asfalto da Orla de João Pessoa no período das 5h às 8h, sendo vedado o acesso à faixa de areia e banho de mar. Ao longo do dia, poderá ser praticada atividade física individual na calçada, sendo vedado o uso de bancos e levar cadeiras. O estacionamento na orla continua proibido. As praças estarão abertas para utilização também em esportes individuais, não sendo permitido o uso de bancos e equipamentos de ginástica ou de recreação, como playgrounds, pois suas superfícies consistem em meio de transmissão do coronavírus. Para evitar a possibilidade de aglomerações, os parques da Lagoa e Bica permanecerão fechados. Os jogos de futebol profissional também estão autorizados a retornar, no entanto, sem torcida.

Portaria – A portaria da Secretaria Municipal de Saúde (nº 26/06/2020) que dispõe sobre as medidas a serem adotadas nas atividades de escritórios de profissionais liberais também passará a ser adotada nesta segunda, nos escritórios de profissionais de eventos, de autoescolas, e de secretarias e tesourarias de escolas e universidades privadas. As aulas presenciais nas autoescolas seguem suspensas, devendo seguir com ensino remoto das aulas teóricas. Missas, cultos e demais cerimônias religiosas, seguem liberadas com 30% da capacidade das igrejas, mantendo os critérios da primeira fase.

Já no próximo dia 20, a Secretaria da Receita Municipal (Serem) retomará o atendimento presencial, com agendamento prévio e com a adoção de protocolos de distanciamento. Para o retorno das feiras livres, a Prefeitura já iniciou o diálogo com feirantes, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) para a definição dos protocolos e da data da retomada. Para todos os segmentos, devem ser observadas todas as demais exigências estabelecidas em normas complementares da Secretaria Municipal de Saúde, que serão disponibilizadas no portal da Prefeitura. A gestão municipal seguirá realizando fiscalização para conferir cumprimento às normas do decreto, feitas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob), Guarda Municipal e Vigilância Sanitária.

Brigada Sanitária – A partir desta segunda-feira (13), a PMJP também dá início à Brigada Sanitária, ação educativa, de diagnóstico, busca ativa e também de tratamento sobre a covid-19, síndromes gripais, dengue, zika e chikungunya. A ação terá a participação de aproximadamente 80 profissionais como agentes de endemias, agentes comunitários de Saúde, profissionais da Atenção Básica, Vigilância Ambiental e Zoonoses. Eles estarão divididos em 40 equipes que visitarão as residências, porta a porta, para aplicar questionários e verificar a situação de saúde das pessoas. Casos suspeitos de covid-19 serão encaminhados à USF de referência da região para testagem e focos de Aedes aegypti serão combatidos com larvicidas. A ação terá início em Mangabeira.

 

Fonte: PMJP (Texto: Flávio Asevêdo; Edição: Thadeu Rodrigues)

Foto: Olenildo Nascimento

Prefeitura retoma Operação Proteção nesta segunda-feira (13) garantindo segurança sanitária à população na reabertura do comércio

por Damião Rodrigues publicado 13/07/2020 12h02, última modificação 13/07/2020 12h02

13.07.2020 às 12h05

                                            

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) retoma, nesta segunda-feira (13), a Operação Proteção, no Centro da cidade, com a realização de serviços de limpeza e higienização de ruas e espaços públicos, além da fiscalização do cumprimento de protocolos sanitários em estabelecimentos comerciais que serão reabertos, nesta terceira etapa do Plano de Flexibilização. Os serviços da Operação Proteção serão realizados nos principais corredores, mercados públicos, shoppings populares, feiras livres e terminais do transporte coletivo.

Equipes de diversas secretarias municipais formam uma força-tarefa para garantir segurança à população, clientes e colaboradores dos estabelecimentos comerciais na reabertura das atividades. Os serviços incluem limpeza e higienização, desobstrução de galerias, lavagem de calçadas e praças, manutenção da iluminação pública, fiscalização e orientação dos proprietários de estabelecimentos que vão reabrir, quanto ao atendimento dos novos protocolos previstos na terceira etapa do Plano de Flexibilização.

No último sábado (11), as equipes realizaram o trabalho no Centro da Capital, mas a ação será contínua e estendida a toda a cidade. Nesta segunda-feira (13), estão na programação o Centro comercial do Varadouro, Centro Comercial Frutuoso Barbosa, a Feirinha de Mangabeira – Boião e a Feirinha de Mangabeira VII. Na terça-feira (14), será a vez da Feira do grotão e da Feira de Jaguaribe.

O coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, Noé Estrela, destaca o compromisso da Prefeitura com o bem-estar e a saúde da população nesta nova fase de flexibilização do isolamento social. “O prefeito Luciano Cartaxo determinou o empenho ainda maior de todos os órgãos no cuidado com a população nesta terceira etapa de flexibilização, por isso, Emlur, Seinfra, Procon, Semam, Guarda Municipal, Vigilância Sanitária e a Defesa Civil estão trabalhando incansavelmente para que o retorno do comércio varejista seja o mais seguro possível para todos”, destacou Noé Estrela.

A secretária do Procon de João Pessoa, Maristela Viana, comentou sobre o trabalho de fiscalização e orientação aos estabelecimentos comerciais. “Estamos juntos com a Secretaria do Meio Ambiente, Guarda Municipal e Vigilância Sanitária fiscalizando os estabelecimentos autorizados a funcionar pelo decreto do prefeito Luciano Cartaxo, nesta terceira fase de flexibilização. Observamos o uso de máscara tanto pelos clientes quanto pelos funcionários, a não aglomeração e a presença de termômetro na entrada para medir a temperatura dos clientes antes do acesso ao estabelecimento”, disse.

Programação de higienização:

13/07

Centro comercial do Varadouro

Centro comercial Frutuoso Barbosa

Feirinha de Mangabeira – Boião

Feirinha de Mangabeira VII

14/07

Feira do grotão

Feira de Jaguaribe

15/07

Cecaf

Mercado Central

16/07

Centro de Comercialização de Passagem

Calçadas das ruas adjacentes ao shopping Tambiá

17/07

Shopping 4400

Paço Municipal


Fonte: PMJP (Texto: Jomar Brandão; Edição: Thadeu Rodrigues; Fotografia: Gilberto Firmino)


Hospital Metropolitano celebra a marca de 500 altas hospitalares de pacientes curados da Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 10/07/2020 13h04, última modificação 10/07/2020 13h04

 10.07.2020 às 13h05

“São 500 histórias, 500 famílias, 500 vidas. Celebramos essa conquista por eles e por nós. Todos vencemos”, expressou o diretor assistencial do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, Gilberto Teodozio, com a marca alcançada pelas altas hospitalares dos pacientes curados da Covid-19, que receberam tratamento no Hospital Metropolitano e Hospital Solidário.

Na manhã desta quinta-feira (9), o aposentado Cleonildo Fidelis, 64 anos, da cidade de Mamanguape-PB, foi calorosamente saudado com músicas e palmas enquanto passava por um corredor formado pelos profissionais que contribuíram para sua recuperação. “Não consigo falar de tão emocionado. Não é só o remédio que cura uma pessoa, mas, também, o calor humano, e vocês são humanos, cuidaram de mim da melhor maneira. Estou muito feliz e agradecido”, declarou o ex-paciente.

O clínico geral Matheus Agra acompanhou o tratamento e foi responsável pela alta do aposentado. “O senhor Cleonildo já chegou em nossa unidade com o quadro avançado da doença, com saturação a 91%, além de ter comorbidades. Seu pré-estado de intubação exigiu da nossa equipe um esforço para sua recuperação e não agravamento da doença. Adotamos medidas de pronação e suporte ventilatório. Ele chegou a ser transferido para UTI, mas tão logo se recuperou. É um caso de sucesso, que nos orgulha, assim como cada paciente pelo qual dedicamos o nosso melhor”, afirmou.

De acordo com o diretor geral do Hospital Metropolitano, Antônio Pedrosa, o resultado atingido é fruto do empenho de toda equipe nos cuidados prestados aos pacientes. “Os nossos profissionais trabalham com muita dedicação, dando o aporte que nossos pacientes precisam e seguindo todos os protocolos. E resultados como estes revelam que a nossa atuação tem feito a diferença na saúde da população paraibana” concluiu.

O Hospital Metropolitano possui 54 leitos de Unidade de Terapia Intensiva exclusivos para tratamento da Covid-19, além de 31 leitos de enfermaria. Já o Hospital Solidário conta com 130 leitos de enfermaria, sendo estas unidades referência no Estado para tratamento da doença provocada pelo coronavírus.

Fonte: Secom/PB

Prefeito anuncia medidas da terceira etapa do Plano Estratégico de Flexibilização nesta sexta-feira

por Damião Rodrigues publicado 09/07/2020 12h17, última modificação 09/07/2020 12h17

09.07.2020 às 12h20

                          

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anuncia, às 16h desta sexta-feira (10), o quadro atual da cidade no combate à pandemia do novo coronavírus e anuncia as medidas do início da terceira etapa do Plano Estratégico de Flexibilização. O anúncio acontece no auditório do Paço Municipal e através de transmissão ao vivo nas redes sociais do prefeito e da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). Na ocasião, dando sequência ao plano elaborado pela gestão municipal para o retorno seguro das atividades, Luciano Cartaxo apresentará a evolução da cidade nas ações de combate à Covid-19 e os protocolos que orientarão a retomada de novos segmentos ao ‘novo normal’.

O Plano Estratégico teve início em 15 de junho, após o fim do isolamento social rígido, com ações planejadas e regras de ouro para garantir a segurança da população e evolução da cidade no enfrentamento à pandemia. Entre elas, o distanciamento social, ou seja, 1,5m de distância entre funcionários e clientes, priorização do trabalho remoto para colaboradores de risco e demarcação de espaço nas filas, além de medidas de higiene como disponibilização do álcool 70% e uso obrigatório de máscaras. Na primeira etapa, retornaram à atividade segmentos como o comércio atacadista, a construção civil, concessionárias, revendas de veículos e locadoras, e empresas de assistência técnica, além de atividades religiosas com 30% da capacidade.

Na segunda etapa, iniciada em 29 de junho,  as lojas de material de construção passaram a funcionar com a permanência simultânea de um cliente a cada 10m² de área do estabelecimento. Outros setores como dos profissionais liberais e atletas profissionais retomaram ao trabalho e treinos, respectivamente, seguindo protocolos e observando as medidas de prevenção. Já para as atividades religiosas, foram mantidos os critérios da primeira fase, ou seja, 30% da capacidade. Os ônibus do transporte público coletivo também regressaram nesta última segunda-feira (6), como parte da segunda etapa do Plano de Flexibilização, com novas medidas de segurança e higiene nos ônibus e paradas.

SERVIÇO

Assunto: Luciano Cartaxo anuncia novas medidas do Plano Estratégico de Flexibilização; 

Dia: Sexta-feira (10); Hora: 16h; Local: Auditório do Paço Municipal, Centro de João Pessoa.

 

Fonte: PMJP (Texto: Flávio Asevêdo; Edição: Katiana Ramos; Fotografia: Dayse Euzébio)

Projetos de pesquisas para Covid-19 receberão R$ 45 milhões

por Damião Rodrigues publicado 08/07/2020 12h09, última modificação 08/07/2020 12h09

08.07.2020 às 12h10 

Resultado final da chamada pública para seleção de pesquisas para o enfrentamento da COVID-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias selecionou 90 projetos

Nesta terça-feira (07), foi divulgado o resultado final da chamada pública para seleção de pesquisas para o enfrentamento da COVID-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias. Ao todo, foram selecionados 90 projetos de pesquisa, no valor total de R$ 45,5 milhões, entre 2.219 propostas enviadas para avaliação por meio de parceria entre o Ministério da Saúde, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Pesquisadores de todo o Brasil enviaram projetos de pesquisa para concorrer ao financiamento. As propostas seguiram 11 linhas temáticas de pesquisa, que contemplaram, por exemplo, o desenvolvimento de novos métodos de prevenção e controle, diagnóstico, tratamento e vacinas contra o coronavírus, além de outras doenças respiratórias.

Acesse a apresentação completa

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto, quando se enfrenta um grande problema é, também, quando surgem ideias para pesquisas para resolver esses problemas. “E nós temos atuado não somente no fomento à pesquisa, mas, também, na parte de rastreio das melhores evidências no mundo inteiro a respeito dessa crise de saúde. E essas pesquisas são importantes porque vão fornecer material que pode ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), com produtos que vão melhorar a vida da população. Isso mostra que uma pesquisa forte, ligada à inovação faz o SUS prosperar”, afirmou.

Na avaliação das propostas, analisou-se como as ideias poderiam ser aplicadas ao SUS, as perspectivas de impacto positivo nas condições de saúde da população e o impacto e relevância do projeto para o aprimoramento da atenção à saúde e vigilância da Covid-19, além de outros critérios técnicos.

Por se tratar de emergência de saúde pública de importância internacional, as pesquisas contratadas por essa chamada destinam-se a fornecer novas evidências e subsídios ao enfrentamento da pandemia de Covid-19 e são de relevância para tomada de decisão e também para a gestão em saúde. Sendo assim, os resultados parciais e finais devem ser informados aos Ministérios ao longo da execução das pesquisas e em tempo real.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, astronauta Marcos Pontes, explicou que o sistema de saúde público é um dos melhores que existem no mundo, pois oferece assistência a uma enorme quantidade de pessoas com atendimentos de qualidade. “Por isso, um anúncio como esse de hoje é muito importante, pois os trabalhos serão desenvolvidos para melhorar a qualidade de vida da população, nos preparar para o futuro e nos ajudar a sair dessa pandemia mais fortalecidos”, destacou.

O Ministério da Saúde e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações vão conduzir seminários de acompanhamento e avaliação dos projetos em seu início, em duas reuniões na metade do desenvolvimento dos estudos e um último seminário final da execução dos trabalhos, em Brasília (DF) ou virtualmente, caso necessário.

O Departamento de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (Decit/SCTIE/MS) é o responsável pela organização e pelo financiamento, por parte do Ministério da Saúde, da chamada pública, aportando R$ 20 milhões. “A chamada pública contribui com o fortalecimento da ciência do Brasil, além da busca de soluções para a pandemia mundial. Oportuna o avanço do conhecimento, a formação de recursos humanos, a geração de produtos nacionais e a formulação, implementação e avaliação de ações públicas voltadas para a melhoria das condições de saúde da população brasileira”, destacou Camile Giaretta, a diretora do departamento.

Consulte o resultado final da chamada em: www.cnpq.br

Fonte: (Por Janary Damacena, da Agência Saúde com informações do Nucom SCTIE)

Coronavírus: Brasil registra 927.292 pessoas recuperadas

por Damião Rodrigues publicado 07/07/2020 12h19, última modificação 07/07/2020 12h19

07.07.2020 às 12h22

Número representa mais da metade do total de casos acumulados (57,1%). Informações foram atualizadas até as 18h desta sexta-feira (06/7)

O Ministério da Saúde registrou, nesta segunda-feira (6/7), o total de 927.292 pessoas curadas do coronavírus em todo o país. O número é superior à quantidade de casos ativos (630.505), que são pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa mais da metade do total de casos acumulados (57,1%). As informações estão atualizadas até às 18h3e foram enviadas pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

O Governo Federal mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população. Dessa forma, a pasta tem enviado recursos extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde.

Clique para acessar o panorama de casos e óbitos por UF

De janeiro a junho, o Ministério da Saúde enviou R$ 50,4 bilhões a estados e municípios para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde, sendo R$ 9,7 bilhões voltados exclusivamente para combate ao coronavírus. Também já foram comprados e distribuídos mais de 15 milhões unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 115,7 milhões de EPIS, mais de 10,6 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus. O Ministério da Saúde, em apoio irrestrito a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 6.410 equipamentos para todos os estados brasileiros de maio até hoje.

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil tem 1.623.284 casos confirmados da doença, sendo 20.229 registrados nas últimas 24h. 

Em relação aos óbitos, atualmente, o Brasil tem no acumulado 65.487 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registradas 620 mortes nos sistemas oficiais do Governo do Brasil, a maior parte aconteceu em outros períodos, mas tiveram conclusão das investigações com confirmações das causas por Covid-19 apenas neste período. Do total, 230 óbitos foram confirmados nos últimos três dias e outros 4.146 seguem em investigação.

Fonte: Agência Saúde

Arte: Bené Lima

Ônibus voltam a circular com 60% da frota em JP

por Haryson Alves publicado 06/07/2020 11h10, última modificação 06/07/2020 11h30
06/07/2020 às 11h

O serviço de transporte coletivo urbano foi retomado nesta segunda-feira (6) com 60% da frota, ou seja, com 250 ônibus atendendo apenas 45% de sua lotação máxima de passageiros. Os ônibus passam a circular das 6h às 19h, com 40 linhas que vão cobrir toda a cidade, sendo 11 delas com trajeto modificado. Poderá entrar nos veículos uma média de 38 passageiros sentados e 12 em pé, obedecendo marcações de posicionamento. A orientação é que seja preferido o pagamento pelo cartão Passe Legal, reduzindo o contato entre passageiros e profissionais.

Não haverá circulação nos domingos e feriados e a integração temporal passará de 40 para 80 minutos, com o objetivo de evitar aglomerações. Todos os passageiros obrigatoriamente precisam usar máscara e as empresas precisam disponibilizar álcool em gel perto das catracas.

Confira as linhas que voltaram a funcionar

O Terminal de Integração do Varadouro (TIV) passou por adaptações para reabrir com mais segurança. O espaço foi totalmente higienizado e recebeu marcações no piso e em cadeiras para orientar o distanciamento adequado entre as pessoas.

O espaço recebeu sinalização horizontal nas plataformas de embarque, dimensionando o espaço entre os passageiros e apontando os locais de permanência. Além disso, alguns assentos receberam placas com orientação para que não sejam utilizados.

Também foram instaladas pias portáteis para facilitar a lavagem das mãos e placas que incentivam o uso de máscara e o distanciamento. Antes disso, o TIV ainda passou por uma higienização realizada por equipes da Defesa Civil Municipal. Outros terminais estão recebendo medidas similares, desta vez sob responsabilidade das empresas de transporte coletivo, como previsto por decreto municipal.

Passe Legal

Para facilitar a recarga do Passe Legal, e no intuito de reduzir ao máximo o risco de contágio do Covid-19 no transporte público da capital, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de João Pessoa (Sintur-JP), conta com 80 pontos físicos de venda, entre rede própria e parceira. Hoje, 26 pontos de recarga próprios e parceiros já voltaram a funcionar.

Nos postos próprios, o Sindicato oferece o serviço de recarga e emissão de primeira via do Passe Legal Cidadão. Nos postos parceiros, está disponível o serviço de recarga. Para os estudantes, a emissão do cartão será feita na sede ou no posto próprio do Sintur localizado no bairro de Mangabeira. Quem precisar de segunda via, seja cidadão ou estudante, ou realizar qualquer outro serviço, deve se dirigir à sede do Sindicato, na Rua Treze de Maio, no Centro. Também há a possibilidade de fazer a solicitação online por meio do número do WhatsApp (83) 99986-0045.

Ônibus itinerante oferece recarga e 1ª via do cartão Passe Legal

Além dos pontos físicos, o Sintur-JP conta com um ônibus itinerante do Passe Legal, que percorre os bairros com os serviços de recarga e emissão de primeira via do cartão cidadão. De 06 a 10 de julho, a unidade móvel estará no Terminal de Mangabeira, das 6h às 15h, na Rua Francisco Porfirio Ribeiro. A programação do ônibus itinerante pode ser conferida acessando https://passelegal.com.br/bairros/unidadeitinerante/.

Postos próprios do Sintur-JP que estão abertos

Sede – segunda a sexta das 7h30 às 17h e no sábado das 8h às 12h;

Container na Lagoa – segunda a sexta das 6h30 às 18h e no sábado das 8h às 12h;

Mercado Público de Mangabeira – segunda a sexta das 7h20 às 14h e sábado das 8h às 12h;

Terminal do Valentina – segunda a sexta das 8h às 12h e das 13h às 17h;

Terminal de Integração do Varadouro – segunda a sábado das 5h30 às 20h20;

Terminal do Bessa – segunda a sábado das 5h30 às 19h.

Postos parceiros

O horário de funcionamento da rede de vendas parceira fica sob responsabilidade de cada estabelecimento. Confira na imagem os locais e endereços.

Recarga e solicitação do cartão Passe Legal sem sair de casa

O Sintur-JP reforça que também é possível recarregar o Passe Legal com comodidade, em casa. A recarga do cartão pode ser feita pela internet e assim o passageiro evita ficar exposto ao contato com outras pessoas. Basta acessar o site passelegal.com.br e na opção “Recarregue aqui” selecionar o tipo de cartão. O usuário será direcionado para o Recarga JP, onde todo o procedimento é simples e seguro.

Para quem ainda não tem o Passe Legal Cidadão pode solicitar o cartão pelo WhatsApp no número (83) 99986-0045. O usuário tem a opção de receber o cartão em casa, mediante pagamento de taxa de entrega, ou de retirá-lo no container do Sintur-JP no Parque Sólon de Lucena (Lagoa) ou na sede (na Rua Treze de Maio). Por este canal de atendimento, além da primeira via, também dá para solicitar a segunda via do cartão.

Fonte: Sintur-JP e PMJP

Foto: Juliana Santos

Concluída a maior pesquisa brasileira sobre a COVID-19

por Damião Rodrigues publicado 03/07/2020 12h13, última modificação 03/07/2020 12h13

03.07.20120 às 12h11

Estudo analisou, dentre outras questões, a proporção de anticorpos da população brasileira em relação ao coronavírus, que chegou a 3,8% do público entrevistado na terceira fase

O maior estudo sobre a Covid-19 no Brasil, “Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil: Estudo de Base Populacional”, financiado pelo Ministério da Saúde, foi concluído e trouxe informações importantes sobre a evolução da doença no país. O estudo foi coordenado pelo Centro de Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) com a proposta de utilização dos resultados, pelo Ministério da Saúde, na formulação de estratégias para o combate à pandemia, além de ações e programas de prevenção.

Para a realização do inquérito, o Governo Federal disponibilizou 150 mil testes rápidos que detectam a presença de anticorpos IgM (de infecção mais recente) e IgG (de infecção mais antiga) para o coronavírus, a partir de amostras de sangue. A pesquisa entrevistou e testou 89.397 pessoas em todas as regiões do país durante os meses de maio de junho de 2020. 

A coleta de dados foi feita por profissionais do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) nos domicílios de 133 cidades espalhadas por todos os estados do Brasil. Houve três fases de coleta de dados: a primeira fase ocorreu de 14 a 21 de maio, totalizando 25.025 (75,2%) entrevistas e testes; a segunda, entre os dias 04 e 07 de junho, com o total de 31.165 (93,7%) entrevistas e testes; e a terceira, entre os dias 21 e 24 de junho, totalizando 33.207 (99,9%) entrevistas e testes.

Confira a íntegra do discurso do secretário-executivo, Elcio Franco:

O Ministério da Saúde financiou um dos maiores estudos de inquérito epidemiológico do mundo.  O resultado que a Universidade Federal de Pelotas nos traz hoje é uma peça fundamental para dar informações adicionais sobre comportamento do vírus.

Ainda precisaremos de outros elementos para compreender completamente a dinâmica da doença no território e na transmissão entre pessoas, mas certamente é uma contribuição do Brasil para a comunidade científica internacional, e gestores e profissionais de saúde, na busca de soluções adequadas para o enfrentamento ao coronavírus.

Gostaria de parabenizar a Universidade por esse compromisso com a saúde pública, e, por meio dela, agradecer todos as pessoas que estiveram envolvidas direta ou indiretamente com o estudo. Em especial, é preciso dizer que, sem a participação dos entrevistados, não estaríamos hoje divulgando essas informações.

O estudo traz dados de 133 cidades brasileiras, espalhadas pelo território nacional. Embora não tenha o retrato do país, mostra áreas em suas diferentes etapas de enfrentamento ao Covid-19. A média é de 3,8% de infecção nesta última etapa, mas as taxas variam de Zero a 20% entre as cidades analisadas, reforçando a necessidade de darmos respostas diferenciadas para cada município no país.

De modo geral, a diferença entre o número de pessoas infectadas é seis vezes maior do o número de casos notificados. Trata-se de algo esperado, quando a maior parcela dos casos é leve ou assintomática, o que deve ser ainda confrontado com outros estudos disponíveis visto que outras estimativas apontaram um número maior para essa chamada subnotificação.

Isso quer dizer que o estudo que estamos apresentando não é definitivo em si. O objetivo é contribuir para a literatura internacional e conhecimento da doença.

Da mesma forma, a taxa de mortalidade do estudo está próxima de 1%. O valor é 75% menor do que obtemos com a notificação oficial, que chega a mais de 4%, mas acima de taxas apontadas em outras literaturas científicas. Assim, contribuiremos para melhor entender o enfrentamento da doença com esses novos dados.

O professor Pedro Hallal pesquisador responsável pelo estudo, e reitor da UFPel, esteve nos últimos dois dias conosco. Foram longas horas de apresentação e debate sobre os resultados. Certamente muito pode ainda ser extraído, em especial no que se refere a população mais vulnerável.

Algo que foi questionado e merece uma análise mais profunda são as situações de raça/cor. Nesse tema de autodeclaração, nos interessa entender as referências como a de indígenas, percebendo que a coleta foi realizada em área urbana.

Para esses indígenas autodeclarados na região urbana, o valor está acima da média e precisamos verificar o contexto em que se dá a informação e quais as influências socioculturais podem interferir na coleta do dado. Hoje, esse tema não será abordo devido a essas análises que precisamos fazer.

O dado que o professor nos traz hoje é referente a análise em relação ao nível socioeconômico. O avanço da doença sobre os mais pobres mostra o quão importante é oferecer assistência descentralizada. Em especial, precisamos da adesão dos municípios aos centros comunitários, que possibilitarão um atendimento mais próximo do cidadão e uma assistência antes que a doença avance em sua gravidade. Precisamos proteger de forma adequada essa parcela da sociedade.

Para mostrar a complexidade da análise que requer os números, o estudo aponta que 91% dos infectados sentiu algum tipo de sintoma. Novamente precisaremos entender como o dado foi captado, visto que confronta outros estudos.

A maior prevalência diz respeito a alterações de olfato e paladar. Compreender a dinâmica em que se dá a declaração de sintomas também nos ajudará a aperfeiçoar os protocolos de atendimento, em especial reforçar a assistência precoce.

Precisamos analisar os resultados por faixa etária e transmissão entre crianças e adolescentes, para definir protocolos mais seguros de volta as aulas. Demos uma boa lição de casa para professor.

Para encerrar a minha fala: estamos dando mais um passo importante com esse estudo. O Brasil mostra mais uma vez o seu compromisso e desejo de contribuir com o mundo em informações e respostas a doença. E temos que fazer mais. Vamos analisar quais os próximos passos podem ser dados.

Para conferir a pesquisa, acesse: www.ufpel.edu.br

Fonte: Agência Saúde (Por Tinna Oliveira)

Arte: Bené Lima 

Laboratórios públicos ampliam em 869% capacidade de testagem para Covid-19 no Brasil

por Damião Rodrigues publicado 02/07/2020 13h18, última modificação 02/07/2020 13h18

02.07.2020 às 13h19

Novo Boletim Epidemiológico Especial sobre a Covid-19 traz informações detalhadas sobre a realização de testes no Brasil, além de apresentar o perfil de casos e de óbitos pela doença

O Ministério da Saúde publicou, nesta quarta-feira (1º), o Boletim Epidemiológico Especial nº 20 sobre a Covid-19 no Brasil. A nova publicação apresenta informações detalhadas sobre o diagnóstico da doença, além de trazer o perfil de casos e de óbitos. O objetivo é trazer dados mais precisos sobre o cenário atual da doença e permitir ao Poder Público adequar ações e agir com mais efetividade na proteção e assistência à população.

Desde o início da pandemia, o Ministério da Saúde ampliou em 869% a capacidade de realização de exames RT-PCR na Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública. O aumento foi possível graças ao esforço dos profissionais que trabalham nos laboratórios e da disponibilidade de insumos e equipamentos. Muitos Lacens têm funcionado 24 horas por dia, sete dias da semana, contando com a dedicação de milhares de profissionais.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, com a ampliação da testagem para a doença, será possível identificar os casos mais precocemente. “Com o diagnóstico cada vez mais precoce será possível ter uma melhor percepção do quadro clínico do paciente, aumentando as chances de intervenção e de tratamento a critério do médico”, disse o secretário durante coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (1º), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

Atualmente, o Brasil faz 13,7 testes a cada mil habitantes. As ações para expansão da capacidade de testagem continuam em andamento, com previsão de aquisição e distribuição de equipamentos, testes e insumos para distribuição aos estados e implantação da parceria público-privada que irá ampliar a capacidade de realização de testes no país.

AMPLIAÇÃO DA TESTAGEM EM CASOS LEVES

O Ministério da Saúde passou a investir ainda mais na Atenção Primária para a coleta e diagnóstico dos casos leves da Covid-19. Com isso, as unidades sentinelas, que apoiam a vigilância no país, passam a realizar o teste RT-PCR (molecular) em 100% dos casos de Síndrome Gripal (SG). Além disso, os serviços de saúde que se credenciarem para a modalidade de Centros de Atendimento à Covid-19 também poderão coletar amostras de todos os casos leves. Desta forma, cerca de um quarto (22%) da população brasileira será testada para a doença. Os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) continuam processando as amostras em todos os estados, contudo, com a ampliação do grupo a ser testado, a demanda aumentará e, dessa forma, o excedente será encaminhado para as Centrais de Testagem.

Segundo o secretário, todos os testes serão registrados em um sistema único de vigilância laboratorial do Ministério da Saúde. “Isso será extremamente importante para entendermos como se comporta a doença no território brasileiro”, afirmou.

TESTES REALIZADOS

Até o dia 30 de junho, foram realizados 1,4 milhão de exames de RT-PCR para Covid-19, sendo que 860.604 na rede nacional de laboratórios de saúde pública e 618.067 nos principais laboratórios privados do país. Sobre os testes rápidos, foram realizados no país, um total de 1,4 milhão. Importante destacar que se trata do total de testes realizados que foram registrados no e-SUS notifica até o dia 25/06.

Em relação aos testes RT-PCR distribuídos, a pasta informa que, até 1º de julho, já foram distribuídos 3.878.888 milhões de testes para Covid-19 para os 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen), os três Centros Nacionais de Influenza (NIC) e os laboratórios colaboradores. Em relação aos testes rápidos (sorológicos), até 15 de junho, foram distribuídos 7,5 milhões. Mais detalhes em: https://covid-insumos.saude.gov.br/paineis/insumos/painel.php

Fonte: Agência Saúde (Por Natália Monteiro)

Arte: Bené Lima

Central de Orientações e Prevenção do Coronavírus muda horário de funcionamento a partir desta quarta

por Damião Rodrigues publicado 01/07/2020 12h20, última modificação 01/07/2020 12h24

01.07.2020 às 12h27                                         

  

A Central de Orientação e Prevenção do Coronavírus, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), que já realizou mais de 24 mil atendimentos, passa a funcionar no horário das 7h às 19h, a partir desta quarta-feira (1º), inclusive nos feriados e fins de semana. A Central pode ser acessada pelo telefone (83) 3218-9214.

O atendimento de telemedicina, disponibilizado para a população desde o dia 17 de março, orienta sobre dúvidas relacionadas à Covid-19, na intenção de evitar que pessoas com síndrome gripal sobrecarreguem os serviços de saúde, além de direcionar adequadamente pacientes mais graves para os serviços de referência.

Segundo o coordenador da Residência de Medicina de Família e Comunidade da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e também coordenador do serviço, Felipe Proenço, as pessoas que tiverem necessidade de atendimento nesse horário podem seguir baixando e utilizando o aplicativo Monitora Covid-19. “Nos horários fora do atendimento da Central, o paciente pode acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (192) ou o Aplicativo Monitora Covid-19”, explicou.

APP Monitora Covid – Os moradores da Capital que realizarem o cadastro no aplicativo Monitora Covid-19 são monitorados e atendidos pelos profissionais da Rede Municipal de Saúde. O aplicativo funciona como uma sala de situação e permite o monitoramento de casos confirmados, suspeitos e em isolamento domiciliar de forma mais eficaz e dinâmica. O APP já possui versões para IOS e Android e, para baixá-lo, basta digitar “Monitora Covid-19” na loja de aplicativos do celular (Play Store).

No aplicativo, o usuário responde perguntas simples sobre seu estado de saúde diariamente e, se identificado algum sinal de alerta, os profissionais da SMS entrarão em contato para orientar dentro das necessidades do caso. Pelo APP, também é possível o usuário acessar a localização dos serviços de referência para a doença mais perto de sua residência, além de informações sobre medidas de prevenção e cuidados no isolamento domiciliar

Fonte: PMJP (Texto: Carolina Queiroz e  Edição: Andrea Alves)

Imagem: Bené lima

                  

 

Covid-19: ANS torna obrigatória cobertura de teste por planos de saúde

por Haryson Alves publicado 30/06/2020 10h10, última modificação 30/06/2020 10h10
30/06/2020 às 10h13

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu incluir, no rol de procedimentos obrigatórios a serem atendidos por planos de saúde, os testes para confirmação de infecção pelo novo coronavírus, que causa a covid-19. A Resolução Normativa 458, de 2020, que inclui os exames laboratoriais, foi publicada hoje (29) no Diário Oficial da União.

As pesquisas de anticorpos IgA, IgC ou IgM serão obrigatórias para os planos de saúde nas segmentações ambulatorial, hospitalar (com ou sem obstetrícia) e referência, nos casos em que o paciente apresente ou tenha apresentado alguns quadros clínicos.

Entre esses quadros clínicos estão gripe com quadro respiratório agudo (com febre, tosse, dor de garanta, coriza ou dificuldade respiratória) e síndrome respiratória aguda grave (dificuldade para respirar, pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente ou coloração azulada nos lábios e rosto).

A inclusão dos exames no rol de procedimentos obrigatórios para planos de saúde foi tomada em reunião colegiada da ANS na semana passada, em cumprimento a uma decisão judicial.

Texto: Vitor Abdala (Agência Brasil)

Imagem: Bruno Kelly (Reuters) 

Coronavírus: 733.848 pessoas estão curadas em todo o Brasil

por Damião Rodrigues publicado 29/06/2020 09h40, última modificação 29/06/2020 10h08

29.06.2020 às 10h05

                                        

Número representa mais da metade do total de casos acumulados (54,6%). Informações atualizadas até as 18h30 deste domingo (28)

O Ministério da Saúde registrou neste domingo (28) o total de 733.848 pessoas curadas do coronavírus em todo o Brasil. O número é superior à quantidade de casos ativos no país (552.673), que são pacientes em acompanhamento médico. Atualmente, o registro dos curados já representa mais da metade do total de casos acumulados (54,6%). As informações estão atualizadas até as 18h30 e foram enviadas pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

O número de recuperados está crescendo devido aos esforços constantes e diários feitos pelo Governo Federal, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população. Dessa forma, a pasta tem enviado recursos extras e fortalecido toda a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde.

Clique para acessar o panorama de casos e óbitos por UF

De janeiro a junho, o Ministério da Saúde enviou R$ 49,5 bilhões a estados e municípios para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde, sendo R$ 9,6 bilhões voltados exclusivamente para combate ao coronavírus. Também já foram comprados e distribuídos 11,3 milhões unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 115,2 milhões de EPIS, 10,6 milhões de testes de diagnóstico para COVID-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus. O Ministério da Saúde, em apoio irrestrito a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares. A pasta já entregou 4.857 equipamentos para todos os estados brasileiros de maio até hoje.

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil tem 1.344.143 casos confirmados da doença, sendo 30.476 registrados nas últimas 24h.  

Em relação aos óbitos, atualmente, o Brasil tem no acumulado 57.622 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registradas 552 mortes nos sistemas oficiais do Governo do Brasil, a maior parte aconteceu em outros períodos, mas tiveram conclusão das investigações com confirmações das causas por COVID-19 apenas neste período. Do total, 322 óbitos foram confirmados nos últimos três dias e outros 3.824 seguem em investigação.

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Fonte: Agência Saúde

Imagem: ANS

Prefeito anuncia início da segunda fase do Plano de Flexibilização e João Pessoa terá reabertura de lojas de material construção, escritórios de profissionais liberais e treino de atletas profissionais

por Damião Rodrigues publicado 26/06/2020 13h45, última modificação 26/06/2020 13h46

26.06.2020 às 13h42

Na próxima segunda-feira (29), João Pessoa entra em uma nova fase do Plano Estratégico de Flexibilização. Seguindo protocolos que buscam assegurar mais proteção contra à Covid-19, voltam a funcionar escritórios de profissionais liberais, como advogados, contadores e arquitetos, além dos treinos para atletas profissionais. Lojas de materiais de construção, que só funcionavam por delivery e drive thru, também poderão reabrir de acordo com regras de proteção sanitária. O transporte público volta a circular na Capital na segunda-feira, dia 6 de julho, quando será concluída a etapa preparatória, a exemplo da imunização contra a gripe e testagem do novo coronavírus para todos os profissionais de transporte. O anúncio foi feito pelo prefeito Luciano Cartaxo, nesta sexta-feira (26), que apresentou avaliações técnicas e científicas que permitiram que a Capital avançasse para a segunda etapa do Plano.

De acordo com os estudos da Secretaria Municipal de Saúde, que segue protocolos da Organização Mundial de Saúde (OMS), João Pessoa segue com queda na taxa de ocupação de leitos de UTI, em relação aos últimos 15 dias, o que aponta para uma redução no número de pacientes graves. A pressão hospitalar nas UPAs Covid-19 também vem apresentado queda, acompanhada pela diminuição na média diária de óbitos da doença. “Os números apontam que podemos avançar para o passo seguinte, mas precisamos seguir vigilantes. Não podemos baixar a guarda. O isolamento social segue decisivo para seguirmos salvando vidas. Por isso, toda esta retomada vem sendo norteada por medidas de segurança que nos permitam avançar para os passos seguintes”, explicou o prefeito Luciano Cartaxo.

Com a nova etapa de flexibilização, as lojas de material de construção poderão funcionar com a permanência simultânea de um cliente a cada 10m² de área do estabelecimento, a fim de evitar aglomeração de pessoas, priorizando os serviços de delivery ou drive-thru, caso realizem. Os profissionais liberais podem regressar suas atividades respeitando o distanciamento de 1,5m e priorizando reuniões remotas ou previamente agendadas, mas sem aglomeração. Atletas profissionais dos times de João Pessoa serão testados para a Covid-19 pelas equipes de saúde da Prefeitura da Capital e podem retomar a etapa de treinos, observando as medidas de prevenção. Já as atividades religiosas seguem liberadas com 30% da capacidade das igrejas, mantendo os critérios da primeira fase.

O transporte público será reaberto dentro de uma semana, depois da etapa preparatória que prevê a vacinação de motoristas e cobradores, junto com testes do novo coronavírus. Outra medida adotada será a higienização de veículos, terminais e paradas de ônibus com maior fluxo de pessoas. As ações preventivas foram acordadas com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Sintur). Ao longo desta semana, os coletivos seguem funcionando apenas para o deslocamento dos profissionais de saúde, como já vem ocorrendo.

Planejamento estratégico – A Prefeitura de João Pessoa informou que a reabertura gradual se dará em quatro fases. A data da terceira etapa do Plano de Flexibilização está prevista para o dia 13 de julho, sempre a partir da análise de critérios epidemiológicos de controle da doença. Na primeira fase foram liberados setores econômicos como a construção civil, concessionárias, revendas e locadoras de veículos, além de salões de beleza, desde que o atendimento seja feito com hora marcada. Bares, restaurantes, shoppings, centros comerciais e estabelecimentos de varejo podem funcionar por delivery e drive thru.

Fonte: PMJP (Por Flávio Asevêdo)

Arte: Bené Lima 

Saúde passa a testar casos leves de Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 25/06/2020 13h10, última modificação 26/06/2020 13h48

25.06.2020 às 13h10

O objetivo é ampliar a testagem para todos os pacientes com casos leves da doença em todos os serviços de saúde do SUS

Com a ampliação da doença para o interior do país, o Ministério da Saúde passa a investir ainda mais na Atenção Primária para a coleta e diagnóstico dos casos leves da doença. Com isso, as unidades sentinelas, que apoiam a vigilância no país, passarão a realizar o teste RT-PCR (molecular) em 100% dos casos de Síndrome Gripal (SG). Anteriormente, eram coletadas cinco amostras respiratórias por semana nessas unidades de monitoramento, além da rotina de coleta dos hospitais e outras unidades de saúde.

Além disso, os serviços de saúde que se credenciarem para a modalidade de Centros de Atendimento à Covid-19 também poderão coletar amostras de todos os casos leves. Desta forma, cerca de um quarto (22%) da população brasileira será testada para a doença. Os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) continuam processando as amostras em todas os estados, contudo, com a ampliação do grupo a ser testado, a demanda aumentará e, dessa forma, o excedente será encaminhado para as Centrais de Testagem.

Atualmente os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), ou seja, casos graves internados e mortes, tinham prioridade na testagem na rede pública de saúde pelo método RT-PCR (molecular). Além disso, profissionais dos serviços de saúde e segurança pública assintomáticos também poderão ser testados pelo método; antes, a recomendação era realizar testes rápidos (sorológicos) somente em pessoas sintomáticas. A estratégia foi apresentada, nesta quarta-feira (24), em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

“Nas últimas semanas percebemos que a doença caminhava para o interior, com uma população que precisava ser assistida. Portanto, abre-se uma janela de oportunidade muito grande para fazermos a testagem da população brasileira, que mora e que vive nesses municípios do interior do Brasil”, declarou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros.

Demais serviços de saúde do SUS também serão contemplados com a possibilidade de coletar amostras de pacientes com síndrome gripal, contudo, a proporção será definida de acordo com a capacidade de coleta de cada município. Nesse caso, o Ministério da Saúde recomenda que sejam priorizados os seguintes grupos:

» GRUPO 1: trabalhadores de serviços de saúde e segurança;

» GRUPO 2: Condições de risco - Idosos, cardiopatas, renais crônicos, imunodeprimidos, doenças respiratórias, diabéticos e gestantes de alto risco;

» GRUPO 3: Grupos de interesse para a saúde pública - Crianças menores de 2 anos, indígenas, gestantes e puérperas;

»  GRUPO 4: Instituições de longa permanência para idosos;

» GRUPO 5: População privada de liberdade.

Outra novidade anunciada na ocasião diz respeito à possibilidade da Vigilância Epidemiológica local confirmar o caso de Covid-19 por outros meios, além do critério laboratorial e clínico epidemiológico, que é feito quando o paciente tem histórico de contato com casos confirmados da doença. Somam-se a eles: 

  • Critério Clínico/imagem – exame de tomografia do pulmão;
  • Critério clínico – análise dos sintomas da doença quando não houver possibilidade de confirmação por outros critérios.

A novidade vai ao encontro dos protocolos já utilizados para diagnóstico de outras doenças, uma vez que já são conhecidos os sintomas e características da infecção pelo coronavírus.

NOVOS TESTES SOROLÓGICOS

Entre as novidades apresentadas durante coletiva de imprensa, está ainda a inclusão de teste sorológico realizado em ambiente laboratorial (ELISA ou ECLIA) para a ação Testa Brasil – que faz parte da estratégia Diagnosticar para Cuidar, que ainda prevê a ação Confirma Covid, com aplicação de testes moleculares em 24,5 milhões de pessoas. Pelo Testa Brasil, o Ministério da Saúde pretende realizar 22 milhões de testes sorológicos, que identificam resposta do organismo à infecção pela Covid-19, ou seja, o anticorpo. Essa ação ajuda a entender a progressão do vírus no país.

“O teste sorológico do tipo ELISA ou ECLIA traz como vantagem maior segurança e precisão, por ser realizado em ambiente laboratorial. Isso garante maior rastreabilidade das amostras e inserção do resultado no sistema de Gerenciamento Laboratorial”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros.

Para isso, serão adquiridos 12 milhões de testes sorológicos ELISA ou ECLIA que serão distribuídos aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) de todos os estados. A essa estratégia soma-se os 10 milhões de testes rápidos (imunocromatografia) já distribuídos aos estados pelo Ministério da Saúde.

PARCERIAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Os centros para testagem em massa da Covid-19 já começaram a operar no país. Desde o dia 29 de maio, o laboratório DASA tem realizado exames para o SUS. Até esta terça-feira (23), foram realizados, por meio da parceria, 16,9 mil testes moleculares, sendo que 15,8 mil resultados já foram finalizados. Atualmente, a DASA realiza 3,5 mil exames por dia, mas a capacidade máxima planejada é de até 30 mil exames dia até o final do prazo de execução da parceria.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) possui dois centros de testagem com capacidade de realizar 7,5 mil exames por dia. A unidade do Paraná realiza, neste momento, 5 mil testes por dia e a unidade do Rio de Janeiro está atuando com 2,5 mil testes diariamente. Em breve, a unidade da Fiocruz no Ceará também estará apta para colaborar.

Saiba mais sobre coronavírus acessando nossa página especializada

Por Vanessa Aquino da Agência Saúde

Arte: Bené Lima

João Pessoa tem segundo melhor índice de isolamento do País entre capitais nesta quarta-feira (24)

por Damião Rodrigues publicado 25/06/2020 12h55, última modificação 25/06/2020 12h55

25.06.2020 às 12h58

A cidade de João Pessoa apresentou o segundo melhor índice de isolamento entre as capitais do País nesta quarta-feira (24). Com 46,2%, a cidade paraibana ficou atrás apenas de Recife, que alcançou os 50%. A recomendação da Organização Mundial de Saúde para um controle seguro da pandemia da Covid-19 é de um isolamento de 70%.

Os números têm sido aferidos pela Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan) como forma de embasar ações de prevenção à doença na Capital. Nesta quarta, a Paraíba apresentou índice de 43,1% enquanto o Brasil só chegou a 39%.

Entre os bairros, o Castelo Branco chegou a 60,5%, seguido pela Penha (59,5%) e o Bessa (59,1%). Os piores números estão na região entre o Costa e Silva e os Funcionários (35,8%), Bairro das Indústrias (38,1%) e Mangabeira (39,2%).

Fonte: PMJP (Por Arthur Araújo)

Foto: Kleide Teixeira

Estudo da UFPB avalia impactos do isolamento na saúde mental da comunidade LGBTTQI+

por Haryson Alves publicado 22/06/2020 12h35, última modificação 22/06/2020 12h35
22/06/2020 às 12h30

Uma pesquisa realizada pelo Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Saúde Mental, Sexualidade e Gênero da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) investiga os impactos que o distanciamento social pode causar na saúde mental da comunidade LGBTTQI+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queers, Pessoas Intersex e demais identidades).

Segundo o estudo, coordenado pela professora Sandra Aparecida, com o apoio dos pesquisadores José Abraão, Ivoneide Lucena, Ana Pedrina e Rayane Neves, a qualidade de vida emocional dessa população pode ser agravada em um contexto de aumento das violências físicas, psíquicas e sexuais na quarentena, devido à pandemia do novo coronavírus.

De acordo com Rayane Neves, o trabalho pretende levantar, através de um formulário on-line, quais as principais situações de violência a comunidade LGBTTQI+ está passando. Serão analisados fatores como a prevalência dessa violência, o sujeito que a prática e principalmente se essas situações se agravam durante o período de distanciamento social.  

 “Podem participar pessoas da comunidade LGBTTQI+  que tenham idade entre 15 e 64 anos. Já colaborou gente do Amazonas, Pará, São Paulo e há grande percentual de participação de paraibanos, onde iniciamos o projeto”, conta a pesquisadora.

“Estamos divulgando nosso formulário para alguns grupos LGBTTQI+, como a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ANTRA). Esperamos que a pesquisa se propague mais e mais, com o objetivo principal de formular conhecimento nesse período atípico que vivenciamos”, diz Rayane.

A partir das respostas, os pesquisadores vão analisar, quantitativamente, variáveis como identidade de gênero e sexualidade, relacionando-as aos sintomas de transtornos mentais comuns. Além disso, pretendem estudar as violências físicas, psíquicas e sexuais e aspectos sociodemográficos e econômicos.

Conforme Rayane Neves, a pesquisa se encontra em sua fase inicial de coleta de dados, de produção, de material bibliográfico e de formulação sobre a temática. “Esperamos que seja finalizada em um ano e que os resultados dela sejam positivos para o estudo desenvolvido pelo grupo de pesquisa". 

O trabalho é um dos pioneiros sobre saúde mental da comunidade LGBTTQI+ durante a pandemia. Rayane relata que só tem conhecimento de apenas mais um grupo que se organizou para investigar essa problemática. Contudo, frisa que cada pesquisa se estrutura e tem dados diferenciados a partir da sua amostra.

“É bom que outros grupos também estejam cientificamente preocupados com a qualidade de vida desta comunidade específica, de forma que possamos comparar estatísticas e debater sobre as realidades registradas. Produzir cientificamente dados para esta pesquisa é crucial, uma vez que passamos por um período de subnotificação no nosso país, com uma crescente ideológica neofacista em nossa política”. 

Texto: Carlos Germano (Ascom UFPB)
Imagem: The Atlantic

Novos 14 leitos de UTI em João Pessoa já estão instalados na rede que já tem 282 leitos de combate à pandemia do novo Coronavírus

por Damião Rodrigues publicado 16/06/2020 12h30, última modificação 16/06/2020 12h30

16.06.2020 às 12h32

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou ontem a abertura de 14 novos leitos de UTI para o atendimento de Covid-19 e, nesta segunda, as novas vagas já estão à disposição de pacientes no Hospital Santa Isabel e no Hospital Universitário Lauro Wanderley. Com este acréscimo de vagas, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) já totaliza 282 leitos implantados na Capital exclusivamente para o tratamento do novo Coronavírus. Dando início à uma nova fase no combate à pandemia com a abertura gradual das atividades a partir de hoje, a PMJP segue investindo na ampliação da rede de saúde.

“Conseguimos chegar nesta etapa do início do Plano Estratégico de Flexibilização sem termos enfrentado nenhum período de colapso da nossa rede de saúde, ou filas de pacientes precisando de UTI. Mas precisamos continuar dando prioridade máxima à questão da proteção à vida das pessoas, com a abertura de novos leitos, na medida em que, gradualmente, caminhamos para um novo normal. Algumas atividades retomaram hoje, mas é preciso seguir cumprindo o isolamento social e as medidas de higiene”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo.

Dos 14 novos leitos, quatro estão no HULW e 10 no Santa Isabel. Além deles, Luciano Cartaxo inaugurou, em maio, o Prontovida, uma unidade hospitalar exclusiva para atendimento de pacientes Covid-19 e montou uma rede de atendimento que inclui as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cruz das Armas, Bancários, Valentina e Oceania. O Hospital Santa Isabel, Hospital Infantil do Valentina e, na rede credenciada, o Hospital São Luiz e o Universitário Lauro Wanderley, completam a rede para proteger a vida dos pessoenses.

Fonte: PMJP (Por Flávio Asevêdo)

JP inicia reabertura gradual das atividades nesta segunda-feira (15) com Plano Estratégico de Flexibilização de quatro etapas

por Haryson Alves publicado 15/06/2020 11h59, última modificação 15/06/2020 11h59
15/06/2020 às 12h00

Construção civil, concessionárias, revendas de veículos e locadoras, além de empresas de assistência técnica, já podem funcionar com 100% da capacidade na Capital a partir desta segunda-feira (15), seguindo as regras de prevenção ao Coronavírus. É o que prevê Plano Estratégico de Flexibilização, elaborado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) e que contempla um total de dez atividades nesta primeira fase.

Algumas dessas atividades, no entanto, ainda estão condicionadas a limite de capacidade, como as religiosas, que podem funcionar com 30%. Salões de beleza, barbearia e serviços de estética, que só podem atender por hora marcada e sem fila. Já estabelecimentos de varejo, shoppings centers e centros comerciais podem funcionar no sistema de delivery e drive thru. O início do Plano também encerra o isolamento social rígido, com retirada dos pontos de fiscalização.

A Prefeitura de João Pessoa justificou a decisão de flexibilizar as atividades a partir de indicadores de saúde, como a queda na taxa de transmissão de casos, redução na ocupação de leitos de UTI, diminuição na pressão hospitalar nas UPAs e redução no número de mortes provocadas pela Covid-19. A recomendação para que as pessoas continuem em casa e só saiam em caso de necessidade, permanece.

Com relação a outras atividades que não foram contempladas nesta primeira etapa do Plano Estratégico de Flexibilização, como transporte público, esporte profissional, serviços públicos não essenciais, escritórios de profissionais liberiais, aulas presenciais, academias de ginástica, museus, cinemas, teatros, além de feiras livres, ambulantes, praias, parques e praças – estes dependem de novos protocolos para serem incluídos nas próximas etapas. O Plano está organizado em quatro fases.

Plano Estratégico de Flexibilização

Neste sábado (13), o prefeito Luciano Cartaxo apresentou o Plano Estratégico de Flexibilização e garantiu que a primeira fase já tenha início nesta segunda-feira (15). A recomendação para que as pessoas continuem em casa e só saiam em caso de necessidade, permanece. A Prefeitura de João Pessoa justificou a decisão de flexibilizar a partir de indicadores de saúde, como a queda na taxa de transmissão de casos, redução na ocupação de leitos de UTI, diminuição na pressão hospitalar nas UPAs e redução no número de mortes provocadas pela doença.

“Não podemos baixar a guarda, nem relaxar na atenção. Não podemos abrir mão da ciência, da pesquisa, da experiência de outros países. É uma luta onde queremos que todos ganhem, porque só há um inimigo: o novo coronavírus. As batalhas acontecem todos os dias e a guerra não terminou. Vamos dar mais um passo. São muitas frentes, prevenção, cuidados, proteção social aos mais vulneráveis e a flexibilização que vamos iniciar agora”, disse o prefeito.

A flexibilização será adotada levando em conta regras de ouro, válidas para todos os segmentos, como as medidas de distanciamento social, ou seja, 1,5m de distância entre funcionários e clientes, priorização do trabalho remoto para colaboradores de grupos de risco e demarcação de espaços nas filas; medidas de higiene, como espaço adequado para disponibilização de álcool 70% e uso obrigatório de máscaras; e medidas de identificação ativa, o que significa a informação à Secretaria de Saúde sempre que houver sintomas, afastamento dos funcionários com suspeita por até 14 dias e dar preferência pelo trabalho remoto sempre que for possível. Além disso, cada setor deverá seguir protocolos setoriais formulados com representantes das áreas específicas.

O prefeito criou uma Comissão de Estudos para a Flexibilização e coordenou os trabalhos de construção do Plano Estratégico tendo como parâmetros a garantia da manutenção da perspectiva de queda nos novos casos da doença e de diminuição contínua da ocupação de leitos hospitalares. Participaram das reuniões diversas secretarias municipais e representantes do setor produtivo da Capital, com base em critérios sanitários, sociais e econômicos. “Nosso plano é flexível, apresentando datas para as duas primeiras etapas e, posteriormente, tudo vai depender do que alcançarmos neste período. Vamos ampliar a flexibilização de forma segura e, se não respeitarmos as regras e protocolos definidos, podemos retroceder em alguma etapa, levando em consideração nossa prioridade número um, que é a vida”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo.

Etapas da Flexibilização

O primeiro momento de flexibilização, a ser iniciado nesta segunda (15), prevê o fim do isolamento social rígido, com retirada dos pontos de fiscalização, e permite o funcionamento integral dos serviços essenciais. O comércio atacadista, fundamental no abastecimento de outros setores, segue aberto. Construção civil, concessionárias, revendas de veículos e locadoras, além de empresas de assistência técnica, poderão funcionar, seguindo as regras de prevenção. No sistema de delivery e drive thru poderão atuar as lojas de material de construção, serviços de alimentação, óticas e estabelecimentos de varejo. Salões de beleza podem receber um cliente por vez, sempre a partir de agendamento, sem filas. Igrejas podem ser reabertas com apenas 30% dos fiéis.

Como medidas preventivas e forma de preservar o isolamento social, o transporte público seguirá temporariamente suspenso, assim como escritórios de profissionais liberais, serviços públicos não essenciais e a circulação em praias, parques e praças. Feiras livres, comércio ambulante, academias de ginástica, museus, teatros e cinemas, além de atividades presenciais de educação, também seguem fechados. As etapas 2, 3 e 4 serão implementadas com base nos indicadores de saúde, até que a Capital complete o retorno integral à nova normalidade. As medidas serão anunciadas com base em critérios técnicos, sempre a partir da avaliação permanente dos riscos que cada retorno gradual poderá representar.

Fonte: Secom PMJP
Texto: Max Oliveira e Flávio Asevêdo

Governo da Paraíba lança 'Plano Novo Normal' de retomada gradual e segura das atividades no Estado

por Haryson Alves publicado 15/06/2020 11h32, última modificação 15/06/2020 11h32
15/06/2020 às 10h47

O governador João Azevêdo assinou, nesta sexta-feira (12), o decreto 40.304, que dispõe sobre a adoção do plano ‘Novo Normal Paraíba’ e estabelece a matriz de orientação para a retomada gradual e segura das atividades em todo o Estado a partir desta segunda-feira (15). O documento também apresenta as diretrizes que deverão ser utilizadas nos ambientes de trabalho, visando ao cumprimento do distanciamento social e das medidas de higienização, ações necessárias para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

O plano de retomada gradual das atividades foi viabilizado devido à consistente ampliação das capacidades de resposta do Sistema de Saúde paraibano, com a oferta de mais de mil leitos para os cuidados demandados pela Covid-19 em toda a Paraíba; ao aumento da testagem da população; e aos avanços das medidas para desaceleração paulatina da disseminação do vírus; além da manutenção da menor taxa de letalidade da região Nordeste. As diretrizes também foram discutidas com representantes da sociedade civil e do setor produtivo, com o objetivo de implementar e avaliar ações e medidas estratégicas de enfrentamento à pandemia decorrente do coronavírus.

O que deve voltar e o que continua fechado

De acordo com o novo decreto, voltam a funcionar a partir do dia 15, os terminais rodoviários pertencentes ao Estado e o transporte intermunicipal, que deverão obedecer às normas editadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB). A construção civil, incluindo as obras públicas e privadas, também poderá voltar a funcionar, observando os protocolos específicos do setor e todas as normas de distanciamento social.

Já as aulas presenciais nas escolas, universidades e faculdades da rede pública e privada permanecerão suspensas, bem como o expediente presencial nas repartições públicas estaduais, com exceção dos serviços desenvolvidos pelas Secretarias de Saúde; Segurança e Defesa Social; Administração Penitenciária; Comunicação; Desenvolvimento Humano; Cagepa; Detran; Sudema; Agevisa e Fundac, que ficam sujeitos à jornada de trabalho estabelecida pela chefia imediata, não sendo permitido o trabalho presencial dos servidores que tenham histórico de doenças respiratórias ou doenças crônicas, ou cujos familiares, que habitam a mesma residência, tenham doenças crônicas, devidamente comprovadas através de atestados médicos; gestantes e lactantes; ou funcionários que manifestarem sintomas respiratórios, como febre, tosse, coriza ou dificuldade de respirar.

Os equipamentos públicos de cultura e esporte, pertencentes ao Estado, também continuarão fechados.

Plano ‘Novo Normal Paraíba’

A matriz de orientação para retomada das atividades em todo o estado indica os segmentos autorizados a retomar atividades com mudanças no formato de funcionamento, independe de bandeira/fase. O plano foi desenvolvido pela Secretaria de Saúde e pela Controladoria Geral do Estado e é baseado em indicadores como a quantidade percentual de novos casos, letalidade (óbitos), ocupação da rede hospitalar da região e percentual de isolamento social.

Cada município recebe uma bandeira de cor, que varia de vermelho ao verde, de acordo com índices de propagação do vírus e risco para a população com relação à assistência hospitalar. Com esta informação, observa-se quais tipos de negócios podem ser abertos e como devem funcionar. "O Estado vai sinalizar, cabe aos municípios referendar ou não as orientações para abertura dos segmentos", explicou o secretário chefe da Controladoria Geral do Estado, Letácio Guedes Junior.

Será liberado para o funcionamento, em qualquer bandeira, salões de beleza e barbearias, atendendo exclusivamente por agendamento prévio e sem aglomeração de pessoas nas suas dependências e observando todas as normas de distanciamento social; shoppings centers, exclusivamente para entrega de mercadorias por meio de (delivery), inclusive por aplicativos, e como pontos de retirada de mercadorias (drive trhu), vedado, em qualquer caso, o atendimento presencial de clientes dentro das suas dependências; as lojas e estabelecimentos comerciais, exclusivamente para entrega de mercadorias (delivery); missas, cultos e demais cerimônias religiosas poderão ser realizadas online, por meio de sistema de drive-in e nas sedes das igrejas e templos, neste caso com ocupação máxima de 30% da capacidade e observando todas as normas de distanciamento social; hotéis, pousadas e similares, exclusivamente para atendimentos relacionados à pandemia do novo coronavírus; estabelecimentos que trabalham com locação de veículos; e treinamentos de atletas profissionais, observando todas as normas de distanciamento social.

Nos municípios sinalizados com bandeira laranja e vermelha, poderão funcionar - além dos já sinalizados com adequação - apenas atividades essenciais, como: agropecuária; cadeia produtiva e atividades acessórias essenciais; bancos, casas lotéricas, correspondentes bancários e seguradoras; empresas de telecomunicação, comunicação e imprensa; distribuidoras e geradoras energia, atividades de extração, produção, siderúrgica e afins; transporte, armazenagem, empresas de logística, Correios e manutenção de veículos automotores; supermercados e afins; serviços de Saúde; tratamento de água e esgoto e coleta de resíduos; e administração pública (observada a adoção regimes home office).

Nas regiões com bandeira amarela, funcionam os já autorizados na bandeira vermelha e laranja, além de hotéis, pousadas e afins; comércio, shoppings centers, comércio popular (camelôs) e serviços em geral; escolinhas de esporte sem contato físico (natação e tênis, por exemplo).

Todos os segmentos da economia e da sociedade podem retomar suas atividades nos municípios que se encontram na bandeira verde, observando a adoção de protocolos operacionais para funcionamento das diversas atividades, que terão como foco a proteção do indivíduo, que deve passar a viver o ‘novo normal’, fazendo escolhas e evitando o contato entre pessoas; ambientes fechados e confinados e aglomerações, mesmo ao ar livre.

A SES irá disponibilizar no site do coronavírus (paraiba.pb.gov.br/coronavirus) os protocolos de operações com orientações padrões para utilização pelos municípios. Tais protocolos - já aprovados pela SES e MPT – deverão ser adotados para retorno das atividades, de acordo com bandeira de vinculação do segmento. "É importante que, com base nessas informações, gestores públicos e a população possam fazer escolhas responsáveis e conscientes, observando o risco de propagação do vírus", alertou Letácio.

Confira a classificação dos municípios da Paraíba por bandeira nesta quinzena

Fonte: Secom Governo da Paraíba

Por que a obesidade é um fator de risco para pessoas com Coronavírus?

por Damião Rodrigues publicado 09/06/2020 12h45, última modificação 09/06/2020 12h47
Doenças crônicas associadas à obesidade agravam o quadro de pacientes com Covid-19

09.06.2020 às 12h48                                                                  Arte: Bené Lima                Fonte: Ministério da Saúde

 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), pacientes com condições crônicas pré-existentes, como diabetes e hipertensão, apresentaram versões mais graves da doença causada pelo novo Coronavírus, a COVID-19. Isso significa dizer que a infecção se desenvolveu rapidamente para a síndrome do desconforto respiratório agudo, insuficiência respiratória aguda e outras complicações.

Sabendo que a obesidade anda de mãos dadas com essas doenças crônicas, a preocupação para que ocorra o controle adequado da pressão arterial e dos níveis glicêmicos tende ser ainda maior, além dos cuidados individuais e coletivos como medidas de proteção para assim evitar a COVID-19 e suas complicações.

boletim do Ministério da Saúde sobre a disseminação do COVID-19 no Brasil, divulgado no início de abril, apontou uma nova tendência relacionada às mortes por Coronavírus: a obesidade estava mais presente nos óbitos de jovens que os de idosos.

 Veja também - Coronavírus: como se manter saudável quando ficar em casa é a sua única opção?

Das 1.124 mortes registradas até aquela data, 944 tinham sido analisadas e catalogadas pelo Ministério da Saúde. Dessas, 75% são de pessoas com mais de 65 anos. Dentre os 43 casos de pessoas obesas morreram em decorrência do novo Coronavírus, 24 pacientes tinham menos de 60 anos.

Mas muito antes do surgimento da pandemia, a obesidade já vinha sendo uma preocupação no país. Segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018, do Ministério da Saúde, a prevalência da obesidade voltou a crescer no Brasil, principalmente entre os adultos de 25 a 34 anos e 35 a 44 anos, com 84,2% e 81,1%, respectivamente. 

Quem é considerado obeso?

No caso da obesidade, o critério utilizado para avaliar e classificar o estado nutricional de uma pessoa é o Índice de Massa Corporal (IMC), de acordo com as recomendações da OMS. Esse índice é estimado entre a relação peso e altura. Sendo assim, a fórmula para o cálculo do IMC é: peso (em kg) dividido pela altura² (em metros).

Ainda dentro desses parâmetros, uma pessoa é classificada com excesso de peso quando o IMC é igual ou superior a 25 kg/m² e classificada com obesidade quando o IMC é igual ou superior a 30 kg/m². Vale lembrar também que a doença possui três estágios: a obesidade de grau 1 (IMC?30 kg/m² e IMC<35 kg/m²), a obesidade de grau 2 (IMC?35 kg/m² e IMC<40 kg/m²) e o estágio mais grave, que é a obesidade de grau 3 (IMC?40).

Leia ainda -  O que não te contaram sobre um dos estigmas da obesidade

 

Medidas de Cuidado e Prevenção

Mais uma vez, o cuidado com a alimentação adequada e saudável se faz necessária, principalmente no contexto das pessoas que convivem com as doenças crônicas. Evitar alimentos ultraprocessados ajuda tanto a prevenir a hipertensão, diabetes e obesidade, quanto a atenuar os casos já existentes.

Em tempo - Qual o papel de uma alimentação adequada e saudável durante a pandemia de COVID?

Você sabia? Obesidade e desnutrição: nem tudo é o que parece

 

Apesar das limitações de espaço, também é tempo de improvisar e colocar a criatividade em ação para que seu corpo não fique parado. A atividade física regular é uma excelente aliada da sua saúde, principalmente para quem também sofre com essas doenças. Invista em atividades que podem ser feitas no dia a dia, como subir escadas e realizar tarefas domésticas. Evite também o comportamento sedentário, principalmente durante o período de home office.

Mas além dessa dupla imbatível, as pessoas que já convivem com as doenças crônicas precisam estar atentas a algumas medidas de proteção. É essencial que elas tenham suas vacinas em dia, principalmente contra gripe e pneumonia, pois evita o surgimento de infecções secundárias.

Assim como ocorre com os idosos, os pacientes crônicos devem evitar sair de casa. Se o serviço de saúde dispuser de canais de comunicação à distância, como telefone, mensagem, e-mail, as pessoas com fator de risco devem ser as primeiras a se beneficiar dessas ferramentas e evitar ir à unidade de saúde desnecessariamente.

Neste sentido, vale lembrar que a telemedicina foi aprovada para o período de emergência em saúde pública decorrente de COVID-19 pela Portaria nº 467, de 20 de março de 2020, e é um importante recurso para a manutenção da atenção a doentes crônicos. O mesmo vale para a tele-enfermagem, autorizada por meio da Resolução COFEN nº 0634/2020.

Prefeito abre 20 novos leitos no Prontovida e João Pessoa chega a 268 vagas hospitalares para tratamento da Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 08/06/2020 13h20, última modificação 08/06/2020 13h22

08.06.2020 às 13h11

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou, na manhã deste sábado (6), a abertura de mais 20 leitos, 10 deles de UTI, no Hospital Prontovida. A unidade que foi inaugurada em maio deste ano exclusivamente para atender pacientes da Covid-19, já está com 68 leitos abertos. Com mais esta ampliação na rede de saúde e proteção à vida, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) chega a 268 leitos implantados, exclusivos para o combate ao novo coronavírus.

“Cada leito que nós abrimos representa uma vitória. É a certeza de que mais pacientes estão recebendo o cuidado que precisam para se recuperar da doença. Temos feito um grande esforço para abrir novos leitos de combate ao novo coronavírus, que envolvem a aquisição ou recebimento de equipamentos e insumos, medicamentos, ampliação da infraestrutura, além da contratação de novos profissionais de saúde”, explicou o prefeito Luciano Cartaxo. A partir deste sábado (06), o Prontovida está funcionando com 40 leitos de enfermaria, 26 de UTI e dois em uma sala de estabilização de pacientes graves.

O novo Hospital tem capacidade de chegar a 114 leitos, que estão sendo abertos gradualmente. A unidade hospitalar foi inteiramente equipada para atender as complexidades dos pacientes com o novo coronavírus. Em suas instalações, os pacientes podem fazer exames laboratoriais, de Raio-X e de ultrassonografia. O Prontovida também dispõe de farmácia, central de abastecimento, laboratório e radiologia. Dos 114 leitos da unidade, 80 são de enfermaria, 32 de UTI e dois de estabilização.

Rede integrada – O atendimento a pacientes de Covid-19 acontece não apenas no Prontovida. O Hospital Santa Isabel tornou-se um dos centros de combate à doença, assim como as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), de Cruz das Armas, Valentina, Jardim Oceania e Bancários, passaram a ser 100% direcionadas para pacientes de novo coronavírus. Cada UPA de João Pessoa possui 3 leitos de UTI, para estabilização de pacientes graves, e 6 clínicos para casos moderados.

Completa a rede de prevenção ao vírus, o Hospital Infantil do Valentina, além do São Luiz e do Hospital Universitário Lauro Wanderley, estes dois últimos como unidades credenciadas. A realização de testes para identificação da doença é feita nas Policlínicas e 54 Unidades de Saúde da Família (USFs) exclusivamente para pacientes com síndromes gripais. Mas, para organizar o fluxo, antes de buscar atendimento direto nas USFs, UPAs ou hospitais, as pessoas com sintomas de coronavírus devem acionar a Central de Orientações no telefone (3218-9214) ou utilizar o aplicativo Monitora Covid-19.

 

Fonte PMJP (Por Flávio Asevêdo)

Barreiras de fiscalização efetiva do isolamento social têm início na Capital com boa aceitação da população

por Damião Rodrigues publicado 04/06/2020 12h55, última modificação 04/06/2020 13h01

04.06.2020 às 12h58

Governo Estadual, iniciou nesta quinta-feira (4) a fiscalização efetiva dos decretos estadual e municipal, que preveem medidas mais rígidas de isolamento social – ação que antecede um plano de reabertura gradual das atividades na Capital. A diminuição da circulação de pessoas na cidade faz parte de uma das medidas mais seguras e já comprovadas em vários países que controlaram a disseminação do Coronavírus.

Durante os três primeiros dias da semana, entre segunda (1°) e quarta-feira (3), a fiscalização ocorreu em caráter educativo e constatou a diminuição de pelo menos 13% da frota de veículos na Capital. Nos próximos 14 dias os bloqueios serão diários em 10 pontos fixos da cidade e dois volantes, para orientar as pessoas que não comprovarem a necessidade de sair de casa e retornar para seu lar. O secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Zennedy Bezerra, fez um balanço positivo da operação durante a manhã desta quinta-feira (4).

“Só no acesso Oeste cerca de 50 veículos retornaram porque as pessoas não comprovaram justificativa para circulação como atividade considerada essencial, previstas nos decretos. O nosso objetivo não é cercear o direito de ir e vir de ninguém, mas de preservar a proteção das pessoas em relação à doença. É uma maneira de diminuir a pressão sobre o sistema de saúde, para que todos que precisem tenham direito de ser tratados dignamente” disse o secretário, que também acompanhou o andamento da fiscalização em outros pontos de bloqueio. “Muito positivo, acredito que vamos melhorar o isolamento social para planejar o retorno das atividades gradativamente”, concluiu.

As barreiras funcionam das 7h às 10h e das 16h às 19h, com agentes fazendo uma triagem, liberando a passagem apenas de quem está autorizado pelo decreto, sendo avaliados também quesitos como a regularidade do veículo e o uso de máscaras. Além de João Pessoa, o decreto está em vigor nas cidades de Cabedelo, Santa Rita, Bayeux, Conde, Caaporã, Alhandra e Pitimbu.

Estrutura – Cada ponto é composto por integrantes da Semob, Guarda Municipal, Sedurb, BPTran, Polícia Militar e Bombeiros, Detran, com a Semob coordenando as órgãos municipais, que dão apoio as fiscalizações. A Semob ainda fica responsável pela sinalização viária, organização do fluxo e auxílio nas abordagens, e priorizando a passagem de viaturas do Samu, Bombeiros e ambulâncias. Além do cumprimento ao decreto, as operações também verificam infrações de trânsito previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

 

Fonte: PMJP (Por Max Oliveira )

 

Mercados públicos funcionam em horário especial e adotam medidas contra a Covid-19

por Damião Rodrigues publicado 03/06/2020 12h55, última modificação 03/06/2020 12h58

03.06.2020 às 12h52

Nesta semana, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) dá continuidade ao trabalho de fiscalização e orientação à população nos mercados públicos da Capital. As ações tem o objetivo de garantir o cumprimento das medidas de prevenção contra a Covid-19, estabelecidas no último decreto municipal, mas acontecem desde o começo do isolamento social. Lembrando que, desde o início da pandemia, os mercados públicos estão funcionando em horário diferenciado e exclusivamente com serviços considerados essenciais.

Equipes da Sedurb realizam vistorias diárias nesses espaços e asseguram que está acontecendo o controle do fluxo de pessoas, fornecimento de álcool gel e uso de máscaras por parte de consumidores e comerciantes. Todos os mercados da Capital já estão cumprindo essas medidas à risca e contam ainda com pias portáteis, para higienização das mãos. “O foco é garantir um espaço salubre para a população que precisa frequentar esses locais para fazer o abastecimento de suas casas. Nossas equipes estão distribuídas em todos os mercados e realizam a fiscalização do cumprimento das medidas. O resultado é bem positivo e, nas dependências desses locais, observamos que comerciantes e consumidores estão tomando os cuidados necessários”, destacou Zennedy Bezerra, secretário de Desenvolvimento Urbano.

O trabalho também assegura o funcionamento exclusivo dos serviços essenciais situados nos mercados públicos. “Também são vistoriados os boxes, caso esteja funcionando algum que não se encaixe como serviço essencial, imediatamente providenciamos o fechamento. No caso de estabelecimentos essenciais, observamos se as normas de prevenção estão de fato sendo seguidas”, reiterou Zennedy Bezerra.

Funcionamento – Os mercados públicos estão funcionando apenas com serviços essenciais, como frutas, verduras e açougue. As feiras livres estão suspensas temporariamente, segundo decreto publicado no dia 9 de maio. O horário de funcionamento dos mercados foi reduzido durante a pandemia, conforme tabela abaixo:

Mercados Públicos Endereço Bairro Horário de Funcionamento

 

Alto Do Mateus

Rua Luiz de França Pereira, s/n Alto Mateus De segunda-feira a domingo das 07h às 1h.
Bairro Dos Estados Rua Joaquim Pires Ferreira, s/n Ipês Segunda á sexta-feira das 06h às 12h. Sab. até as 12h e dom. até as 12h.
Bessa Rua Washington Luiz, s/n Bessa Boxes: de segunda-feira a sábado das 06h às 14h.

 

Feira: aos sábados 06h às 12h.

Castelo Branco Avenida Pres. Castelo Branco, s/n Castelo Branco De segunda-feira a domingo das 06h às 14h.
Central Rua Dom Pedro II, s/n Centro De segunda-feira a sábado das 06h às 14h.
Cruz Das Armas Avenida Cruz das Armas, s/n Cruz das Armas De segunda-feira a domingo das 06h às 14h.
Geisel Rua Dep. Petrônio Figueiredo, s/n Geisel De segunda-feira a domingo das 06h às 14h.
Jaguaribe Rua Generino Maciel, s/n Jaguaribe De segunda-feira a domingo das 06h às 14h. (apenas serviços essenciais)
Jardim Veneza Rua Jose Miranda do Amaral, s/n Jardim Veneza De segunda-feira a domingo das 07h às 12h.
Mangabeira Av. Josefa Taveira, s/n Mangabeira II De segunda-feira a domingo das 06h às 13h.
Miramar Rua Tito Silva, s/n Miramar De segunda á sábado das 6h às 14h, e domingo até as 13h.
Oitizeiro Avenida Cruz das Armas, s/n Funcionários I De segunda-feira a domingo das 06h às 14h.
Peixe Av. Almirante Tamandaré, s/n Tambaú De segunda-feira a sábado das 07h às 13h e domingo das 07h às 12h
Rangel Rua Dois de Fevereiro, s/n Rangel De segunda-feira a domingo das 06h às 14
Tambaú Avenida Rui Carneiro, s/n Tambaú De segunda-feira a sábado das 06h às 14h e domingo das 06h as 12h.
Tancredo Neves Rua Severino Viana de Lima, s/n Funcionários II De segunda-feira a sábado das 07h às 14h.
Torre Rua Barão de Mamanguape, s/n Torre de segunda-feira a domingo das 06h às 14h.
Valentina Rua Mariângela De Lucena Peixoto, s/n Valentina Segunda a sábado até as 14h e domingo até as 13h.
CECAF Avenida Hilton Souto Maior, s/n José Américo Fechada


Feiras livres

Feira Livre do Grotão Rua Expedito Belmiro dos Santos, s/n Grotão Suspensa temporariamente
Feira Livre Mangabeira VIII Rua Maria Régia Martins, s/n Mangabeira VIII Suspensa temporariamente
Jaguaribe Rua Generino Maciel, s/n Jaguaribe Feira suspensa temporariamente // mercado funcionando com serviços essenciais
Feira de Mangabeira (Boião) Rua Josefa Taveira, s/n Mangabeira De segunda-feira ao domingo das 07h às 14h.

 

Fonte: PMJP (Por Andrezza Carla)

PB adota isolamento mais rígido em 8 cidades e anuncia plano de retomada econômica

por Haryson Alves publicado 01/06/2020 12h52, última modificação 01/06/2020 12h52
01/06/2020 às 12h47

O governador João Azevêdo e prefeitos da Grande João Pessoa assinaram, neste sábado (30), o decreto nº 40.289, que institui o isolamento social rígido na Capital paraibana e nos municípios de Cabedelo, Santa Rita, Bayeux, Conde, Caaporã, Alhandra e Pitimbu. O chefe do Executivo estadual também assinou o decreto nº 40.288 que estende as medidas de isolamento social, já em vigor, para os demais municípios paraibanos até o próximo dia 14 e fixou para a primeira quinzena de junho a apresentação do plano de retomada da economia, que será iniciado a partir do dia 15 de junho.

Assinaram o decreto 40.289, o governador João Azevêdo e os prefeitos Luciano Cartaxo (João Pessoa); Emerson Panta (Santa Rita); Vitor Hugo (Cabedelo); Jefferson Kita (Bayeux); Márcia Lucena (Conde); Leonardo Carneiro (Pitimbu); Kiko Monteiro (Caaporã); e Renato Mendes (Alhandra).

Dentre as ações necessárias para conter a evolução do contágio pelo novo coronavírus (Covid-19) e assegurar o atendimento integral à população na rede de saúde, serão adotadas medidas de controle da circulação de veículos particulares e de entrada e saída dos municípios, assegurando o deslocamento para atividades consideradas essenciais, como supermercados, farmácias, unidades de saúde, agências bancárias e locais de trabalho com permissão para funcionar. Para garantir o funcionamento das atividades essenciais, serviços de transporte por táxi ou veículo disponibilizado por aplicativo circularão normalmente, assim como os transportes de carga e veículos relacionados às atividades de segurança e saúde.

Plano de retomada da atividade econômica

O plano de retomada da atividade econômica é composto por quatro conjuntos de indicadores comportamentais e epidemiológicos que irão gerar uma nota, indicando os setores econômicos que poderão ser abertos em cada município.

A obediência ao isolamento social e às taxas de progressão de casos novos, ocupação hospitalar e letalidade serão os quatros parâmetros que irão gerar uma pontuação e uma bandeira verde, amarela, vermelha ou preta para cada município do Estado.

O município que apresentar a bandeira verde poderá ter todos os setores da economia em funcionamento, adotando as medidas de distanciamento social. A bandeira amarela indicará restrição de funcionamento de atividades que representam maior risco para o controle da epidemia. A bandeira vermelha permitirá a liberação apenas das atividades essenciais e a preta, representa restrições adicionais de locomoção.

Modelo terá quatro fases

A retomada das atividades econômicas obedecerá quatro fases: início da flexibilização, ampliação da flexibilização, abertura controlada e novo normal. A mudança de cada fase terá um intervalo mínimo de 14 dias, mediante a critérios como a redução do número de casos por pelo menos 14 dias contínuos, aplicação de testes rápidos e a capacidade do sistema de Saúde.

“Esses parâmetros geram uma nota para cada município, que vai resultar numa bandeira final para cada um, fazendo com que a gente possa indicar e orientar o prefeito a tomar as medidas em função da necessidade desses scores”, explicou.

Segmentos serão ouvidos

O governador afirmou que todos os segmentos da economia serão ouvidos a partir desta segunda-feira (1º), oportunidade em que as Secretarias e órgãos do governo estadual irão apresentar o plano e receber sugestões dos setores produtivos.

“Está no tempo de pensarmos na retomada e vamos conseguir isso, mas essa retomada precisa ser tranquila e baseada em dados para que a gente não precise recuar e que seja sempre um avanço na vida de cada um de nós. Vamos conseguir fazer isso com a ajuda da população, principalmente, dos segmentos econômicos. Nós estamos no caminho certo e peço que todos confiem na estrutura que a Secretaria de Saúde montou para dar as respostas ao enfrentamento da pandemia porque o nosso compromisso é com a vida e com o povo do nosso Estado. Vamos vencer e isso vai passar”, disse João Azevêdo.

Fonte: Secom/Governo da Paraíba
Arte: Bené Lima

Câmara dos Deputados aprova MP que altera regras trabalhistas durante pandemia

por Haryson Alves publicado 29/05/2020 12h35, última modificação 29/05/2020 12h35
29/05/2020 às 12h27

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (28) a Medida Provisória 936/20, que permite a redução de salários e da jornada de trabalho ou a suspensão do contrato trabalhista durante o estado de calamidade pública relacionada ao coronavírus. A MP será enviada ao Senado.

O texto prevê o pagamento de um benefício emergencial pelo governo aos trabalhadores. As regras valem para quem tem carteira assinada e para os contratos de aprendizagem e de jornada parcial.

Segundo o texto, o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda garantirá o pagamento de uma parte do seguro-desemprego por até 60 dias ao trabalhador que tiver o contrato suspenso ou por até 90 dias se o salário e a jornada forem reduzidos.

De acordo com o projeto de lei de conversão do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), o Poder Executivo poderá prorrogar esses prazos durante o período do estado de calamidade pública decorrente da pandemia.

O valor do benefício dependerá de quanto for a redução. Se o acordo entre empregador e empregado for individual, sem participação do sindicato, a redução poderá ser somente de 25%, 50% ou 70%, tanto do salário quanto da jornada de trabalho.

Nessa situação, se houver redução de 50%, o trabalhador terá direito a 50% do salário e a 50% do seguro-desemprego por mês. Como o seguro é calculado sobre a média dos salários dentro de alguns limites, o valor não chega a ser o mesmo que o reduzido.

Assim, por exemplo, quem tiver uma média de R$ 1,5 mil nos últimos três meses receberá de benefício R$ 600,00 (50% do seguro, de R$ 1,2 mil).
Para o relator, embora o texto não tenha sido aprovado como ele queria, ainda assim é motivo de comemoração. “Celebro cada vitória em um país em que mandatários evocam a ditadura para resolver conflitos políticos”, disse Orlando Silva.

Inicialmente, no cálculo do benefício emergencial, a versão de Silva para a MP usava a média aritmética simples dos três últimos salários, limitada a três salários mínimos (R$ 3.135,00). Mas um destaque do PP retomou o texto original da medida provisória, prevalecendo o seguro-desemprego como base.

Cálculo do benefício

Quem recebe uma média de R$ 2,5 mil terá direito a cerca de R$ 945,00 (50% de R$ 1.890,00). Se a média for maior que R$ 2.669,29, o valor fixo do seguro-desemprego é de R$ 1.813,03 e o trabalhador receberia metade disso como benefício emergencial (cerca de R$ 906,00).

Inicialmente, por meio da MP 928/20, o governo previa apenas a suspensão do contrato de trabalho sem recebimento de benefício.

Outras reduções

A MP permite a redução de salário e de jornada também por outros índices, mas isso pode ser desvantajoso para o trabalhador. Se o acordo coletivo prever redução menor que 25%, o empregado não recebe nada do governo.

O benefício será de 25% do seguro-desemprego para reduções de 25% até 50%. Diminuições de salários maiores que 50% e até 70% resultarão em um benefício de metade do seguro-desemprego mensalmente. Redução maior que 70% do salário e da jornada resultará em benefício de 70% do seguro-desemprego a que teria direito.

O relatório aprovado especifica que a redução ou a suspensão poderão ocorrer por setores ou departamentos dentro de uma empresa, abrangendo a totalidade ou apenas parte dos postos de trabalho.

Os acordos já realizados seguirão as regras da redação original da MP. A exceção é para a prevalência das cláusulas do acordo coletivo no que não entrarem em conflito com possível acordo individual anterior.

Ajuda voluntária

Se o empregador desejar, poderá pagar uma ajuda compensatória mensal ao empregado, seja no caso de redução de jornada ou de suspensão temporária.
Essa ajuda terá caráter indenizatório e não poderá sofrer descontos para imposto de renda ou Previdência Social ou Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Por parte do empregador, não integrará a base de cálculo para demais tributos incidentes sobre a folha de salários e para o imposto de renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Orlando Silva incluiu ainda a possibilidade de dedução da ajuda compensatória da base de cálculo do imposto de renda na declaração de ajuste anual por parte de quem recebe rendimentos não assalariados (autônomos, por exemplo), por parte do empregador doméstico e por parte de produtores rurais.

Todas as deduções serão aplicáveis para as ajudas pagas a partir de abril de 2020.

Individual ou coletivo

Segundo o texto aprovado, a aplicação do acordo individual ou coletivo dependerá do valor do salário e da receita da empresa.

Empresas médias ou grandes (receita bruta maior que R$ 4,8 milhões em 2019) poderão fazer contratos individuais ou coletivos para quem ganha até dois salários mínimos (R$ 2.090,00).

As micro e pequenas empresas (receita bruta até o valor citado) poderão firmar acordos individuais ou coletivos com quem ganha até R$ 3.135,00.

O contrato individual escrito poderá ser feito ainda se a redução for de 25% ou se, somados os valores do benefício emergencial e da ajuda compensatória e/ou do salário recebido, o empregado ficar com o mesmo salário de antes.

Quem ganha salário igual ou maior que duas vezes o teto da Previdência Social (equivalente a R$ 12.065,46) e possui diploma de curso superior também pode negociar individual ou coletivamente.

Quem estiver fora dessas condições terá de passar por negociação coletiva.

Aposentados

Como os aposentados que continuam trabalhando com carteira assinada estão impedidos de receber o benefício previdenciário, o relatório de Orlando Silva condiciona o acordo de redução ou suspensão ao modelo individual.

Adicionalmente, o empregador deverá pagar ajuda compensatória igual ao valor a que teria direito de benefício emergencial. Se a empresa for média ou grande (receita bruta maior que R$ 4,8 milhões em 2019), ela terá ainda de pagar mais 30% do salário normal.

Aviso prévio

Para trabalhadores que cumpram o aviso prévio, que antecede à demissão, a MP permite que empregador e empregado desistam desse aviso e adotem o programa emergencial de preservação de empregos.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Covid-19 e saúde mental: cartilha aborda prevenção do suicídio

por Clarisse Oliveira publicado 26/05/2020 13h20, última modificação 26/05/2020 13h19
26.05.2020 às 13h20

Pesquisadores colaboradores do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes/Fiocruz) disponibilizam a 16ª cartilha da série Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Pandemia Covid-19. A mais recente publicação tem como objetivo auxiliar profissionais de saúde a identificarem sinais de alerta e atuarem na prevenção do suicídio. O documento, elaborado em parceria com pesquisadores do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/Fiocruz) e do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, pode ser acessado aqui. Para conhecer todas as cartilhas da série Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Pandemia Covid-19, elaboradas sob a coordenação das psicólogas Débora Noal e Fabiana Damásio, diretora da Fiocruz Brasília, acesse página especial sobre o novo coronavírus.

A pandemia de Covid-19 pode ter efeitos na saúde mental das pessoas, desde reações esperadas, como estresse agudo, até agravos mais sérios, que causam profundo sofrimento psíquico. De acordo com a cartilha, “tendo em vista as estatísticas que apontam o aumento dos casos de tentativas e suicídios após eventos extremos, identifica-se como fundamental o desenvolvimento de estratégias de prevenção, acompanhamento e posvenção, visando o bem-estar da população”. Os autores explicam que “posvenção é um conjunto de atividades de cuidado oferecido às pessoas em luto por suicídio, cujo objetivo é apoiar sua recuperação e evitar possíveis complicações”.

A cartilha apresenta algumas características específicas sobre o comportamento nas diferentes fases da vida: crianças e adolescentes, adultos e pessoas idosas, destacando sinais de alerta mais comuns que merecem atenção em cada faixa etária. A publicação traz também um quadro que busca resumir como o profissional de saúde pode atuar no cuidado. As recomendações incluem, entre outras, não duvidar, desqualificar ou minimizar o relato de desejo de morte; acolher a pessoa e sua família, sem julgamentos; ter escuta cuidadosa e respeitosa; evitar apontar culpados ou causas. “Impedir o rápido acesso aos meios é uma das grandes medidas de prevenção”, lembra o documento.

Ao abordar o contexto de pandemia, a cartilha defende que “práticas e políticas públicas voltadas para a promoção de saúde mental e prevenção do suicídio são de extrema relevância nesse momento”, sugerindo intervenções universais (destinadas a toda a população), seletivas (com foco em indivíduos e populações sob baixo risco) e indicadas (ações imediatas e específicas para indivíduos e populações sob risco iminente ou que já desenvolveram o comportamento que se busca prevenir).

A publicação comenta questões relacionadas ao luto e às melhores práticas de posvenção. Ao final, reúne algumas orientações sobre a divulgação do tema. A abordagem nas mídias (especializadas ou nas redes sociais) deve ser feita “com responsabilidade e cuidado”: reportagens com informações inadequadas, fotos sobre suicídio e cartas de despedida, ao serem divulgadas, “podem provocar um efeito negativo, especialmente em momentos de vulnerabilidade como o que estamos vivenciando durante a pandemia”.

Texto e imagem: Agência Fiocruz

Governo inicia distribuição de três milhões de máscaras reutilizáveis nesta segunda

por Damião Rodrigues publicado 25/05/2020 09h52, última modificação 25/05/2020 09h52

25.05.2020 às 9h55

O Governo da Paraíba inicia nesta segunda-feira (25) a distribuição das máscaras reutilizáveis adquiridas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) por meio de edital em caráter emergencial. Elas serão distribuídas nas filas dos bancos, entre as pessoas que irão receber o auxílio do Governo Federal. A agenda tem a finalidade de efetivar as ações de vigilância em saúde com foco na prevenção e redução de contágio pelo coronavírus.

No total, serão quase três milhões de máscaras divididas entre as três macrorregiões de saúde, sendo: 1ª Macrorregião de Saúde (João Pessoa) - 1.369.860; 2ª Macrorregião de Saúde (Campina Grande) - 806.802; 3ª Macrorregião de Saúde (Patos e Sousa) - 798.504. De acordo com a secretária executiva de Saúde da Paraíba, Renata Nóbrega, a SES já recebeu 9 mil máscaras para serem distribuídas na 2ª Macro. “As máscaras de tecido, desde que confeccionadas em dupla camada, se mostram eficazes no combate ao coronavírus. Já organizamos com a região de Campina Grande a entrega nas filas dos bancos a partir desta segunda-feira”, pontua.

A ação será realizada em parceria com o Procon Estadual e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (Sedh), que atuam como coordenadores dessa distribuição, e consiste na entrega de um pacote com duas máscaras para cada pessoa que estiver na fila dos bancos para receber os pagamentos do auxílio emergencial e do Bolsa Família. Segundo o secretário da Sede, Tibério Limeira, a ação é para potencializar a proteção da população visto que há uma recomendação expressa das autoridades de saúde para o uso da máscara quando sair em locais públicos. Para ele, as filas dos bancos estão geralmente grandes.

“Vamos iniciar por Campina Grande com o primeiro lote que chegou dessa compra que o Governo do Estado fez e que vai servir pra atender a população mais vulnerável, que é a que mais precisa no Estado, e reforçar esse processo da proteção individual, da segurança, nesse momento de pandemia. Toda a ação será realizada de forma organizada, com protocolo de recebimento da máscara e com as devidas medidas de proteção tomadas”, explica.

Para superintendente do Procon/PB, Késsia Cavalcanti, a ação se faz importante porque as filas dos bancos se configuram como um vetor de grande preocupação, sendo um local de aglomeração. “Esse é o momento em que todos precisam estar protegidos. O Procon do Estado já vem desempenhando um papel de fiscalização e educação para o consumo. O objetivo é levar proteção e segurança àqueles que precisam”, destaca.

A ação desta semana será realizada em três pontos: Na agência da Caixa Econômica do Centro, na da Getúlio Vargas e na da Avenida Canal. No ato de entrega, as pessoas que receberem as máscaras preencherão um formulário com nome e CPF para prestação de contas da entrega, como forma de transparência do Governo do Estado nas ações de combate à pandemia.

Fonte: Secom/PB

Arte: Bené Lima

Câmara dos Deputados aprova indenização de R$ 50 mil a dependentes de profissionais de saúde mortos por Covid-19

por Haryson Alves publicado 22/05/2020 11h30, última modificação 22/05/2020 11h30
22/05/2020 às 11h30

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (21) o Projeto de Lei 1826/20, dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), que prevê o pagamento, pela União, de compensação financeira de R$ 50 mil aos profissionais e trabalhadores de saúde incapacitados permanentemente para o trabalho após serem contaminados pela Covid-19. A indenização se aplica também no caso de morte por essa doença.

Segundo o substitutivo do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), que será enviado ao Senado, serão atendidos também, por incapacidade ou morte: os agentes comunitários de saúde ou de combate a endemias que tenham realizado visitas domiciliares durante a pandemia; aqueles cujas profissões de nível superior sejam reconhecidas pelo Conselho Nacional de Saúde; aqueles cujas profissões, de nível técnico ou auxiliar, sejam vinculadas às áreas de saúde; e aqueles que, mesmo não exercendo atividades-fim de saúde, ajudam a operacionalizar o atendimento, como os de serviços administrativos e de copa, lavanderia, limpeza, segurança, condução de ambulâncias e outros.

“Esses profissionais estão dando a vida para salvar as nossas”, afirmou Fernanda Melchionna, citando todos os autores de projetos apensados e outros que participaram da articulação para aprovar a matéria. Também foi citado o movimento Mais do que Palmas, que inspirou a apresentação do projeto.

Já para Reginaldo Lopes, o projeto mostra uma valorização mínima que deve ser dada a esses profissionais. “Depois, devemos avançar mais na garantia de um piso mínimo e carga horaria para os profissionais de enfermagem”, disse.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ressaltou que a indenização é uma forma de reconhecer o esforço daqueles que se contaminaram atuando na linha de frente do combate ao coronavírus. "Sabemos que nada substitui a dor pela perda de um ente querido, mas acreditamos que esta ação pode ajudar na reestruturação das pessoas que sofrem com a pandemia", disse Maia.

Valores

O substitutivo determina o pagamento de R$ 50 mil por morte ou incapacidade permanente. No caso de morte, o valor será dividido igualmente entre os dependentes e o cônjuge ou companheiro.

Além desse valor, será devido o valor de R$ 10 mil por cada ano que faltar para o dependente menor de 21 anos atingir essa idade. Ou seja, se o profissional falecido tiver deixado um bebê recém-nascido, ele terá direito a R$ 210 mil.

Para dependentes com deficiência, a indenização será de R$ 50 mil, independentemente da idade.

Os valores somados de todas as indenizações devidas deverão ser pagos em três parcelas mensais, iguais e sucessivas.

Segundo o relator, o total a ser gasto não seria muito, exemplificando que, das cerca de 20 mil mortes por Covid-19 no Brasil, o total de enfermeiros falecidos corresponde a 143. Mauro Nazif ressaltou ainda que muitos deles atuaram sem os equipamentos necessários, arriscando-se muito mais do que seria o tolerável.

Condições de saúde

A presença de comorbidades não afasta o direito ao recebimento da compensação financeira. A indenização poderá ser concedida mesmo que a Covid-19 não tenha sido a única causa, principal ou imediata, para a ocorrência da incapacidade permanente para o trabalho ou do óbito.

Entretanto, deve ser mantido o nexo temporal entre a data de início da doença e o diagnóstico, comprovado por exames laboratoriais ou laudo médico atestando quadro clínico compatível com a doença.
A concessão da indenização estará sujeita à avaliação de perícia médica realizada por servidores integrantes da carreira de perito médico federal e será devida mesmo se a incapacidade ou morte ocorrer depois do fim do estado de calamidade pública ou anterior à publicação da futura lei.

Tributos

Como o dinheiro terá natureza indenizatória, sobre ele não incidirá o pagamento de imposto de renda ou de contribuição previdenciária, além de não prejudicar o direito ao recebimento de benefícios previdenciários ou assistenciais previstos em lei.

Afastamento do trabalho

Devido ao isolamento, Nazif incluiu no relatório dispositivo para dispensar o trabalhador de apresentar ao empregado, por sete dias, comprovação de doença. A regra vale durante o período de emergência em saúde pública.

No oitavo dia de afastamento, o trabalhador poderá apresentar, como justificativa válida, documento de unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) ou documento eletrônico regulamentado pelo Ministério da Saúde.

Texto e foto: Agência Câmara de Notícias